Notas iniciais
Boa leitura :))

Eu me tornei algo que nunca quis ser, e ninguém via o quanto eu tentava mudar, ninguém via o vazio que estava em meu peito, então você apareceu.

“Estávamos andando na praia, o céu estava nublado e algumas trovoadas avisavam a chuva que estava prestes a cair, o mar apesar do céu nublado e do tempo ruim estava calmo, as ondas vinham até a costa e voltavam para o oceano, mas nada disso importava.

Coloquei minha mão em meu casaco e senti a caixinha de veludo nos meus dedos, Emma olhava para mim com certa curiosidade e também com um nervosismo em seus olhos que eu não reconhecia.

-Regina.

-Emma.

Falamos tudo ao mesmo tempo e depois rimos, com certeza havia um nervosismo entre nós duas.

-Você primeiro – Falei gentilmente enquanto olhava para ela.

-Regina... Eu não sei como... Como isso foi acontecer... Eu... Regina... –Emma estava mais nervosa do que eu imaginava, não se atrevia a olhar em meus olhos e eu percebi o quanto ela lutava para não chorar, eu sabia o que ela estava fazendo, o que ela sempre fazia, tentar se manter forte.

-Eu te amo Regina... Eu...- Ela continuava a falar muito e não dizer nada, eu retirei a mão do meu bolso e deixem a caixinha aveludada ali, temendo o que Emma falaria.

-Emma o que está acontecendo? –Eu perguntei nervosa, Emma estava diferente nas ultimas semanas, agia como se o tempo todo estivesse guardando um segredo.

-Tudo bem Regina... Eu estou gravida. –Emma falou olhando para mim pela primeira vez, um sorriso espontâneo surgiu em meu rosto e minha primeira reação foi abraça-la, abraço que não foi correspondido. Então eu entendi. Como Emma estava grávida? Seus olhos verdes agora estavam cheios de lágrimas, as feições de medo que eu conhecia tão bem estavam em seu rosto.

-Emma... –Foi tudo o que eu consegui dizer antes dela me interromper.

-Eu não lhe trai se é isso que você está pensando, eu te amo, amo tanto que chega a doer, eu não sei como isso aconteceu, eu estou com medo Regina, por favor, acredita em mim... Eu não vou suportar ser abandonada de novo, não assim. –Emma soluçava enquanto me olhava, seus olhos demonstravam medo, medo de ser abandonada da mesma forma que estivera quando teve Henry.

-Está tudo bem, eu acredito em você – Falei abraçando ela fortemente, queria que ela soubesse que eu estava ali, aconteça o que acontecer.

-Vamos para casa amor – Falei enquanto secava as suas lágrimas e ela me deu um ingênuo sorriso.

***

Estávamos deitadas na cama, Emma apoiada no meu peito, não estávamos falando nada, era apenas nós duas ali.

-Como? –Emma me perguntou, eu a encarei confusa e então eu entendi.

-Magia – Respondi.

-Isso é possível? –Ela me perguntou

-Tudo é possível com um pouco de mágica, pensei que já soubesse- Eu falei ficando de frente para ela.

-Você vai falar com o Gold né? –Emma me perguntou sorrindo.

-Amanhã. –Eu falei a beijando.

***

-Gold?! –Entrei na loja afobada precisa saber o que estava acontecendo, como Emma podia estar gravida?.

- Swan-Mills –Ele falou em um tom irônico. –O destino é mesmo impressionante, não é?

-Gold é sério, eu preciso falar com você. –Falei já irritada.

-Eu suponho que seja isso, ou você quer comprar alguma coisa?

-Emma está grávida. –Falei e ele me olhou sério.

-Parabéns? Não sabia que vocês...

-Você não entendeu, Emma ela está grávida – Falei antes que Gold pudesse continuar.

-Querida, se ela te traiu eu sinto lhe dizer que eu não posso fazer nada. –Ele falou dando a mínima importância.

-Gold! –Gritei e ele finalmente me olhou sério, porém com o mesmo sorriso no rosto. –Como isso é possível? Magica?

-Bom, parece que o amor verdadeiro é realmente a magia mais poderosa, capaz de criar vida. –Ele me falou enquanto me entregava um livro.- Tudo o que você precisa saber.

Eu segurei o livro enquanto o encarava e sai da loja, correndo para casa.

***

Eu e Henry estávamos jantando tranquilamente, Emma estava no quarto terminado de se arrumar, estávamos conversando, Henry havia aceitado o nosso namoro muito bem, na verdade quando contamos para ele, ele simplesmente disse “Já sabia”.

Quando contamos para ele sobre Emma ele ficou muito contente por ter um irmãozinho (ou irmãzinha). No geral Emma teve uma gestação normal, com exceção dos primeiros meses onde ela se sentia muito mal e desmaiava diversas vezes.

Mary e David que no inicio não nos aceitaram completamente quando souberam sobre a gravidez fizeram da nossa casa a sua casa. O que me irritava profundamente, mas deixava Emma feliz.

Agora se passando 9 meses desde do dia em que ela me contará sobre o bebê eu ainda guardava a caixinha aveludada, esperando o momento certo.

-Então quando você e a mãe vão se casar? –Henry me perguntou fazendo olha-lo surpresa.

-Eu não... –Antes que eu pudesse responder um grito do andar de cima nos chamou atenção.

-REGINA!

Corri até o quarto e me deparei com Emma caída no chão, eu rapidamente a ajudei a sentar na cama e observei suas feições de dor.

-Amor o que foi? –Perguntei tentando soar calma por causa de Henry que estava na porta.

- O bebê vai nascer. –Eu rapidamente ajudei Emma a ir até o carro enquanto Henry olhava para tudo meio assustado. Chegamos ao hospital, Emma estava fraca eu reconhecia isso, ela tentava aguentar a dor, que parecia se tornar pior a cada minuto. E por um momento eu tive medo. Medo de perdê-la.

-Regina – Emma sussurrou e eu olhei para ela – Eu te amo.

-Eu também te amo, amor – Falei enquanto segurava a mão dela – Eu estou aqui. –Eu falei para ela, que forçou um sorriso.

O parto foi demorado e difícil, mas ela nasceu saudável, seus olhos ainda que entreabertos, eram verdes e seu pouco cabelo era preto, Emma a segurava enquanto algumas lágrimas caiam pelo seu rosto e nos meus também.

-Mãe? Mamãe? –Henry entrou no quarto olhando para a pequena pessoa nos braços de Emma.

-Henry venha conhecer sua irmã –Emma falou sorrindo, esse sorriso que não saia do seu rosto.

-Ela é tão pequena –Ele falou se sentando na beira da cama, assim como eu Henry também havia percebido como Emma estava frágil, desde o começo nós sabíamos que isso iria exigir muito da sua magia.

-Você também era garoto –Emma falou rindo.

-Posso? –Perguntei olhando para ela, eu ainda não havia a segurado.

-Claro amor. –Emma falou entregando a pequena para mim que assim que percebeu que havia sido trocada de colo abriu os pequenos olhinhos e ficou me encarando.

-Ela tem os seus olhos – Falei para Emma.

Henry se aproximou de mim e do bebê, ele não se atrevia a chegar muito perto ou a toca-la.

-Você quer segura-la? –Perguntei

-Não quero machuca-la ela é tão... Frágil. –Ele falou acanhado.- Como é o nome dela? –Ele perguntou sentando ao lado de Emma.

-Naomi – Respondeu Emma

-Olá Naomi Swan Mills eu sou seu irmão Henry, e essas são as nossas mães Emma e Regina, quando você for maior você vai perceber que a nossa família é diferente das outras – Henry olhou para Regina e para Emma –Nós sempre encontramos um ao outro, sempre... Aaa e também nossa família é enorme você já vai ver...

Regina e Emma riram enquanto observavam seu filho conversar com a pequena Naomi.

Mais tarde todo o resto da família veio visita-las. Regina nunca se sentiu tão feliz em toda a sua vida, nunca pensou que poderia ter alguém e agora ela tinha uma família.

Você acreditou em mim quando ninguém mais acreditou.

Você me salvou quando ninguém mais o queria fazer.

Mesmo que você não saiba, você sempre esteve ali para mim.

--

Naomi tinha 5 anos agora e já havia descoberto sua magia, algo que Regina já devia ter desconfiado, já que ela era produto do amor verdadeiro assim como Emma.

Ela adorava historias e sempre dizia que cada um parecia personagens dos seus contos de fadas, mais tarde ela descobriria que eles eram as próprias historias. Seu jeito era exatamente ao de Emma, apesar de que às vezes ela sabia ser exatamente uma Regina Mills.

Henry era totalmente protetor em relação à Naomi, eles raramente brigavam e quando isso acontecia geralmente, era sobre magia e uma espada, segundo Henry por mais que magia fosse boa, no momento entre salvar a sua vida ou de outras pessoas uma espada era a melhor amiga do homem.

Regina e Emma se casaram logo após o nascimento de Naomi, Regina fez o pedido assim que chegaram a casa. Elas tinham exatamente tudo àquilo que elas sempre quiseram: uma família.

Esse era o final feliz de Regina.”

E eu te odiava porque eu sabia que você se importava.

Eu te odiei quando você apareceu na minha vida, com aquele fusca amarelo e aquela jacketa vermelha.

E eu te odiava mais ainda, porque se não fosse por você eu não teria o Henry. Talvez seu destino fosse salvar a rainha má.

Tudo estava escuro e uma dor latejava em minha cabeça, abri meus olhos devagar enquanto analisava o que estava acontecendo, Emma me chamava ajoelhada ao meu lado, sua voz demonstrava preocupação.

-Emma –Fora tudo o que eu consegui falar, minha mente ainda passava os flashbacks do que eu havia sonhado, tudo tinha sido tão real.

-Regina o que aconteceu? –Emma continuava a me perguntar – Você está bem?

-Sim – Olhei para Emma, então ela era meu final feliz? E também o preço a se pagar. Olhei para o papel com a maldição em minhas mãos e uma lágrima solitária atravessou o meu rosto.

-Qual é o preço que nós temos que pagar? –Emma perguntou e eu olhei em seus olhos por algumas instantes, ela percebeu minha inquietação, ela sabia que havia alguma coisa errada... Ela sempre sabia.

-Não são vocês que irão pagar, eu lancei a maldição sou eu que tenho que pagar o preço.

- E o que é?

-Tenho que dizer adeus às pessoas que eu mais amo. –Falei olhando eu seus olhos, ficamos nos encarando por alguns segundo, eu fiquei imaginando se Emma entenderam o significado.

-Henry – Emma gritou e nosso filho veio a nossa direção.

-Você tem que dizer adeus a Henry – Ela falou sua voz anunciando um choro preso na garganta.

-Sim.

***

Depois de eu explicar o que iria acontecer, estávamos na linha da cidade, Emma não queria ir, eu entendia perfeitamente, eu não queria deixa-la ir embora, nem ela nem Henry.

-Isso é minha culpa –Henry falou – Se eu não tivesse ido procurar Emma à maldição não teria sido quebrada e viveríamos felizes, eu e você – Ele falou chorando.

-Henry não é sua culpa é minha, eu criei isso tudo.

-Mas podíamos ser felizes.

-Mas Henry, eu sou uma... Vilã e vilões não tem finais felizes. –Eu disse enquanto as lágrimas queimavam meu rosto, agora mais do que nunca eu sabia que eu não teria um final feliz, pois mais uma vez, ele estava sendo tomado de mim.

-Não, você não uma vilã, você é a minha mãe. –Henry me abraçou e eu o retribui. –Nós vamos nos encontrar de novo, eu já disse, nossa família é diferente das outras nós sempre encontramos um ao outro.

-É Regina, nós sempre encontramos um ao outro –Emma falou atrás de mim, seus olhos estavam vermelhos.

-Emma, tem mais uma coisa que não disse a você. –Falei indo em direção a ela.

- O que?

-Quando vocês atravessarem essa linha, irá ser como se Storybrook nunca tivesse existido, todas as suas memórias serão esquecidas... Será como se você nunca tivesse deixado Henry, vocês sempre estiveram juntos...

-Então, eu vou me esquecer de você? Henry não vai se lembrar da mãe dele... –Emma falou e as lágrimas vieram novamente.

-Esse é o preço da maldição, nós iremos voltar a ser apenas uma historia.

-Mas não vai ser real. –Emma falou e eu a abracei, não importava se seus pais iriam fazer algo ou se ela iria fazer algo, ela não se lembraria de nada.

-Regina, por favor... –Ela me abraçou mais forte, como eu iria sentir falta daquela jaqueta vermelha.

-Eu te amo, Emma – Falei apenas para que ela ouvisse.

-Regina...

-Não, você não precisa dizer nada, você não irá se lembrar de nada...

-Mãe, mamãe – Nós olhamos para Henry que vinha em nossa direção e nos abraçou –Tudo o que queria era poder ser feliz com vocês, com vocês duas.

-Eu também, garoto – Emma falou olhando para mim, eu conhecia aquele olhar, aquele olhar que Daniel me deu uma vez, aquele olhar apaixonado que você guarda para si mesmo e só aparece para aquela pessoa.

Sentimos o vento mudar, a maldição estava mais perto do que pensávamos, Emma e Henry estavam perto do carro assim como eu, eles olharam pela ultima vez para todas aquelas pessoas, que um dia eles chamaram de família, e eu olharia pela ultima vez para aqueles que talvez um dia eu os chamasse da família.

-Regina! –Emma correu até a mim e me beijou e por um momento eu me esqueci da maldição, e imaginei o que teria sido de nós duas se soubéssemos antes. – Eu não quero não me lembrar.

-Emma você tem que ir – Implorei para ela as lágrimas queimavam meu rosto, eu não queria deixa-la, não suportaria a dor de perder mais alguém, mas se eu a amasse eu tinha que salva-la, como ela sempre me salvou, mesmo que ela não saiba disso.

-Eu te amo – Ela me falou antes de correr em direção ao fusca amarelo e Storybrook ser invadida pela fumaça roxa.

Porém a pior maldição era perceber que eu só descobri que a amava quando era tarde demais.

“nossa família é diferente das outras... Nós sempre encontramos um a outro. E também nossa família é enorme, você vai perceber um dia.’’

1 ano depois.

Emma acordou com o seu despertador, 8:15, ela se levantou e começou a fazer o café da manhã, logo Henry levantou ainda de pijamas e os dois começaram a comer.

-Mãe? Você se esqueceu de uma coisa — Henry falou olhando para o capuchino.

-Certo, canela. –Emma sorriu e pegou a canela.

Os dois comiam tranquilamente quando uma batida insistente ecoou na porta, Emma olhou para Henry.

-Esperando alguém? –Henry perguntou para Emma.

-Não. –As batidas se tornaram cada vez mais insistentes deixando Emma assustada.

-Henry fica aqui, okay. –Emma falou se levantando e indo até porta, olhou no espelho magico e viu uma mulher morena.

-Oi? –Perguntou Emma assim que abriu a porta, a mulher ficou a encarando por alguns segundos antes de falar alguma coisa.

-Oi. –Respondeu a mulher.

-Mãe quem é? –Henry veio até Emma.

Regina olhou para Henry e sentiu seu coração apertar, o garoto havia crescido alguns centímetros desde a última vez que ela o virá.

-Eu não sei... Quem é você? –Emma perguntou e Regina finalmente deu atenção para Emma.

-Desculpe... Eu sou nova em Boston... Você sabe de algum lugar para eu ficar? –Regina perguntou

-O apartamento ao lado está para vender — Henry falou sorrindo para Regina.

-Você pode falar com o cara agora, isso se ele estiver em casa. –Emma falou caminhando até o apartamento ao lado e tocando a campainha, como já sabia ninguém atendeu.

-Você pode ficar aqui até o cara chegar –Falou Henry –Né mãe?

Emma olhou séria para o filho e depois olhou para a mulher sozinha e sentiu como se já a tivesse visto em algum lugar.

-Tudo bem, como é o seu nome? –Emma perguntou com um sorriso.

-Regina.

-Sabia que Regina é rainha em latim? Eu sei disso por na aula de historia o professor contou a historia de uma rainha muito importante... –Henry falou fazendo Regina rir internamente.

- Este chato é o Henry – Emma falou bagunçando o cabelo do filho. — Pode entrar. E a propósito, meu nome é Emma.

Esse não é o fim da historia, muito pelo contrario era apenas o começo.

Amor verdadeiro nunca morre, envelhece ou é esquecido, o sentimento sempre vai continuar ali, porque as almas não se esquecem a quem estão destinadas. Muitos procuram a vida toda pelo amor verdadeiro, outras passam a vida toda com ele ao seu lado, e muitas pessoas só percebem que amam quando é tarde demais. Mas nunca é tarde de mais quando se trata de amor verdadeiro.

Você quer saber se Emma se lembrou? Ou se ela e Regina viveram felizes para sempre? Se as duas voltaram para Floresta Encantada? A partir desse momento, cabe a você imaginar e terminar de escrever a historia.

“True love is magic. The powerfull magic of the all”

Notas finais
Espero que você tenham gostado e deixem comentários :))
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!