You and Me
26 Whole Lotta Love - Dia 30
Notas iniciais
Whole Lotta Love
Bem lá no fundo, você precisa disso
Eu vou dá-la o meu amor, ... Eu vou dá-la o meu amor
Ele estava tentando fazer aquilo há quase meia hora. Já estava nervoso e irritado. Tentara de todas as formas possíveis, até jutsus pensara em usar, tudo sem sucesso. Sua testa estava molhada de suor e suas mãos já estavam vermelhas. Maldito, dobe! Não sabia se ele era mais idiota do que Naruto por ter dado ouvidos ao candidato à sexto Hokage da vila da folha.
Maldita a hora que partira naquela missão. Tendo Naruto e Kiba como companhia começava acreditar que Akamaru era o mais inteligente do trio. Durante todo o tempo que estavam fora da vila não houve um minuto se quer que os dois ficassem em silêncio. Todos os tipos de assuntos saíam das bocas dos ninjas, e Sasuke apenas ouvia tentando entender como os dois conseguiam sobrevier no mundo ninja com tão pouco cérebro.
— Eu estava lendo — Começou Naruto e Sasuke se perguntou quando é que Naruto lia alguma coisa. — Uma revista sobre casais. E tava dizendo lá que quando se passam dois anos do relacionamento às coisas começam a desandar, as namoradas começam a querer terminar com tudo.
— Sério? — Kiba perguntava como se estivesse interessado no assunto —Bom saber disso, vou ter que pensar em algo para que a Yumi não me largue.
— Pois é, cuidado Kiba, ou você vai ser abandonado como um pacote de ramén velho.
Pacote de ramén velho. Ele não queria ser dispensado como um pacote de ramén velho. Ele e Sakura estavam juntos há quase dois anos e meio, e ele não considerava a relação deles desgastada. Pelo contrário, na noite anterior o animo de Sakura quando entraram aos beijos no quarto dela parecia mais sólido do que nunca.
Só que a frase de Naruto não saía de sua mente, e o estado de tensão que ficara fez com que ele chegasse a aquele ponto de desespero. O material estava espalhado no tapete da sala. Fitas, tesoura, cola e enfeitinhos que a vendedora garantira que faria o pacote parecer mais bonito ainda.
Suspirou derrotado. Nunca ia conseguir fazer a embalagem perfeita para o presente que comprara para ela. Queria fazer algo vermelho com laços, achava que ela ia gostar, e seu desejo era que aquele presente fizesse com que ele não fosse abandonado como um pacote de ramén velho.
Largou o protótipo de embrulho em cima do tapete. Não havia jeito de conseguir fazer aquilo. Ele não tinha habilidade manual suficiente para fazer um SIMPLES embrulho para uma caixinha. Começava a se perguntar como alguém que se saía tão bem em missões rank S não era capaz de completar com sucesso uma embalagem.
Suspirou derrotado. Queria fazer algo especial para ela, que pudesse fazer com que ela percebesse o quanto aqueles dois anos e meio foram importantes para ele. Não era um cara de muitas palavras, mas queria com suas ações demonstrar todo o amor que sua boca ainda teimava em ocultar. Ele sabia que ela merecia mais que uma simples caixinha embrulhada de papel vermelho. Nunca conseguiria agradecer da forma correta por todo o bem que Sakura lhe proporcionava.
Preferiu desistir naquele momento e tentar novamente quando estivesse mais calmo e concentrado. Sem vontade de recolher os objetos e os deixou espalhados pelo tapete e foi tomar um banho para diminuir a tensão. Estava calor naquele dia, e sua pele clara já dava sinais de protesto.
A água gelada era uma forma de relaxar. Sentiu sua pele se resfriar e seus músculos agradecerem por aquele friozinho. Queria ficar ali por horas. Estava tão cansado, foi quando ouviu o barulho de uma chave que destrancava a porta da sala de sua casa.
—Sasuke-kun, cheguei! — Ouviu a voz de Sakura e se desesperou. Tudo estava no tapete da sala. A sala onde ela estava entrando agora.
Saiu o mais rápido que pode do chuveiro e sem se secar vestiu a blusa e a bermuda que tinha escolhido. Seu cabelo pingava enquanto descia correndo as escadas da casa, mas já era tarde demais.
Bem lá no fundo Eu vou lhe dar meu amor
Eu vou lhe dar cada polegada do meu amor
Vou te dar meu amor
Sakura estava sentado no tapete, olhando abobalhada para aquele monte de papel amassado e os rolos de fitas desalinhados.
— O que é isso , Sasuke-kun?
Ele não sabia o que responder então ficou calado enquanto observava ela pegando o embrulho todo mal feito e abrindo com felicidade. Estava realmente feliz, Sasuke não costumava a ter muito trabalhos com presentes e aquela demonstração de carinho fez o coração dela se aquecer.
— É pra mim?
— Sim.
Ele observou os olhos dela se iluminarem e ficou um pouco envergonhado.
—Bem, a embalagem não ficou como devia ser, mas...
— Está linda, Sasuke-kun — Ela sorria com sinceridade ele se sentou ao lado dela.
Ele estava nervoso, tinha que admitir. E quando ela tirou a última camada de papel e viu a caixinha vermelha arregalou os olhos e encarou Sasuke com incredulidade.
Com delicadeza ela abriu, como se a caixinha fosse quebrar em suas mãos a qualquer momento. Dentro dela um fino aro dourado estava armazenado. Sakura, ainda sem acreditar, olhava para Sasuke tentando encontrar uma resposta.
— Bem... — Ele nunca imaginou que ficaria sem palavras e teria o rosto vermelho por causa dela — Bom...
— Sasuke-kun?
— Sakura — Respirou fundo — Estamos juntos há dois anos e acho que chegou a hora de darmos o próximo passo. E isso era para ser uma embalagem bonita que eu te entregaria quando te pedisse em casamento, mas acho que não ficou tão bonita assim, mas o pedido continua mesmo.
Ela não sabia se ria se chorava ou se gritava de felicidade.
— Claro que eu aceito, Sasuke-kun. — E se jogou por cima dele beijando da melhor forma que sabia.
Sasuke apenas sorriu e abraçou o corpo da garota, mas fez um biquinho de decepção quando ela largou rapidamente o namorado e foi admirar a aliança que ainda estava na caixinha. Pediu que Sasuke tirasse da embalagem e fez com que ele colocasse em seu dedo. E ela começou a falar sem parar no quanto aquilo era especial e todas as coisas só Sakura diria em uma situação como aquela.
Ele estava feliz. Seu embrulho não dera tão certo, mas só de ver o sorriso dela e saber que em breve estariam compartilhando a vida para todo sempre, fazia tudo valer a pena.
No fim ele não seria dispensado como um pacote de ramén velho.
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