You made me insecure
1 Pra começo de historia!
Notas iniciais
Sim, ele me deixou insegura, como isso? Eu não sei. Eu so sei que sem ele eu tenho medo de tudo e de todos, ele era meu porto seguro, minha proteção. E agora? Estou sozinha de novo.
Você quer entender algo? Então eu explico.
Marco e eu namorávamos a dois anos, ele era o típico garoto popular amado por todos e por todas e eu? Eu era a mera ninguém da escola, a “nerd” ou “queridinha” dos professores, típica menina boazinha que vivia no meu canto.
Um dia eu estava na minha aula preferida (pelo menos era), Ciencias. Eu terminara de resolver todas as atividades exigidas e me encontrava deitada sobre a classe, ate que ouço um barulho muuito familiar, o maldito giz voltava a ser passado sobre o quadro negro formando palavras (N.A.: não imagina irão ser símbolos egípcios).
Logo pude ver uma frase um tanto quanto conhecida na aula do Sr. Ray, “Trabalho e duplas, valendo metade da nota do semestre!” estava escrito sobre o quadro e sublinhado de amarelo para que não passasse por despercebido, e não passou. Nesse momento todos olharam para o quadro esperando mais explicações. Depois de explicar tudo e formar as duplas, nosso querido (sintam a ironia) professor nos liberou. Se eu estava contente com o trabalho? Parcialmente.
O trabalho seria em dupla, ponto a favor. Eu teria que trabalhar com Marco Tavelli, ponto contra, eu o odeio! Continuando, teríamos que fazer um trabalho sobre Corpo Humano, ponto a favor, eu sei de tudo de ciências (modestamente, sou genial).
FlashBack on
- Francesca? Podemos conversar? – senti uma mão em meus ombros e fui tirada do meu pensamento.
- O que você quer Marco? – falei grossa, afinal, a presença dele me incomodava. Eu não o suportava desde o dia em que ele e seus amiguinhos quase mataram meu melhor amigo de tanto que bateram nele. Essa gente popular que acha que manda na escola, são todos idiotas!
- Ui ta brabinha! – ele brincou bagunçando meu cabelo, quem ele ta pensando que é? Lembrem-me de lavar minha cabeça 100 vezes para sair os germes daquele idiota que com certeza não higienizava as mãos há algumas horas. Que nojo.
- Não, eu estou incomodada, sabe, sua presença me enoja. – falei com voz de alguém que não liga para nada. Tentando sair, mas o cretino me segurou.
- Geralmente as garotas não sentem isso! – disse ele em meu ouvido, idiota!!!
- Geralmente, eu não sou igual a essas vadias que você “pega” por ai, agora com sua licença eu vou embora, falamos sobre o trabalho depois, tchau Tavelli. – disse dessa vez indo mesmo embora.
- Ate Cauviglia. – foi a ultima coisa que ouvi depois de deixa o local.
Caminhei pelo corredor ate chegar a meu armário e vi Leon ali me esperando.
- Oi bobão! – disse dando um soco de leve em seu braço, nos sempre fazíamos isso.
- Ola Francesca. – falou ele irritado.
- O que eu fiz dessa vez Leon? – falei olhando fixamente nos olhos do mesmo.
- Vai perguntar para seus novos amiguinhos populares! Vai perguntar pro Tavelli. – disse ele irritado fechando a porta do seu armário.
- Leon para de ser bobo, primeiro, eu nunca seria amiga deles, segundo, eu so falei com o Marco sobre o trabalho, você sabe o nojo que eu sinto de todos eles, porra Leon, você sabe que é meu melhor amigo, meu nerd! Será que da pra parar de desconfiar de mim? – disse já irritada também.
- Só sobre o trabalho? Mesmo mesmo? – perguntou ele.
- Leon! Sim só sobre o trabalho! Eu ainda o odeio! – falei o abraçando.
- Ta bom, sua idiota! – disse ele – so não vai se tornar uma daquelas vadias populares, porque se isso acontecer eu vou ser obrigado a te esquartejar e te jogar de uma ponte! – disse ele sendo irônico
- Falo o mesmo senhor Vargas! Eu vi com quem que você ficou de dupla. – falei irritada.
- Não viaja Fran, eu nunca me tornaria um otario como eles. – afirmou – e nem me lembre, vou ter que aguentar o Castilho, deus me acuda!
- Qual o tema do trabalho de vocês? – perguntei.
- Ossos! Vou ter que assistir Hannah Montana de novo! -brincou ele e nos caímos na gargalhada, ai que riso gostoso!
- palhaço! Vamos para casa, preciso estudar para a prova de química, e você vai me ajudar! – falei fechando meu armário e o puxando.
- Que bom que você me avisa das coisas antes dona Francesca! – reclamou ele
- Cala a boca! – falei e em segundos já estávamos no estacionamento da escola. – entra ai.
- Presentinho novo e nem me da carona dona? – disse ele reclamando.
- Ganhei ontem, ao contrario de você, meu pai lembrou do meu aniversario de 18! Como eu já fiz a carteira então tudo tranquilo. – disse ligando o carro.
- Pera! – gritou ele arrumando o cinto de segurança.
- O que foi?
- Eu não tenho seguro de vida, não posso andar com você fran! – disse ele.
- O senhor esta querendo levar uns tapas na cara senhor Leon Vargas? – disse enquanto percorria o caminho para casa.
- Mãos no volante, os tapas eu sei que vou levar depois por comer seus cookies. – falou o moreno.
- Que ótimo que sabe.
Depois disso o silencio dominou o carro e quando chegamos na minha casa, como de costume, não havia ninguém então nos comemos cookies e estudamos ate mais ou menos 17:00 da tarde.
Notas finais
Pra você que me ama e esta lendo,
Gabe S2
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