Your Light Will Shine- Bella and Edward
8 O Encontro.
Notas iniciais
P.O.V. Faith.
Não acredito que vou a um encontro com o Elijah! Meu Deus to tão nervosa.
–Acho que vou vomitar.
–Vomite depois, agora você vai deixar a gente te arrumar.
–Tá.
Quando Elas acabaram eu tava uma diva!
–Eu amo vocês meninas.
–A gente te ama.
Tocam a campainha.
–Ai Meu Deus é ele!
–Respira fundo e vai.
–Tá.
Respirei e fui. Assim que eu abri a porta ele estava lá todo lindo.
–Nossa!
Falamos a mesma coisa ao mesmo tempo.
–Você está linda.
–Você também está.
Ele abriu a porta do carro pra mim.
–Nossa, obrigado.
P.O.V. Elijah.
A cara que ela fez quando abri a porta do carro pra ela foi impagável. Ela ficou mais que surpresa, ficou chocada.
E quando chegamos ao restaurante ela ficou de boca aberta.
–Caraca! Sabe quanto custa um único prato neste lugar? Com o dinheiro que eu trouxe não dá nem pra comprar água.
–Um cavalheiro nunca deixa a dama pagar a conta.
–Minha nossa! De onde você saiu? Dum livro de contos infantis só pode.
–Porque diz isso?
–Toda garota sonha com um cara como você. Acho que a Cinderela deve estar sentindo falta do Príncipe dela.
–Eu um Príncipe? Que nada, eu já fui um Lorde.
–Caraca. Sério?
–Sério. Vamos?
–Tem certeza que quer fazer isso? Quer dizer, esse lugar é muito caro, entendo se você me levar a uma pizzaria.
–Vamos.
Peguei a mão dela e a levei para dentro.
Dava pra ver que ela estava constrangida de estar num lugar cheio de pessoas da alta sociedade. Uma de minhas amigas mais antigas veio nos cumprimentar.
–Elijah! Oh, vejo que ainda está com... ela.
–O que?
–Louise essa é Faith, Faith essa é Louise.
–Oi. É um prazer conhecê-la.
–Igualmente. Adorei o vestido.
Disse Louise em tom de deboche.
–Obrigado. O seu também é bonito.
–Obrigado. Comprei ele em Paris.
–Sério? E como é Paris? É bonito lá?
–Lindo cherié.
–Eu queria muito ir ver a torre Eiffel. Principalmente a noite, dizem que é muito brilhante.
–Demais. Bom, tchau.
–Tchau.
–Até mais Louise.
Ela e seu par saíram.
–Foi impressão ou ela tirou uma com a minha cara?
–Ela o que?
–Ela... só faltou ela me chamar de vadia.
–Porque diz isso?
–Porque é verdade. Eu não sou rica e ela sabe que eu não tenho como pagar por um restaurante como esse. Só faltou ela me chamar de aproveitadora. Com licença.
Ela foi em direção ao toalete e não voltou mais.
Fui até lá saber o que estava se passando e ouvi ela chorar. Eu sabia que era por conta do comentário de Louise sobre o vestido.
–Faith.
–Esse é banheiro das meninas. Você não pode entrar aqui.
–Que tal irmos a outro lugar?
–Seria ótimo.
–Vamos.
Trazê-la aqui foi um erro com certeza. Nunca me ocorreu que isso aconteceria, mas ela não é como nenhuma das outras moças com quem eu já saí. Ela tem 16 anos e é estudante, realmente não tem condições de pagar por um restaurante como esse.
–Me desculpe.
–Não é culpa sua. Você só quis ser gentil.
–Mesmo assim.
–Que tal, eu te levar pra sair?
–Como assim?
–Se importa se eu dirigir?
–Não vai atropelar ninguém vai?
–Não. E só pra constar foi você saiu do nada e parou bem no meio da estrada.
Ela tirou os sapatos e os colocou no banco de trás.
–Porque está tirando os sapatos?
–Não se deve dirigir de salto. É perigoso e contra a lei.
Faith correu e abriu a porta pra mim.
–Rá, rá muito engraçado.
–Pare de ser tão crica. Entra logo, meus pés estão ficando sujos.
Eu entrei e ela também. Ela ajeitou o banco e ficou uns minutos analisando os controles do carro.
–Acho que já entendi.
Faith soltou o freio de mão e dirigiu devagarinho até chegarmos á um barzinho.
–Ai Meu Deus! Como que eu vou estacionar esse carro?
–Quer que eu estacione?
–Seria ótimo.
Trocamos outra vez e ela recolocou seus sapatos.
–Você realmente não conseguiria estacionar o carro?
–Não. Não neste espacinho.
–Você tem careira de motorista certo?
–Certo. Mas, o seu carro é daqueles que tem a bunda grande.
–Você quer dizer sedan?
–Sei lá. Eu não entendo nada de carros, absolutamente nada.
–Eu notei.
Ela me estendeu a mão e eu peguei.
–Mas, onde estamos?
–No meu barzinho preferido. Gosta de comida mexicana?
–Não sei, nunca comi.
–Mas, vai comer. Relaxa, vou falar pra Carmen não colocar muita pimenta.
Faith e e a atendente conversaram em espanhol. E ela nos colocou na melhor mesa.
Abri o cardápio e não entendi nada.
–O que está escrito aqui?
–Vou pegar o cardápio em inglês pra você.
Ela pegou o cardápio de minhas mãos e o levou até o balcão e trouxe de volta um cor de laranja.
–Tenta agora.
Abri e pronto. Entendi tudo, estava escrito em inglês.
–Melhorou?
–Sim.
Ela estava rindo.
–Você não vai trocar o seu?
–Eu não preciso. Sei falar e ler espanhol.
–Verdade?
–É claro. Já se decidiu?
–Eu quero esse tacco.
–Ótimo e eu vou pedir nachos.
Fizemos os pedidos e quando aquele negócio chegou eu fiquei apavorado.
A atendente trouxe mais um prato para dividirmos.
–Nossa! Isso é apimentado.
–Até que ela nem colocou muito. Geralmente Dona Ester exagera.
–Ester?
–É o nome da avó da Carmem, é ela que faz a comida. Porque?
–Minha mãe se chamava Ester.
–Onde ela está agora? Ela deixou vocês?
–Ela morreu.
–O que? Mas, e a imortalidade?
–Ela não se transformou com a gente. Fomos só nós os filhos e o meu pai.
–Caramba! Eu sinto muito.
–Tudo bem. Ela tentou nos matar mais vezes do que posso contar.
Ela riu.
–Tá falando sério?
–Sim.
–Nossa! Que tipo de mãe tenta matar os próprios filhos?!
–A minha.
–Lamento. Mas, que tal falarmos de coisas agradáveis?
–Ótima ideia. E a sua família é sempre assim?
–Assim como?
–Do jeito que eram quando fui a sua casa.
–O meu tio Emmett tá piorando com a idade. Ele adora tentar pregar peças na tia Alice, mas ela sempre adivinha todas e quem acaba mal é a tia Rose. Daí ela fica uma fera e bate nele.
Eu ri. Fiquei tentando imaginar aquela humana nanica e grávida batendo num vampiro com o triplo do tamanho dela.
–Pois é, mas ele obviamente não revida. Antes ela ser curada ele revidava, mas nunca fez algo pra machucar ela.
–Sua família é tão diferente da minha. Meu irmão Niklaus me carregou num caixão por séculos.
–Num caixão? Que nem o Drácula?
–Isso. Ele tem punhais com as cinzas do carvalho branco, aquelas cinzas nos colocam pra dormir.
–Caraca! Que coisa horrível. Esse seu irmão deve ser o diabo.
–Ele é perturbado. Meu pai fez muita coisa com ele, Mikael fez de Niklaus o que ele é hoje.
–Uau! Não se ofenda não, mas quero distância dos seus parentes.
–Ás vezes até eu quero.
–Acha que ele vai vir atrás de mim?
–Vai. Conheço meu irmão, sei como ele opera.
–Talvez, se eu conseguir pegar essa coisa ai, essa faca com as cinzas ele pare. Talvez ele recue.
–Faith...
–Ele quer o meu sangue né?
–Sim, mas...
–Vou usar isso a meu favor.
–Ele vai te matar.
–Não vai. Sei de algo que ele não sabe e posso me defender Elijah, sou mais poderosa e resistente do que você pensa.
–Niklaus também.
–Sei disso.
–Quer trocar?
–Trocar?
–Os pratos. Você diz que é muito apimentado, fica com o meu não vai pimenta.
–Não.
–Experimenta, se você gostar trocamos.
Eu comi e gostei. Faith começou a rir.
–O que foi?
–Tá com queijo no nariz.
–Onde?
–Deixa eu te ajudar.
Ela passou o dedo no meu nariz e o colocou na boca.
–Pronto. Agora, passa pra cá.
–O que?
Ela pegou e trocou os pratos.
–Ah!
Nós comemos em silêncio, apenas trocando olhares. Até os gritos da atendente nos atrapalhar.
–Carmen, que ocorre?
–Una mujer fuerte, sus dientes son pontudos.
–Meu Deus! Deve ser uma recém criada.
–Fique aqui tá bem.
–Si.
Faith ligou para seu tio.
–Fala gatinha.
–Tio Jaz, acho que tem um recém-criado no restaurante.
–Onde?
–Sabe o restaurante mexicano da vó da Carmem?
–Sei. Estamos chegando querida.
Não demorou e os Cullens estavam no restaurante. Eles revistaram o lugar com a ajuda do avô de Faith que era o xerife.
–Melhor todos irem pra casa. Só por segurança.
–Tem razão Charlie.
Ela tentou pagar.
–Não, deixa. Eu pago.
–Não precisa. Eu te trouxe, perfeitamente justo eu pagar.
–Nada disso.
–Te amo.
–O que?
–Eu te amo.
Ela deu um sorriso.
–Eu também te amo.
Ela me fez deixá-la pagar a parte dela.
–Vem, não é bom você ficar sozinho com um recém-criado á solta.
–Eu sou forte.
–Mas, a força dos recém-criados da nossa raça é maior.
–Ele tem razão Elijah. Não é seguro, além do mais não vou conseguir dormir em paz sabendo que está sozinho com um recém-criado sedento de sangue vagando por ai.
Estávamos saindo do restaurante quando uma garota de olhos vermelhos vem e ataca Faith.
–Aaaa!
A garota enfiou os dentes no pescoço dela.
–Mamãe!
–Querida, se concentre. Você consegue.
Então a vampira voou longe.
–Ai.
Ela colocou a mão no pescoço tentando estancar o sangue.
–Aqui, bebe.
Ofereci meu sangue a ela e ela bebeu meio exitante.
–Tá repuxando.
Ela pegou um espelho na bolsa.
–Parou.
Ela olhou o pescoço no espelho.
–Caramba! Fechou. Geralmente leva alguns segundos, mas não é tão rápido assim.
–O meu sangue curou você.
–Como?
–Sangue de vampiro cura qualquer doença.
–Uau! Impressionante.
–Você a leva?
–Claro.
Pela segunda vez eu dormi no quarto de hóspedes da casa dos Cullen e Rebekah dormiu com Faith.
Ela se preocupou com a minha irmã e nós a trouxemos conosco.
Acordei com o cheiro da comida. E do sangue.
Ouvi passos subindo a escada. Alguém bate á porta.
–Elijah? Tá acordado?
–Sim, estou.
–Posso entrar?
–Claro.
Faith entrou no quarto estando de pijamas.
–O café ta pronto. Temos sangue e comida humana, infelizmente não temos B positivo.
–Porque não?
–Eu não posso.
–Não pode o que?
–Beber B positivo.
–Porque não?
–Tenho alergia. Bom, estamos te esperando. Vou acordar a Rebekah.
–Não tá esquecendo de nada?
–Claro.
Ela me deu um beijinho.
–Bom dia.
–Agora sim, bom dia.
Faith saiu fechando a porta.
Minha irmã e eu nos encontramos no corredor e descemos juntos.
Podíamos ouvir a voz de Faith cantando. Ela estava de costas para nós, de frente para o fogão mexendo as panelas.
Ela colocou os ovos mexidos e o bacon nos pratos e quando se virou tomou um susto.
–Ai! Que susto. O povo dessa casa parece assombração.
Disse ela colocando os pratos na mesa.
–Sentem-se, fiquem á vontade. O mãe o café tá pronto!
–Porque você sempre faz isso querida? Sabe que não comemos.
–Força do hábito.
Nós sentamos e comemos juntos.
–E os seus parentes?
–Eles não comem. Querem escolher o tipo sanguíneo?
–Gosto de B positivo.
–Ops, não temos. Mas, temos O negativo, B negativo, A positivo e negativo e Rh deficiente. Meu preferido, quer experimentar?
–Nunca ouvi falar deste tipo sanguíneo.
–É que é muito muito raro.
–Eu quero um pouquinho.
–Peraí vou pegar copos.
–Você bebe sangue no copo?
–Claro, não sou um animal que bebe direto da embalagem. É muito anti higiênico.
Ela serviu o sangue nos copos.
–Prontinho.
Nós bebemos e os nossos rostos mudaram.
–Caraca! Que coisa mais... esquisita.
–Com os seus pais isso não acontece?
–Não. Os olhos mudam de cor, quando estão com sede eles ficam pretos e quando estão alimentados ficam dourados. Quando os que se alimentam de sangue humano estão alimentados seus olhos ficam vermelhos como os da recém-criada de hoje.
–Ela é mais forte que seu tio Emmett?
–Sim. A raça dos meus pais nunca é tão forte quanto no primeiro ano após a transformação, porque o sangue humano ainda flui nas veias deles.
–E os sentimentos deles se ampliam também?
–Não sei. Mas nunca vou me esquecer do que a minha tia Rose disse uma vez.
–E o que ela disse?
–Ela disse:
–Depois que mudar vai ter uma coisa que você vai querer mais que todas as outras, pela qual você vai matar. Sangue.
A maneira como ela disse aquilo me deu até um frio na espinha. Me apavorou, me fez sentir um misto de medo e pena.
–Se identificaram com a fala da minha tia Rose?
–Não.
–Mentirosa. Eu posso ler seus pensamentos.
–Mas você disse...
–Eu ligo e desligo quando eu quero. Precisava saber se iriam mentir pra mim.
–E?
–Mentiram na cara dura. Mas, eu entendo acham que eu não vou entender e nem aceitar.
–Sim.
–Eu já sabia. Eu vivo com um clã de vampiros, estou com eles praticamente vinte e quatro horas por dia todos os dias.
–E como é?
–Pra mim? Totalmente normal. Eu nasci de um vampiro Rebekah, a minha vida a única vida que eu conheço é essa.
–Como assim?
–Passo o fim de semana sozinha ou na casa das minhas amigas. Porque os meus parentes saem pra caçar, enfrentei o clã Volturi ainda dentro da barriga da minha mãe, com três anos já havia ido ao Castelo de São Marcus sozinha e voltado. Devo confessar que odiei aquele lugar, eu não conseguia dormir, eles me infernizam dia e noite, noite e dia e era obrigada a ouvir os gritos.
–Gritos?
–Os Volturi se alimentam de gente viva. Todos os dias duas vezes ao dia eles matavam pelo menos uns quarenta seres humanos de uma vez e quando não eram gritos de pavor eram de dor. Das vítimas de Jane.
–Jane?
–Eu faço tudo o que ela faz. Ela é a torturadora particular de Aro.
–Você tortura pessoas?
–Não. Eu tenho essa habilidade e a descobri por acaso quando estava com raiva. Veja bem, é tudo ilusão não é real, mas para o torturado é. É uma manipulação mental. Está tudo na cabeça da vítima.
–Como assim? Me mostra.
–Rebekah...
–Tenta em mim.
–Por favor não.
–Tenta vai. Quero ver se funciona em mim.
–Tem certeza?
–Absoluta.
–Olha lá ein, você que pediu. Dor.
Minha irmã começou a gritar e a se contorcer.
–Já chega. E então doeu?
–Muito.
–Viu? Ela não é tão potente quanto eu, mas a sensação é a mesma.
–Isso é horrível!
–Eu imagino.
–É impressão ou tá tudo muito quieto por aqui.
–Meus parentes devem estar caçando aqui por perto.
Algo se quebra.
–O que foi isso?
A garota de olhos vermelhos surge na porta.
–Você.
Tentei enfiar uma estaca nela, mas a estaca quebrou.
–Para. Tá piorando tudo Elijah.
–Me ajuda. Eles querem me matar.
–Quem?
–Os outros.
–Calma, senta ai. Qual o seu nome?
–Kayla.
–Quem te transformou Kyla?
–Eu não sei. Eu tava voltando pra casa, daí alguma coisa me mordeu e agora eu virei isso.
–Você tá sozinha?
–É. O que tá acontecendo comigo? Porque eu ouço o coração das outras pessoas?
–Você agora é uma vampira Kyla.
Faith deu um copo de sangue pra menina, mas ela acidentalmente o quebrou.
–Me desculpe. Ainda não consegui me acostumar.
–Tudo bem. Vamos tentar de novo.
Desta vez Faith lhe deu um copo de plástico.
–Melhor?
–Sim. Obrigado e me desculpe por ontem é que eu não consigo controlar.
–Eu sei.
Senti muita pena da menina.
–Eu matei a minha mãe. E o meu pai, eu matei a minha família.
–Shh! Tá tudo bem.
Ela abraçou a menina. O engraçado era que ela não estava lacrimejando.
–Os da raça dos meus pais não produzem lágrimas.

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