Notas iniciais
Ho hey Segundo capítulo :3 Esse será mais focado nos sentimentos, mas relax u-u No próximo voltaremos para a história normalmente Música do capítulo: https://www.letras.mus.br/lily-allen/somewhere-only-we-know/

— Ele quer ficar um tempo sozinho. – Morgiana anunciou, descendo as escadas e indo até os garotos.

— E como o Ali Babá está? – Aladim perguntou preocupado

— Mal, muito mal. – ela não fez cerimônias, até porque não havia motivo para hesitar na resposta: todos viram que o Saluja não estava nada bem.

— Ele falou o que aconteceu, Morgiana? – Hakuryuu quis saber, ela respondeu com um sinal positivo com a cabeça. – Não é melhor falar pra gente também?

— Acho que sim. – se aproximou do sofá, sentando-se, pois lá vinha história. – Ali Babá tem uma amiga de infância chamada Mariam.

— Sim, ele tinha falado isso pra mim uma vez. – o pequeno confirmou – O que tem ela?

— Ela estava muito doente e faleceu há algumas horas, ele recebeu a notícia quando estava a caminho daqui.

— Há quanto tempo ela estava doente? – Hakuryuu questionou

— Há alguns meses.

— E por que o Ali Babá nunca disse nada pra gente? – falou Aladim, parecendo um tanto decepcionado com a atitude do amigo.

— Ele meteu na cabeça que ia conseguir resolver tudo sozinho.

— Bem, parece que ele não conseguiu. – Hakuryuu disse, franzindo o cenho.

XX XX

XX XX

Despediu-se dos garotos, saiu da casa e andou até o ponto de ônibus mais próximo dali.

Estava muito preocupada com Ali Babá, com tudo que ele havia lhe dito, com tudo o que ele estava sentindo.

XX XX

XX XX

Flashback

O loiro estava deitado no colo de Morgiana enquanto este acariciava seus cabelos. Seria um momento pelo qual ela havia almejado há meses, bem, isso se ele não estivesse naquela situação. Não possuía o mínimo direito de ficar feliz e, para falar, nem conseguia pensar nisso. Felicidade? Alegria? Isso não existia naquele momento. Sua mente era composta de 100% de preocupação.

— M- Mariam morreu por minha culpa. – ele falava entre lágrimas e soluços – Eu devia ter feito mais por ela, e- eu sou um inútil. Gente como eu não devia nem existir.

Bateu em seu rosto, mas Morgiana logo depois se arrependeu. Por que fez aquilo? A última coisa que você deve fazer para melhorar o astral de uma pessoa triste é dar um tapa na cara dela, isso é um fato, então por quê? Talvez tenha sido apenas um impulso, o que achou que seria certo, afinal, ela não suportava ver Ali Babá falar tais absurdos sobre si mesmo.

Fim do flashback

XX XX

XX XX

O ônibus logo chegou. Subiu, pagou a passagem e se sentou em uma cadeira no fundo, uma das únicas ainda vagas, por sorte. Olhou pela janela, tentando não pensar nele, mas era inútil.

XX XX

XX XX

Flashback

— Você não tem o direito de falar assim de si mesmo, Ali Babá. – Morgiana começou — Você enfrentou sua família, foi humilhado pelo seu chefe e mesmo assim você continuava firme porque sabia que Mariam precisava de ajuda. Você não é um inútil, você é uma das melhores pessoas que eu já conheci. Ali Babá, o mundo precisa de mais gente como você.

— Morgiana... – ele agarrou sua mão e em seguida a abraçou – Obrigado, muito obrigado por estar sempre aqui.

Fim do flashback

XX XX

XX XX

Seu esforço era inversamente proporcional: quanto mais tentava não pensar, mais as memórias se aproximavam. E, como diz um velho ditado, se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Morgiana começou a refletir, lembrando-se de cada momento que havia passado com Ali Babá: do dia em que eles se conheceram, do dia em que enfrentou Jamil, ex-patrão da rosada, daquela vez em que o guarda-chuva havia quebrado e eles ficaram encharcados, da noite em que o show da banda que iriam assistir tinha sido cancelado e a única carona que loiro arrumou foi em um caminhão de galinhas... Até chegar ao dia de hoje, adicionando mais uma lembrança à pasta Ali Babá que lotava seu HD interno.

Bem, chega de pensar nele. Por que não conseguia parar? Nunca foi assim e não será agora. Colocou seus fones de ouvido e selecionou “aleatório”, tentando ocupar-se com outra coisa pelo até chegar em casa.

I walked across an empty land

I knew the pathway like the back of my hand

I felt the earth beneath my feet

Sat by the river and it made me complete

Oh! Simple thing where have you gone?

I'm getting tired and I need someone to rely on

Por que raio até a música tinha que fazê-la lembrar dele?

I need someone to rely on”. “Eu preciso de alguém em quem confiar”. Há pouco tempo, Morgiana não confiava em ninguém, achava que todos se aproximavam dela apenas para obter seus próprios interesses, mas isso mudou quando ela conheceu Ali Babá e ele mostrou ser alguém em quem se podia confiar.

I came across a fallen tree

I felt the branches of it looking at me

Is this the place we used to love?

Is this the place that I've been dreaming of?

Oh! Simple thing where have you gone?

I'm getting old and I need something to rely on

Ela escondia de todos que estava apaixonada pelo caçula dos Salujas... Quer dizer, de todos menos de si mesma.

And if you have a minute why don't we go

Talk about it somewhere only we know?

This could be the end of everything

So why don't we go

Somewhere only we know?

Somewhere only we know

— Droga. — retirou os fones e os guardou em sua mochila.

“Droga”, ela pensou, “Aleatório, pare me atrapalhar”.

Notas finais
Devo continuar? Beijinhos de luz :*