You're Mine
1 Único
Notas iniciais
A fanfic não tem letra no meio, mas eu escrevi ouvindo e pensando nas músicas Gone Forever e I Hate Everything About You, ambas do Three Days Grace. Eu estava de férias e até agora não sei como definir essa fanfic, somente não é uma das minhas melhores.
Ele nem lembrava mais o por quê de estarem brigando, quase sempre era daquele jeito. Ainda levaria um bom tempo até encontrar a namorada para se reconciliar ou terminar de vez. Não entendia o motivo de continuar a namorar com ela, odiava tudo sobre ela, tudo o que fazia, tudo o que falava, mas amava aquela garota como amava a própria vida, não fazia sentido, mas o amor nunca fazia mesmo. Ela entrou devagar no apartamento, com os olhos ainda vidrados de tempestade, segurando uma caixa de bombons e uma garrafa de aguardente. Sentou ao lado dele, como se nem o visse. Suspirando ao encostar a cabeça na parede e olhar pro teto, puxando um bombom qualquer e entornando na garganta um gole da bebida. — Por que a gente ainda faz isso, Thalia? — ele perguntou com os olhos vermelhos de choro. — Sei lá, Nico. Isso não é normal, eu me sinto como se fosse masoquista, buscando algo impossível. Eu odeio tudo em você, o que faz, o que fala. Mas eu não consigo deixar de te amar — ela falou como se não fosse nada demais e empurrou a caixa de bombons para ele. — Eu odeio chocolate. — Bom saber. E a aguardente? É muito forte, não gostei. — Eu cresci em Los Angeles, com imigrantes mexicanos, é óbvio que eu adoro aguardente. — A gente não sabe nada um do outro, Nico. — O que fazemos então, rompemos? — Eu não vivo sem você, eu preciso de terra pra pisar, não preciso? — eles cruzaram os olhares, cheios de paixão e ódio. — Eu sou sua terra? — Você é meu. Acabou. Pra sua pergunta, e agora? — estendeu a garrafa para ele. — Ficamos bêbados e vamos brigar na cama. Ela levantou o globo de neve com carinho, aquela era uma lembrança boa, do tempo em que não brigavam tanto. Apesar de realmente gostar de brigar com ele, principalmente quando tudo acabava na cama. Era muito mais interessante. — Eu tinha uma coisa pra você, mas acho que você não quer... Ela riu, na verdade não queria mesmo. Mas se queria ficar com ele precisava pelo menos fingir curiosidade. — O que é? — Não estou brincando, Thalia. Você realmente não quer. É mais provável que jogue na privada na primeira oportunidade — foi a vez dele rir. Thalia franziu o cenho, agora estava curiosa de verdade. — Anda logo, droga. Nico puxou um anjinho de porcelana do bolso, o anjinho era como ela em uma versão menor e mais fofa, com um arco e flecha na mão. Ela pegou e ficou encarando. — Pra que isso? — Eu queria te dar em um dia que estivéssemos bem, pra quando a gente brigasse você quebrar — ela ainda não estava entendendo. — Eu cansei de brigar. — Aí você compra um anjinho de porcelana? — Eu mandei fazer, Thalia. Thalia imaginava se teria um motivo maior para aquilo, então resolveu quebrar o anjo. Jogou no chão e viu a delicada peça se desfazer revelando um par de alianças de ouro. — Era pra ser mais bonito, mais emocionante — ele resmungou. Ela não estava chorosa como qualquer garota pedida em casamento, mas ele também não sorria igual a um idiota esperando uma resposta. Eles nem se olhavam, cada um perdido sem jeito dentro dos próprios pensamentos. Thalia esticou a mão e pegou as alianças jogando a com seu nome para Nico. Colocou a outra em seu dedo e continuou em silêncio. — Acho que tem vinho no armário — ele disse bebendo mais um gole de aguardente. — Vou pegar — ela levantou e saiu andando, mas parou no meio do caminho sorrindo. — Escolhemos na cama, não foi? Espere por mim lá. — Prefiro te esperar num altar. — Será o próximo passo, mas por hoje não. Nico sabia que ainda iam brigar tudo o que pudessem, odiando cada coisa que o outro fizesse, ameaçando a união. Mas o que poderia ser mais interessante? — Você é minha.
Notas finais
Finalzinho sem noção. ¬¬
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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