You are my happy ending
1 Único
Notas iniciais
Faz tempo que tava querendo escrever sobre eles e não vinha nada na cabeça, então aproveitei a deixa pra finalmente fazer isso ♥
Daria pra aproveitar bem mais e fazer uma longfic, mas achei melhor encurtar :)
Bom, é isso. Boa leitura! :)
Regina estava sentada na sua poltrona, com o pensamento distante. Seu escritório estava vazio, exceto por ela e sua amiga, Cruella, deitada no sofá. Estava no fim da tarde e logo seu filho, Henry, chegaria em casa.
- Desde que cheguei a Storybrooke você está assim, Regina — Cruella começou a dizer, admirando suas unhas recém feitas. — Sinto falta de quando você tinha seu bom humor.
Regina riu rapidamente ao ouvir o comentário da amiga.
- É uma longa história — disse Regina, pegando uma de suas maçãs da cesta. — Você não vai querer saber.
- Vai dizer que se apaixonou? — disse Cruella. Regina, por sua vez, ficou calada e apenas suspirou. Sua amiga se levantou de súbito do sofá. — Regina! Me diga, por favor, que isso é brincadeira — ela já havia caminhado até a mesa e apoiado as suas mãos nela. Olhava com dúvida para a rainha má.
Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Regina.
- Infelizmente é verdade.
Cruella bufou e começou a andar de um lado para o outro com as mãos pousadas na cintura.
- Você é um caso perdido mesmo — ela disse apenas e saiu, deixando Regina sozinha em seu escritório. Mas não demorou até que Henry passasse pela porta, parecendo um pouco assustado. Ele retirou seu casaco e caminhou lentamente em direção a Regina, que, até então, estava com o pensamento longe.
- Mãe? — ele chamou, tirando Regina dos seus devaneios. — Está tudo bem?
Regina suspirou antes de responder.
- Claro — respondeu, sem entusiasmo. Henry continuou fitando-a com dúvida.
- Aquela que acabou de sair era a...
- Cruella, sim, querido — ela respondeu secamente. Voltou a se encostar na poltrona e tentou não parecer rude. "Você é um caso perdido" Cruella lhe dissera antes de sair. Aquilo ficou ecoando em sua mente.
- Mãe, você não pode ficar assim — disse Henry, dando a volta na mesa para chegar mais perto dela. — Você vai ter seu final feliz.
Regina riu rapidamente.
- Vilões não tem finais felizes, Henry — ela disse, acariciando o rosto do filho. — E eu sou uma vilã.
Regina sorriu tristemente e seus olhos umedeceram. Henry, por sua vez, segurou a mão da sua mãe e a olhou nos olhos.
- Você não é mais — ele disse. — Está no lado certo agora. Você merece ser feliz.
Ao ouvir as palavras do filho, Regina abriu um pouco mais o sorriso. Ela o beijou na testa e continuou admirando-o. Mesmo depois de tudo que fizera, ele sempre esteve ali, ao seu lado, lhe dando todo o apoio. Mas era quase impossível acreditar no que já estava óbvio: Robin nunca iria voltar. Ela teria que lidar com isso.
"Pelo menos ele esta vivo e feliz em algum lugar" Regina disse para si mesma. Fungou e passou a mão no rosto, tentando conter uma lágrima que estava prestes a cair. "Mas deveria estar feliz comigo."
Alguns dias se passaram e a solidão que Regina sentia apenas aumentava. Finalmente encontrara o amor da sua vida, depois de ter aceitado o fato de que nunca o encontraria, visto que Daniel estava morto. E ele foi embora, da mesma forma que chegou a Storybrooke. Foi embora e nunca mais voltaria. E, se voltasse, não lembraria dela. Esse seria seu pior pesadelo: Robin de volta a Storybrooke sem reconhecê-la. O episódio que ocorrera a Henry quando voltou: seu próprio filho não a reconhecia assim como a mais ninguém da cidade. Tudo por culpa dela.
Já havia feito mais de um mês desde a ida de Robin. Regina prometera a si mesma que não iria mais sofrer por isso e tocaria sua vida para frente. Desde que Cruella chegara com Malévola e Úrsula na companhia de Mr. Gold, Regina ficou com um pé atrás. Onde elas estavam e como ele conseguiu voltar? E por que sempre pareciam esconder algo dela? Mr. Gold havia passado a fronteira, assim como Robin e sua família. Não mais voltaria a Storybrooke sem lembrar das pessoas que lá residiam, mas isso pareceu não afetá-lo, pois ele estava com a memória da mesma forma.
Numa manhã de quinta-feira, Regina decidiu tomar seu café na lanchonete da Vovó. Queria mudar um pouco sua rotina e sair com mais frequência para tentar se ocupar com outros assuntos. Ao sentar-se num banco no balcão, alguém pigarreou e o som vinha de trás. Ao se virar, deu de cara com Cruella novamente, mas dessa vez seu ar de superioridade havia sumido, dando lugar a uma ponta de preocupação. Aquilo intrigou Regina, pois nunca vira a amiga daquela forma.
Após pedir um café, Regina se deslocou até a mesa mais afastada, onde estava Cruella. Sentou-se de frente para a vilã e juntou as mãos em cima da mesa.
- O que foi? — perguntou secamente. Desde a última conversa que tiveram em seu escritório, sempre que encontrava uma das três "novatas", o assunto era desviado, tentavam dizer coisas sem nexo que até então Regina não entendeu. Algo como "fugir", "uma chave", "amor"... e sempre que Gold aparecia, voltavam a falar de qualquer assunto que não tivesse ligação alguma sobre o que estavam tentando dizer.
- Regina — disse Cruella com firmeza. — Preciso que preste atenção.
Regina assentiu com a cabeça e a deixou prosseguir. Ao abrir a boca, Cruella hesitou, pois Ruby estava parada ao lado da mesa com a xícara de café que Regina havia pedido. Após servi-la, Ruby voltou ao balcão, deixando-as as sós novamente. E após respirar fundo, prosseguiu:
- Preciso que faça uma coisa que só você pode fazer — ela prossegue e Regina franze o cenho, desconfiada.
- Não vou arrancar o coração de ninguém, se é o que você quer.
- Não, não, não é isso! — ela se adianta, parecendo nervosa. Cruella, então, abre uma das mãos e deixa cair uma chave em cima da mesa. — Ela a segura entre dois dedos e mostra a Regina. — Reconhece essa chave?
- É do Gold, não é? — Regina arrisca imediatamente. Cruella concorda com a cabeça e a entrega a chave. — Mas essa chave é do...
- Daquela casa na floresta que o Gold possui — Cruella completa. Vá o mais rápido possível. Não aguento mais ouvir aquele choro.
- Choro? Mas de quem você está falando?
- Ele está lá, Regina — é só o que ela diz antes de se retirar. Regina nem ao menos chega a tomar o café. Apenas deixa o dinheiro em cima da mesa e, após Cruella sair de vista, ela sai correndo na direção que ela informou, entrando na floresta sem pensar duas vezes. "Não aguento mais ouvir aquele choro" foi o que ela disse. Quem estaria lá chorando?
Regina não conseguia raciocinar direito. Estava claro e ela corria sem medo. De quem seria aquele choro?
Ao adentrar cada vez mais na floresta, Regina começou a sentir o cansaço dominá-la. Foi quando ela parou para pensar: seria essa uma armadilha de Gold para mantê-la longe do seu caminho? Com três vilãs ao seu lado agora, ele não precisaria medir esforços para eliminá-la, já que agora estava lutando do outro lado. Mas Cruella não parecia estar tentando enganá-la. Aquele olhar de preocupação deixava claro que estava querendo ajudá-la. Gold deveria estar sem saber o que ela fizera.
Regina, então, começou a somar um mais um. Quem além de Gold saiu de Storybrooke e provavelmente nunca mais voltaria? E tudo isso para salvar outra pessoa? Se havia alguém chorando era porque não era só quem ela estava pensando que estava naquela cabana...
Regina voltou a caminhar e já conseguia ver a cabana há alguns metros a frente. Foi quando começou a ouvir um choro de criança. Como se estivesse desesperado, porém ainda um pouco controlado. Mas parava por alguns instantes e voltava a chorar novamente.
Choro de criança...
- Roland! — Regina gritou e correu até chegar a porta da cabana. O choro havia cessado. — Roland, é você?
- Regina? — ela ouviu a voz do garotinho vindo lá de dentro. Seus olhos umedeceram e ela sorriu. Sua mão trêmula foi até o bolso do seu sobretudo e pegou a chave para abrir a porta.
Roland não perdeu tempo e a abraçou. Regina teve que se apoiar para não cair. Não conseguia acreditar no que estava bem a sua frente. Ela retribuiu aquele abraço com todas as forças que tinha, brincando com os cabelos do garotinho.
- Regina! Regina! — ele disse, parecendo desesperado. — Ajuda o papai! Ele não quer acordar!
Ela sentiu seu estômago congelar. Não queria acordar? Ele não podia estar morto.
Num canto da cabana estava Robin deitado no chão. Regina pôs uma mão na boca, sem saber o que fazer.
- Uma mulher veio aqui e deu comida pra gente — ele começou a dizer e Regina prestou totalmente atenção. — Depois que ele comeu, caiu no sono e não acordou...
- Como era essa mulher? — indagou Regina. Roland apertou os olhos, tentando se lembrar.
- Ela tinha chifres... e um vestido preto...
"Malévola" Regina disse a si mesma. Sua mão fechou em punho e a raiva tomou conta dela. Mas ela não podia se descontrolar naquele momento. Não ali na frente dele.
Regina respirou fundo e seguiu Roland até o pai. Ela se abaixou e sentiu seus batimentos, aliviada por saber que não estava morto. Era um feitiço do sono. Provavelmente a mesma maldição que usara na Branca de Neve. Regina parou para pensar e viu que tudo fazia sentido. Ela estava se vingando. Regina não devolvera sua maldição quando pediu e acabou levando a Maldição das Trevas junto. Ela queria dar o troco.
E conseguiu.
Regina não conseguiu mais conter suas lágrimas e arriscou dar-lhe um beijo. Se a Sininho estivesse certa sobre "amor verdadeiro", ele iria acordar. Ela selou seus lábios nos dele e esperou. Prendeu a respiração por alguns segundos até que finalmente Robin abriu os olhos. Regina sorriu ao perceber que a fada nunca estivera errada sobre isso e a agradeceu em silêncio. Robin olhou ao seu redor, parecendo confuso, mas quando encontrou os seus olhos apenas sorriu. Regina sorriu em resposta e passou a mão em seus cabelos.
- Papai! Você acordou! — exclamou Roland, sentando-se ao lado do pai. Este o envolveu num abraço e deu-lhe um beijo.
- É, eu acordei, filho.
Roland voltou a se sentar e Robin voltou a olhar para Regina, segurando a mão dela na sua.
- Achei que tinha perdido você — ela disse.
- Você nunca perdeu.
Regina dessa vez deixou as lagrimas caírem. Abraçou os dois e prometeu levá-los para casa imediatamente, onde puderam contar sobre a morte de Marian. O feitiço da Snow Queen não havia cessado, apenas retardado um pouco. Logo o gelo alcançou seu coração e eles não puderam fazer nada. O que coincidiu com o momento em que Gold os encontrou, levando-os como reféns de volta a Storybrooke.
Mas dessa vez eles não tinham mais qualquer tipo de barreira para afastá-los. Regina agora tinha certeza de que seu amor por Robin era verdadeiro e poderia ter finalmente o seu final feliz.
Notas finais
Comentários sempre bem-vndos, povo! ;)
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