Youkais Hunters
19 Capítulo 19: O que é verdade e o que é mentira?
Acordei meio tonta, minha visão estava meio turva e o mundo parecia estar de cabeça pra baixo. E eu estava rodando de um lado pro outro, até que eu percebi que estava de cabeça pra baixo, amarrado pelos pés numa corda que se prendia no teto. Olhei em volta para tentar se lembrar de onde eu estava , mas não me lembrava de nada, a unica coisa que eu lembrava era que alguma coisa nos atacou quando esta vamos voltando para a casa de Axel. Vi minha espada em cima de uma mesa de pedra com um monte de cranios em volta. Procurei por Axel e Eclipese , vi Axel deitado numa outra mesa de pedra, e Eclipese estava pendurado de cabeça pra baixo que nem eu do outro lado da sala. Tentei soltar meus pés mas minha cabeça doia muito, passei a minha mão pelo meu couro cabeludo , quando olhei minha mão, ela veio cheia de sangue, pelo visto alguém tinha batido na minha cabeça com muita força, e acho que não foi só na minha também via sangue sair da cabeça de Eclipese. Mas de uma coisa eu ainda não sabia, onde eu estava, parecia uma caverna, mas sei lá, eu tava muito tonta e com muita dor de cabeça. Ouvi passos vindo de algum lugar, fechei os olhos rapidamente para não perceberem que eu avia acordado.
- O que voce acha que devemos fazer com o youkai e o meio humano? — perguntou alguém.
- Mate os dois, eles não servem de nada para mim. — disse ou outro.
- Tudo bem, vou providenciar isso. — disse o primeiro homem.
- Mas eu quero o coração da quele lobo negro também, entao trate de achar um caçador que pretes para matar aquele maldito. — disse o segundo.
- Mas, meu senhor voce já tem a noiva dele, é meio obvio que ele vai vi atras dela não é mesmo?
- Sim, mas tenho planos melhores para ela. — disse o segundo
Senti um arrepio na minha espinha. De uma coisa eu sei, eu vou ter que sair da li o mais rapido possivel e tentar achar ajuda, se não eles iam matar Axel, Eclipese e Shan. O que eu poderia fazer? Eu não sei, as coisas não iam bem pro meu lado, depois dos homens terem saido tentei me soltar mas minha cabeça ainda doia, tentei me balançar até a mesa onde estava minha espada, mas eu não conseguia chegar ate lá. Fiquei algumas horas pendurada de cabeça pra baixo. Mais tarde um rapaz de aproximadamente a mesma idade que eu, me tirou da corda e me colocou sobre uma mesa de pedra , ele desatou as amarras da minhas mãos e depois começou a tirar minha roupa, tentei me controlar, fiquei tentada a dar um soco na cara dele, mas provavelmente ele só estava cumprindo ordens, ele me vestio com uma roupa meio estranha. Aquela roupa me lembrava das roupas que as mulheres do bordel de meu pai que viam do deserto de lá sei onde, meu pai falou mas eu não prestei atenção, pelomenos tive a sorte de a roupa era preta com prata, ah me lembrei aquelas roupas eram das dançarinas do ventre, mas por que eu estava usando aquilo? O que eles iam fazer comigo? Eu nem sei dançar direito, só conheço alguns passos mas é só isso.
Quando o rapaz terminou de me vestir um dos homens que estiveram ali antes apareceram .
- Muito bom trabalho rapaz. — disse o homem. — Voce a deixou magnifica para o jantar de hoje a noite.
O rapaz provavelmente fez uma reverencia e foi embora. Fingi estar acordando para ver a reação do homem, mas ele ficou imovel me observando a me levantar. Fiquei sentada na mesa olhando a roupa e olhando em volta as coisas, o homem estava na minha frente, parado sem fazer nada. Como eu não sou burra nem nada dei uma de João sem braço.
- Ai, minha cabeça. — falei. — Onde eu estou? Quem sou eu?
- Olá minha senhora, pelo isto voce bateu com bastante força a cabeça quando estava caminhando. — disse o homem.
- Quem é voce? — perguntei desconfiada, mas parecia que ele estava acreditando no meu teatro.
- Eu sou seu humilde servo Abi, e fiquei muito preocupado com a senhora , pois a senhora disse que ia sair para andar a cavalo mas voltava antes do meio dia, e como a senhora não voltou mandei irem procurar a senhora, e então acharam a senhora caida na floresta com este dois plebeus saqui ando suas coisas. — disse o homem.
- Hum, mas Abi não é nome de mulher? — pegunrtei.
- Vejo que o seu humor esta como sempre, minha senhora, mas temo que tenhamos que ver o por que voce não se lembra de nada. — disse ele.
Fiquei pensando se era verdade que ele tinha caido no meu teatro emprovisado.
- E minha senhora, se nome é Lua Negra, Senhora dos Castelos Negros e protetora dos Sete reinos. — disse ele fazendo uma reverencia.
Bem pelo menos eu continuava com o mesmo nome , isso ja era uma evolução.
- Hum tá, e porque eu estou aqui neste lugar tão escuro? — perguntei, já que eu era a Senhora dos Castelos Negros e sei lá o que , eu não deveria estar ali, não é mesmo?
- Por que nos achamos que seria melhor para vossa senhoria ficar num lugar mais tranquilo. — disse Abi.
- Hum entendi, mas eu posso sair da qui não posso? — perguntei,
- Claro minha senhora, me acompanhe. — disse ele.
Acompanhei ele ate chegarmos numa castelo enorme. Avia servos por todo lado, avia 7 torres, que provavelmente deveriam ser os Castelos Negros. Depois de passar pelo patio central entramos em um dos castelos, subimos escadas, e mais escadas ate chegar num salão enorme, tinha pilastras em tudo que era lado, e avia quadros enfeitando as paredes. Lá era um silencio só, bem como voce ja sabe eu odeio silencio.
- Então... — falei. — Estes são os Castelos não é mesmo?
- Sim , minha Senhora. — Disse Abi.
- São quantos ao total? — perguntei.
- Sete , minha Senhora — respondeu ele.
- Hum, e todos do mesmo tamanho? — perguntei curiosa.
- Sim, só o Castelo da Pantera Negra que é maior que os outros, pois é onde fica os aposentos de minha Senhora. -disse Abi.
- Eu tenho um castelo só pra mim? — perguntei .
- Sim minha Senhora, ele é o maior de todos, com uma sala de trono, 27 quartos , 15 suites, 13 bibliotecas, 10 salas comuns 18 salas para estudos, 7 salas para reunião, 5 cozinhas, 4 jardins de inverno, e 12 salas de jantar, sem tirar as salas paras as suas vestimentas, que sao 18 salas, 24 salas de jantar, e os quartos para seus animais, Rufos possui dois quartos, a sua Fenix possui 2 tambem e Raio possui 3 estabulos só para ele. — disse Abi.
- Nossa..- disse . — Eu não me lembrava disso tudo, acho que vou ter que fazer um passeio pelos castelos, se não vou me perder.
- Como quiser minha Senhora. — disse Abi.
- Mas é sempre desanimado assim as coisas aqui? — perguntei.
- Hahahaha Minha senhora sempre é assim aqui. — respondeu Abi.
- Hum ta, mas .... Ah esquece. — falei. — Mas o que voces vão fazer com aqueles bandidos que me atacaram na floresta?
- Vamos matar eles é claro, minha Senhora . — respondeu Abi.
- Hum, que tal nos convertemos eles em escravos para o castelo? — perguntei.
- Nunca tinha pensado nisso, minha Senhora, mas é uma boa ideia , ja que estamos com poucos escravos. — falou ele.
- Otimo. — falei. — Eles vao ser meus escudeiros.
- Minha Senhora, voce não acha que é perigoso , uma coisa dessas? — perguntou Abi.
- Não, eu sei me virar, não se encomode. — falei.
Depois por passarmos por 3 Castelos Negros, chegamos no Pantera Negra, que era enorme. Nos entramos pela sala do trono, era um bom caminho até o trono que avia em cima de um pedestal, pelo visto eu era que sentava lá em cima, pra chegar no trono tinha que subir uns 15 degraus , a cadeira era feita de marfim de mamute , os apoios para os braços na cadeira no fim tinha duas panteras com olhos de esmeralda , mas em si era um trono bonito. Antes de chegar no trono Abi virou para a direita seguindo por um corredor , neste corredor as paredes ao invés de ter quadros aviam janelas enorme, olhei para frente e vi o tamanho do corredor, parecia infinito aquilo. Andamos uns 15 minutos pelo corredor, que parecia nunca ter fim , viramos para a esquerda e depois para a direita e dai chegamos num salão enorme só menor do que a sala do trono, na quela sala se encontrava um monte de estatuas de panteras, quimeras, onças, tigres brancos todos de pedra ou de marfim, seguimos ate o fim da sala depois entramos numa porta que dava para outro corredor, resumindo mais 15 minutos de caminhada por um corredor cheio de janelas. Eu não aguentava mais andar parei na metade do corredor morrendo de suor e cansaço.
- Minha Senhora, está tudo bem ? — perguntou Abi.
- Ta .... — disse eu cansada me encostando numa janela. — Quanto falta pra gente chegar na cozinha, ou no meu quarto ou em qualquer lugar que aja uma cama ou sofá ou mesmo uma mesa.
- Hum , pra chegar na cozinha demora uma hora, pro seu quarto, uma hora e meia, e pro comodo mais próximo que seja confortável é o de Rufos e o da Pan. — disse Abi com um sorriso.
- QUE?! — falei perplexa. — UMA HORA E MEIA, UMA HORA, TA DE BRINCADEIRA NÃO È MESMO?
- Não, minha Senhora, é a mais pura verdade. — disse Abi tranquilamente.
- Acho que é por isso que voces não engordam , não é mesmo? — falei rindo.
- Acho que sim minha Senhora , mas voce gostaria de ir para o quarto de Rufos ou de Pan? — perguntou Abi.
- Qual é o mais proximo? — perguntei.
- O de Pan, a sua pantera, minha Senhora. — disse Abi.
- Hum pode ser, mas Pan me lembra alguma coisa... Agora eu não sei o que é. — falei coçando a cabeça.
- Pan vem do Deus Pã , minha Senhora, mas a sua Pan é uma pantera negra, e ela é muito boa nas lutas, como a Senhora é claro . — falou Abi.
- Por que voce só me chama de Senhora hein? Não sou tão velha assim. Pode me chamar de Lua mesmo ou de Pantera Negra. Voce é que decide, pode até me dar um apelido, mas não me chame de Senhora pela amor dos Deuses. — falei.
- Como quiser minha Senho... Quero dizer Lua. — falou Abi meio desconfortável.
- Agora sim Abi, eu só sou dona de alguns castelos isso não e faz melhor do que voce, entao me trate de igual para igual ta bem? — falei
- Esta bem Lua , como quiser. -disse Abi.
- Tudo bem , pelo que eu vi , nos temos um bom pedaço para andar, entao vamos indo Abi. — falei andando.
Abi veio logo atras de mim. Andamos e andamos e andamos até acabar, mas eu me enganei aquele corredor era maior que o primeiro. Quando chegamos no quarto de Pan, eu estava quase morrendo de tão cansada. Olhei em volta e me assustei com o tamanho do quarto, o quarto era maior que o de Shan na casa dele, o quarto era grande em todos os sentidos , sem tirar que avia livros espalhados pelos chão junto com as almofadas, e janela enormes, espadas pediam das paredes junto com armaduras de, e lá no fim do quarto avia uma pantera negra usando um óculos, sim isso mesmo uma pantera negra estava usando um óculos e lendo um livro, nem eu acreditei. Então fui até o outro lado do quarto, onde se encontrava a pantera. Quando cheguei perto dela , ela só levantou os olhos do livro para me ver, depois voltou a ler, mexendo sua cauda pra lá e pra cá.
- O que foi Lua? Por que fica me observando desse jeito? — falou alguem.
Olhei em volta e não vi ninguem alem de mim, Abi e a pantera. A pantera levantou a cabeça do livro novamente e falou:
- Custa me responder criatura? — perguntou Pan.
Arreglei os olhos e dei um grito, e cai sentada no chão. Quando olhei novamente para a pantera ela me encarava com aqueles olhos amarelos penetrantes.
- Lua voce está bem? — perguntou ela.
- Cla... Cl.. Claro que sim, acabei de descobrir que eu tenho uma pantera negra que fala. To super bem. — falei ironicamente.
- Que bom, que voce está bem. — disse ela. — Mas o que aconteceu com voce? Por que se assustou comigo quando falei com voce?
- Bem... È que eu não me lembrava que voce falava. — falei, mas na verdade eu nem sabia que eu tinha um pantera negra, castelos e um trono. — È que eu bati minha cabeça com força e perdi uma parte da memoria. — falei rindo.
- Hum , não , não sabia não, só sabia que voce tinha saído para andar a cavalo. — disse Pan. — Mas que gostaria de saber senhor Abi , por que não fui enformada, que minha dona tinha perdido a memoria?
- È ... Me perdoe Senhorita Pan, foi erro meu, se quiser me punir aceitarei de bom grado. -disse Abi fazendo uma reverencia rapida.
Eu e Pan se entreolhamos e depois ao mesmo tempo olhamos para Abi e começamos a rir sem parar, eu e Pan parecíamos duas hienas rindo.
- Ai Abi.-disse Pan entre risos. — Voce é ilário de vez em quando.
Eu não conseguia parar de rir. Depois me desculpei com Abi sobre o que ele avia dito. Eu e Pan ficamos conversando e nem percebemos que Abi avia saido do quarto.
- Mas então me conte Pan, como era minha vida aqui no castelo? — perguntei.
- Bem, era muito chata. — disse Pan. — Mas espero que voce tenha encontrado o que queria.
- O que eu queria encontrar? — perguntei assustada .
- Aquele lobo sarneto que tirou seu pai e sua mãe de voce- falou ela. — não se lembra?
- Não.- respondi. — Esqueceu que eu perdi a memoria?
- Ah! È mesmo. — disse Pan. — Tinha me esquecido disso Lua, me desculpe. Bem eu vou pegar o álbum de fotos pra ver se voce lembra de alguma coisa, tá bom?
Fiz sim com a cabeça, e fiquei vendo Pan, indo pegar alguns livros de capa dura, Pan para subir nas escadas subia como um humano, o que me deixou mais assustada ainda. Depois Pan voltou sobre as duas patas traseiras, e nas dianteiras ela trazia 5 livros , que logo que chegou onde estava deitada jogou todos no chão.
- Bem acho que é só isso. — disse ela voltando a ficar com as quatro patas no chão e voltando a deitar em cima da almofada grande em que estava. — Voce... È... Voce não quer sentar numa almofada?
- Claro, minha bunda já esta ficando quadrada. — disse me levantando e pegando uma das almofadas gigantes que aviam ali.
Quando digo que a almofada era gigante é por que ela é mesmo, ele era quase um coxão pra mim.
Pan começou a me mostrar as fotos que tinham no álbum. Todas as fotos que aviam ali, eu me lembrava de cada momento, de cada detalhe de cada foto, aquilo era impossível, como eu conseguia lembrar de coisas que eu nunca avia feito. Até chegar nas fotos de meus pais, da minha casa antiga, e aquela foto que eu era pequena e estava sentada no colo de Shan, e aquela frase em baixo da foto “ A poucas, bem poucas ciosas pelas quais vale a pena viver ou morrer. Meu amor por ti é uma delas”. Aquela frase me fez me lembrar de tudo o que eu avia passado com Shan.
- Eu estava falando deste lobo sarneto . -disse Pan com a pata em cima da foto onde estava eu e Shan. — Ele nos traiu, destruiu nossa familia, nos vivíamos tao bem na quela casa.
Quando Pan falou aquilo, levei um susto, pois parecia verdade o que ela avia dito, mas então para não discutir isso com ela olhei para fora e descobri que ja era tarde da noite.
- Pan, que horas são? -perguntei.
- Hum...Deixa eu ver. -Pan olhou na direção de um relógio de pendulo dourado no canto da sala.- São.... Minha nossa já é tão tarde assim?
- Por que? Que horas são? — peguntei.
- Já são 2 da manhã! Voce acredita nisso? — disse Pan estupefada.
- Nossa é tarde mesmo, nos passamos tanto tempo conversando que eu nem avia percebido. -falei. — Bem como sei que meu quarto fica meio longe, posso dormir aqui esta noite?
- Claro que pode. — disse Pan.
Peguei duas da quelas almofadas gigantes e me deitei em cima delas, e peguei tão rapida no sono.
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