Youre Not Alone

1 Você não está sozinho


Apenas mais alguns minutos paaraa Christine ser separada daquele lugar esquecido por Deus. Raoul estava remando a gôndola para longe. Ela provavelmente teria ido até o final, fugido de Paris, tudo de bom grado e desespero próprio.

Mas ela podia ouvir os gritos agora, e não adiantava abafá-los com os ouvidos.

O Fantama estava gritando palavras de ódio e rancor, tudo ecoando nas paredes de pedra e se propagando cada vez mais intenso. Foi rápido, e de repente, um gemido gerou o silêncio. Apenas o barulho da água.

Um silêncio mortal que assustou Christine mais do que os gritos de fúria. , então, um choro cortou a respiração dela.

Christine olhou para trás. Os lábios franzidos, sem saber direito o que estava prestes a fazer.

– Raoul... – sussurou, dando-lhe um leve puxão na camisa.

Ele apenas sorriu, cantando o que achava que ela queria ouvir. Ela se lembrou de um sorriso semelhante que ele lhe dera antes do Don Juan.

Diz pra mim que nada mais importa. Diz que quer a vida ao lado meu.

– Não.... – ela sussurrou. — Raoul... Eu vou ficar.

– Você o que? Não, Christine. Nós vamos ir embora daqui.

– Vá embora. E, se você realmente se importa, não vai voltar. — ela sussurrou, ele tentou contestar, mas ela segurou o dedo indicador nos lábios dele. – Shh... — sibilou ela com um meio sorriso confortante. – Eu sei o que estou fazendo.

Ela pediu um voto de confiança antes de abraçá-lo e se jogar no lago

Ela não sabia nadar muito bem e a água era congelante. O vestido de noiva era pesado e não ajudava em nada.

Mas ela tinha que aproveitar enquanto Raoul ainda estava atordoado demais para segui-la.

Outro soluço irrompeu o ar, e isso foi o suficiente para ela conseguir manter-se na superficie por tempo suficiente para chegar às rochas. Ela escalou, imaginando o quão mais dífcil seria se um espartilho fizesse parte do seu vestuário naquele instante.

Ela não precisou procurar pelo Fantasma. O volume do desespero dele era alto suficiente para denunciá-lo.A cena que Christine viu cortou-lhe o coração.

O corpo do fantasma estava ajoelhado no chão, tremendo compulsivamente em soluços inacabáveis.

Como ela iria abandoná-lo naquele estado?

Ela deu a volta por ele, ficando de frente, pousando suas mãos pequenas nos ombros esqueléticos, ele pareceu reprimir-se mais para si, levantando o olhar.

– C-christine?- os olhos de negação e pânico deixaram claro que ele a via como uma miragem, uma ilusão ou coisa assim.

– Sou eu, ange. – ela sorriu o mais verdadeiramente que pôde. – Mas estão atrás de você, temos que sair daqui.

Temos? – ele olhou-a. – Christine, eu já te libertei.

Um clique na cabeça de Christine antes dela chacoalhar o corpo dele que, em altura, era maior que ela.

– E você vai ficar aqui? Para a multidão? — ela se indignou.

– Não é o seu desejo? – as lágrimas grosssas demais para um rosto fino deslizavam pela face.

– Não! – ela berrou exasperada, mas ele não parecia ter ouvido.

Christine queria tirar toda aquela tristeza daqueles olhos dourados, era o mesmo desejo que ela sentiu primeira vez que esteve na primeira vez que esteve no covil. Ela não sabia quem dos dois ali poderia se quebrar primeiro, mas ela tinha que se manter firme. Por ele.

– Você se importa comigo, anjo? – perguntou.

– Que pergunta estúpida, Christine.

– Está vendo esse anel no meu dedo? – perguntou, mostrando a enorme aliança que ele havia forçado nela.

– Não precisa usar isso por mais tempo. – ele murmurrou, tentando arrancar o anel, Christine conteu as mãos dele nas dela.

– Eu quero usar. Isso mostra o suficiente pra você que eu realmente me importo? Agora nos leve para a saída antes que cheguem aqui.

Ele levantou-se como um despertar, segurando o rosto dela por entre as mãos e riu para si mesmo antes de levá-los para uma passagem escondida em um espelho. O caminho era mal iluminado.

– Não acredito nisso. – ele parecia falar sozinho, mas Christine se deu o trabalho de se intrometer.

– No que?

– Eu sei que você é uma peça da minha cabeça, Christine... algum tipo de punição da minha mente. É isso, Christine? Devo viver mais para sofreer mais? Naõ terei jamais o meu descando? Mesmo que eu vá par ao inferno, qualquer coisa parece melhor que seu ódio. — ele disparou, e Chrisitne tentou dizer algo antes que ele a contesse, acariciando o rosto pálido dela. — Está aceitando meu toque sem recuar, ange? — ele parou por um instante, mais negaçõa piscando em seus olhos como se fosse uma ideia impensável para um ser vivo. — Está olhando para mim,e não está correndo. Por que, Chrisitne, por que? Como poderia isso ser de verdade? Como eu poderia ser digno de tal coisa? – ele parou como se esperasse uma resposta, mas não a esperou. – Nunca! Nunca eu poderia! Nos meus melhores pensamentos realistas sobre você, Christine, é que você permitiria que eu beijasse a barra de sua saia e se arrastasse ao seu lado como um cão. Mas você está projetada aqui agora, permitindo o meu toque direto... Você não está assombraada comigo, Christine! Eu te chacoalharia para a realidade se eu não soubesse que você é só uma assombração.

– Mas eu estou aqui, ange.- ela constestou quando pôde. – Eu vou levar pelo momento que você me chamou de assombração, mas eu realmente estou aqui, não pode me sentir? – foi a vez dela colocar as mãos no rosto dele, sem se importar com a desfiguração descrita como horrenda. Não era tão ruim assim quando ele não tinha a cara deformada em ódio. Mas ele pareceu chocado com a atitude dela, ele mesmo tentando recuar como se a estivesse torturando.

– Uma provocação da minha cabeça. – ele repetiu para si.

Ela fez então a única coisa que tinha em mente, selando seus lábios e ficando ali enquanto os dois se recuperavam.

– Você não está mais sozinho, seg ange. – ela sorriu-lhe. – Não mais.

Notas finais
Espero que tenham gostado, sei lá. Sei que faltou um pouco de capricho. Eu queria poder ter feito algo mais com essa one-shot, mas quem sabe se eu reeescrever algum dia no futuro? Acho que faltou, tipo, MUITA coisa, mas enquanto sou completamente desatenta ainda não tenho certeza de como completar isso.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!