You and Me
1 Um encontro
Notas iniciais
Luke e Clarice eram simplesmente colegas de sala da aula de biologia, sentavam juntos mas suas interações eram apenas durante suas aulas e ocasiões muito específicas fora de aula, mas sempre relacionadas a escola.
E por algum motivo, em uma quarta-feira qualquer chuvosa, Clarice recebeu uma mensagem,
[15:09] Oi Clarice! É o Luke da aula de biologia, você gostaria de tomar um café? Não tenho absolutamente para fazer nessa chuva kkkkk. [15:12] Oi Luke, eu adoraria! Qual café você gostaria de se encontrar?
[15:13] hum… o café da dona Maria? Na rua sete?
[15:13] Está ótimo! Nos vemos em meia hora?
[15:14] Meia hora será. Até!
[15:15] Até!
Clarice decidiu usar uma roupa mais confortável, um suéter branco, uma calça jeans, um coturno preto e um coque bagunçadinho. Então andou cerca de dois quarteirões de sua casa até a cafeteria.
Ela chegou no local e Luke ainda não havia chegado, então sentou-se em uma mesa perto da grande janela que dava vista para a rua. E ela ficou olhando as gotas da chuva descerem do toldo e caírem na calçada, respingando levemente, e em um momento estava tão distraída que nem percebeu Luke chegar e ao sentir seus dedos encostarem em seu ombro, tomou um susto e quase gritou em meio a cafeteria. Ele riu com a reação da garota e se sentou à mesa,
— Oi Clarice, como vai?
A garota dá um leve sorriso mas seu coração ainda batia mais forte pelo grande susto que levou, e com a mão em seu peito diz
— Bem, e você?
— Melhor que você aparentemente — O garoto da uma risada alta e chama a atenção de algumas pessoas na cafeteria, suas bochechas coraram com uma leve intensidade e seu rosto demonstrava uma feição desconfortável
— Bem, o que você gostaria de beber?
— Eu não sei, acredito que só um café preto mesmo, e você?
— Acho que um chá de camomila iria bem neste frio
A garota se levanta e vai em direção ao balcão, pede um café preto e um chá de camomila, e para acrescentar, dois pedaços de torta de maçã. Ela volta a mesa e direciona uma pergunta a Luke,
— Você gosta de torta de maçã?
— Sim, por quê?
— Ótimo — E a palavra é seguida de um leve sorriso da garota, que observava as pessoas passando embaixo do toldo da cafeteria.
Aquele simples sorriso fez o coração do menino bater mais rápido, e Luke ao perceber a ansiedade, logo tirou aquele belo sorriso de sua cabeça e outros pensamentos sem sentido relacionados a ela.
Em cerca de alguns minutos de um silêncio, as bebidas e as tortas de maçã chegaram, e tudo estava tão delicioso que não houve uma troca de palavras entre os dois.
Após o café, Clarice insistiu em pagar, e fez o garoto se irritar com a situação, mas só foi coisa passageira. Os dois saíram da cafeteria e Clarice o pergunta
— Então, onde você mora?
— Ross Street, por quê?
— Eu, como a dama que sou, te acompanharei até seu destino
O garoto estranhou levemente mas não recusou a companhia. Durante o trajeto, os dois conversaram sobre muitas coisas, e pela primeira vez, nada era relacionado a escola, e já que nunca tinham conversado sobre outra coisa além disso, havia muito para conversar. E quando viram, já tinham chegado ao seu destino. Luke convidou Clarice a entrar mas seu convite foi recusado com uma desculpa qualquer, o garoto agradeceu e se despediu, entrando no hall do prédio onde morava.
Após o garoto entrar, Clarice retirou seus fones de ouvido e o celular de seu bolso, e iniciou a playlist de Lofi hip hop beats.
Ela caminhou até sua casa calmamente, sem pressa ou preocupações, chegou em casa, tomou um banho quente e relaxante, e colocou uma roupa bem quentinha e confortável. Terminou a tarefa de casa que tinha deixado incompleta porque havia ido tomar o café com Luke. Ao terminar, tirou um pequeno livro pautado do criado mudo, abriu e começou a escrever o encontro que tiveram na cafeteria,
“Nesta tarde, Luke me mandou uma mensagem perguntando se queria tomar um café, eu aceitei. Foi ótimo, tivemos um tempo maravilhoso juntos, e apesar de algumas cenas constrangedoras e desconfortáveis, ainda é definido como maravilhoso. Levei-o até sua casa, em Ross Street, rua de classe média do subúrbio, o prédio tinha uma arquitetura linda. Como sempre fiquei namorando a guitarra na loja de instrumentos perto de casa, meu sonho de conquista, amanhã, não sei porque, estou ansiosa para ver ele na aula de química, quer dizer, biologia, amanhã escrevo mais, to com sono.”
Fale com o autor