Youre Fixing Me, Dont Leave.
35 Capítulo 35
Narrado em terceira pessoa.
À medida que todos se juntavam todos ao seu amigo doente no hospital, a Danika e a Inês voltavam do parque onde tinham passado a tarde a tentar esquecer os problemas que tinham com os seus escolhidos. Apesar dos motivos de cada uma para terminarem os namoros fossem diferentes, a dor que sentiam era quase igual, mesmo que elas não o percebessem. Caminharam juntas até ao hospital, depois de receberem a chamada do Louis a informar do estado do rapaz de cabelo encaracolado. As meninas só podiam imaginar a dor da Bea, ao ver que o seu namorado não se lembrava dela. Por mais que elas estivessem magoadas com os seus namorados, elas sabiam que, se eles se esquecessem delas daquela maneira, iriam ficar de rastos.
Estavam já a chegar à entrada do hospital quando foram abordadas pela multidão de fãs histéricas que lá se encontrava para dar apoio ao Harry, o menino dos olhos cor de esmeralda mais lindo que as Directioners alguma vez poderiam ver.
– cabras. Magoaram os 1D. Aposto que só os queriam para ganhar fama. — Disse uma rapariga de olhos castanhos e cabelo (muito mal) pintado de loiro.
– Nem deveriam aparecer aqui. — Gritou outra rapariga, esta com olhos azuis, cabelo ruivo e sardas por toda a cara, fazendo-a parecer uma sardinha, no ponto de vista da Danika. Digamos que as suas comparações nem sempre faziam sentido.
– Ai, vão pró inferno, cabras invejosas. — Respondeu a Danika, aborrecida, a tentar chegar à entrada do hospital e ultrapassar aquele mar de miúdas irritantes.
– A quem é que estás a chamar de cabra invejosa, minha vadia?! — A rapariga de cabelo pintado de loiro praticamente gritou.
– A vocês, ou estás com falta de audição? — A Danika revirou os olhos, arrogantemente.
A rapariga exaltou-se e esticou a mão para lhe puxar o cabelo mas, ao esticá-la, mudou os planos e agarrou os cabelos da rapariga designada de Curly, a princesa do rapaz loiro com olhos da cor do mar, a rapariga mais pura das cinco namoradas dos 1D.
– Tu és a pior. Ages toda santinha mas aposto, aposto mesmo, que és uma vaca vadia. Voltas a magoar o Niall e juro que te mato, ouviste cabra? — Disse a rapariga de cabelo pintado de loiro.
– Yoh, oh minha vaquinha com a mania que é loira, larga a minha prima neste preciso instante ou eu juro que te arranco cada fio desse cabelo mal pintado à chapada. — Ameaçou a Danika, obrigando a miúda a soltar o cabelo da sua amiga.
Quando a miúda largou a Inês, a Danika puxou-a para si, protetoramente (N//A: não sei, mas protetoramente não me parece bem escrito o.o ok, é algo assim, tá?) , e olhou para cada miúda presente naquela multidão. Não havia maneira de arranjar uma luta e sair de lá inteira, ela sabia disso, mas, honestamente, só lhe apetecia partir a cara daquela loira falsa por ter tentado magoar a Inês. Respirou fundo e começou a furar a multidão em direção à entrada, empurrando as raparigas que fossem preciso e puxando a Curly.
– Olha, as cobardes vão fugir da luta. — Riu a miúda ruiva quando elas chegaram, finalmente, à entrada.
– Filha, e se voltasses pra esquina e fosses dar o cu para os desesperados? Já sentem a tua falta lá. — Atirou a Curly, já irritada. Nunca fora menina de se meter em brigas, na verdade, fugia sempre delas, mas já se estava a passar com aquelas raparigas mimadas e não queria passar por alguém que precisava de ser defendida. Já para não falar que estava desejosa de lhes chamar putas.
– Vá, desapeguem. Pode ser que alguma ratazana do esgoto vos pegue. — Atirou a Danika.
E assim, as duas sortudas — que naquele momento não se sentiam tanto assim — entraram no hospital e foram em direção ao quarto do seu amigo. Chegando lá, já todos tinham chegado e a Danika arrastou o Zayn para fora do quarto para falar com ele, enquanto a Inês foi dar algum apoio à Bea e falar um pouco com o Harry.
– Ouve lá, vai lá fora e controla as tuas fãs porque eu juro que, se elas voltam a agarrar os cabelos à Inês ou a chamar-lhe um nome que seja, eu parto-lhes a boca, uma a uma, e não fica nenhuma viva pra contar a história. — Ameaçou, irritada.
Se havia coisa que irritava a Danika era que se metessem com as suas amigas, especialmente quando elas eram as pessoas mais simpáticas e decentes que ela conhecera e quando elas não tinham feito mal nenhum a ninguém.
O Zayn olhou a sua ex-namorada espantado. Nunca havia visto tal faceta sua e era estranho para ele vê-la tão agressiva. Mas, tendo em conta o que ela acabara de contar que fizeram à Curly, ele decidiu que era uma reação normal. Se o mesmo tivesse acontecido ao Niall ou a outro dos rapazes, ou mesmo a uma das miúdas, ele estaria a reagir da mesma maneira.
– Acalma-te... — Disse o rapaz de pele morena.
– Acalma-te o caralho, Zayn! Pareciam hienas esfomeadas lá fora, foda-se. Agarraram os cabelos da Inês sem ela lhes ter feito nada. Quem estava a responder aos seus ataques era eu e elas foram atacar a Inês. Portanto, não, não me acalmo e eu juro que as mando pra puta que as pariu se repetem a brincadeira. — Respondeu a rapariga de olhos castanhos, controlando-se para não gritar.
Enquanto os dois morenos do grupo discutiam, dentro do quarto do Harry havia um silêncio sepucral. Ninguém sabia o que dizer ao seu amigo com amnésia. Parecia tudo tão errado. Nunca pensaram que ele se fosse esquecer de toda a gente. Até da sua mãe, que lhe ligara momentos antes ao ouvir os rumores de que o seu filho já tinha acordado, ele se esquecera e tivera de ser o Liam a falar com ela e explicar a situação em que o seu amigo se encontrava. Juntando isso ao facto de todos os casais, menos o Louis e a Eleanor, estarem com problemas e estarem sem se falar, o ambiente no quarto era tão pesado que a tensão era quase palpável.
– Niall... Podes vir comigo ali fora? — Pediu o Zayn à porta do quarto e a Danika entrou, apertando levemente a mão do seu melhor amigo quando passaram um pelo outro, tentando transmitir-lhe apoio, pois sabia o quão difícil deveria estar a ser para ele que um dos seus irmãos não se lembrasse dele.
– Então, Harry, como estás hoje? — Perguntou a Danika quando os dois rapazes mais importantes da sua vida saíram com o intuito de irem chamar as fãs à razão. — Oh, pois, tu não te lembras de mim. Bem, eu sou a Danika. Prazer em conhecer-te de novo. — E sorriu àquele rapaz de covinhas.
– Olá, Danika. Estou bem. Não consigo lembrar-me de nada ainda mas estou bem. Prazer em conhecer-te, eu acho. — Disse o Harry com aquele sorriso de covinhas.
O quarto inteiro riu ao ver um pouco do Harry antigo ali. Nesse momento, um rapaz loiro, desconhecido para o Harry — como, aliás, é óbvio — entrou no quarto e correu a abraçar as raparigas.
– Oh meu deus, desculpem não te vindo mais cedo mas o Luís só me disse agora. — Disse o rapaz loiro e o Harry percebeu que ele era português e deveria ser um amigo das meninas de casa.
– Alex! — Exclamou a sua suposta namorada, a Bea.
– Urso homossexual! — Disse a Danika, a rir, e recebeu uma chapadinha do tal Alex no braço.
Outro rapaz entrou e saudou-os a todos. Deveria ser o tal Luís. Depois de cumprimentarem toda a gente no quarto, os dois rapazes desconhecidos aproximaram-se do Harry.
– Então, meu, como estás? Eu sou o Alex e este é o Luís. Não somos muito próximos mas somos amigos. — Disse o rapaz loiro com um sorriso.
– Olá. Acho que não preciso de me apresentar, então. Como já disse à Danika, estou bem mas não me lembro de ninguém. — Disse o Harry.
– Ah, vais ver que te lembras. Aposto que a Bea tem montes de truques debaixo dos lençóis. Quero dizer, debaixo da manga. Desculpa, enganei-me. — Disse o Luís, piscando um olho à Hazel na brincadeira, coisa que fez o rapaz de cabelo encaracolado sentir ciúmes sem perceber porquê. Se ele não se lembrava dela nem do que sentia por ela, como poderia sentir ciúmes por um rapaz lhe piscar o olho?
– Luís! — Ralhou a Hazel, corada. Ela detestava que dessem a entender que ela era tarada, ainda que ela o fosse e bastante. Mas não gostava... E tinha medo que o Harry amnésico não gostasse dela e da sua faceta tarada...
Alguém pigarreou junto à porta, fazendo toda a gente pensar "mais um a encher o quarto? Daqui a nada isto parece o mercado, só falta bancadas com roupa interior e vendedores a gritarem que custa tudo cinco euros ou assim"
– Lamento mas têm de sair. Preciso de falar com o Mr Styles. A sua namorada pode ficar mas os restantes têm de sair. Lamento. — Disse o médico, com ar sério. Era alto e jovem, por volta dos 30 anos, loiro e com olhos castanhos, de certo que teria uma boa esposa à sua espera em casa.
Todos saíram, deixando o Harry e a Bea sozinhos com o médico. Estavam ambos nervosos. Que aconteceria agora? Será que o estado do Harry teria piorado? Será que ele iria esquecer de vez a Bea? Mal sabia ela que ele não a esquecera por completo como todos pensavam. Quanto aos outros, não sabia. Ele tinha impressão de os conhecer mas nada tão forte como os ciúmes que sentira por causa dela. Será que o médico estava ali a querer falar com eles porque o Harry estava a piorar e ia ficar amnésico para sempre? Sem se lembrar completamente dos seus amigos, da sua namorada e, pior, da sua família?
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