Youre Not That Far Away
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV’s Malu
Março de 2006.Eu estava na 8ª série. Não era uma aluna muito bagunceira, mas falava demais, não demais ao extremo, mas ao ponto de professores me mandarem ficar quieta por um momento. Estudava em uma escola particular, não muito longe da minha casa. Era um colégio que já havia sido de freiras, e lá, a crença católica era bruta! Como era de outra religião, me sentia pouco a vontade ali, mas gostava dos meus amigos e professores, que nem davam a mínima para qual religião eu era.
Era uma sexta feira, eu havia acabado de chegar em casa. Minha mãe não estava em casa, Joguei minha mochila em minha cama e troquei de roupa, tirando meu uniforme branco e minha calça jeans. Fui para a cozinha preparar meu almoço, mas acabei só colocando um tanto de besteiras no prato e fui para meu quarto. Liguei meu note, e navegava pela santa e maravilhosa internet.
Entrei no meu orkut, e tinha um pedido de amizade. Era um garoto, até que bonito. Fui dar uma olhada em seu perfil, e não tínhamos nenhum amigo em comum. Decidi adicionar assim mesmo, afinal, é sempre bom fazer amigos!
Deixei um scrap em sua página, que o mesmo dizia:
“oi =) bem, acho que não nos conhecemos, certo ? rs.
então, acho que é legal fazer amigos, mas uma coisa me deixou curiosa: como encontrou meeu orkut? Haha.
bem, já está aceito; beijos =*”
Achei que fui bem educada, e ainda assim perguntei o que queria.
POV’s Pedro
Estava tão desanimado! Meu computador estava travando demais, os meninos estavam ocupados com as provas de violão. E o Thomas... ah, seilá o que ele estava fazendo!
Sei que aquele dia não estava nada muito bom. Não estava ruim, só não tinha nada de novo, nem de velho. Tinha sido mandado pra fora da sala na aula de Biologia, pois estava rindo muito com o Thomas.. viado!Tinha levado toda culpa por causa dele! Mas, irrelevante.
Pois bem, estava um tédio pra lá de enorme, então decidi responder tópicos de comunidades. É, eu devia estar mesmo na fossa pra fazer isso.
Comecei por uma comunidade que se tratava de música. Eu amava música! Era minha vida, meu sonho, minha paixão. Tinha uma banda com meus melhores amigos, mas, tudo bem.Voltando a comunidade...
Entrei em um tópico que dava dicas de sons diferentes. Fui passando de páginas até a última, e adivinha? Travou a merda do meu computador denovo. DROGA! Comecei a clicar em tudo quanto era coisa sem nem ver. Logo depois que destravou, abriu no perfil de uma garota, linda por sinal.
Fiquei admirando a sua beleza em sua foto do perfil, e resolvi adicionar. Certamente ela não me adicionaria, mas, não custaria-me nada tentar. Adicionei.
Depois de poquíssimo tempo, vi que tinha recebido um recado, e era da linda garota que acabara de tentar adicionar. Ela tinha me aceitado – meu olhos brilharam assim que vi – e me mandou um recado perguntando como consegui seu orkut.
POV’s Malu
Logo depois que mandei o recado, ele me respondeu. Fofamente fofo, confesso.
“heey :D bom, te encontrei em uma comunidade, e acredite se quiser, foi um clique por engano! rs. Pois é, fazer amigos é sempre, muito bom ! valeww ai por aceitar. Beijos.”
Meu coração acelerou. EAI MALU? POR QUE? É, isso nem eu sabia explicar! Nem as fotos do garoto ainda havia visto. Estranho, muito estranho. Respondi, e trocamos alguns outros recados. Ele era engraçadinho. Pediu meu msn, passei. Acho que já poderia fazer isso.
Conversamos por tanto tempo! Confesso que passei a tarde toda naquele computador, e foi legal.
Descobri várias coisas sobre ele. Tinha uma banda com os melhores amigos, que eram: Pelu, Lucas, vulgo Koba e Thomas.
Tinha a mesma idade que eu, e estava na mesma série. Mas, havia um problema...
Ele morava em São Paulo, e eu, no interior de São Paulo, Franca.
Quando ele me disse que morava tão longe, fiquei triste imediatamente sem querer.
O que estava acontecendo comigo? Aquele garoto estava mexendo comigo. Mas como? Em apenas um dia de conversa? Não dona Maria Luiza, isso não era possível. NO WAY!
Minha mãe chegou em casa por volta das 19hrs em casa, como sempre. Ela era professora, e trabalhava o dia todo! Adorava quando ela chegava em casa! Ela era uma das minhas melhores amigas, além de ser minha mãe.
Resolvi sair um pouco do computador. Dei tchau para o Pedro, que foi muito legal comigo aquele dia todo, e tínhamos muito assunto. Adorei aquele garoto!
Fui comer algo com a minha mãe e ver televisão.
POV’s Pedro
Que garota! Ela era diferente, engraçada. Conversamos o dia todo, e eu tinha realmente gostado do papo dela. Tinha a ver com o meu, e se completavam.
Descobrimos várias coisas um sobre o outro naquele dia.
Morávamos longe um do outro. Ela no interior e eu na grande São Paulo.
Tínhamos a mesma idade, e acho que isso explicava o porquê de nossas conversas durarem tanto!
Era noite, umas 19hrs mais ou menos, ela disse que iria sair, pra ficar um pouco com a mãe. Fiz o mesmo.
Fui pra cozinha, e minha mãe estava arrumando o jantar, me sentei na mesa, e ela me olhou.
-Ué, o que aconteceu pra ter saído do quarto? –ela disse com um quase sorriso irônico no rosto- A internet caiu, ou a televisão pifou?
-Nada disso mãe. – disse contrariando-a .
Eu peguei um pão de queijo que estava dentro de uma sacola de papel em cima da mesa.
-Porque você está assim, tão, felizinho, coradinho? O que você fez, senhor pedro? – Ela disse colocando uma panela no fogão, e virando para me olhar.
-Ah, nada de mais mãe! – Silêncio no recinto – Na verdade, aconteceu sim, mas acho que você vai achar maluquice, ou idiotice, sei lá!
-Me diz. – Ela me fitou, séria – Bom, é que, hoje eu conheci uma menina, mas não pessoalmente, foi internetmente. (Acho que essa palavra nem existia, ao certo.)
-Isso não é meio perigoso? Sei não hein... Hoje em dia esse mundo ai de computador está cada vez pior! – Ela se virou de frente para o fogão novamente.
-Não mãe, eu que adicionei ela nos meus contatos, sabe? Acho que se fosse pra pensar em perigo, ela pensaria que eu era perigoso! – Gargalhei dando uma mordida no pão de queijo.
-Bom, e ela mora por aqui? – Com um a certa curiosidade no olhar.
-Não, em Franca, ela disse. Acho que é meio longe. Ela explicou que fica perto de Ribeirão Preto, não sei direito. Só sei que ela não é de Sampa, e nunca veio aqui.
-Ahn... que legal! E ela é.. legal, bonita ? – Po**a mãe, tá interessada hein?! – Ah, eu achei ela linda, legal e tudo. Sabe, a gente conversou a tarde toda no msn. Ela me contou um monte de coisas, do tipo: qual a idade dela,que período estuda e tals. Essas coisas assim sabe? – Ela só concordou com a cabeça.
Levantei dali e fui pra sala. Tinha acabado de me sentar no sofá e o telefone tocou. Ai que preguiça de pegar , mano! Lentamente, sem a maior vontade, fui pegar o tel do lado da televisão.
-Alo? – Falei meio sem vontade- Eaêee maninhow! – Thomas, tinha certeza de quem era.
-Aah, eaê! Que que pega? – Falei mais animado em saber quem era.
-Afz mano, nada, nada meeesmo! Topa sair? Tipo, agora?
-Ah, vamo né.. onde? – Ah seilá! Boliche rola?Chama os moleques pra ir também. – Beleza, Beleza. Minha mãe disse que leva a gente, e a hora que eu tiver ai na porta te dou um toque e você sai, beleza? – Beleza então, abraaço e falô.
Na maioria das vezes era assim: minha mãe levava e o pai do Thominhas buscava. Nós quatro, sempre.Mas quando saíamos para fazer shows, era bem revezado.
Me arrumei, e minha mãe passou na casa do Thominhas, dei um toque no celular dele e ele desceu com o Koba.Depois a gente foi pro boliche direto, o Pe Lu disse que estaria lá. Dito e feito.
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