You are the reason
2 So this is what you meant?
Notas iniciais
Me recuperei lentamente, e lembrei que ainda estava com Thalia no telefone. Levantei da cama e peguei o celular no chão, lentamente falei para ela:
–Tá delirando né?! Nossas mães nunca fariam isso, e se fizessem, moraríamos com quem? — perguntei, com o coração acelerado.
–Minha mãe me explicou tudo, disse que é um condomínio em New York, NEW YORK ANNIE! A GENTE VAI PRO OUTRO LADO DO PAÍS, COMO ELAS PUDERAM?!?!- falou Thalia, e pelo o que percebi, estava chorando.
–Calma Thals, vou falar com a mamãe, e ver como é direito, vai que é só por uns dias, já já te ligo, beijos- falei suspirando.
Fui até o escritório correndo, bati desesperada na porta, já havia deixado as lágrimas correrem, pensando em quem eu teria que deixar aqui, em tudo. Ouvi a voz da minha mãe,lenta e calma, me mandando entrar.
– Como você pode? — falei com a voz abafada, devido ao choro- Nunca fiz nada de errado, tiro boas notas e não me drogo, PELO AMOR DE DEUS ATENA, DE QUEM FOI ESSA IDEIA ?
–Vejo que falou com Thalia, e fique calma, por favor- falou Atena, com a voz baixa e calma- Os pais de Thalia e eu achamos que seria uma boa experiência se vocês duas concluíssem o ensino médio em Nova York, ficarão em um condomínio fechado, com 4 casas, duas delas ocupadas por meninas e as outras duas por meninos, todos de sua idade, vocês terão tudo, dinheiro, comida e ainda receberam um carro,já que tem sua carteira. Seu voo é pela tarde, esteja pronta.
–M-mas e meus amigos, tudo o que eu tenho, como fica, VOCÊ NEM SEQUER PEDIU MINHA OPINIÃO, EU E THALIA FICAREMOS NO MEIO DE UM CONDOMÍNIO DE RIQUINHOS, POR FAVOR MAMÃE, me deixe ficar -falei rápido, parando para respirar- eu amo tudo aqui, como ficarei lá, sozinha, mãe...
–Annabeth, nas férias você volta, e deixarei tomar sua decisão. Arrume sua mala, agora a noite, pela manhã, conversaremos direito.
–Tudo bem -falei limpando as lágrimas.
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Pela manhã, meus olhos estavam cansados,da noite sem dormir. Desci as escadas, carregando minhas malas e bolsas. Meus móveis serias levados por transportadora, chegariam lá pela manhã.
Conferi meu celular pela 3a vez, faltava 30 minutos para o voo. Fui para cozinha e comi uma fruta, estava sem fome. Minha mãe adentrou a cozinha em passos largos, parando apenas para pegar a chave do carro e me chamar, falando que estava na hora de eu ir para o aeroporto esperar o avião.
No carro, a viagem foi silenciosa, nenhuma tocou no assunto, eu estava brincando com o chaveiro da minha bolsa quando chegamos no Aeroporto. Desci do carro, coloquei meus óculos de sol, peguei minhas malas e adentrei na grande construção.
– Última chamada para o voo 347 rumo a Nova York.
–É a minha deixa, adeus mãe, até as férias, deixe um beijo para o Malcom quando ele voltar, vou sentir falta de vocês.- falei com a voz embriagada pelo choro, abraçando minha mãe.
–Tchau, Annie, também vou sentir sua falta, filha.
Com um último olhar, andei em direção a entrada. As lágrimas escorriam, e eu, entrei no avião, procurando por Thalia, que estava sentada na poltrona ao lado do corredor. Acenei para ela, e ela, com os olhos vermelhos, apontou o banco ao lado dela para mim.
–Oi
–Oi- respondeu tristonha.
–Então vamos, espero que seja tudo melhor.
–Concordo.
Colocamos o fone, no momento em que o avião levantou voo, e eu tinha uma última visão da Califórnia, ao som de Demons, para ajudar no clima.
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