You're mine for life.
22 Alguns capítulos antes...
Notas iniciais
ANTERIORMENTE...
POV Puck
Era agora ou nunca, quando vi que as garotas haviam já entrado na escola, eu saltei do carro e fui até Quinn, ela já estava quase de saída, mas entrei na frente e comecei a mexer os braços para cima de um modo que ela me visse. Acho que deu certo, pois quando ela me viu parou o carro na mesma hora.
Quinn ficou branca quando me viu, parou o carro em um movimento brusco que quase a fez bater a cabeça contra o volante.
"Puck." Consegui ler em seus lábios ela pronunciando meu nome. No mesmo momento fui em direção ao lado do passageiro, ela abriu o vidro para falar comigo.
"Oi Q." Disse e ela não falou nada, parecia que a mesma estava vendo um fantasma, mas eu também estava, não via Quinn há 15 anos.
Depois de uns três minutos nos encarando ela finalmente disse algo, como eu estava com saudades de ouvir a voz daquela mulher.
"Puck... mas como?" Ela perguntou confusa. Ela passava as mãos no rosto, parecia que estava tentando acordar de um sonho, ou quem sabe um pesadelo para ela. "Mas você não estava em New York com sua irmã?" Disse mais confusa ainda.
"Quinn, nós realmente precisamos conversar, você não acha? Será que você poderia fazer a gentileza de me deixar entrar?" Eu disse e no mesmo momento ela abriu a porta do carro. "Podemos ir á algum lugar?" Falei a encarando nos olhos.
...
O casal foi em uma lanchonete próxima ao colégio das meninas, Puck e Quinn estavam desconfortáveis com a presença um do outro, não era para menos, os dois não se viam há anos, a última vez foi no colegial quando eles decidiram terminar o namoro, quer dizer Quinn decidiu terminar o relacionamento.
Se acomodaram em uma mesa afastada do resto dos clientes, perto da janela da lanchonete. Puck e Quinn sentaram frente à frente, a loira ficou de cabeça baixa por cinco minutos mais ou menos, parecia que ainda estava tentando raciocinar o que estava havendo ali.
"Então, o que te trouxe de volta à Lima?" No momento que Quinn tentou puxar algum assunto a garçonete do local chegou para atendê-los.
"Olá, boa tarde. O que gostariam de pedir?" Ela encarou o casal.
"Eu gostaria de um café puro e forte, e para ela..." Puck deu uma pausa olhando para Quinn. "Para ela, um milk shake de morango." No mesmo momento que ele disse isso Quinn abriu um leve sorriso.
"Tudo bem, um café bem forte e um milk shake de morango." A moça disse repetindo os pedidos e os deixando a sós.
"Não acredito que você ainda se lembra da minha bebida favorita." A loira disse impressionada.
"Lógico que eu ainda me lembro Q, a gente vinha aqui quase todos os dias depois das aulas." Puck disse pegando na mão de Quinn que estava sobre a mesa.
"Bom, mas o que estávamos falando mesmo? Ah sim, o motivo de você estar aqui em Lima." Quinn disse retirando sua mão da do cavalheiro.
"Eu voltei faz muito tempo, Rachel é quem voltou esse ano com a minha sobrinha." Puck respondeu com um ar de vergonha do que havia acabado de ocorrer.
"Finn deve ter ficado bem feliz quando conheceu sua sobrinha." Quinn imaginou sorrindo e Puck assentiu.
"Bom..." Ele abaixou um pouco a cabeça. "Eu me casei com a Santana." Puck confessou de repente fazendo o constrangimento aumentar.
"Interessante, ela sempre foi louca por você." Quinn disse séria com uma expressão ciumenta.
"E você? Beth é sua filha, certo?" Puck perguntou interessado.
"Sim, sou mãe solteira." Quinn disse direita e Puck a observou atento. "Casei-me com Sam Evans, mas assim que Beth nasceu nos divorciamos." A loira disse em uma tacada só.
"Aqui está o café bem forte, e o milk shake." Antes que Puck tivesse qualquer reação, o casal foi interrompido pela a garçonete, a mesma colocou os devidos pedidos na mesa.
E por alguns minutos eles apreciaram suas bebidas silenciosamente. Quinn ficava se perguntado por que havia deixado Puck entrar em seu carro e ela ter ido justo naquela lanchonete.
"Então, meus parabéns. Eu a vi algumas vezes, Lolo e ela são amigas e me parece ser uma menina muito educada. Ela é realmente linda, você fez um ótimo trabalho Quinn." Disse cheio de orgulho, e a loira havia percebido essa entonação dele. "Sam também deve ser um pai orgulhoso, mesmo que de longe." Completou.
"Muito obrigada. Sim, Sam é um pai orgulhoso, mas ela não o conhece." A loira disse abaixando o olhar.
"Sinto muito." Puck lamentou e logo mudou o foco. "Eu adoro esse nome, Beth. Lembra de quando éramos mais novos? Sempre dizíamos que nossa filha teria esse nome, fico muito feliz de você ter escolhido esse mesmo para sua filha." Puck disse novamente pegando na mão de Quinn, mas dessa vez ela não recuou.
"Realmente é um lindo nome." Quinn o olhou nos olhos e como em um ato de carinho, ela colocou sua outra mão no rosto de Puck, o rapaz fechou os olhos e tornou a abri-los novamente, no impulso olhou para a loira e não se conteve.
"Eu ainda tenho um carinho muito grande por você Q, eu sempre vou te amar." Quinn apenas sorriu, mas não disse absolutamente nada.
"Eu preciso ir Puck, mais tarde tenho que pegar a Beth no colégio." Ele apenas assentiu e pela mesma porta que haviam entrado, a ex-líder de torcida saiu. E Puck, ficou ali, apenas encarando a porta por alguns minutos.
HOJE...
Depois do colégio Lauren foi para casa do pai, ficou no seu quarto até anoitecer, passando tudo que havia acontecido no dia em sua cabeça, todos os momentos. Quando não estava fazendo isso estava estudando o roteiro da peça ou vendo suas séries. A mesma adormeceu um pouco depois de alguns episódios de 'One Tree Hill' –a série da vez-.
O grandão estava lavando a louça do jantar, Taylor não havia comido em casa, a mesma tinha saído com umas colegas naquela noite. Ele estava tão concentrado que nem ouviu a campainha tocando algumas vezes, até que a pessoa que estava no lado de fora da porta esqueceu seu querido dedo nela.
"Meu Deus, já estou indo, não precisa quebrar a minha campainha." Disse o mesmo com a voz um pouco mais alterada do que o normal.
"Oi, eu vim buscar a Lolo. Ela está bem?" Rachel disse assim que ele abriu a porta de seu apartamento. Assim que viu que era ela Finn tirou a cara de carrancudo do rosto e deu um leve sorriso de lado.
"Sim... Eu vou chamá-la." Finn ia saindo em direção ao quarto da filha quando Rachel resolveu interceptá-lo:
"Não vá Finn, vamos aproveitar e conversar um pouco. Gostaria de saber como você está." Rachel disse com a voz carregada de curiosidade entrando no apartamento e fechando a porta atrás de si.
"Tem que parar de se preocupar comigo, Rachel. Os problemas que nossa filha anda tendo, não muda nossa forma de nos tratarmos e cada um tem que seguir o seu caminho." Finn foi frio e direto.
"Eu não quero seguir esse caminho sem você,Finn. É muito difícil de você entender isso?!" Rachel disse se aproximando dele, o mesmo não se afastou nem um milímetro.
Percebendo, Rachel não perdeu tempo e como no hospital, o surpreendeu com um beijo. Beijo esse que o fez lembrar-se da conversa que tiveram há alguns dias.
Flashback ON.
Rachel havia aproveitado a ausência de Brody para pedir que Finn viesse até sua casa. Ela estava decidida, nada a pararia agora, ou ela teria Finn de volta ou o perderia para sempre.
Finn havia demorado para chegar, porém, estava preocupado achando que o "URGENTE!" da mensagem referia-se à sua filha. Quando Rachel abriu a porta, puxou Finn tentando não fazer barulho e rezando para Lauren não descer até a cozinha.
"Lauren está no quarto, ela não sabe que você está aqui." Rachel disse como se soubesse o que ele estava pensando.
"Então o que era tão urgente?" Finn perguntou a encarando seriamente. Os dois estavam frente a frente no centro da cozinha.
"Vamos nos sentar, eu creio que será uma conversa longa." Rachel sorriu tímida, pegou na mão dele como se tudo estivesse bem entre eles e o guiou até os bancos da bancada.
"E então..." Finn indagou depois de alguns minutos de silêncio.
"Finn..." Rachel hesitou olhando para o chão. "Essa conversa será definitiva sobre o nosso futuro." Disse ainda olhando para o mesmo lugar.
"Nosso futuro como pais da Lauren?" Finn perguntou ainda não entendendo.
"Sim e não. Na verdade, não precisamos envolver a Lauren agora, isso é sobre nós." Ela finalmente o olhou.
"Estou começando a ficar confuso." Disse um pouco curioso e apreensivo.
"Brody me pediu em casamento." Ela disse por fim esperando uma reação.
"Eu suponho que você tenha aceitado e foi por isso que me chamou aqui, para saber o que eu penso sobre isso antes de você contar para Lauren e oficializar as coisas." Deduziu sem expressar nenhum sentimento. Rachel não respondeu, mas quando abriu a boca, ele continuou. "Sendo sincero, Rachel... Eu acho que você merecia alguém melhor, até porque esse alguém irá conviver com a minha filha também, mas eu fico feliz por você estar seguindo em frente. Ainda mais agora." Finn sorriu pegando na mão dela e apertando calorosamente.
"Como assim 'ainda mais agora'?" Rachel perguntou um pouco incomodada com o rumo que aquela conversa estava tomando.
"Taylor está grávida e decidimos que vamos nos casar o mais rápido possível. Será algo simples, ela já está começando a correr atrás de todos os detalhes." Finn deu um meio sorriso e Rachel sentiu seu mundo desmoronar.
Um filho. Taylor teria um filho dele, com toda certeza seria a melhor experiência para ele, já que Rachel o privou de acompanhar a gravidez e o crescimento de Lauren. Ela sentia um misto de sentimentos, raiva e tristeza. Estava com náusea só de imaginar esse casamento.
"Grávida?" Foi tudo o que saiu da boca da morena, a mesma estava perplexa.
"Sim, de dois meses. Quando terminei com ela por sua causa, ela começou a fazer tratamentos para engravidar. De alguma forma ela sentiu-se comovida comigo e com a Lolo." Finn continuava falando sem perceber que Rachel não estava nem um pouco feliz. "Aliás, você é a primeira a saber, depois da família dela."
"E eu deveria ficar lisonjeada por ser a primeira a saber dessa notícia maravilhosa? Qual é a próxima notícia? Eu serei a madrinha do casamento?" Rachel disse com a voz carregada de ironia, levantou-se indo para outro lado da bancada. Longe de Finn.
"Eu não entendo o motivo de estar tão nervosa." Só então ele percebeu.
"Não é óbvio?" Ela disse chateada.
"Então quer dizer que você pode seguir em frente com a sua vida e eu não?" Finn perguntou um pouco nervoso.
"A questão não é essa." Rachel disse baixo, com os olhos marejados.
"E qual é?" Finn perguntou aproximando-se de Rachel.
"Eu não aceitei o pedido de casamento." Um silencio tomou o ambiente. "Eu estava tentando te contar desde o início, porque eu finalmente me decidi. Depois de analisar tudo o que aconteceu, eu decidi que quero ficar com você." Rachel disse segurando suas lágrimas.
"Sinto muito, mas agora já é tarde demais." Finn disse com muita frieza, ela nunca tinha o visto tão frio quanto naquele momento.
Nesse momento Lauren apareceu no local e logo ficou totalmente feliz por ver seu pai em sua casa.
Flashback OFF.
"Não Rachel, isso não está certo. Eu estou noivo e é isso que nos separa. Você não pode me acusar de ter cansado de lutar. Por favor, eu peço que não me beije mais." Finn a empurrou delicadamente afastando-se também.
"É que eu não posso Finn." Rachel disse quase em tom de súplica.
"Mas você em breve vai oficializar seu noivado com Brody e eu vou me casar com a Taylor, que está esperando um filho meu." Finn disse tentando convencê-la e convencer a si próprio.
"Continua com essa estupidez?" Rachel bufou andando de um lado para o outro.
"Não é nenhuma estupidez querer refazer minha vida, assim como você está refazendo a sua." Finn a acusou.
"Eu não estou refazendo minha vida. Por favor, entenda de uma vez, eu quero esperar você, eu quero estar com você, quero que compreenda de uma vez por todas que por mais que me separe de você; nossos corações sempre estarão juntos, vão estar unidos pra sempre." Ela acariciou o rosto dele enquanto dizia e Finn segurou em seus pulsos.
"Talvez esse seja o nosso castigo por nos amarmos tanto. Não esquecer um do outro mesmo que nunca estejamos juntos." Finn disse aparentemente triste. Afastando-se mais uma vez dela.
"Por que você insiste, Finn? Por que insiste em tornar nossa vida tão difícil?" Lágrimas começaram a cair no rosto da morena.
"É que eu não estou insistindo em nada. Talvez seja você ou a vida que esteja, não sei. Mas a realidade é que não podemos estar juntos. Por favor, vá embora, espere a Lauren lá fora. Não digo para não voltar porque agora temos guarda compartilhada mas quando vier não fale mais de amor ok?" Finn tentou finalizar o assunto.
"Isso é tudo que você tem pra me dizer?" Rachel perguntou magoada.
"É a nossa realidade." Finn disse com um ar de suplicação para que ela saísse.
"A nossa realidade no momento é que eu estou disposta a tudo por nós dois, e você não." Rachel retrucou, indo em direção a porta.
"Só quero relembrar que se estamos separados foi por sua culpa. Tenta me esquecer, Rachel." Finn acusou apontando o dedo enquanto Rachel balançava sua cabeça negando.
"Agora vai. Vai, por favor, você vai me trazer muito problemas se continuar aqui." Finn implorou.
"Claro... Agora você tem medo de perder a Taylor, não é?" Rachel limpou as lágrimas e falou com um misto de ironia e tristeza.
"A única coisa que eu sei, é que não tenho nenhum direito de atormentar a Taylor. Ela é muito boa comigo, vamos ter um filho e eu não quero que seja como foi com a Lauren. Quero ter os meus filhos ao meu lado sempre." Finn argumentou.
Rachel ficou sem resposta e sentiu que iria chorar novamente. Decidiu não responder e fez o que ele havia pedido, saiu de lá o mais rápido possível. Esperou sua filha em seu carro. Antes de a garota chegar, não aguentou e chorou desesperadamente.
Não conseguia aceitar que tudo o que eles viveram juntos havia acabado. Definitivamente.
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