You got Something I need
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Abri meus olhos lentamente, senti um peso em meu corpo, mas esse peso era um peso bom, acordei com Jane em cima de mim, aquilo me deixava muito feliz, tudo com o que sonhei esse tempo todo, esta se tornando realidade, não queria acordar Jane, mas eu tinha que me levantar. Comecei a me mexer aos poucos e quanto mais me mexia mais ela me abraçava.
– Não levanta não, aqui está bom. – Disse Jane com uma voz sonolenta, mas ainda com os olhos fechados.
– Eu preciso levantar amor, daqui á pouco eles vão nos chamar.
– Não faz mal. — ela me puxou de volta.
– Jane! – Ri – Deixe-me levantar.
– Ta bom... – Comecei a me levantar e Jane me puxou de volta -... Não! — Ao me jogar de volta na cama, ela começou a me fazer cócegas.
– Jane – Risos – Pa... ra – Não conseguia conter os risos.
Assim que ela parou, dei alguns selinhos em sua boca, e sai correndo para o banheiro.
– Maura!... Okay, vou fazer café.
*****
Fui para a cozinha fazer café, mas dessa vez era diferente, queria fazer alguma coisa legal para Maura, então, fiz um café “Não expresso” pra ela. Maura ainda estava no banho, então fui alimentar Jo e fazer um carinho na mesma, até que alguém tocou minha campainha, fui até a porta e...
– Frankie! O que faz aqui?
– Ma mandou eu vir, ela disse que Maura não voltou pra casa ontem.
– Existe um aparelho chamado celular sabia?
– Sim, e você sabia que o seu está desligado?
– Oh, verdade, desculpe Frankie.
– E quanto a Maura?
– O que?! O que você ouviu?
– Do que você está falando? – Me olhou confuso.
– Ah sim, Maura dormiu aqui em casa.
“Jane, me traz a toalha?!” – Gritou Maura do banheiro.
Frankie me olhou com os olhos arregalados, ele estava sem palavras, apenas me olhava com um sorriso malicioso, ele ia se preparar para falar algo, mas fechei a porta na mesma hora.
Andei em direção ao banheiro e entreguei a toalha para Maura, a única coisa que eu pensava naquele momento era se Frankie suspeitava de algo, mas também, depois daquilo só um idiota pra não desconfiar. Não sabia se estava com raiva, eu estava virada um misto de emoções, e agora? Eu e Maura mal começamos a namorar e já tem duas pessoas na nossa cola.
– Jane? Jaane? JANE?!!
– Oi, desculpa meu amor, estava pensando...
– Conte-me.
– Tem uma grande chance de que Frankie saiba sobre nós.
– Como assim?! – Ela parecia um pouco espantada, mas não estava com raiva.
– Ele estava aqui procurando por você, na verdade, minha mãe o mandou aqui, mas ele acabou ouvindo você me chamar do banheiro e ficou com uma cara do tipo “eu sei o que você fez verão passado” – Não sei onde consegui fôlego, falei tudo de uma vez só, e Maura estava parada na minha frente, tentando assimilar tudo aquilo.
– O que vamos fazer? E se ele contar para a Angela? Ela vai ficar uma fera... O que vamos fazer Jane?
– Okay, é nesse momento que você me fala o que fazer.
– Jane...
– Okay, eu falo com Frankie quando chegarmos na central. – Tomamos café, pegamos nossas coisas, e fomos direto para a central. Fui para a lanchonete e achei Frankie falando com um policial.
– Frankie! – O puxei pelo braço e o levei para um canto distante de todos. – Eu sei que você sabe.
– Sei o que? – começou a sorrir
– Não se faz de inocente.
– Não estou, talvez sim mas quero ouvir de você.
– Ta, você sabe, mas por favor não conta pra ma, eu quero contar.
– Você é tão fofa! – Me abraçou. – Estou feliz por vocês, pode sempre contar comigo maninha.
*****
Estava no meu escritório, esperando algum caso aparecer, mas o dia estava calmo, até demais. Comecei a preencher alguns documentos, mas o trabalho me chama.
– Isles (...). Estou a caminho.
Fui até a cena do crime e encontrei Jane, Korsak, Frankie e Frost. Aproximei-me da vítima era uma mulher loira, altura mediana, ela era muito bonita, então comecei meu trabalho.
– A vítima morreu cerca de 8 horas, e notando a arcada dentária, ela tinha mais ou menos 28 anos.
– Já falei com a senhora que achou o corpo. – Disse Jane enquanto me ajudava a levantar.
– Okay, já podem levar o corpo. – Sorri e ela sorriu de volta.
– Hum... Vamos? – Korsak interrompeu.
Estávamos a caminho da central, e quando chego ao necrotério o corpo já está na mesa d5e autópsia, o trabalho me chama, ia começar a abrir a vitima quando Korsak entra.
– Doutora?
– Sim? Entre.
– Já temos o nome dela?
– Ainda não comecei a autopsia.
– Okay... – Ele permaneceu no local, criando assim, um silêncio desconfortável.
– Mais alguma coisa Detetive Korsak?
– Sim, digo, não... – Se enrolou, e saiu da sala.
Estranhei um pouco, mas continuei com o trabalho. Quando comecei eram 12:30, o tempo passou muito rápido, olhei de novo e já eram 16:25, só assim percebi que estava com fome e que Jane não me visitara uma vez. Desci até a lanchonete e me encontrei com Jane.
– Oi – Me sentei com ela – Não te vi hoje.
– Oi, desculpe, estava ocupada com alguns papéis, e Korsak.
– O que você falou pra ele? – Estava com medo da resposta.
– Nada, mas ele falou muito, que me apoiava nas minhas decisões e tal.
– E Frankie? Falou com ele?
– Sim, ele disse o mesmo que Korsak, que apoiava e que estaria lá se algo acontecer.
– Você acha que algo vai acontecer?
– Não sei.
– Mudando de assunto, eu já tenho o resultado do teste de DNA.
– Isso é ótimo, qual o nome? – Se empolgou
– Amanda Vitti.
– Valeu Maur, já disse que você é a melhor?
– Algumas vezes, mas eu gosto de ouvir.
– Você é a melhor. – Beijou minha testa e saiu.
*****
– Frost, temos um nome.
– Fala que eu te escuto – Estranhei sua nova “gíria” mas...
– Amanda Vitti.
– Vamos lá... Achei, está desaparecida há dois meses.
– Estava... — Corrigi .
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