You're mine, Angel.

8 Isso é só o começo.


Notas iniciais
Olá anjos. Obrigada por estarem acompanhando a fanfic. Sem mais delongas, boa leitura e até as notas finais.

Nora PoV

Quando estava quase caindo no sono ouço a campainha tocar, resmungo um xingamento qualquer e me levanto para atender, mas Patch me interrompe, segurando meu braço e fala que vai atender, beijando o topo da minha cabeça.

– Mas o que..

Ouço Patch falar e me levanto, querendo saber quem esta conversando com ele.

Me deparo com Vee e Kurt arrumados entrando, e um Patch um tanto raivoso por não ter conseguido dormir.

– Nora, você tem que se arrumar.

– Vee, você não estava triste?- Pergunto erguendo uma sobrancelha.

– Exatamente, mas Kurt me falou que tinha um festa e bom, eu precisava me animar.

Já ia protestar mas Vee faz um gesto com a mão para que eu me cale, e começa a ir para meu quarto, me levando junto.

– Vou escolher sua roupa.

Ia agradecer, falando que eu mesma ia escolher minha roupa mas como Vee sabia que eu faria isso ela me empurrou para o quarto, fechando a porta.

•••

– Eu to parecendo uma vadia. — bufo irritada.

Aliso a saia preta curta que Vee pegou e visto uma jaqueta, tambem preta.

Minha roupa era praticamente toda preta, só o batom vermelho que salvava. Top, saia e maquiagem pretas. Um salto de veludo vinho, quase preto tambem, mas Vee deixou que eu escolhesse pelo menos o salto.

– Nora você está linda, agora vamos.

Saio do quarto, já me sentindo enrubescer com o olhar de Patch.

– Anjo, você está linda.

Dou um sorriso e ele retribui me puxando para um beijo. Nos separamos ao ouvir reclamações de Kurt e Vee.

– Os pombinho já acabaram? — Vee iria continuar, mas Kurt interrompe, completando a frase.

– Temos que ir pra festa.

Sorrio sem mostrar os dentes para os dois que completaram a frase, pelo que parece os pombinhos não são só Patch e eu.

•••

A festa era em um galpão imenso perto da praia em um lugar distante e quase vazio. Sempre que eu passava por aqui sentia um pressentimento ruim. E agora parecia pior.

– Nora relaxa, curta a festa. — Kurt pisca para mim e entra no galpão ao lado de Vee.

Patch percebe meu desconforto e me abraça de lado, beijando o topo da minha cabeça.

Narradora PoV

Vee foi direto beber, querendo esquecer tudo que estava acontecendo. Essa guerra que estava prestes a começar, suas brigas com Gavin... ele não queria acreditar nela de nenhum jeito, falande que ela estava completamente pirada. Vee precisava muito do apoio de seu marido.

– Não beba muito. — Kurt alertou, encostando na parede ao lado de Vee.

Em resposta ela bebe todo o conteúdo do copo que estava segurando, e pega o de Kurt tambem, indo para a pista de dança logo depois, puxando Kurt pelo colarinho da camisa.

•••

Nora ainda estava indecisa com essa festa, não sabia quem estava dando a mesmo ou se tinha alguém que trabalhasse pro Anjo Gelado aqui. Mas Nora decidiu confiar em Kurt, ele não os levaria para um local perigoso.

– Anjo, vamos dançar.

Patch sorri maliciosamente, virando o copo que estava em sua mão. Nora faz o mesmo, seguindo Patch para a pista de dança.

••••

Vee dançava acompanhando o ritmo da música, junto com Kurt, que dançava desajeitado.

Vee diminui o ritmo, olhando no fundo dos olhos negros de Kurt, passando os braços pelos ombros de Kurt, deixando-o um tanto surpreso. Ela sorri e inclina a cabeça, com a intenção de beijá-lo, mas Kurt desvia e cola sua testa na de Vee, dando um sorriso de lado.

– Eu quero te beijar, te beijar loucamente. Não só te beijar mais te levar para fora desta festa e fazer altas loucuras no meu apartamento — Kurt fala olhando nos olhos de Vee — mas nunca me aproveitaria de você nesse estado.

Vee ia falar que se sentia sóbria e nao via problemas em se aventurar no apartamento dele, mas é surpreendida por um homem desferindo um soco no rosto de Kurt.

••••

Nora ouve um gritinho de Vee e passa empurrando todos que estão na sua frente, indo para o que parecia o centro da atenção no galpão.

Quando Nora consegue chegar perto o bastante ela vê Gavin e Kurt brigando, com Vee segurando Gavin e um homem segurando Kurt, mas quase desistindo, Kurt é um anjo caído, forte demais para um humano.

Patch corre em direção a Kurt, tentando acalmar o amigo, gritando um pouco também.

– Quem é esse merda? — grita Kurt.

– Olha como você fala comigo, seu idiota. — grita Gavin de volta — Ela é minha mulher, e homem nenhum toca nela desse jeito.

Nora vai na direção de Vee, gritando para que Gavin saia da festa.

Então tudo começa. O som dos tiros, janelas quebrando, gente gritando.

Gavin sai correndo ao mesmo tempo que pessoas mascaradas começam a ocupar o galpão, deixando algumas pessoas saírem.

– Anjo! — Patch grita puxando Nora para uma saída, tentando se camuflar no meio da correria.

Kurt e Vee já corriam para outra saída, também tentando não ser reconhecidos.

– Cadê o Gavin? — Grita Vee — GAVIN!

Ambos planos não dão certo, Kurt, Nora, Vee e Patch arremessados para o centro do galpão.

Nora levanta e saca duas adagas escondidas na sua roupa, Vee pega o chicote que Nora emprestou, que antes parecia um cinto. Kurt e Patch preferem lutar corpo a corpo.

Eles avançam, mas Vee dá um grito, largando o chicote e indo em direção a um dos caras mascarados, que agora segurava um homem, com uma espada contra sua garganta.

– Isso é só o começo. — O cara sussurra, sua voz era grossa, rouca.

Vee solta um outro grito quando cortam a cabeça do homem. Todos atordoados demoram para perceber que o homem era Gavin.

– NÃO! — Grita Vee chorando. Kurt segura ela enquanto os homens saem, levando consigo o corpo.

– Eu levo ela pra casa.- Kurt diz a puxando.

– Não, vem com a gente. — diz Patch.

Kurt respira fundo e beija a cabeça de Vee.

– Vai ficar tudo bem.

••••

Nora PoV

Choque. Era tudo que meu corpo sentia. O grito de Vee, os tiros, Gavin sendo assassinado... Vee não poderia aguentar mais um amor de sua vida morrendo. Não novamente.

Estávamos nós quatro de volta ao meu apartamento. Patch estava sentado no sofá com os cotovelos sobre os joelhos e o rosto entre as mãos. Kurt estava no meu quarto com Vee, que desde então não parava de chorar.

– Eu sinto que a culpa é minha. — diz Patch.

– Como assim? Você não fez nada. — corro para o sofá, levantando o rosto de Patch.

– Por isso mesmo. Eu não aguento mais conviver com culpa, Anjo. Scott morreu tentando te proteger, sendo que isso era dever meu. Gavin morreu tentando protegem Vee, quando eu que deveria estar fazendo isso. Mas não, eu estava muito ocupado caído no chão sem conseguir lutar! — diz Patch com o maxilar travado.

– Patch! Não é seu dever proteger todo mundo! — falo irritada — você não é o salvador do universo. Entenda isso de uma vez por todas.

– Eu sou tão inútil, que nem anjo da guarda eu consegui ser. Eu sou fraco. — Patch se levanta e segue para a varanda.

– PATCH! VOLTA AQUI. — Grito.

– QUE PALHAÇADA É ESSA AQUI? — Vee sai do quarto berrando mais alto que eu, me deixando congelada.

– O Patch, ele está... — Vee não deixou eu completar.

– JEV-PATCH-CIPRIANO ENTRA AQUI AGORA! — Vee grita irritada, pronunciando o nome do Patch misturado com seu apelido e sobrenome, deixando Kurt com os olhos arregalados. Patch entra na sala, mais assustado que Kurt.

– Ninguém me chama pelo nome — Patch sussurra com os olhos semicerrados — ninguém.

– Okay gente, vamos parar — Kurt fala levantando as mãos.

– Que tal vocês pararem de agir como idiotas e perceberem que eu sou como um peso morto para vocês? — Vee solta irritada — eu sou desajeitada, não consigo lutar.

– Vee, isso não...

– Nora — Vee diz irritada — cala a boca.

– O que a Vee está tentando dizer é que ela precisa de treinamento — explica Kurt.

– Tudo bem, sem problemas — diz Patch.

– Quando começamos? — Pergunto olhando de Patch até Kurt.

Vee dá um sorrisinho que não combina com seus olhos vermelhos e inchados.

– Agora.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Se sim, comentem e favorite. Até o próximo capítulo e beijinhos.