Your Love Is A Drug
1 Prólogo.
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Acordei com o maldito barulho do despertador. Ôh, coisa irritante, hein? Assim que consegui pegar aquele troço, o lancei contra parede e ele se espatifou lindamente. Odeio profundamente acordar cedo, estou de férias, então mereço o máximo de descanso, não sou obrigada a acordar às sete da manhã, mas a minha querida irmã insiste em ter sempre a porcaria do despertador no nosso quarto, ela sempre diz que ter um despertador é fundamental, vai entender, né? Essa patricinha deve ser louca...
— ACORDA, MANINHA, HOJE O DIA ESTÁ TÃO LINDO, LEVANTE VAMOS ACORDAR SUA DORMINHOCA! — Berrou a minha cópia pulando em cima de mim, só podia estar pedindo para morrer.
— Ôh, inferno! Sai de cima de mim encosto, me deixa em paz projeto de Barbie! — A empurrei com raiva, tentando tirá-la de cima de mim.
"Como ela ousa me acordar? Se jogando em cima de mim desse jeito?"
— Hoje é sábado, vamos tomar café-da-manhã juntinhas? Ir ao shopping, ao salão e...
— Não, cruzes! Sabe muito bem que eu odeio esses tipos de coisas! — Falei a empurrando com força e ela caiu da cama.
— MÃE, A SAM ME AGREDIU! — Gritou choramingando e eu revirei os olhos, que dramática...
Minha mãe entrou no quarto preocupada com a queridinha dela e me fuzilou quando viu o projeto de Barbie chorando no chão.
— Sam, por quê bateu na sua irmã, garota? — Perguntou irritada indo acudir a Melanie.
— Quê? Eu só dei um empurrãozinho e ela caiu — Respondi camalmente.
— Você é muito agressiva, respondona ,preguiçosa, irresponsável, problemática e anti-social, não consegue nem conviver com sua própria irmã. Acho que seria uma boa ideia você ir morar sozinha, já está bem grandinha para isto! — Disse como se aquilo fosse a melhor solução do mundo.
— Como é que é, mãe? Você está mesmo me expulsando de casa? — Perguntei, indignada.
— Não minha rolinha, só estou permitindo que você vá morar sozinha, isso não é máximo? Você pode ter seu próprio cantinho, viver sem regras, ser independente e livre para fazer o que bem quiser, o que você acha? — Sorriu para mim com simpatia.
— Sinceramente, acho que a senhora é louca. Mas eu já tenho 18 anos, estou no último ano no colegial, sei muito bem me virar sozinha. Entrei de férias ontem mesmo e preciso curtir esses dias maravilhosos bem longe de vocês! — Sorri aceitando aquilo numa boa. — Mas para isso, eu preciso de dinheiro, não é mesmo, Pam? — Me aproximei de Pam que enguliu um seco, aquela mulher era tão pão-dura. Credo!
— Claro! — Forçou um sorriso. — Faça as malas, eu posso te arranjar uma grana emprestada. — Disse antes de sair do quarto.
— A culpa foi minha, me desculpa, Sammy. Eu não queria nada disso, eu não quero que você vá embora, maninha! — Melanie me olhou arrependida começando a chorar, revirei os olhos, minha irmã gêmea era tão patética.
[...]
— Valeu, tio! — Agradeci ao táxista, ele me ajudou com as malas, carregando-as para dentro do prédio, deixando-as na recepção. Eram apenas duas malas, mas eu estava com tanta preguiça de carregar.
— Boa noite, seja bem-vinda ao Holmers Plaza, se procura um apartamento para ocupar sozinha veio ao lugar errado, queridinha. Aqui os apartamentos são alugados por dois inquilinos, é baratinho minha jovem. Vai querer alugar? Temos dois duplex's disponíveis, que tal? Dois quartos, sala, cozinha e um banheiro, só não tem banheira. Para usar a lavanderia é apenas 2 pratas, e aí vai querer alugar, minha jovem? — A velha gorda que usava óculos fundo de garrafa e coque mal feito, que era a recepcionista fez a "propaganda" do Holmers Plaza.
20 Minutos depois...
— Número 69, achei!!! — Exclamei animada, jogando minhas malas no chão do corredor . Abri a porta com a minha chave e entrei chutando minhas malas para dentro. — OI, TEM ALGUÉM AÍ? — Berrei e fechei a porta.
Um rapaz apareceu na sala usando apenas uma boxer preta, ele tinha um belo corpo por sinal, pele clara, cabelos castanhos escuros que estavam molhados e olhos achocolatados.
E ele me olhou assustado como se eu fosse um ET ou uma aberração.
— Quêm é você? Você é homem ou mulher? Suas malas são roxas, mas você parece... Estranha. Ah, já sei. Você é lésbica, não é? Só para deixar claro, eu não tenho nenhum preconceito, ok? É a nova inquilina? Prazer, sou Freddie Benson! — Se apresentou estendendo a mão, me dando um sorriso de lado.
Fiquei muito indignada com ele. Só porque eu não uso maquiagens, saltos, bolsas e não sou tão feminina não significa que eu seja lésbica. Gosto do meu estilo, me sinto bem usando bonés, calças e bermudas estilo Boyfriend, camisetas, tênis e All stars. Sou assim, gosto de conforto, minha mãe diz que tenho estilo de moleque, mas eu não ligo, foda-se... Ah, e eu odeio profundamente a palavra calcinha, me dá até arrepios...
— Sou Sam... Sam Puckett! — Me apresentei o cumprimentando, apertei sua mão com tanta força, ele fez uma careta de dor, eu precisava mostrar à ele que eu poderia quebrar a cara dele se eu quisesse.
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