You and Me
42 Beijos & Carícias: Sim,eu aceito!
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Me acomodei sentada e encolhida no sofá,repousando a cabeça sobre seu peito. Freddie brincava com uma mecha do meu cabelo enrolando-a,eu estava relaxada,podia apreciar seu calor e até mesmo suas batidas toda vez que pressionava meu ouvido,escutando seu coração. O seu cheiro,um de seus braços ao meu redor,aquilo tudo era tão bom e reconfortante.
O silêncio entre nós não nos incomodava,pelo contrário,estava me proporcionando um momento de paz e aconchego ao seu lado.
— Como estão sua mãe e sua irmã? — Perguntei rompendo o silêncio.
— Estão ótimas. Minha mãe casou novamente e a Maggie se tornou uma moça linda,bondosa e muito inteligente. — Respondeu orgulhoso da irmã.
— E você com certeza é um irmão muito protetor e ciumento,não? — Alisei os pêlos dos seus braços,ficaram eriçados por causa de minhas carícias.
— Um pouco. — Respondeu,depositou um beijo na minha cabeça e acariciou meu ombro.
— Gosta do seu padrasto? — Perguntei parando de tocar no seu braço e me aninhei,pondo as pernas por cima das suas,deitei a cabeça numa almofada.
— Jeremy é um bom marido,ama Maggie como se fosse sua filha e está fazendo minha mãe feliz. Não tenho nada para me queixar dele,Jeremy é um homem bom,trabalhador e dígno. — Explicou com calma.
— Ah. Isso é ótimo,então. — Sorri.
Sua mão esquerda passou a subir,deslizar lentamente,descer e acariciar minha perna esquerda,o pano fino do meu pijama capturava o calor da palma de sua mão,deixando-me arrepiada.
Ficamos em silêncio,ambos sem palavras. Seu olhar sustentou o meu,enguli um seco,uma pequena onda de calor se espalhou por meu ventre. E Freddie umedeceu os lábios devagar com a ponta da língua antes de se inclinar e deitar sobre mim.
Segurei sua nuca abrindo os lábios,permiti a passagem de sua língua. Com a outra mão apertei seu braço,em seguida a espalmei por suas costas,o apertei prendendo o tecido de sua camisa entre meus dedos.
Nossas línguas se acariciavam,quase se enroscando sem pressa. Mas o beijo se prolongou,tornou-se urgente e quente.
Ele levantou o tronco interrompendo o beijo,foi a deixa para eu abrir as pernas e acomodá-lo entre elas,enlaçando-as em volta de seus quadris.
Nossas bocas se chocaram com mais urgência,sua língua quase duelando com a minha,explorando os contornos da minha boca.
Freddie segurou meu rosto e apertou minha cintura. A falta de oxigênio fez nossos lábios se separarem,nos fitamos ambos ofegantes.
Os olhos castanhos e intensos fixos nos meus,seus lábios rosados e atreabertos.
— E-eu pre-preciso de água. — Gaguejei estupidamente empurrando-o de cima de mim.
— Desculpe... — Murmurou voltando a sentar no sofá,passando as mãos pelos cabelos desalinhados.
Já na cozinha,me escorei na geladeira,com o coração agitado e as mãos levemente trêmulas segurando um copo d'água.
— Não estou pronta... Ainda não. — Sussurrei antes de entornar o copo,o líquido gelado desceu rápido e refrescante por minha garganta.
"Transar com o Freddie no sofá? Ideia descartada. Não vou e nem sei se devo."
Me encaminhei para a pia deixando o copo de vidro vazio ali. Retornei para a sala,forçando minhas pernas que pareciam gelatinas naquele momento apressarem os passos.
— Já vai? — Parei perto do sofá,observando-o vestir a jaqueta.
— Quer que eu vá? — Mordeu o lábio inferior e eu fiquei em silêncio,pensativa. — Já estou indo,então... — Deu um sorriso mínimo e desviou o olhar.
— Não quero que vá... — Falei por fim,minhas bochechas esquentaram subitamente. — Quero dormir ao seu lado. — Admiti o olhando,ainda um pouco envergonhada.
— Relaxa. Não vou avançar o sinal vermelho. — Sorriu me fazendo corar mais ainda.
— Sei que não... — Abaixei a cabeça,torcendo a barra do meu pijama.
Estava parecendo uma adolescente virgem e não uma mulher de vinte e cinco anos. Mas uma mulher completamente na seca,com oito anos sem ser tocada,aquilo não era deprimente?
— Vamos lá,me mostre o seu quarto! — Pediu.
— Me acompanhe e nada de gracinhas,senhor Advogado. — Brinquei para descontrair.
Ele me seguiu rindo baixinho. Quando chegamos ao meu quarto,seu olhar foi direto para o golfinho de pelúcia em cima da cama.
— Seddie,não é? — Apontou para o bichinho de pelúcia,se recordando do nome.
— Sim. — Sorri me livrando das pantufas e me joguei na cama. — Não tive coragem de jogar fora. — Admiti agarrando o meu golfinho.
Freddie fechou a porta,olhou para as paredes pintadas de lilás e sorriu para mim,tirando a jaqueta.
— Se importa? — Indagou fazendo menção de tirar a camisa,neguei.
Ele se livrou da camisa e dos tênis e começou a desabotoar a calça. Mordi o lábio inferior com força,observando-o se despir em minha frente.
Oh meu Deus! Oh meu Deus! Oh meu Deus...
— Vai dormir apenas de cueca? — Encarei sua boxer azul prussiana,engulindo um seco.
— Ahan. — Franziu o cenho,me encolhi toda,afundando o rosto no travesseiro. — Qual é? Você já viu me nu e você ainda cora? — Perguntou surpreso.
Tirei o travesseiro do rosto e voltei a olhar para o seu corpo,atentamente.
— Você parou de depilar o peito... — Comentei rindo,como uma idiota,envergonhada.
— Antes eu depilava tudo,agora só dou uma aparadinha. — Riu comigo,avançou e puxou meus pés.
Sentamos na cama,um de frente para o outro.
— Você não gosta? — Perguntou ficando sério,espalmando minhas mãos sobre o peito.
— Posso me acostumar... — Alisei seus pêlos macios e aparados.
Em seguida comecei a tocar seu rosto,sentindo sua barba rala e levemente áspera,apertei seu queixo e sentei no seu colo,prendendo minhas pernas ao seu redor,quase tombamos caíndo da cama,mas ele nos equilibrou.
— Senti falta disso... — Sussurrei beijando os cantinhos de sua boca. — Como vai ser agora? — Deslizei minhas mãos por suas costas,meus dedos correndo por sua pele quente e macia.
— Quero que seja minha namorada! — Segurou meu rosto com ambas as mãos,seus olhos escuros focados nos meus.
— Sim,aceito. — Fechei os olhos tombando a cabeça.
Sua boca fez uma trilha por minha garganta e pescoço,depositando beijos lentos.
O puxei jogando meu corpo para atrás,deitamos. Ele por cima,entre minhas pernas,e nos beijamos sem pressa,aproveitando cada segundo.
— Agora vamos dormir,amor. — Cessou o beijo.
— Claro. Apague a luz! — Puxei meu meu edredom para me cobrir.
— Continua mandona. — Riu levantando,indo apagar a luz.
— Me abrace bem forte. — Pedi quando ele voltou para a cama,se aconchegando debaixo do meu edredom.
— Aí... — Gemi quando ele me apertou contra si,quase me esmagando. — Pedi para me abraçar forte e não me quebrar... — Resmunguei.
— Desculpa,baby. — Afrouxou o abraço.
— Estou sentindo... — Me remexi,tentando me livrar daquela pequena pressão.
— O quê? — Sussurrou.
— Seu "amiguinho" se animando aí atrás... — Belisquei seu braço.
— Sua culpa,quêm mandou me atiçar sentando no meu colo? — Riu baixinho e rouco.
— Ah,vai dormir,cara... — Me calei,tapando minha boca.
— Cara...? Ia me chamar por aquele apelido? — Indagou.
— Desculpe. — Me encolhi.
— Não me importo,boba! — Fez cócegas em minha barriga.
Ri me contorcendo toda,tentando afastar suas mãos.
— Pare,oh,pare... — Choraminguei.
Freddie parou com as cócegas e adentrou minha blusinha de pijama,seus dedos tocando minha pele,causando um friozinho gostoso na minha barriga.
— Preciso te tocar,te sentir...
— Também preciso disso,mas agora não é o momento certo. — Bati na sua mão que havia escorregado por baixo do tecido.
— Ah,Freddie... — Gemi baixinho.
Ele me tocou por cima da calcinha,deslizando o dedo,o pressionando lá,até me deixar úmida.
— Estamos quites agora... — Parou de me tocar. — Você havia me excitado... — Ajeitou minha calça.
— Não fiquei excitada. — Menti.
— Teve outros namorados? — Perguntou de repente.
— Não. — Respondi. — Fiquei com alguns caras,apenas fiquei. — Falei brincando com seus dedos.
— Não foi pra cama com nenhum deles? — Decidiu prolongar o "assunto".
— Por quê quer saber essas coisas? — Retruquei apertando seus dedos.
— Foi ou não? — Insistiu.
— Isso importa? Não estou querendo saber sobre quantas mulheres você levou para a cama. — Falei levemente irritada.
— Okay,okay. — Bufou derrotado.
— Você foi o meu primeiro e o último... — Confessei.
— Quer dizer que...
— Só me entreguei pra você,para mais ninguém. Você continua sendo o único,agora você já sabe. Surpreso?
— Sam,isso é... Meu Deus! Como conseguiu passar esse tempo todo sem fazer sexo? — Perguntou surpreso.
— Não sei... Os dias,as semanas,os meses e os anos foram passando... E sei lá... Toda vez que eu ficava com outro cara,e ele tentava avançar o sinal,eu simplesmente não conseguia ir em frente. — Desabafei.
— Você se guardou para mim,estou feliz com isso. — Acariciou meu cabelo.
— Eu não... Com certeza eu ia encontrar alguém e...
— Não! Você é minha,só minha. Minha namorada! — Disse todo feliz.
— Não sou de ninguém. — Impliquei com ele. — Estou com sono. — Bocejei.
— Dorme,meu anjo. Estou aqui,e muito feliz por estar aqui com você.
— Pensei que fosse sua diaba loira... — Murmurei.
Fechei os olhos,relaxei ao seu lado,estávamos de conchinha,bem agarradinhos.
Fale com o autor