Notas iniciais
Essa é a minha primeira tentativa no fandom de Glee. O capítulo não é grande, não está corrigido e provavelmente não é muito bom, mas eu juro que tentei.
Esqueçam tudo o que aconteceu depois do segundo episódio da 1º temporada. A Rachel está bem OOC, mas eventualmente tudo será explicado (eu espero, né).

Capítulo 01 — Final Destination
“Você tem o número do telefone do meu trabalho, certo?”

“Tenho, mas provavelmente não vou precisar te ligar. Acho que o colégio novo não vai ser tão aterrorizante assim.” Uma adolescente de aproximadamente 17 anos disse com um suspiro enquanto revirava os olhos. A semelhança com a mulher ao volante um indício visível de que eram parentes.

A mulher mais velha encarou a garota com um olhar meio incerto.

“Querida, eu sei que não é justo com você... depois do que aconteceu ano passado, te arrastar pro outro lado do país, mas...”

“Mãe...” interrompeu a garota “eu entendo, não estou feliz, mas eu entendo ok?”

“Ok” a mulher respondeu, ainda incerta. “Boa sorte então!” continuou com um sorriso forçado.

“É, tanto faz” disse a adolescente saindo do carro.

“Charlotte?” gritou a mulher enquanto a garota se afastava.

“Sim?”

“Eu amo você!”

“Eu também amo você, mãe!”

Charlotte ficou observando enquanto o Toyota se afastava, quando o carro já não era mais visível a distancia ela se voltou novamente para o prédio da escola e suspirou. Comparado com o colégio na Califórnia onde ela costumava estudar McKinley High era uma verdadeira pocilga.

Enquanto se aproximava da entrada do colégio ela foi surpreendida pela imagem de um grupo de garotos, todos com jaquetas vermelhas de atletas, jogando outros alunos em uma lixeira.Tão concentrada na imagem inusitada que presenciava Charlotte não percebeu que três líderes de torcida em uniformes vermelhos caminhavam também distraídas, em sua direção. O impacto foi inevitável e Charlotte foi ao chão, enquanto uma das garotas a encarava com indisfarçável ódio.

“Olha por ande anda, esquisita!” gritou a líder de torcida morena, as outras duas loiras que a acompanhavam reviraram os olhos e arrastaram a garota irada para outra direção.

Levantando do chão, Charlotte agradeceu silenciosamente pela intervenção das outras garotas, pois era claro que a morena estava quase partindo para a violência.

“Perfeito, ainda nem entrei na escola e já tem gente que me odeia” murmurou a garota andando rapidamente para o colégio.

/~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~//~~~~/
Charlotte deu graças a Deus quando o sino tocou indicando o horário de almoço. Depois de um primeiro dia miserável e uma aula de espanhol inútil com um professor chamado Will Schuester, que quando soube que ela falava espanhol fez de tudo pra que ela compartilhasse seu conhecimento com a turma, tudo o que queria era sair daquela sala de aula.

Depois de pagar pela comida intragável da cantina ela inspecionou o refeitório lotado, procurando um lugar neutro onde pudesse comer em paz. No lado esquerdo, perto da saída estavam sentados os atletas e as líderes de torcida, quando percebeu que a latina mau-humorada estava ali, Charlotte resolveu sentar do outro lado, bem longe da garota.

Ao chegar ao seu destino percebeu uma morena, sentada sozinha em uma mesa. Quando a garota não percebeu sua presença, resolveu se anunciar.

“Eh, posso me sentar aqui?” Charlotte perguntou sem graça.

A morena levantou a cabeça e a encarou surpresa. Passada a surpresa inicial a garota começou.

“Hum, você é nova certo?” perguntou enquanto comia uma maçã.

“Sou sim, dá pra perceber?” Charlotte questionou com um sorriso sem graça tentando equilibrar a bandeja nos braços.

“Bem, além de estar planejando comer essa gororoba daqui, você está falando comigo.” A garota continuou imperturbável.

“Eh, se você não estiver fedendo e não tiver nenhuma doença contagiosa eu não vejo problema nenhum em me sentar com você.” Charlotte disse com uma expressão séria.

Quando percebeu que ela estava apenas brincando a morena sorriu.

“Você é engraçada. Bom, você é bem-vinda aqui, mas vou logo avisando que eu não sou muito popular por aqui.”

“Eu realmente não ligo pra isso!” Charlotte continuou com um sorriso.

“Você é quem sabe. Rachel Berry, prazer em conhecê-la!” a morena estendeu a mão sorrindo para Charlotte.

“Charlotte Clarke, mas pode me chamar de Charlie.” Ela respondeu, apertando a mão que Rachel havia estendido.

“Então Charlie, pelo seu sotaque dá pra perceber que você não é de Ohio.” Rachel disse com evidente interesse. “Deixa eu adivinhar, você é do Arizona?”

“Califórnia, na verdade.”

“Ahh, a ensolarada Califórnia. Garota, o que fez você se mudar pra esse fim de mundo?”

“Minha mãe se mudou a trabalho.” Charlie respondeu como se fosse uma fala decorada de um roteiro.

“Hum, dá pra perceber que tem mais aí. Não se preocupe, não vou ficar enchendo a sua paciência pra me responder, eu sei o que é ter pessoas se intrometendo em assuntos pessoais.” Rachel disse fazendo uma careta.

Charlie se preparava para responder quando percebeu que uma das líderes de torcida com quem havia esbarrado a encarava fixamente. Era a loira de olhos verdes e pelo modo como a garota a encarava ela estava fazendo algo muito errado.

“Quem é aquela garota olhando pra cá? Parece que ela quer me matar?”

Rachel olhou por sobre o ombro pra verificar de quem Charlie estava falando, quando percebeu quem era a garota uma coisa parecida com mágoa passou pelo seu rosto. Quando percebeu o olhar de Rachel em si a garota loira a encarou e Charlie percebeu que ela parecia prestes a chorar. As duas garotas se encararam fixamente por alguns segundos até que a loira interrompeu a guerra de olhares e pareceu encontrar algo bem interessante em seu lanche.

Rachel se endireitou na cadeira com um suspiro.

“Ela não é ninguém, só uma das muitas vadias nojentas que andam por esse colégio.”

“Se você diz.” Charlie comentou incerta, as pessoas não costumam olhar para ninguém do jeito que aquelas duas se encararam.

“O que você está achando do meu inferno particular?” Rachel continuou com sorriso.

“Sinceramente, eu estou odiando. Os professores são péssimos, a infra-estrutura é precária e você é a única pessoa que me ofereceu um mínimo de gentileza.”

“Bem vinda a Ohio, e só pra te deixar avisada, as coisas não vão melhorar com o tempo.” Rachel disse de bom humor. “Já pensou em entrar em algum clube?”

“Bom eu era da equipe de ginástica no meu antigo colégio e eu reparei que vocês têm uma equipe de torcida aqui, eu estava pensando em fazer o teste, mas...”

“É, foi muito bom te conhecer!”

“Como assim? Não estou entendendo?”

“Querida Charlie, colocar aquele uniforme vermelho é a mesma coisa que vender a alma ao diabo. E falando nele, ali está o diabo em pessoa Sue Sylvester” disse Rachel enquanto apontava para a entrada do refeitório onde uma mulher alta, com uma carranca assustadora e um megafone na mão inspecionava o local.

O olhar da mulher varreu o refeitório até parar na líder de torcida loira que continuava a olhar disfarçadamente na direção de Charlie e Rachel. A mulher levou o megafone à boca e a ordem saiu incrivelmente alta, tornando inteligível qualquer coisa dita pelos estudantes naquele momento.

“Q, na minha sala agora!”

A garota loira tão concentrada em espiar as duas sem ser pega levou um susto e se levantou rapidamente seguindo a mulher do megafone. Antes de sair, a garota olhou mais uma vez para as duas, olhou com desconfiança para Charlie e deixou o refeitório.

Charlie resolveu tirar o comportamento estranho da garota da cabeça e continuar a conversa com Rachel.

“Era só uma idéia, mas não vai rolar. Tá vendo aquela latina com cara de assassina?”

“Santana Lopez? Ela é uma vaca, mas o que tem ela?”

“Bom, hoje cedo eu sem querer esbarrei nela. Achei que ia morrer naquele momento.”

“Ela gosta de dizer que mora na parte barra pesada da cidade.” Rachel disse caçoando da garota. “Lima Heigh Adjacent, o pai dela é médico, pelo amor de deus. Mas vou logo avisando que ela é maluca, se ela ficar muito tempo te encarando... corre.” Rachel terminou com um sorriso.

“Foi o que pensei, tenho um bom instinto de auto-preservação.” Charlie completou com um suspiro.

“Bom, ainda assim nada impede que você faça o teste. A decisão final é da treinadora Sylvester mesmo. O único porem é que sendo aceita você vai ter que conviver com pessoas como Santana Lopez e Quinn Fabray.” Ao falar o ultimo nome aquela expressão magoada apareceu novamente no rosto de Rachel.

É, definitivamente tinha alguma coisa ali.

“Eu não sei, sou boa com acrobacias, mas dançar não é o meu forte.” Charlie disse incerta.

“Então mostra aquilo que você sabe fazer melhor.” Rachel incentivou. “Vamos sair daqui?”

Charlie concordou com um aceno de cabeça, mas quando as duas se dirigiam a saída e estavam perto da mesa dos populares Santana Lopez se aproximou sem que elas percebessem e atirou o conteúdo vermelho de um enorme copo no rosto de Rachel.

“Olha que gracinha, parece que a anã arranjou uma namorada!” a latina disse bem alto, para que todos na cantina ouvissem. Ao perceber o olhar surpreso de Charlie ela continuou com ironia. “O que? Não sabia que a sua nova amiguinha aqui gosta de garotas?” a garota continuou sorrindo e foi em direção a saída com um grupo de líderes de torcida risonhas a seguindo.

“Você está bem?” Charlie perguntou preocupada, guiando Rachel até um banheiro.

“Isso é acontecimento rotineiro por aqui. Só tenho que passar no meu armário e pegar algumas coisas.” Rachel disse sentindo-se humilhada e sem conseguir encarar a garota.

“Okay.”

Já no banheiro enquanto Rachel lavava os cabelos em uma pia Charlie resolveu se livrar logo do enorme elefante que parecia estar acompanhando as duas.

“É verdade aquilo que a Santana falou sobre você?”

“O destino da nossa curta amizade vai depender da resposta que eu te der agora?” Rachel perguntou enquanto desligava a bica e enrolava os cabelos em uma toalha.

“Na verdade, não.”

“Então acho que uma resposta não é necessária.” Rachel disse com um sorriso.

“Nossa, agora que eu estou reparando como você é baixa.” Charlie disse com um tom falsamente surpreso, tentando acabar com aquele clima desconfortável.

Rachel jogou água na garota que se escondeu em um dos banheiros rindo.

“Olha se você quer que essa amizade dure, nada de piadas com a minha altura.” Rachel continuou com um tom mortificado.

Charlie apenas gargalhou em resposta.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? O que acharam da Charlie? O que será que aconteceu com a Rachel? E qual é o problema da Quinn? Críticas construtivas são bem vindas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.