Youre Fixing Me, Dont Leave.
2 Hope for good things, expect for bad ones
Notas iniciais
Estas duas semanas tinham passado tão rápido que eu nem sabia. De repente, já era a véspera do concerto e as meninas tinham acabado de desligar a chamada para irmos dormir para conseguirmos estar lá a tempo do concerto e sem sermos esmagadas pelos montes de fãs que lá iriam estar de certeza. Droga, mas eu não conseguia dormir. quer dizer, quem conseguia com o entusiasmo que eu sentia por ir ver os meus idolos ao vivo e a cores?! Oh deusa, vá lá, cérebro, cede ao cansaço e desliga-te ! Amanhã ia estar um zombie autêntico se continuasse acordada.
– Pensa no Zayn a cantar, imagina que te está a cantar uma canção de embalar e vais adormecer. — Murmurei para mim mesma.
Era sempre assim quando estava nervosa; imaginava o Zayn a cantar para mim até eu adormecer e, não sei porquê, mas resultava sempre.
– Danikaaaaaaaa... — Ouvi alguém chamar-me. Que raio? Que horas são? — Danika, acorda vá...
Virei-me para o outro lado, na tentativa de dormir de novo; esta noite só tinha adormecido por volta das duas da manhã e, como não tinha nada de especial para fazer hoje, tencionava dormir até tarde.
– Danika, o Zayn está aqui! — Gritou a mesma pessoa.
Levantei-me de um salto, olhando freneticamente para todo o lado. A Bea começou a rir-se. Raios, tinha sido uma partida. Depois do sonho que tivera com ele nem duvidara.
– Que é que estás aqui a fazer, idiota? — Resmunguei.
– Caso não te lembres, o concerto é hoje. Daqui a duas horas. E caso não saibas, Lisboa ainda é um bocado longe daqui. — Respondeu-me. — Despacha-te mas é, o pai da Inês vai levar-nos mas não vai esperar muito se tu não te despachas.
– Deusa, já estou a ir, tem calma! — Resmunguei, levantando-me. como é que eu me tinha esquecido do concerto? oh deusa, sou mesmo retardada!
Tomei um grande banho em água quente, meti as minhas lentes de contacto e meti a franja para a frente. Fui de toalha para o quarto enquanto a Bea esperava por mim na sala. foi uma confusão para escolher a roupa ideal para ir ao concerto mas consegui escolhê-la em cinco minutos. Vesti-me assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51917607 e desci. Almocei num ápice e, depois de lavar os dentes, fui ter com as meninas, que já tinham chegado e estavam apenas à minha espera, à sala.
A Bea estava assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51920793
A Inês assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51921803
E a Adriana assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51922366
– Bem, estão vestidas para agradar, estou a ver! — Ri-me.
– Olha quem fala, carrot. — Sorriu a Adriana.
– Bem, vamos? — Perguntou a Inês.
Entrámos todas para o carro do pai da Inês que já devia estar farto de esperar pelas amiguinhas da filha que nunca mais se despachavam. A viagem até Lisboa parecia mais longa do que realmente era, credo! Parecia que o tempo andava devagar e o pai da Inês parecia fazer tudinho para andar devagar!
– Okay, chegámos. Inês, podes dormir num hotel aqui perto, toma o dinheiro. — O pai dela deu-lhe dinheiro.
– Wow, isto é dinheiro a mais! — exclamou ela ao ver aquele dinheiro todo nas suas mãos.
– Falei com os pais das tuas amigas, vocês dormem todas no hotel, esse dinheiro é aquele que todos nós demos para vos pagar o quarto. Vá, agora desapareçam que eu tenho de me ir embora e vocês têm um concerto para ver. — Disse ele.
– Obrigada pai! — Exclamou a Inês, ainda surpreendida, a guardar o dinheiro na carteira.
O pai dela foi-se embora e nós aproximámo-nos do Pavilhão Atlântico, a ansiedade a crescer dentro de nós. Quando finalmente abriram as portas, corremos que nem loucas para o interior, tentando evitar ao máximo sermos esmagadas ou separadas umas das outras.
– Omg, estamos aqui! — Gritei, por cima do barulho das fãs.
– Omg! Não posso acreditar, vou ter um ataque! — Disse a Inês.
– Keep calm and love one direction! — Falou a Adriana.
– Okay, também quero dizer uma frase cheia de estilo para não ficar excluida mas como não me lembro de nenhuma só digo isto: omfg, nós vamos ver os nossos meninos! — Disse a Bea, completamente passada.
As luzes apagaram-se e ouviu-se uma voz:
– The lights are out. The boys are coming!
Com isto, os rapazes apareceram, um a um. Começaram por cantar o "More Than This" que começava com o Liam a cantar e a Adriana delirou, começou aos saltos e a gritar "Liam! I love yoooooou!" que nem uma doida. A Bea, quando o Harry começou a cantar, só dizia "oh deus, olha bem para ele. Olha bem para ele! Que sexy, oh meu deus!!!! Que fofo! Ai nem sei!" . Quando chegou a parte do Niall, a Inês chorou.. não estou a brincar, ela chorou mesmo ao ouvi-lo cantar. Tão fofa, emocionou-se ao ouvir aquela voz de anjo. Desliguei-me delas todas quando o Zayn cantou. Oh deusa, ele tinha uma voz tão linda e poderosa... e depois tinha aquele ar misterioso que nunca o largava e que me levava à loucura. Mas claro, eram mais 7 milhões de raparigas a pensar o mesmo, não?
O concerto foi magnifico! Eles falaram tanto com as fãs, cantaram covers de músicas que nós amávamos, jogaram à bola connosco (chutavam as bolas de praia para a plateia e nós mandávamos de volta para o palco) e até convidaram fãs a ir ao palco! Claro, nenhuma dessas fãs fomos nós...
– Oh deusa, não acredito que não os conhecemos! — Choraminguei quando saímos do Pavilhão. A sessão de autógrafos era só no dia seguinte por isso fomos para o hotel.
– Para a próxima talvez tenhamos sorte. E ainda temos Londres! — Disse a Adriana, sempre otimista. Credo, como é que ela conseguia?
– Espero que sim... — Foi a vez da Bea falar. Ela estava abatida desde que uma fã foi ao palco e o Harry cantou a olhar para a menina. Até eu ficaria assim se o meu Zayn cantasse para outra garota à frente de centenas de fãs, por isso deixei-a estar no seu canto. Ela sabia que podia contar connosco se precisasse mas acho que naquele momento ela só queria estar sossegada.
Ao chegarmos ao hotel, fui de encontro a alguém e caí no chão.
– Oh deus, desculpe! Não a vi. Foi sem querer. Você está bem? — Perguntou a pessoa, um rapaz. Estava todo tapado, como se fosse um homem daqueles filmes rasca que fazem negociações com criminosos num beco escuro.
– Não faz mal, estou ótima. Mas devia ter mais cuidado por onde anda. Imagine que eu era um bebé, como seria? — Ri-me.
– Felizmente tu és apenas uma rapariga jovem muito bonita e não um bebé. — Sorriu.
– Ora, e quem é o meu interlocutor tão atrevido? — Perguntei.
– Zayn Malik, prazer em conhecer uma rapariga como tu! — Disse o rapaz, ainda disfarçado.
– Sim, pois, isso é que era bom! Vá, fala lá. — Disse-lhe.
– Estou a falar a sério. — Disse o rapaz tirando aquele disfarce todo.
– Zayn, estás maluco?! Mete isso já! — Gritou um rapaz loiro. Niall!
– Oh, matem-me agora e a tiro de metrelhadora! Eu não acredito que acabei de chocar contra o Zayn Malik! — Exclamei, um pouco histérica.
– Oh god, é o Niall! — Ouvi a Inês exclamar.
– E o Liam! — Disse a Adriana.
– Oh deus, a perfeição do Harry está mesmo à minha frente! — A Bea ficou sem fôlego, parecia que ia desmaiar.
– E é assim que se leva quatro meninas à loucura. — Gozei. Ora, que figurinha triste que nós estávamos a fazer. Os rapazes riram-se.
– Bem, foi um prazer conhecer-vos. Vão ficar no hotel? — Perguntou o Louis, com o seu sorriso malandro.
– Sim! — Disse a Adriana um pouco rápido demais.
– ótimo. — Ele riu. — Quarto 2234, façam-nos uma visita depois de se instalarem!
– Okaaaaay... — Disse eu, depois de eles irem embora. — Isto foi super esquisito e awesome ao mesmo tempo!
– Oh deus, ainda não acredito que os rapazes falaram connosco! — disse a Inês.
– Ainda não acredito que o Zayn me achou bonita! — Ri-me.
– Eu tive o Harry mesmo à minha frente... — A Bea estava a sonhar acordada. Provavelmente já estava a ir all the way com o Hazza em pensamento.
– Okaaaaaay, vamos lá fazer o check-in! — Disse eu.
Fizemos o check-in e, surpresa das surpresas, ficámos com o quarto em frente ao dos rapazes! oh god, a sorte estava a mudar!
Bateram à porta do nosso quarto quando nós estávamos a descansar.
– Desculpem, ficámos sem papel higiénico no nosso quarto, será que nos poderiam dar algum? — Disse a pessoa do outro lado.
Que burro, havia serviço de quartos, eles podiam dar-lhe papel higiénico sem problema. A Bea foi abrir a porta enquanto a Adriana foi buscar o papel. Quando a Bea abriu a porta, demos de caras com um rapaz de cabelo encaracolado, olhos verdes e cara muito corada de vergonha...
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