You got Something I need
25 Capítulo 25
Notas iniciais
O dia estava clareando, eram oito horas da manhã, Jane acordou antes do despertador e estava fazendo o café da manhã, ela queria fazer um mimo para Maura, então procurou em algumas gavetas um manual especifico, achou-o e foi apertando alguns botões. Fez seu café e o de Maura também, preparou algumas torradas e queijo quente, botou tudo em uma bandeja e se dirigiu até o quarto com ela. Antes de entrar no cômodo, Jane encostou seu ombro na vista da porta e depositou seu peso nela, e ficou observando Maura dormir. Após alguns minutos, Maura acordou e Jane ainda a observava.
– Você sabe que não consigo dormir com você me observando.
– Desculpe-me Bela adormecida. – Disse Jane se aproximando da cama.
– Que cheiro bom. – Maura disse sentando-se na cama, Jane sentou também
– Fiz café da manhã. – Depositou a bandeja delicadamente na cama. – Gostou?
– Não sei, tenho que experimentar antes.
– Então o faça, meu ratinho.
– Ratinho? – Maura perguntou mordendo uma torrada.
– É. Como meu ratinho de experimentos
– Está delicioso.
– Eu sei, eu que fiz. – Riu. – Prove seu café.
– Instantâneo? Está querendo me matar? – Perguntou antes de tomar.
– Eu nunca te mataria na véspera de nosso casamento, apenas prove.
Maura a olhou desconfiada, mas tomou o café.
– Você mexeu na minha maquina? – Perguntou um pouco assustada.
– Sim, mas eu li o manual, não se preocupe doutora. – Sorriu.
Elas tomaram café da manhã em silencio, mas depois de alguns minutos Maura o quebrou.
– Você realmente leu o manual todo?
– Sim, eu queria te surpreender.
– Well, parabéns, você conseguiu. – A legista então, se aproximou e selou seus lábios com os de Jane.
– Acho que já comemos o suficiente. – Riram, e Jane afastou a bandeja.
– Acho que sim...
Jane calou Maura com um beijo que logo ficou mais urgente, mas mais uma vez foram interrompidas pelo celular.
– Rizzoli
– Isles
– Estou a caminho. – Disseram juntas.
Elas então tomaram banho, e juntas foram para a cena de crime. Já perto da cena, viram um aglomerado de pessoas e vários policiais barrando essas pessoas. Saíram do carro, passaram pela fita amarela e caminharam até o corpo.
– O que temos aqui Frost? – Jane perguntou.
– Homem negro, baleado no peito, identidade estava junto com ele, 34 anos, nome: Louis Trupper.
– Bom trabalho Frost. Acharam a arma?
– Não, mas alguns policiais estão procurando por ela.
– E o que você me diz Maur?
– Eu digo tudo o que o Frost falou, mas o resto, só posso confirmar no laboratório.
– Okay... – Jane parou assim que viu Korsak e foi até ele – Korsak acharam a arma?
– Não achamos nada até agora, mas ainda temos policiais procurando.
– Certo, obrigado Korsak. – Jane estava preparada para ir, mas Korsak a chamou.
– Jane...
– Sim.
– Como está Frankie? Não tive tempo pra visitá-lo
– Bem, ele estava meio grogue no inicio, mas agora está melhor.
– Espero que ele consiga ir ao casamento.
– Sim... Korsak, se por acaso, Frankie não conseguir ir, você se importaria de...
– De?
– Esse não é o lugar apropriado, mas você se importaria de me levar até o altar, caso Frankie não consiga?
– Seria uma honra Jane. – Ele a abraçou, e ela retribuiu sem muito esforço.
– Já liberei o corpo, podemos ir? – Maura interrompeu.
– Claro.
Todos foram para seus respectivos carros e dirigiram até a BPD, chagando lá cada um foi para seu escritório. Todos passaram horas trabalhando no caso, que estava um pouco fácil, o que estava difícil era achar o assassino.
Jane na hora do almoço, não acompanhou Maura, mas sim foi para o hospital visitar Frankie.
– Oi maninho. – Disse Jane ao entrar no quarto.
– Oi sis. – Respondeu desligando a TV.
– Como está se sentindo?
– Ótimo, já consigo ir ao banheiro sozinho, já posso comer comida de verdade e daqui a algumas horas, já posso ir pra casa.
– Sério? – Se animou.
– Sim, afinal, o que seria do casamento sem mim?
– Humilde você. – Riram. – Pelo o menos, você não está tão meloso.
– Como assim? – Frankie perguntou confuso.
– Quando você saiu da cirurgia, e pode receber visitas, você começou a falar sobre a vida e sobre amor...
– Não me lembro disso. – Disse botando a mão na cabeça.
– Não, acho que você ainda estava com efeitos de alguns medicamentos.
– Faz sentido... Mas mudando de assunto, como está o trabalho?
– Normal.
– Sim, mas no que estão trabalhando?
– Não vou falar. Se lembra quando eu sofri o acidente de carro e vocês não queriam me falar nada sobre os casos? Essa é minha vingança. – Sorriu.
– Isso é injusto, mas tudo bem. Como ma está indo?
Os dois ficaram conversando até dar o tempo de Jane voltar para o serviço. E voltando pra lá não tinha nada de novo, apenas mais alguns suspeitos. Jane então entrevistou algumas pessoas, o tempo estava passando rápido, logo estava na hora de ir pra casa, mas recebeu uma mensagem de Korsak convidando-a para ir no Dirty Robber, de imediato ela aceitou, precisava se divertir um pouco.
Chegando ao Dirty Robber, Jane se sentou na mesa de sempre, e fez seu pedido junto com os meninos.
– E aí Jane? Nervosa? – Perguntou Frost.
– Pra quê? – Pensou um pouco e lembrou-se – Ah claro! Um pouco, mas é um nervoso bom sabe? — Sorriu
– Sei sim. – Frost concordou dando um gole em sua cerveja
– Falando nisso, cadê a outra noiva? – Perguntou Korsak
– Provavelmente no necrotério, vou chamá-la. – Disse pegando o celular.
No necrotério, Maura estava dando uma ultima checada o corpo, mas foi interrompida por uma mensagem de Jane.
Estamos no Dirty Robber, venha pra cá quando terminar. Beijos. – J
Sorriu e deu uma resposta. Terminou seu trabalho, apagou as luzes, trancou tudo e foi para o bar onde todos estavam.
– Boa noite rapazes. – Maura cumprimentou-os.
– Bom dia Dra. Isles – Disse Korsak.
– Fora do serviço pode me chamar de Maura.
– Mas “Dra” soa mais importante. – Deram uma risada frouxa.
– Oi amor. – Disse sentando ao lado de Jane e depositando um beijo rápido em seus lábios.
– Oi. Você estava ocupada quando te chamei?
– Sim, mas já estava acabando.
Jane assentiu e fez o pedido de Maura. Todos ficaram contando piadas e conversando até uma da manhã.
– Opa! – Exclamou Frost.
– O que houve? – Perguntou Korsak.
– Já é sábado. Parabéns meninas!
– É mesmo! Parabéns!
– Já é sábado? Nossa perdemos a noção do tempo.
– Jane, não seja rude, agradeça. – Deu um tapa no braço de Jane, e voltou a atenção para os meninos. – Obrigado rapazes.
– É, obrigado... Agora vamos embora.
– Jane, vamos ficar mais um pouco. – Pediu Maura.
– Não, você precisa de seu sono de beleza e eu preciso dormir. – Levantou e esticou a mão para Maura. – Vamos?
– Ta bem... – Chegou perto do rosto de Jane e cochichou em seu ouvido. – Mas eu tenho outros planos... — Sorriram maliciosamente
– Tchau meninos. — Jane disse pegando suas coisas
– Tchau, até o casamento.
– Até, tchau.
Se despediram, voltaram para o carro e foram pra casa, e então tomaram banho juntas, fizeram o que fazem todo o dia a noite, a rotina delas,mas não era a noite, era de manhã, e era um dia especial para as duas, mas ainda assim elas iriam passar como um dia normal, que acabava em uma cerimônia.
Deitaram-se na cama de frente uma para a outra.
– Você é linda. – Disse Jane contornando o rosto de Maura com o dedo.
– Você também...
– Sabia que hoje eu vou me casar com a mulher mais linda e mais inteligente do mundo?
– Eu vou me casar com a mulher mais linda e mais corajosa do mundo.
– Okay, isso ta ficando estranho. – Riram. – Boa noite amor.
– Boa noite meu amor. – Se beijaram e dormiram abraçadas como sempre.
O dia mais importante da vida delas estava para começar...
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