Notas iniciais
E CÁ ESTOU PELA PRIMEEEEEEIRA (e provavelmente a última porque eu nom lido bem com esse negócio de data) VEZ, POSTANDO UMA FIC ESPECIAL PARA O VALENTINE'S DAY, AEEEEEEEE!!! E de setomary, porque eu sou apaixonada por esses dois e quase nunca escrevo sobre eles, o que é triste. O universo e o youtube conspiraram para que eu escrevesse essa oneshot, porque na minha aba de "Assista de novo" apareceu o PV de Shounen Brave e por consequência apareceu Imagination Forest nos recomendados e eU PENSEI!!! "É DESTINY! É DESTINY SE COMUNICANDO COMIGO E POR ISSO, EU PRECISO ESCREVER SETOMARY PRO VDAY!" E já vou avisando que isso aqui é quase fluff puro, mas nom tem problema porque acho que quase todo mundo adora um fluff de setomary, nom? Pelo menos eu sim hsdlkfhlkfj Boa leitura e espero que gostem!!!

Olhos rosas se abriram de repente, a dona deles levantou em um pulo e sentou-se na sua cama. Sua respiração saía em bufadas desesperadas e lágrimas ameaçavam sair dos olhos já abertos. Seu coração batia com tanta força que Mary temia que ele começasse a machucá-la, suas mãos estavam agarradas ao seu lençol e ainda assim tremiam continuamente.

Seus cabelos claros como nuvens desciam em cascatas pelo seu corpo pequeno e a mantinham aquecida, algo que era desagradável naquele momento já que a garota não parava de suar.

Quando conseguiu retomar o total controle de sua respiração e a sua pulsação pareceu se normalizar, a pequena desceu da cama. Seus pés estranharam o piso frio, mas ela continuou seu caminho até a porta.

Assim que a abriu e virou à direita, deixou que seus instintos tomassem conta, levando-a por aquele trajeto que ela tanto conhecia e tantas outras vezes fizera.

Em formato de punho, as dobras de seus dedos bateram levemente na porta de madeira. Foram duas batidas bem leves, mas não importava, ele a ouviria de qualquer forma.

Alguns segundos depois, a porta se abriu e olhos rosados encontraram com verde-acastanhados sonolentos.

—Mary...?

Ela fungou.

—Desculpa.

O garoto sorriu.

—Não precisa se preocupar com isso. – Seto deu um passou para frente e a abraçou. – Foi outro pesadelo?

A pequena assentiu e deixou que seus dedos se prendessem ao tecido da camiseta do pijama dele, enquanto seu cheiro invadia seus sensos e acalmava ainda mais sua pulsação.

—Quer dormir aqui?

Ela assentiu outra vez.

—Vou pegar um travesseiro para você então, pode entrar.

Mary soltou-se, relutantemente, do abraço e caminhou até a cama. Observou enquanto o garoto retirava o objeto de dentro do armário que ficava no canto oposto do quarto e o colocava ao lado do seu na cama.

—Aqui, pode deitar. – Seto pôs uma mão levemente em seu ombro e a garota fez como ele pediu sem hesitar. O moreno sorriu para ela mais uma vez, antes de se afastar para deitar do seu lado da cama.

Mary se virou para observá-lo e percebeu como se sentia bem mais calma. A sensação fria e incomoda do seu pesadelo estava a léguas de distância e pareceu só se afastar ainda mais quando Seto quase tropeçou no tapete devido ao seu estado sonolento, fazendo-a soltar uma risadinha.

Ele coçou a parte de trás da cabeça e riu junto, depois deitou ao lado dela e aceitou de bom grado quando a garota se aproximou mais.

—Pronto, agora pesadelo nenhum vai te incomodar. – O garoto falou enquanto a cobria com seu lençol e repousava seu braço na cintura dela. A loira soltou um bocejo e se segurou à blusa do pijama dele com uma das mãos.

—Obrigada. – Murmurou. – Boa noite, Seto...

—Boa noite, Mary.

Em meio a fina linha entre a realidade e o mundo dos sonhos, a pequena medusa deixou que seus pensamentos se aventurassem por memórias.

Que, coincidentemente, giravam em torno do garoto que dormia profundamente ao seu lado.

Mary se lembrou de quando morava sozinha naquela pequena casa no meio da floresta, também se lembrou do medo que sentira quando ouviu alguém bater a sua porta.

Lembrou da confusão dentro de si quando Seto estava parado a sua frente, como ele parecia não saber o que dizer e continuava se enrolando em meio as palavras que conseguia pronunciar. Lembrou do medo se esvaindo de si, de quando ele segurou suas mãos e de suas palavras, enquanto lágrimas quentes continuavam a transbordar dos olhos dela.

“Não se preocupe, não precisa ter medo. Não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui para te ajudar.”

Lembrou-se do alívio que sentira ao ouvir aquelas palavras, do calor que se espalhara pelo seu peito, mas que fora quebrado pelo medo de transformá-lo em pedra como sua avó e mãe faziam com quem quer que olhasse em seus olhos.

Mary pensou que ele sairia correndo, que desistiria dela e que esqueceria que um dia havia encontrado aquela casinha no meio da floresta. A hesitação que Seto mostrou aumentou sua ansiedade e quase a fez ter certeza de que aquele seria o caso, mas...

Tudo sumiu quando sentiu algo quente e macio rondar seu pequeno corpo e quando seus olhos encontraram o sorriso gentil que ele a lançou. Qualquer preocupação que um dia se alastrou dentro de si, pareceu evaporar em questão de instantes.

Estaria mentindo se dissesse que não estava impressionada com a habilidade que ele tinha de fazê-la se sentir tão calma e tão leve. Ele a salvara de sua pequena prisão, a apresentara amigos e lhe ensinara que não precisava ser refém do medo.

***

—Setoooo!! – A pequena chorou ao passar correndo pela porta da cozinha, o moreno só teve tempo de se virar antes que uma bola fofa e branca fosse de encontro a ele.

—Eh? Mar- AAAAH!! – E caiu de bunda no chão, segurando a garota pelos braços. – M- M- Mary, o que houve?!?

Antes que ela pudesse responder, no entanto, uma cabeça loira apareceu pela porta e quando viu a cena, começou a se afastar lentamente.

—Shuuya! – A voz da mais velha pôde ser ouvida, Seto a observou se afastar do fogão – onde ensinava Kido a cozinhar alguma coisa – e caminhar até a porta.

—O- Oi, nee-chan! – Kano acenou, ainda escondido atrás da porta.

—Você tava pegando no pé da Mary de novo? – Ayano tombou a cabeça para o lado, mãos na cintura.

—E- Eu só tava brincando! – O mais baixo logo tratou de se defender. – Não achei que ela fosse se assustar tanto assim.

—A Mary viveu sozinha por muito tempo, ela não tá acostumada com essas coisas. – O moreno comentou com uma gota. – Diferente de mim, mas eu ainda nem me acostumei direito.

—Bom, nada que desculpas não possam resolver, certo? – A morena sorriu.

—Eu tentei pedir, mas ela saiu correndo...

—Mary. – Ayano se virou para ela. – O Shuuya não fez por mal, né?

Kano assentiu e coçou a parte de trás da cabeça.

—Desculpa...

A garota olhou para a mais velha e para o loiro, depois, voltou sua atenção para o garoto perto dela que assentiu.

—Tudo bem, então. – Ela murmurou. Kano suspirou e Ayano sorriu.

—Prontinho. – A morena afagou os cabelos do mais baixo. – Você, hein.

—Foi sem querer... – Ele murmurou com as bochechas levemente rosadas.

Ainda abraçada ao garoto, seus olhos rosas o olhavam de baixo para cima. Sua bochecha estava encostada ao seu ombro e assim podia sentir com facilidade o calor que o garoto emanava. A luz que saía da janela fazia seus olhos castanho-esverdeados brilharem timidamente, assim como parecia formar uma fina aura de luz em volta dele.

—Erm... Vocês querem ficar sozinhos ou...? – A voz de Kano a interrompeu.

Mary tombou a cabeça ao observar Seto olhando para ela, para os outros dois, para ela de novo, para Kido que apenas observava a cena e percebeu como as bochechas dele mudaram tão rapidamente entre várias tonalidades de vermelho.

***

Ela fungava silenciosamente, de olhos bem fechados para impedir que as lágrimas saíssem. Não tinha coragem de olhar para sua mão e ver o sangue saindo de seu dedo outra vez, a ardência que sentia já era suficiente.

—Aqui, passou, passou. – Ouviu a voz calma do moreno enquanto sentia algo cobrir-lhe o machucado, amenizando consideravelmente a sua dor. – Foi só um corte pequeno, Mary, não se preocupe.

Ela sentiu a mão dele pegar uma mecha de seu cabelo e colocá-la atrás de sua orelha, Mary podia imaginar o sorriso gentil e o olhar terno que ele lhe dirigia no momento, mas a garota não conseguia abrir seus olhos.

A garota de cabelos claros odiava se machucar, aquilo trazia lembranças dolorosas para ela.

Seu cabelo sendo puxado, sua pele ardendo, sangrando e pedaços duros de madeira batendo com força contra si, aumentando os machucados.

Mas a pior parte, era quando conseguia sentir os braços de sua mãe a envolvendo para protegê-la, só para no segundo seguinte vê-la caindo no chão.

Inerte e sem vida.

Mary mordeu seus lábios e podia sentir um nó se formando em sua garganta, começando a criar o que seria o inicio de um choro.

Porém, sentiu algo quente e muito agradável tocar sua ferida. Isso fez com que abrisse seus olhos e encontrou Seto com seus lábios encostados ao dedo dela.

Quando percebeu que, dessa vez, os olhos dela estavam abertos, dirigiu-lhe outro de seus sorrisos.

—Minha mãe costumava dizer que assim ajuda a sarar mais rápido e também que some com a dor.

—Minha... Minha mãe costumava dizer isso também... – A pequena murmurou e olhou para baixo.

—Bom, esse foi para o dedo. E esse...

Ela olhou para cima mais uma vez quando sentiu a mesma sensação quente e agradável em sua testa.

—É para outra coisa. – Seto sussurrou e encostou sua testa na dela. – Está tudo bem, eu estou aqui.

A mais baixa deixou que algumas lágrimas escapassem de seus olhos, mas sorriu e colocou sua mão livre sobre as dele.

—Un. – Assentiu.

***

O sono já havia lhe abandonado, as frestas da cortina ameaçavam deixar a luz do sol adentrar o quarto escuro.

Entretanto, graças a elas, a loira conseguia ver com facilidade a expressão serena do garoto a sua frente.

Quando dormia, Seto não usava seu prendedor de cabelo, por isso sua franja caia em seus olhos. Suas bochechas e nariz estavam levemente avermelhados, sua boca estava entreaberta, por onde a respiração quente saia e fazia cócegas no rosto da pequena medusa.

Só de olhá-lo, Mary já se sentia calma. Um calor agradável a abraçava e ela não conseguia reprimir seu sorriso.

Todos os dias, sentia-se culpada pelo o que lhe fizera passar, devido ao seu egoísmo, mas também agradecia por ter sido ele quem a encontrara aquele dia na floresta. Sentiu-se imensamente feliz quando ele prometera que ficaria ao seu lado, mesmo depois de tudo.

Assim como ele a protegeria, ela o protegeria de volta.

Ele dizia que ela havia o salvado, mas ele a salvara também. Mary queria que ele entendesse, que mesmo que ele se sentisse inseguro e com medo, ela confiava cegamente nele, mais do que Seto confiava em si mesmo.

Ele era o seu tudo, tudo com que sonhava, tudo que precisava e tudo que ela amava.

Porque sua vida não mais girava em torno de Seto, sua vida em si pertencia a ele.

E Mary nunca se arrependeu dessa decisão.

Notas finais
EU AVISEI QUE TINHA MUITO FLUFF, NOM ME OLHEM ASSIM. FIC CHESSY É CHESSY E I DON'T CARE! HAPPY VALENTINE'S DAY! FELIZ DIA DE SÃO VALENTIM!! (E EU tenho que fazer um presente de aniversário, com licença) MAS E AÍ? Quem vai me dar chocolate???? =DDDD Sim, eu sei, só os garotos ganham chocolate, mas qual é ajudEM UMA VICIADA EM CHOCOLATE AQUIIIII!!! *LEVA TIROS* tá, parei. Espero que tenham gostado e inté mais, pessoinhas! (> w O)/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!