Your eyes
7 O gamer loiro da floresta
POV Bonnie
Eu sentia uma espécie de raiva no meu coração. Queria estrangular Foxy, só não sabia por que. Me acalmei, seguindo eles até o parque. Realmente, nós estávamos com preguiça de procurar nos outros lugares, e era o lugar mais perto... Eu acho.Tinha um monte de gente olhando para nós, mas não ligamos. Quando chegamos, era a cara de Melly. O lugar estava completamente vazio, sem ninguém por perto. O vento era congelante, e fazia os balanços levemente irem para frente e para trás. Ou pelo menos eu esperava. As plantas estavam sem cor, porém muito bem cuidadas. Foxy nem esperou por nós, já foi para a área mais densa. Eu acendi para Sally ir sozinha, não queríamos que acontecesse novamente. Ela concordou e foi com Freddy. Enquanto isso, Golden foi para alguma outra direção. Eu segui Foxy, não querendo ficar sozinho.
–Foxy? Você está aí?-gritei.
–Aqui, Bonnie. -eu segui a voz, chegando a um beco. Demorou muito, mas cheguei. Na verdade, era lindo. Trepadeiras desciam um muro cinza, uma fonte de água abaixo dela. E, mais fundo, uma caixa.
POV Foxy
Eu ouvi alguém me seguindo, e chamei por Bonnie, tinha escutado sua voz. Eu ouvi uma outra voz, e fui na direção da de Bonnie. Mas eu parecia nunca chegar... Eu olhei ao redor, estava escuro. Virei levemente minha cabeça para cima, vendo um único raio de luz passando. Mesmo que ainda estivesse escuro, isso ajudava. Eu olhei para baixo, vendo algo enterrado na terra. Sorri, mais uma página. Cavei levemente de modo que a página não fosse danificada. Soprei e passei a mão sobre ela levemente. Levantei uma sobrancelha. Um desenho. Bem, difícil de se identificar. Havia uma chave pendurada na folha, feita de galhos. O desenho era desconexo, eu não o entendia. Havia quadrados conectados um ao outro. Demorou para eu me tocar que era um mapa. Havia um retângulo ligado a um quadrado, ligado a outros. No fim dele, havia um pequeno baú. Dei de ombros, tentando encontrar o baú. Cheguei a certa parte do mapa e ouvi uma música. Estranho. Então, pulou uma aranha gigante na minha cara. Não estou brincando, ela era do tamanho de um cachorro. Comecei a atacá-la com meu gancho, e estranhamente, ela desapareceu em uma poeira, depois de duas ganchadas. E, ficou vermelha quando dei as ganchadas. No lugar dela, ficou somente um... coração? Dei de ombros e continuei seguindo. Suspirei, aquilo estava ficando estranho. Ouvi uma voz vindo da minha direita.
–CARAMBA SUA PORCARIA, ABRE!!! -Espiando pude ver o coelho tentando abrir uma caixa.
–Hey, Bonnie. -acenei pegando a chave que achei mais cedo.
–Ah, ME DA ISSO! — ele arrancou da minha mão irritado. Um dos motivos para eu não gostar dele.
–O que aconteceu, ouvi você me chamando.
–Na, eu estava perdido. -a caixa fez um clique e abriu. -Um livro...? — ele tirou da caixa.
–Me deixe ver... -eu abri ele e folheei. Era o diário de Melly!!! Finalmente, poderia ler.
08/05/2016
"Eu estava lá, vendo aquele coelho roxo novamente. Bonnie é tão fofo e lindo! Queria poder abraçá-lo e beija-lo. Mas, bem, ele tem uma namorada. Hoje Foxy veio me ver. Tentei o convencer a não vir mais, mas ele é muito teimoso. E, hum, ele gosta de chocolate. Ele ficou tentando fazer carinho na minha cabeça, agradável da parte dele. Mas, também chato. Eu acho ele gentil, porém. Voltando a Bonnie, eu acho que tenho uma leve quedinha por ele. Bom dia, diário! (Mentira, acho que eu gosto muito de Bonnie)"
–Foxy? Você está bem? -Bonnie se aproximou.
–S-sim. -funguei enxugando algumas lágrimas.
–O que você leu aí?
–N-na... -antes que eu pudesse terminar, ouvimos um barulho.
Em letras brancas que leviatavam, apareceram as palavras:BEN Drowned-Creepypasta Boss. Não era algo que se via todo dia. Pensando bem, acho que nunca veria algo assim novamente. Um garoto loiro de olhos negros com uma bolinha brilhante vermelha em cada um. Usava uma túnica e um chapéu verde com cinto e botas da cor marrom. Tentei analizar o que acontecia, quando comecou a tocar uma música... distorcida, como aquela da TV. O garoto começou a atacar algumas bolas de fogo, que descíamos com dificuldade. Ele ria insanamente, até que uma voz ecoou.
–BEN, VENHA ATÉ AQUI AGORA É DEVOLVA MINHA FACA!!!
–O-ow. Bem, tchau tchau! -e saiu correndo por aí. No mínimo, estranho. Muito estranho.
Nos olhamos sem entender nada. Somente demos de ombro e fomos a procura da saída do pequeno bosque.
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