You're All I Have

7 Capítulo 7 - Em meus sonhos..seria eu e você.


Notas iniciais
Então amores, ai está mais capítulos e eu espero que vocês gostem, qualquer coisa me avisem ok? Não me abandonem por favor >< Beijo!

Deixei com que as lembranças me invadissem por mais uma vez,eu sabia que era o que mais poderia ganhar. Lembrei-me pela milésima vez, a dor começando a me dominar depois das minhas últimas palavras. Não queria que me esquecesse, queria que se lembrasse de mim, que me desejasse para sempre. Será que Bella o faria?Que ela seguiria a sua vida como eu tinha dito?Que o meu amor para ela não fosse mais nada? Por favor, Bella, por favor. Faça com que fique. Implore-me outra vez. Rompa minhas barreiras e faça-me dizer a verdade. Apegue-se a mim, reconforte-me. Abraça-me. Eu me lembrei dos meus gritos interiores, me amaldiçoando por fazer Bella sofrer. Em quanto eu conseguia vislumbrar nossa ultima conversa, o adeus. Lembrei-me de seu rosto tão bonito, que se encontrava agora em pura dor e agonia, Bella não chorava, apenas deu um sussurro baixo e eu pude escutar as palavras tentando ser ditas e eu sabia que ela parecia se esforçar para dizer para eu ficar. "Você não me convém, Bella". Menti, com as palavras cortando-me a boca do estômago. Se soubesse o quanto era perfeita para mim, em todos os sentidos, ela era apenas o que eu sempre iria querer. Como havia transformado minha sombria existência. Como meu mundo seria completamente vazio, que não valeria a pena viver uma vez que nele ela não estivesse. Apertei meus dentes, trancando as palavras que ameaçavam sair de minha boca. Bella! Queria gritar, Bella te amo, por favor, não me deixe ir... por favor, não me deixe..."Se... é isso o que quer". NÃO! Sabia que essa seria a única palavra que poderia pronunciar se abrisse a boca. Assim me limitei a assentir. Um movimento de cabeça, que me havia feito morrer de novo, me assombrando todos os dias. Desde esse momento, não estava realmente vivo. Era uma sombra do que havia sido na presença dela. Bella me havia revivido. Tantas décadas atrás meu coração havia parado de bater, mas começou a palpitar de novo, começou a despertar. Agora com esse assentimento, havia sido silenciado. Frio, morto e desconsolado. Pergunto-me se a dor pararia quando não pudesse vê-la. Se a dor iria embora já que eu estava mentindo, mentindo somente para fazer com que ela ficasse viva, a salvo, livre de qualquer dor que eu pudesse causar a ela, ela jamais merecia. Como podia acreditar em mim? Como ela podia permitir que isso acontecesse? Peça, Bella, peça, por favor. Nunca poderia negar-lhe se o fizesse,jamais iria embora se ela pedisse. Não podia me mover. Meu corpo estava insensível. Através do confuso sentimento de meu coração, percebi que havia algo mais que tinha que fazer antes de desmoronar completamente. "Gostaria de te pedir um favor, apesar de tudo, não é muito". Tinha que continuar observando-a. Esta poderia ser a última vez que veria seu rosto, o rosto da minha salvação, o rosto do amor de minha existência. Seu rosto estava contorcido, tão destroçado quanto estaria o meu se pudessem mostrar minhas emoções. Como queria tocar sua pele, acariciar seu rosto... Beijá-lo para me despedir apropriadamente. Quando falei, ela levantou seus olhos de encontro aos meus. As lágrimas escapando deles não podiam esconder a formosa profundidade chocolate neles, e por um momento, me permiti ser essas lágrimas, me afoguei em seus olhos, deixei que me inundassem, apagando o fogo que ardia em meu interior. Ela percebeu, pude notar. Havia fraquejado, havia a deixado ver, por uma infinita fração de segundo, quanta dor isto estava me causando. Rapidamente recompus meu rosto atrás da máscara, esperando por sua resposta. "O que quiser", disse quase sem voz,Bella disse tão baixo,a voz esforçando-se para ser forte. O que eu queria? Vem comigo, Bella, salve-me de mim mesmo, eu te imploro. "Não faça nada desesperado ou estúpido. Nada de idiotices. Entende o que quero dizer?", ordenei. Meu lado egoísta esperava que o fizesse. Esperava que entendesse que o que estava pedindo era somente porque é o meu mundo, porque ainda a amava, porque se permitisse que se machucasse, então merecia o sofrimento ao que estava me submetendo ao abandoná-la. Ela assentiu. Isso me deu uma esperança, podia ver em seus olhos que realmente o faria. Deus... Seus olhos... Como poderia sobreviver um dia sequer sem eles? Viver sem seus olhos?Sem seu sorriso? Não poderia sobreviver. Sabia disso. Mas minha dor não importava, enquanto ela estivesse a salvo. Pensando só em sua segurança, me recompus. "Refiro-me a Charlie, claro". Menti. Estou pensando em mim mesmo, Bella, egoisticamente, fazendo com que me produza certa satisfação, como sempre. "Ele precisa de você. Cuide-se por ele". Eu preciso de você. Cuide-se por mim. "Eu o farei", sussurrou, assentindo outra vez. A verdade estava de novo em seus olhos. Sabia que cumpriria sua promessa. Podia morrer agora... Podia fazer uma promessa, uma que certamente me mataria cumprir. Mas o faria. Por ela. "E, em troca, vou te fazer uma promessa", comecei tão devagar quanto me era possível, só para ficar mais tempo ao seu lado. "Prometo que não voltará a me ver. Não voltarei e nem te farei passar por tudo isso de novo. Poderá retomar sua vida sem que eu interfira. Será como se eu nunca houvesse existido". Por ela. Lembrei-me pela milésima vez, a dor começando a me dominar depois das minhas últimas palavras. Não queria que me esquecesse, queria que se lembrasse de mim, que me desejasse para sempre. Pude notar as lagrimas caindo por seu lindo rosto que agora estava contorcido de dor e eu desejava abraçá-la , acabar com a dor, fazer com que Bella visse que aquilo iria me matar, que eu estava mentindo para salvá-la de mim mesmo, salvar Bella do monstro que eu era. Seus joelhos começaram a vacilar. E desejei simplesmente abraçá-la, segurá-la. Mas suas pulsações estavam acelerando desde minhas últimas palavras e fiz um esforço para me manter distante, mais uma vez. Precisava confortá-la com palavras, não com ações. Lembrar-lhe quanto afortunada era – Ela poderia me esquecer de modo facilmente, ela poderia continuar. Ela poderia viver. Poderia sonhar com um futuro promissor, com seu futuro. "Não se preocupe. Você é humana, sua memória é uma autêntica peneira. Para vocês, o tempo cura todas as feridas" "E suas lembranças?", disse com voz estrangulada. "Bom", minhas recordações me deixarão louco. "Eu não me esquecerei, mas os da minha espécie... nós nos distraímos com muita facilidade". Sorri ironicamente diante de minhas próprias palavras. Sim, usualmente éramos fáceis de distrair. Tanto para pensar com todo esse tempo pela frente. Mas mesmo assim, poderia pensar em outra coisa que não fosse ela? Duvido. Parecia que este cérebro era outro pedaço da humanidade que ela havia – inconscientemente – despertado. Olhei por um longo tempo seu lindo rosto e tive que resistir ao impulso de ir a Volterra nesse instante e pedir por minha morte. Implorar para que me matassem era muito menos do que eu desejava. Seu formoso rosto se contraia em tal agonia que me feria ainda mais e saber que eu havia provocado tornava ainda mais doloroso. Sabia que em cada segundo da minha existência esta imagem me atormentaria. Mesmo, se conseguisse sobreviver sem ela, à lembrança de nossa separação me transtornaria. Não podia atrasá-la mais, teria que ir. Agora. Concentrei-me mais uma vez em seus olhos, sua palidez, seu choro. Apagaria todos esses detalhes da minha mente se isso me deixasse louco, poderia me lembrar dessa garota – a única no mundo, a única na existência que significará algo para mim. Sabia que essa lembrança me faria manter a razão."Adeus, Bella" Adeus, meu amor. Amo-te, sempre. Para sempre. Nunca te esquecerei. E quando morrer farei o possível para te seguir, não importa o impossível que seja para uma criatura abominável como eu poder chegar a uma anjo como você no céu. "Espera", disse, estendendo-me seus braços. Vi o gesto como um convite, ela estava tentando me abraçar, me envolver em seus braços paradisíacos. Não havia São Pedro, não havia portas, só os afetuosos braços de Bella, carinhosos e confiáveis. Poderia fazer isso? Aceitar o paraíso quando sabia que pertencia ao mais profundo inferno? Eu sabia que era errado, a dor me consumia cada vez mais, abri os olhos, lembrando-me e me encolhendo pela dor imensa que era permanecer ali, assombrado pelo maior de todos os erros que era permitir com que Bella sofresse. Eu era um monstro, um verdadeiro egoísta por pensar apenas em mim e eu sabia que a dor de ficar longe da minha doce Bella, do meu anjo, da pequena garota que havia me feito encontrar a salvação, este era o maior de todos os pecados, a dor que eu a causara. E assim eu estava, se eu conseguisse sonhar, seria com que eu fosse humano, com que eu não precisasse a fazer sofrer. A imagem ficava assombrando-me todos os dias, todas as vezes que eu fechava os olhos, jamais conseguiria tirar aquilo da cabeça, os profundos olhos chocolate que tantas vezes me despertavam curiosidade, e me faziam acreditar na redenção..Era daqueles olhos que eu sentia falta e desejava mais do que tudo no mundo rever. Eu precisava ver Bella novamente e jamais conseguiria tirar da minha cabeça seu rosto, ela era e sempre seria tudo para mim, Bella era o meu mundo. Eu a amava e sempre a amaria, e eu pertencia ao inferno, e jamais poderia rever o meu anjo novamente.