Notas iniciais
Oi, gente Espero que gostem desse capítulo me empolguei bastante fazendo!

P.O.V.: Eloise

Voltamos para casa de Drew que para seu próprio bem não tentou nenhum tipo de aproximação. Ao chegar na van descobri onde Alice estava tão decididamente escondida: na loja, a garota voltou com umas 5 ou mais sacolas de bonecas e peças de miniaturas de casa. No quarto implorei um acordo:

– Alice, por favor, me promete que você vai manter essas bonecas na sacolas — digo disfarçando o terror que senti só de olhar para aquelas bonecas.

– O que? Você está mesmo pedindo para esconder essas preciosidades que acabei de comprar? — Alice diz inconformada.

– É isso ou uma Eloise aqui sem dormir de noite — dou um sorrisinho envergonhado.

– Sério? — Alice me olha confusa e depois ri. — Tudo bem.

– E a janta hoje? O que vai ser? Por favor me diga que não irá mais ser pizza e nem lasanha já não aguento mais nem olhar para isso. — O que não é um exagero já que é a única coisa que meu irmão come quando o visito e é a única coisa que comemos aqui.

– Eu não sei porque você está reclamando disso, mas não iria ser de qualquer forma. — Alice diz, de costas para mim admirando uma das suas bonecas.

– Ok, eu vou tomar banho — digo.

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Finalmente comida de verdade! Depois de ter comido um prato bem cheio de frango e salada, percebi que o pessoal começou a se amontoar na sala e como minha curiosidade não tem limites fui conferir. Estava rolando um luau dentro de casa.

– Ele canta muito bem, não é? — Patrícia, uma garota da turma e que também tem fascínio por Drew, diz.

– Não canta mal. — digo saindo de perto dela.

A garota não estava mentindo a voz do garoto era realmente uma coisa de tirar o fôlego, aquela roquidão que não é feia, deixa apenas a voz mais máscula e irresistível. E para dar uma merda de uma toque a mais ele estava todo concentrado tocando violão. Seus dedos tocavam a corda com uma infinita afinidade que era lindo de ver, a música do momento era um reggae, o que me deu vontade de sair dançando como drogada pelos cantos, mas me controlei.

– A galera está toda se jogando na piscina — Alice aparece do nada e me puxou — Veeem!

– O quê? Não, Alice. — Tento conter, mas já estamos saindo da casa e chegando na piscina. — Não, Alice.– Implorei antes dela me empurrar e eu puxar ela junto.

– Sua idiota — Alice diz rindo muito.

– Foi você que me empurrou, sua linda, está esquecida? — olho para ela indignada.

– Não acredito — ela tenta dizer entre risos exagerados — Olha! — Ela aponta para um pobre Drew sendo carregado para a piscina por umas cinco pessoas. Eu não me controlo e caiu na gargalhada também.

E Drew é jogado na piscina com tudo.

– Vocês me pagam, só aguardem — Ele diz prometendo a vingança que virá.

– Ae primo — Alice tenta dizer gargalhando — gostei de ver que está aproveitando a água também.

– Ae né, senhorita Alice — ele se aproxima da gente, agarrando Alice e afundando-a e trazendo-a de volta gargalhando — Então como está a água prima? Uma delícia né!?

– Ok, entendi. Está uma maravilha — ela solta umas risadas — Acho que Graham está me chamando ali, vou ver o que ele quer. — Ela diz se afastando.

– Mas lembra-se do que você me disse — começo a dizer, mas sou interrompida por Alice.

– Sei, mas estou em segurança, gata. Relaxe. — E lá se vai Alice.

– Que frio. — digo, tentando uma saída rápida antes que seja obrigada a bater na cara desse idiota.

– Não, espera Eloise — ele segura meu braço e eu o fuzilo com o olhar — espera tigresa, eu não entendi por que você está me evitando e me odiando... Tudo bem, mas do que antes.

– Sério, que não? Deixa de ser idiota e me larga, Drew — eu digo o ameaçando com o olhar.

– Você não sai daqui até me explicar — e novamente ele me prende na fenda da piscina.

– Caralho, Drew você não aguenta mesmo ficar nem um pouquinho com seu ego ferido, não é? Se encontra alguém que decididamente não está afim de você, repito não lhe quer. Você tem que ir lá e... — ele me interrompe.

– Não venha me dizer que eu lhe obriguei, tenho absoluta certeza de ter bastante participação sua. — Ele levanta uma sobrancelha.

– Mas você chamou os garotos para irem aplaudir você no Angels Attic, certo? — solto uma falsa gargalhada.

– O quê? Você acha que eu chamei os garotos para irem lá? Você fala do meu ego, porém o seu também não está lá embaixo não. Os garotos foram lá de livre e espontânea vontade, rir da cara de vocês, rir das bonecas, sei lá, mas eu não chamei. — Drew diz se aproximando para dar ênfase em cada palavra.

– Não... — fui perdendo a linha do raciocínio — Ah.

– Fica tão linda toda confusa, borboleta. — Ele disse no meu ouvido e um pouco do juízo que me restou me fez enrolar para evitar mais aproximação.

– Você toca muito bem, reconheci a melodia de Bob Marley. Você fez já fez aula de música? — digo.

– Não — e agora foi sua vez de perder o foco.

– Aprendeu sozinho mesmo? — será que ele está agindo desse jeito porque tem alguma coisa haver com a mudança que Alice falou que ele sofreu.

– Foi, mas tive ajuda. — ele disse e seus braços que me prendiam caíram.

– Entendi. Você toca desde pequeno ou veio com alguma fase emo que sempre aparece? — pergunto tentando sondá-lo.

– Para — ele diz apenas.

– O que foi, Drew? — procurei seu olhos, mas eles estavam perdidos.

– Nada. Você tem razão, está bastante frio aqui, vou entrar. — Drew vai embora.

Pela primeira vez me deixando com uma decepção enorme. Acho que me enganei e feio. Não foi mais uma coisa qualquer que o afetou, foi algo profundo e infeliz. Sei como é, pois ele está tentando esconder e dizer que não liga, disfarce que venho tentando usar já tem algum tempo.

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Não achei que estava tão cansada até uma Alice, muito animada para quem acabou de acordar, começa a me chamar.

– Vamos Eloise, — ela começa a pular na minha cama — hoje tem diversão.

– O que temos para hoje? — pergunto com a cara enfiada no travesseiro.

– Hoje começaremos com algo calmo, porque afinal estamos ainda nos acordando, mas depois vamos ter aulas de surf. — diz com uma felicidade incontida.

– Você já teve aulas? — pergunto, encarando-a desconfiada.

– Não, ainda não tive essa sorte, até hoje. — o tamanho do sorriso dela divide seu rosto de tão grande — Então trate de tirar sua bunda gorda desse colchão, agora.

– Tudo bem, já estou me arrumando. — digo, me levantando da cama e correndo para o banheiro.

Faço minha higiene e coloco um biquíni delicado azul com bolinhas brancas com babadinhos roxo no topo dos seios e cercando a cintura na parte de baixo, presente de Alice. Quando sai do banheiro Alice já estava pronta no seu biquíni de franjinhas amarelo.

– Finalmente! — Alice comemora quando eu saio do banheiro.

– Isso tudo é só para enlouquecer o Graham, senhorita? — pergunto para a loira e ela solta uma gargalhada.

–Não mesmo, o que te deu Eloise? — ela diz sorrindo.

– Nada, mas estou com uma leve impressão que você está sim afim dele. — digo e ela abre a boca se sentindo traída e eu ri. — Toda vez que vou tentar te "salvar" dele você me diz que não precisa e que está segura. — Alice me encara.

– Ei, o que é isso no seu ombro? — mudando de assunto ela se aproxima examinando meu ombro — Minha vez, senhorita Eloise, isso aqui é uma mordida? — Ela me encara com uma sobrancelha erguida.

– Acho melhor a gente descer. — digo colocando um short e blusa por cima do biquíni e lembrando de ontem no Museu das bonecas... Ah Drew você me paga!

– Não precisa admitir, gata, eu sei. — diz também colocando um short e uma blusa e descemos juntas.

Depois de tomarmos o café da manhã, Alice anunciou as atrações do dia e os garotos ficaram mais do que feliz com essa notícia, digamos que esse foi o jeito da minha amiga de se desculpar por ontem com eles. Tudo pronto, entramos nas vans e partimos para o aquário no píer de Santa Mônica.

– Gente o aquário é pequeno e não tomará muito do nosso tempo, então vocês podem andar por aqui. E como as aulas ocorreram aqui perto, não precisaremos das vans, as aulas começarão às 15:30. — Ela dá as instruções e todos continuam olhando-a atentos — Podem ir já. — Acrescenta e todos se dispersam entrando no aquário.

– Gostei de ver, — digo entre risos — você está mesmo colocando moral nisso, não é?

– Claro que sim, você não estava, mas na época de elegerem a representante ganhei com 100% dos votos. — Alice sorri convencida.

– Você tem a maior moral e eu não sabia — digo com a boca aberta de surpresa, só para irritá-la.

– Vamos entrar logo. — Ela diz sorrindo e me puxando para dentro do aquário.

Como Alice havia dito o aquário realmente não era muito grande, mas era bem legal e tinha já no começo algumas espécies de peixes que eu ainda definitivamente não conhecia. Me apaixonei perdidamente pelos cavalos marinhos.

– Ei, tem estrelas do mar aqui, toca! — Alice me chama.

E foi assim que eu tive uma experiência muito estranha, a de tocar numa estrela do mar. Elas são bem ásperas. A exploração pelo aquário logo terminou e eu não consegui encurralar o Drew para: 1- nem me vingar e 2- nem para fazê-lo me contar o que aconteceu com ele. Merda de curiosidade que me impede de manter distância, sei que não é nada lógico da minha parte deixar aproximações ocorrerem, mas a minha curiosidade tem vontade própria. Fomos umas das últimas pessoas da turma a sair do aquário e ir almoçar.

– Odeio frutos do mar, já te falei? — diz Alice apreensiva quando entramos no restaurante especialista em comida do mar.

– Parece estar uma delícia — digo, admirando os camarões e irritando-a.

Almoçamos, o que não pode se dizer exatamente o mesmo a respeito de Alice que mais enrolou do que comeu. Depois partimos para a praia onde iriamos esperar pelas aulas, Alice chegou largou as roupas na areia e correu para a praia e outra coisa que fingi não notar foi Graham ir logo atrás. Tirei o short e a blusa, mas resolvi continuar na areia.

– Você está com uma mordida bem suspeita no ombro, sabia? — a maldita voz rouca mais sexy que já ouvi me fala no ouvido.

– Você e sua mania de chegar do nada. — encarando-o — Ah, e sobre a mordida foi um cara bem idiota que tá por ai, mas só digo uma coisa: vai ter volta. — ameaço-o.

– Nossa, isso foi um convite e tanto. Hoje à noite mesmo? — Ele pergunta e pisca um olho, jogando charme.

– Nos seus sonhos? A hora que você quiser. — falo, e me preparo para entrar no assunto de ontem à noite.

– Então, vai aprender a surfar mesmo? — ele me encara — Deixou o medo realmente para trás, não foi? — Lembrando da minha cena para entrar na praia.

– Muito gentil da sua parte se preocupar, se não fosse tão irônico. Mas sim superei, não o medo, mas o receio. — corrigindo-o.

– Oh sim, receio, com certeza receio. — ele diz, rindo. E sinto que é a minha vez.

– É, ontem acabamos não terminando nossa conversa que eu tava achando tão boa... — falo e observo sua expressão mudar — Quero dizer, você toca tão bem que fiquei curiosa sobre o seu talento. — Me sinto soar falsa até mesmo para os meus próprios ouvidos.

– Acho melhor você esquecer isso Eloise — Drew diz, tenso.

– Tudo bem, é só que fiquei curiosa... — ele me interrompe.

– Esquece Eloise, já falei para você esquecer. — Ele repete e depois se levanta e me deixa sozinha, de novo.

Acho melhor mandar minha curiosidade ir passear e parar de tentar arrancar isso dele. Vou andando até entrar na praia, iria encontrar Alice, mas ela está se pegando com o Graham o que eu já esperava, então entro na água e vou nadar sozinha.

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E às 15:30 em ponto os instrutores de surf chegam, a gente percebeu de longe já que eles não passaram despercebidos com as pranchas.

– Pronta Izie? — Drew, vindo do nada, perguntou me surpreendendo com o apelido e por ter voltado ao normal.

– Hum... claro que estou. E você também pronto para aprender a subir na prancha? — eu pergunto, ele cai na gargalhada e vai embora.

– Ele está em casa já te disse isso? — Alice que estava perto e escutou, diz.

– Vamos começar, então? — diz, um dos caras bronzeados e de cabelo loiro queimado do sol. Todos assentem e ele começa a dar as instruções. — Para quem precisa começar desde o início, iremos começar aqui na areia com dicas para ficar em pé na prancha e pegar uma onda, beleza? Bom, e quem já se atreve a pegar umas ondas as pranchas estão ali, sintam-se a vontade! — E com isso alguns poucos garotos vão até as pranchas e ele começa a dar as instruções na areia.

Eles passaram muitas dicas fizemos uns exercícios na areia como se mover na prancha e então finalmente chegou nossa vez de brilhar na água, como eram apenas 4 instrutores tivemos que ir aos poucos, pois no começo eles nos ajudam e depois nos deixam sozinhos. Como também não sou uma pessoa das mais corajosas deixei o primeiro grupo de pessoas passar primeiro, o qual só tinha garotos, acho que as meninas pensaram assim como eu. Aproveitei esse momento para dar uma olhada em quem já estava surfando antes, e lá estava Drew, minha boca caiu quando o avistei, ele estava flutuando com a prancha acima da onda como se aquilo fosse rotina para ele. Procuro Alice com os olhos e ela também está olhando para ele, mas sorrindo.

– Acho que entendi o que você quis dizer. — Falo para ela, novamente com os olhos vidrados em Drew.

– Te disse, isso aqui ainda faz parte dele de uma maneira incrível. — Alice diz, divagando num passado distante de novo.

– Deve ser uma experiência ótima crescer aqui. — digo, enquanto continuo admirando a forma como Drew se move nas ondas com a prancha. Quando esse garoto vai parar de sempre me deixar sem fôlego com algo novo?

– Com certeza, foi. — Alice diz, e vê um dos instrutores voltando e corre para ser a próxima.

Eu continuo lá, assistindo Drew passar por dentro de uma que vai se fechando. A vontade de ir subir nas ondas invade as minhas veias, fico esperando e quando outro instrutor chega sou eu que corro com uma prancha.

– Preparada, ruiva? — ele me pergunta e concordo com a cabeça — Então, vamos mandar ver!

Ele começa a nadar na prancha dele para perto de onde as ondas estão, eu vou junto.

– Pronto, agora vamos ficar em pé. Lembra do que dissemos? — ele confere.

– Lembro. — confirmo e começo a seguir os passos que eles deram, sentar na prancha, se acocorar e ir se levantando.

Quando estou quase em pé, quando uma onda mexe a prancha e eu perco o equilíbrio.

– Isso é normal, vai de novo. — ele me incentiva.

Eu sigo os mesmos passos, conseguindo ficar em pé e buscando o equilíbrio.

– Isso mesmo, tá progredindo. — o instrutor me diz — Agora vá procurando o equilíbrio e se movendo na onda.

Eu faço o que ele diz e consigo pegar a onda, mas ela me derruba.

– Bom, vá insistindo no equilíbrio na hora da onda. Vou buscar outra pessoa, se precisar de ajuda é só gritar, tá ligada? — eu confirmo com um tudo bem e ele vai embora.

Repito os mesmos passos que eles passaram dessa vez indo com mais calma e atenção para pegar a onda. Quando estou conseguindo uma voz grita atrás de mim.

– Isso você consegue! — maldito seja Drew, com isso perco a concentração e caio.

– Argh, eu estava conseguindo porque veio me atrapalhar? — pergunto sentando na prancha.

Ele sai da onda e se senta na prancha também.

– Só vim aqui oferecer ajuda e incentivo. — ele comenta com um sorriso inocente no rosto.

– Quer dizer que você voltou ao normal? — levanto minhas sobrancelhas o encarando-o — Obrigada, agora ajudaria mais se você se retirasse. — falo e vou me acocorando.

– Desculpa, sei que estava estranho naquela hora, mas é que aquele assunto não é fácil para mim. Vamos simplesmente deixar o passado para trás? — ele pergunta, com o olhar distante e nostálgico.

– Tudo bem, eu também devo desculpas, fiquei insistindo nesse assunto, mesmo depois de ontem. — arrependida pela minha curiosidade.

– Mas eu só te desculpo se você aceitar uma coisa. — ele diz, mudando totalmente o humor.

– Não acredito, você tem a... — ele me interrompe, sem ligar para minhas reclamações.

– Vamos ver o pôr do sol dali do píer? — ele pergunta — Lembra do pôr do sol que falei, que supera o nascer? — eu confirmo com a cabeça — Bom, ele está bem ali, você vai? — ele procura meus olhos com um sorriso no rosto e mesmo sabendo que vai dar em merda aceito.

– Eu vou — digo sussurrando.

– O quê? — ele estica o pescoço — Não escutei.

– Eu vou — digo entre dentes e ele franze a testa dizendo que ainda não entendeu — Ah, mas eu não vou gritar, esqueça. — ele cai na gargalhada.

– Tudo bem, nos vemos lá na areia. — diz e ele sobe na prancha com a maior facilidade — Ah, e cuidado ao surfar com esse biquíni ai, ele pode cair com as ondas — sai gargalhando e entra na onda que está se fechando.

Notas finais
Gente eu adoraria que vocês me deixassem algum incentivo, que tal? :))
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.