You're Everything To Me

9 Um sorvetinho derretido


Notas iniciais
olaaaaaaaaa!!! tunks tunks, guys, let's go see thaluke?

CAP 8 — Dead

Amor é só para os fortes. Só para quem consegue aguentar a dor. Amor decepciona. E eu não estou pronta para isso.

Nunca tive e nunca vou estar. E é por isso que eu não gosto de amor. E quando amo, ignoro o sentimento tão fundo no meu coração que quando o amor resiste, volta tão forte que chega a quase acabar comigo. Amar dói tanto que eu não sei se vale a pena.

Eu o-d-e-i-o o amor. Por isso não queria amar ninguém. Assim, talvez, a dor não existiria. Então, claro que a noticia da morte de minha mãe me pegou de um jeito tão forte que senti parte da minha alma indo embora e tentando me arrastar junto. Desejava ter tido mais tempo para perdoar minha mãe por sua falta de carinho e atenção.

Queria ter a chance de dizer adeus.

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Percy narrando.

O enterro de Sra. Grace só contava comigo, Annie, Nico, Thalia e mais dois caras “amigos” da mãe de Thalia. Ninguém deu um pio. Ninguém chorou. Todos apenas observaram o caixão descer para a terra.

Thalia estava devastada, mesmo fingindo estar tão forte. Realmente, nunca tinha visto Thalia a ponto de desmoronar como ela estava. Nico a abraçou, mas ela não reagiu. Ela não demonstrava emoção alguma, apenas encarava a grama.

– Quer que eu te leve para casa? – Thalia não se mexia. Não respondia. Já andava em sua direção para obriga-la a reagir, quando ela acendeu um cigarro.

– A vida é uma merda – sua voz era um sussurro. Thalia não olhou para ninguém, e andou até sumir em meio às árvores que cercavam o cemitério. Ia segui-la, quando Nico me parou.

– Deixe-a pensar um pouco – ele dizia tão certo que lembrei que ele havia passado por isso duas vezes – vou estar por perto, para ela não desaparecer, sei lá.

Luke narrando.

Naquela hora eu deveria estar em Paris, para uma conferencia com meu pai, Hermes. Ele era o maior publicitário existente, e a cada país que visitava, deixava um filho ou dois por lá – provavelmente.

Mas eu não quis ir. Mesmo com Hermes me obrigando, me subornando, implorando. Não que a ideia de ir para Paris não era uma boa, porém, ficar perto daquele no qual ajudou na minha existência era impossível. E depois de nosso último encontro...

Eu o odiava. Ponto final.

E estava cansado de todos os babacas que me seguiam de um lado para o outro, ou das garotas irritante nas quais eu ficava por ficar. Que saber a verdade? Luke Castellan era um menino solitário.

A verdade era que ninguém me amava. Ninguém. Todos me achavam um menino idiota, safado, drogado, malandro. Que não queria nada da vida a não ser curtir o tempo todo.

Talvez eu fosse isso tudo. Mas tente ser largado aos doze anos com uma mãe com sérios problemas mentais enquanto seu pai viaja pelo mundo com a desculpa de que não poderia ficar conosco e me ajudar a cuidar dela, pois estava trabalhando.

Quando ele resolveu ajudar no tratamento, eu aceitei, mas só porque não aguentava mais viver com uma mãe surtando. Ela agarrava a gola da minha camisa, dizia coisas sem sentido, assava biscoitos e bolos dizendo que seu filho perdido iria voltar. Trancava-se no quarto, bagunçava tudo, depois repetia as mesmas coisas sem sentido.

Mas aí eu descobri dias antes do tratamento começar, que o tratamento iria ser na Europa, e mal deu para me despedir de alguém.

Eu estava na florestazinha da cidade quando a vi. A floresta ficava perto do cemitério e do parque. Eu escutei passos, então me escondi atrás de alguns arbustos. E a garota que eu mais me importava no mundo e que eu tinha uma paixão secreta apareceu. Ela era extremamente sexy, e vestia roupas pretas – blusa, calça jeans e bota.

Os olhos azuis brilhavam, e os cabelos pretos balançavam com o vento. Subitamente ela desabou na grama, e começou a chorar com tanta dor que duvidei se era mesmo Thalia Grace que eu via a alguns metros de mim.

As lágrimas escorriam e ela soluçava tanto que não sabia de onde ela arranjava ar.

Isso partiu meu coração em mil pedaços. Aproximei-me, sem falar nada. Queria a abraçar e fazer com que ela parasse de sofrer, mas algo em seu olhar me disse para parar.

– Sa... i – Thalia não conseguia parar de soluçar – Vai... Embora

– Não vou deixar você assim.

Thalia sustentava meu olhar. É preciso passar por muita dor para conseguir falar com os olhos, e ela falava. Não dei mais nenhum pio, apenas agachei ao seu lado e a abracei. Devemos ter ficado muito tempo assim, e só a larguei quando ela tinha parado de chorar e o coração desacelerado.

– Por que, Luke? – ela não olhava para mim, e sua voz era um sussurro doloroso e desesperado. Não sabia o que dizer, então só acariciei sua mão.

– Engraçado que você pode fazer tanta merda – Thalia olhou para mim – Mas você continua sendo parte da minha essência.

Meu coração batia tão rápido que tinha a sensação de que ia explodir.

– A aposta foi ridícula – comecei – E eu te beijei porque queria te beijar. E não por ela.

– Foda-se a aposta – Thalia me beijou, ficando em cima de mim. Por mais que eu a desejasse com todas as minhas forças, não queria ficar com ela assim. Thalia estava frágil, e provavelmente depois se arrependeria. Eu já havia errado demais com ela. Não ia fazer com que parecesse que eu estava me aproveitando.

– Thalia – a afastei. Olhei no fundo dos seus olhos. Mas ela estava alterada demais, e voltou a me beijar.

Girei nossos corpos, ficando por cima dela e segurando seus pulsos.

– Qual é Luke? – Thalia resmungou – Você não quer me beijar?

– Quero.

– Então. – ela levantou-se um pouco, e mordeu meu lábio. Foi tão bom que o desejo quase me transformou num sorvetinho derretido de tanto amor.

Nossa, isso foi muito gay.

– Pera – sentei ao lado dela. Thalia respirava com dificuldade, tentando recuperar o folego – Não quero assim. Já sacaneiei demais você.

– A vida já me sacaneiou o suficiente.

Thalia segurou meu rosto.

– Me deixa ignorar a porra da rasteira que a vida tá me dando, e ser feliz só um pouquinho?

Ela me beijou de novo.

E dessa vez eu deixei com que o desejo me dominasse.

Notas finais
queridos leitores, MANDEM REVIEW! por favorzinho, mandem! é isso que nos deixam motivados para continuar a escrever.
obrigada por ter lido o capitulo, bjocas.