Notas iniciais
Eu sei que eu demorei, eu sei que eu disse que não ia demorar, eu sei que ficou curto, é que eu tenho uma coisa chamada preguiça, é bem comum... Anyway, have fun. E desculpem a demora ;)

A noite havia chego, era hora do jantar em família, eu estava nervosa, não sabia como seria a reação de minha mãe ao saber que estou noiva de Jane, na verdade, eu estava nervosa em contar, mas ao mesmo tempo feliz, selar compromisso com Jane é a coisa que eu mais quero e isso iria se realizar. Estava se realizando.

Eu e Jane saímos do departamento, e fomos em direção a nossa casa, no caminho fomos conversando como falaríamos para nossas famílias. Quando chegamos ao meu bairro, Jane estacionou o carro na garagem e sem sair do carro ela falou:

– Pronta? – Sorriu nervosa.

– Pronta. – Respondi com um sorriso, demos um selinho e entramos em casa.

Fomos direto para a cozinha preparar o jantar enquanto os convidados não chegavam.

– O que vamos fazer para o jantar?

– Massa? – Perguntei.

– Perfeito! Pode ser lasanha? – Afirmei com a cabeça e fui pegando os ingredientes enquanto Jane esticava a massa. Quando começamos a lasanha eram 19:00 e quando terminamos eram 21:30, nesse meio tempo Angela, Frankie e Tommy já haviam chego e estavam botando a mesa.

– Posso saber o motivo deste jantar? – Perguntou Angela enquanto distribuía os pratos na mesa.

– Ma! É a quinta vez que você pergunta, e é a ultima vez que eu respondo. Não, ainda não, mas mais tarde você saberá! – Bufou.

– E a sua mãe Maura? Quando chega? – Perguntou Tommy. – Estou morrendo de fome, e o cheiro de comida não ajuda muito.

– Tommy! – Angela o repreendeu.

– Daqui a pouco ela chega, ela avisou que demoraria. – Falei enquanto tirava a lasanha do forno e botava no balcão para esfriar.

– Amor, o que vamos beber? – Jane perguntou abrindo a geladeira.

– Vinho, nada de cerveja, isso vale para vocês também – Apontei para Frankie e Tommy.

– Okay... – Jane foi para o armário onde guardo vinhos. – Qual deles? Esquece, é tudo a mesma coisa.

– Jane... – Ri e distribuí as taças. A campainha tocou. – Deve ser minha mãe. – Me dirigi até a porta e a abri.

– Maura querida! Como é bom te ver. – Constance me abraçou.

– Mamãe! Como vai a senhora? – Abri espaço para ela entrar.

– Bem muito obrigado, e você? – Entrou e pendurou o casaco no gancho perto da porta.

– Muito bem. – Fechei a porta.

– Maura eu peguei esse mesmo... – Disse Jane saindo da cozinha. – Constance! Olá.

– Olá Jane, bom te ver.

– Igualmente. – Sorriu nervosa.

– Se sente melhor? Da ultima vez que te vi você estava hospitalizada.

– Estou sim, muito obrigado. Sinta-se á vontade, a janta já vai sair.

Constance e Angela se sentaram no sofá e conversaram coisas aleatórias enquanto eu e Jane botávamos a ultima camada de molho de tomate na lasanha.

– Está pronto, podemos nos servir. – Disse calmamente.

*****

Todos estavam se servindo e sentando a mesa, e é claro que minha mãe (Angela) tinha que perguntar de novo.

– E então Jane? Já podemos saber o motivo do jantar?

– Bem... – Olhei para Maura que sorriu passando confiança. – Sim. Todos aqui sabem que eu e Maura estamos namorando certo? – Todos afirmaram com a cabeça e com um sorriso no rosto. – Bem, eu reuni todos vocês para informá-los de que Maura e eu estamos noivas.

– Oh meu Deus! É sério? – Angela perguntou com um sorriso gigante e com lagrimas de felicidade.

– Sim. – Disse Maura esticando a mão mostrando a aliança.

– Meus parabéns meninas! Estou muito feliz por vocês. – Disse Constance enquanto nos abraçava.

– Parabéns maninha! Estou muito orgulhoso de vocês! – Tommy falou se aproximando para um abraço – Quando eu crescer quero ser igual a vocês. – Brincou.

– Obrigado a todos, obrigado pelo apoio e.

– Frankie! Não vai falar nada? – Angela interrompeu.

– Eu já sabia mãe, e já as parabenizei.

– Você contou pro seu irmão antes de mim? – Angela bufou

– Não vem ao caso mãe, todo mundo já sabe agora. Posso continuar?

– Sim.

– Ótimo. Obrigado a todos pelo apoio e por nos aceitarem, e compreenderem que nós nos amamos. – Segurei Maura pela cintura. – E... Eu não sou boa com discursos então, podemos comer?

– Sim! – Todos responderam, mas não se mexeram, ficaram nos encarando.

– O que houve? – Perguntou Maura.

– Beija ela! – Falou Frankie.

– Queremos ver um beijo. – Acrescentou Tommy.

Fiquei sem fala, e um pouco envergonhada, mas não tive tempo para pensar, pois os lábios de Maura já estavam colados aos meus, quando nos separamos todos começaram a aplaudir e nos elogiar, eu fiquei corada e senti meu rosto queimando, Maura estava na mesma situação.

Sentamos-nos à mesa e começamos a comer. Minha mãe já estava falando sobre os preparativos do casamento e sobre netos.

– Antes de qualquer coisa, eu gostaria de fazer um brinde. – Disse Tommy levantando-se da cadeira.

– Oh no... – Suspirei.

– Jane! Ouça seu irmão. – Repreendeu Maura.

– Obrigado Maura, eu gostaria de fazer um brinde á vocês duas, ao amor.

– Que clichê. – Sussurrou Frankie para mim, e tive que segurar o riso.

– Ao amor! – Todos falaram uníssonos, e juntaram as taças.

– Ao amor. – Maura sussurrou no meu ouvido, o que me fez um arrepio na espinha. Virei meu rosto e a beijei calmamente.

– Ao amor... – Respondi.

Notas finais
Kisses :*