You're My Only Song
4 Não mexa com ele
Notas iniciais
Logan abriu os olhos lentamente. Estava cansado ainda, mas o luz do dia o obrigada a vir à tona. Piscou algumas vezes e coçou os olhos. Sentia sua boca ser preenchida com o gosto de saliva amarga do sono. Mas tinha algo surpreendendo. Tinha alguém do lado da cama. Logan coçou os olhos mais uma vez e viu que era Carlos.
Os olhinhos do latino se fechavam periodicamente, em tentativas de se mantar acordado. Logan sentiu vontade de chorar de novo. Por culpa dele, Carlos estava naquele estado de preocupação e, acima de tudo, tinha um curativo no rosto, próximo do olho esquerdo.
Com um pouco de esforço e dificuldade, pois seu estômago ainda doía, Logan estendeu sua mão e a levou até o pulso de Carlos, que se apoiava na grade da cama, e a tocou, apertando sua mão. O latino abriu bem os olhos e um sorriso cheio de felicidade tomou conta de sua expressão.
– Logan – Carlos murmurou. Logan sorriu para ele também, mas seus olhos cheios de lágrimas não puderam contê-las – Você sentindo dor? – Carlos perguntou. Logan acenou que não.
“Eu estou preocupado você” Logan gesticulou. Carlos acenou negativamente e balançou as mãos.
“Você não se preocupa não. Eu bem”.
“Você dormiu ontem?”
“Dormi. Mas acordei madrugada, vir ver você”.
Logan sorriu para ele e apertou ainda mais sua mão. A cara de receio de Carlos ao sentir aquele aperto, era inegável. O latino encarava suas mãos envoltas pelo moreno com toda dúvida do mundo explícita em seus olhos. O que aquilo queria dizer? Logan o olhava confuso, mas ao mesmo tempo sentia o conforto de poder segurar sua mão.
~*~
James até que estava feliz. Tinha uma vantagem estar machucado. Ele podia ficar o dia inteiro na cabana e aproveitar para ler alguma coisa, sendo que ele adorava fazer isso.
André pegou as coisas e acenou um tchau para James, indo tomar banho. O intérprete ficou para trás lendo um livro qualquer. Estava alheio à porta da cabana levemente aberta. Dedos a empurraram para que se abrisse mais e Kendall entrou no lugar.
– Olha só quem está aqui – Kendall disse sorrindo cinicamente.
– O que quer, Kendall? – James perguntou – Eu soube que você machucou o Logan. Quando eu puder andar, eu vou acabar com a sua raça – Ameaçou levantando o tom.
– É exatamente por isso que eu posso aproveitar – Kendall debochou – Vou dar pra você o mesmo aviso que dei para o filhote de esquilo. Se você vier me encher o saco de novo, eu vou descontar no surdinho... Principalmente porque você não pode andar e ele está preso naquela enfermaria – O loiro se reafirmou.
– Por que você faz isso? – James perguntou calmamente.
– Como é que é? – Kendall perguntou com uma expressão confusa e debochada.
– Você não gosta de ser assim. Eu vi você “conversando” com “sua mãe” ontem. Se gostasse de ser assim, você não pediria desculpas e, além do mais...
James teve sua garganta pressionada com voracidade, sendo obrigado a parar de falar.
– Você não me ouviu quando eu disse pra não dizer pra ninguém? Ou você acha que eu sou ninguém pra estar dizendo pra mim? – Kendall perguntou enquanto pressionava o pescoço do moreno.
James não respondeu. Seus olhos não guardavam medo, guardavam compreensão. Tudo o que Kendall não queria. Ele o largou e saiu da cabana rapidamente.
_*_
Jo e Camille estavam na fila do café da manhã. As duas conversavam verbalmente, já que não podia largar as bandejas para librar.
– Você acha mesmo que o Logan “não é?” – Jo perguntou, com um olhar de estranhamento.
– Não sei – Camille deu de ombros – Ele não aparenta “ser”.
– Bem... O Carlos e o James nós já sabemos que “são” – Jo disse sorrindo.
– Como você sabe? – Camille perguntou curiosa.
– Eu vi eles librando sobre uns caras no primeiro dia... Mas, shiu! – Jo fez – Eles não podem saber que eu vi.
– É pra isso que servem os intérpretes: invadir a privacidade dos surdos e outros intérpretes – Camille riu.
– Não foi por querer. Eu olhei pra eles bem na hora em que o James estava dizendo que o cara tinha pernas grossas e que certamente a terceira devia ser maior.
– Que é isso, garota! – Camille se assustou.
– O Carlos também se assustou – Jo riu.
– Enfim... Mas e você com a Lucy? – Camille perguntou fazendo Jo virar a bandeja e derramar a gelatina em cima da mesa de café da manhã. Por sorte, não tinha ninguém atrás das duas.
– Eu e quem? – Jo perguntou.
– Vamos lá. Vi como você olha pra ela... – Camille disse – Eu não sei por quê... Mas de repente estou shippando Jocy!
– Para com isso, não é pra shippar ninguém – Jo cochichou, meio que gritando – Você não pode sair dizendo essas coisas por aí.
– Mas eu tenho certeza que uma certa loira ia adorar ter uma morena de pontas vermelhas deitada no colo implorando por carícias.
– Você é mesmo uma indiscreta, não é? – Jo deu um tapa no ombro da outra garota e se sentou.
~*~
André voltou ao quarto com um par de muletas. Estava ansioso para entregá-las a James e dizer que ele poderia andar com o auxílio delas, mas seu sorriso se desfez quando viu James chorando na cama.
– Jimmy, tudo legal, cara?
– Não – James disse logo em seguida, colocando o cobertor sobre o rosto – O K-endall veio a-qui e disse que vai ma-chu-car o Car-los – James disse soluçando. André foi até a cama do amigo se sentou ao lado dele.
– Quando ele disse que vai fazer isso? – O negro perguntou.
– Não sei... Disse que se eu e o Logan não tom-armos cuidado, ele vai descontar tudo no Car-los – James disse já se acalmando um pouco – A culpa é minha, An-dré. Eu não de-via ter confrontado e-le no primeiro dia. Agora ele machu-cou o Lo-gan e o Carlos e eu sou o cul-pado.
– Você fez o que todo mundo quer fazer, mas não tem coragem. E pelo menos ele não podia mexer com você – André tentou acalmá-lo.
– Mas agora eu não posso andar e pro-vavelmente não vou poder andar até o fi-nal do verão... Eles vão machucar o Carlos e eu não sei o que fazer.
– Ninguém vai machucar o Carlos, James. Só precisamos evitar o Kendall e vai ficar tudo bem – André disse pegando no ombro do colega de quarto – Olha. Erwin me deu essas muletas pra dar a você, assim você pode ir tomar banho ou ainda passear.
James sorriu e pegou as muletas. Ele se empurrou da cama e apoio as axilas na crista da muleta, podendo se levantar. Ele conseguia se apoiar nelas, mas encostar o pé no chão ainda doía.
– Ainda dói? – André perguntou.
– O esquerdo dói menos que o direito – James sorriu – O dele foi só uma pisada de mau jeito, logo vai melhorar. Já o outro – James olhou para baixo. Seu pé estava inchado.
– Vamos lá, quer ir passear? – O negro perguntou sorridente.
– Claro – James disse.
~*~
– Logan – Amy chamou entrando com duas caixas de comida – Olha se não é meu campista favorito.
– Sério? – Logan perguntou um pouco corado.
– Bem... Eu tenho muitos campistas favoritos – Amy deu de ombros – Eu trouxe o seu almoço e o do Carlos, e a propósito – Amy fez alguns sinais para Carlos. “O senhor faltar atividades não! Poder levar castigo”.
Carlos acenou que sim com a cabeça. Logan não tinha entendido muito, mas sabia o que queria dizer o gesto de castigo.
– Ele ficou aqui comigo. Não pode? – Ele perguntou.
– Sinto muito, Logan, mas todos os inscritos devem participar das atividades do acampamento. Assim acumulam pontos para o último dia – Amy explicou – E eu acho que vai gostar de saber que tudo que o Kendall ganhou batendo em você foi ter a permissão de almoço de hoje cancelada.
– O que isso significa?
– O Kendall está proibido de almoçar. Ele vai ter que trabalhar o intervalo inteiro – Amy sorriu e Logan também. Ela passou os gestos para Carlos e ele sorriu.
“Eu odiar Kendall” Carlos disse. Logan pode sentir sua pele quente tocar a própria mão e olhou para o latino que guardava uma expressão determinada. Ele sabia o que os gestos queriam dizer, mas por que Carlos havia terminado tudo, segurando a mão dele?
“Não” Amy repreendeu “Você odiar não. Dever perdoar”.
Carlos fez uma expressão de deboche e Amy colocou as mãos na cintura. Carlos a ignorou e Logan riu.
– Com licença – A enfermeira disse – Deixa eu ver aqui – Ela falou passando a mão pelo rosto de Logan – Como está a visão?
– Consigo ver bem – O garoto respondeu.
– Eu sua barriga ainda dói? – A senhora questionou.
– Um pouco – Logan disse.
A mulher estendeu a mão por seu abdômen e pressionou um determinado ponto. Logan fez uma careta de dor e ela acenou com a cabeça.
– Bem... Vamos ter que passar um pouco de gel, aí. Mas talvez, já amanhã, você poderá sair – A enfermeira sorriu e Logan também. Enquanto isso, Amy librava para Carlos, que sorriu abertamente com o final da notícia, mas parou e ficou alguns minutos pensando.
– Bem... Acho melhor almoçarem. Trouxe uma surpresinha pra vocês – Amy disse, passando os movimentos para que Carlos entendesse.
Os dois garotos abriram a caixa e se depararam com uma pilha de doces e alguns salgadinhos.
– Assaltei a geladeira dos monitores. Aproveitem – Amy piscou e saiu da sala, enquanto Carlos e Logan acenavam sorrindo. Os dois garotos se serviram dos doces e salgados até que não sobrou nada nas caixas.
“Bom?” Logan perguntou. Carlos acenou afirmativamente.
Inconscientemente, Logan soltou um pequeno bocejo. Carlos o cutucou para chamar sua atenção.
“Carlos sair. Logan dormir” O latino gesticulou e Logan entendeu.
“Tudo bem” Logan librou e Carlos saiu calmamente.
Logan sentiu um aperto no peito quando viu o latino sumir pela porta da enfermaria. Ele não queria ficar sozinho. Mas o cansaço foi mais forte e o garoto acabou cochilando.
~*~
Carlos saiu da enfermaria um pouco perdido. Não tinha ideia do que iria fazer. Queria continuar com Logan, “conversar” com Logan. Ver suas mãos se movendo em frente ao rosto lindo... Mas ele não podia. Além de Logan ter que descansar, Carlos estava começando a se aproximar demais de novo.
Era melhor apenas ficar com James por algum tempo. Seu pai mandara mensagens dizendo que o aparelho auditivo chegaria no dia seguinte, logo, tudo que Carlos tinha a fazer era esperar.
Quando estava se encaminhando para a cabana de James, se bateu em alguém mais alto e seu sangue gelou ao ver quem era.
Kendall moveu a boca várias vezes, mas Carlos não sabia o que ele estava dizendo. Mesmo que conseguisse fazer leitura labial algumas vezes, não conseguia adivinhar o que o loiro esbravejava com tanta raiva. Ele tinha medo do que podia acontecer com ele. Carlos ainda tinha o curativo na bochecha pra lembrar o que tinha acontecido da última vez que cruzou com Kendall, Dustin e Jett.
– Vamos, seu palerma – Kendall o empurrou e Carlos ficou mais apreensivo do que poderia acontecer com ele – Droga de surdo...
– Ei! – Uma garota gritou indo em direção a eles e ficando entre Kendall e Carlos. Tinha cabelos curtos, loiros, olhos castanhos marcantes e queixo partido. Seu olhar era penetrante e ela parecia ameaçar Kendall com todas as forças – Deixem-no em paz.
– Mas não tem um filho da puta nesse acampamento que saiba ficar na dele sem me atrapalhar? – Kendall perguntou desafiando a garota com o olhar. Ele era bem mais alto que ela. Coisa de uns vinte centímetros.
– Foda-se se você não pode continuar maltratando ele, mas vai ter que passar por cima de mim, primeiro – A garota provocou.
– Vocês da sarjeta sempre se acham bons de briga, não é? – Kendall perguntou – Eu, em geral, não bato em mulheres. Mas acho que podemos resolver sem precisar te machucar. Só sai da frente, gracinha – O loiro disse tentando não empurrar a garota.
– Nem pensar.
– Sai da frente – Kendall tentou empurrá-la, mas a garota empurrou seus braços, agarrou seus ombros e o puxou, acertando o joelho bem na virilha do loiro, que caiu no chão se moendo de dor.
– Eu disse “Nem pensar” – A garota evidenciou – Algum dos idiotas vai querer encarar? – Perguntou para Jett e Dustin que a olhavam com determinado medo.
– Vamos tirar o Kendall daqui – Dustin disse e Jett acenou com a cabeça – Ainda vamos nos encontrar, surdinho – Disse apontando para Carlos que se recolheu um pouco.
– Você está bem – A garota disse – Opa! Esqueci, você não escuta – Ela sorriu. “Você estar bem?” Ela perguntou “E desculpa. Eu esquecer você não escutar” ela fez os gestos corretamente, para a surpresa de Carlos.
“Eu bem. Nome Carlos”
“Eu Sunny. Bom conhecer você, Carlos”
Carlos sorriu para a garota e ela também.
– Carlos! – Camille disse correndo com Lucy ao seu lado – Aqueles monstros machucaram você? – Ela perguntou librando. De fato, Camille só perguntou verbalmente porque sabia que Lucy não sabia libras e nem mesmo se dedicava a aprender, como Logan fazia.
“Não. Eu conhecer nova amiga. Sunny” Carlos fez o sinal. Logo ele se virou para Sunny e continuou “Elas amigas minhas. C-A-M-I-L-L-E” Carlos soletrou, logo em seguida fazendo o sinal de Camille, que era a letra “C” em torno do ouvido “L-U-C-Y” Ele continuou, fazendo também o sinal de Lucy, passando a letra “L” na têmpora, simbolizando os cabelos pintados.
– É um prazer conhecer vocês – Sunny disse sorrindo.
– Você fala? – Lucy perguntou.
– Não sou deficiente. Na verdade, meu irmão é. Ele me deu os sinais de vocês, mas ele tem sinal? – Perguntou.
– Sim... – Camille disse e fez o sinal de Carlos (lembrando: a letra “C” em frente ao peito esquerdo)
– Ah, sim – Sunny se virou para Carlos, soletrou o próprio nome e logo em seguida fez a letra “S” apontando-a para o próprio queixo. “Assim meu irmão chamar eu” ela disse.
Carlos sorriu com o sinal de Sunny e os quatro continuaram a conversar. Diante da nova amizade, Carlos se sentia mais seguro. Sabia que Sunny era bem corajosa a ponto de encarar Kendall, quem tinha muito mais altura – e, convenha-se, muito mais dinheiro – que ela.
– Ei! – Camille sorriu olhando para frente, apontando a James, andando com as muletas – Jamie! – Ela gritou indo em direção ao rapaz para dar um abraço nele.
– Calma aí, Camille. Eu ainda não estou completamente bem – James disse enquanto sentia os braços da garota apertarem sua cintura com força.
– Pelo menos consegue sair da cabana – A morena deu de ombros.
– E quem é a nova garota? – James perguntou notando a presença de Sunny, ao lado de Carlos e Lucy. Os três ainda estavam no mesmo ponto em que Camille os deixara, conversando sobre alguma coisa e rindo.
– Ah... O nome dela é Sunny. Ela ajudou o Carlos hoje – Camille disse.
– Pelo menos uma alma caridosa aqui que tenha coragem de encarar o Kendall – James disse – Mas como está o Carlos?... E o Logan?
– O Carlos está bem – Camille de ombros – Ainda não visitei o Logan. Eu e a Lucy acabamos de sair das nossas atividades.
– Tudo bem – James disse – Talvez eu deva ir visitar ele.
– Pode até ser. Olha, eu e a Lucy temos que ir tomar um banho. Estamos porcas de tanto correr e rastejar.
– Acho que vou me juntar a vocês – Sunny disse, fazendo notas à presença do restante do grupo.
– Ah, Sunny, esse é o nosso amigo James, vulgo Jimmy “/” Jamie “/” Jay – Camille disse.
– Prazer, eu sou Allison, mas pode me chamar de Sunny “/” Só Sunny mesmo – A garota brincou e James lhe deu um sorriso.
– Bem, então vamos ao banheiro – Camille deu de ombros e as duas acenaram positivamente.
James ficou sozinho com Carlos. Os dois começaram uma breve conversa até Carlos dizer que precisava ir ao banheiro. Os doces e salgadinhos que Amy levara para ele não estavam lhe fazendo bem.
James acenou que sim e disse que iria visitar Logan. Continuou andando calmamente com as muletas. Entrou na enfermaria, mas viu que Logan estava dormindo e não quis acordá-lo. Se despediu da enfermeira e decidiu ir dar um passeio perto das árvores. Na metade da tarde, quase todos estavam tirando um cochilo, descansando das atividades matinais, ou indo em direção às atividades vespertinas. James preferia ir passear, já que não tinha nada pra fazer.
Se encaminhou para as árvores e olhou à pequena floresta de bambus. Decidiu que iria passear por ali. Péssima ideia. As muletas batiam nos brotos e o garoto acabava pisando em algumas irregularidades, fazendo os pés doerem. Mal deu dez passos, James já queria voltar.
A sorte, mais uma vez, estava contra ele.
James colocou a muleta sobre um broto e ela escorregou, fazendo o cair. A queda não o havia machucado, mas o tinha deixado na posição perfeita para visualizar a jararaca que o mirava ameaçadoramente. O garoto começou a suar. Sentiu sua respiração ficar mais rápida. Não era simplesmente como jaguar. Dessa vez era diferente. Era uma cobra.
James a encarava pasmo. A cor sumia de sua pele bronzeada e seus lábios ficavam roxos.
– Peguei! – Kendall agarrou o animal pelo pescoço e a segurou pela cauda, imobilizando-a – Vai mexer com a tua freguesia – Ele disse e arremessou o animal a alguns metros de distância – Ei, Diamond, com medo de uma cobrinha. Qual é a tua? – Ele debochou. James não respondia. Seus olhos continuavam fixos no ponto a frente, agora dando acesso aos pés de Kendall. Todo seu corpo ainda perdia a cor – Diamond? – Kendall perguntou mais uma vez, estranhando o silêncio do moreno – James?! – O loiro praticamente gritou, mas tudo que James fez foi deixar sua cabeça desfalecer no chão e fechar os olhos – JAMES!
Fale com o autor