You and I
8 Capítulo 8
Na Marra, após uma reunião, Jonas conversava com alguns de seus funcionários – Então vamos lançá-lo, Jonas?
– Sim, Davi, a Marra vai lançar o projeto. Vocês trabalharam duro nele e tenho certeza que vai valer a pena. Espero que continuem assim.
– Pode deixar, Jonas – falou Ernesto.
– Nossa, Jonas, vai ser um sucesso! – falou Manu – aliás, tudo o que a Marra faz é sucesso, não é verdade?
– Eu sei que vai ser sucesso – falou o magnata – bom, eu tenho uma outra reunião agora. Vou deixar o Davi e a Manu dando as últimas orientações a vocês – anunciou o empresário, antes de sair.
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Após almoçarem juntos, Verônica e Herval se divertiam. Ela contava a ele episódios marcantes de sua carreira de jornalista de um site de tecnologia.
– Tá rindo, é? Dos meus micos? Os maiores micos que eu passei nessa minha vida de analfabyte – brincou ela, enquanto Herval se divertia.
– Sério. Eu tô tentando imaginar você nesses momentos bizarros... não, mas agora é sério... sério mesmo... Verônica – começou ele, pegando na mão dela – eu preciso te falar uma coisa – continuou ele, enquanto ela fitava-o, atenta – eu sei que você acaba de se separar e eu também não quero pressionar nada... mas é que eu não sei se você reparou: eu tô muito interessado em você. Muito mesmo.
– Herval – respondeu ela, afastando as mãos das deles – eu acho que a gente pode estar indo rápido de mais... e eu realmente preciso de um tempo... eu sei que você é um cara legal, um cara bacana, sabe, mas no momento, eu não tô com cabeça pra isso. Entende? Mas não queria que você ficasse chateado comigo.
– Não, imagina, claro que não... eu entendo – falou ele, um pouco contrariado – bom, eu acho que eu entendo. Mas pode deixar, que eu vou tentar ser mais paciente o possível.
– Obrigada.
– Me desculpe... eu acho que perdi o jeito... muito tempo sem ninguém, sabe...
– Eu não acredito — brincou ela.
– É verdade — ele riu.
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Em casa, enquanto os gêmeos brincavam na piscina com Vicente, Verônica e Edna conversavam no quarto da jornalista.
– Verônica, como é que é? Deixa eu ver se eu entendi: então você e o Herval estão namorando?
– Não, Edna, não é nada disso – respondeu a jornalista, procurando uma roupa no armário – a gente não tá namorando. Só vamos sair... ai, Edna, eu não sei mais o que eu faço – confessou a jornalista, aflita, sentando-se na cama – Edna, eu preciso tirar o Jonas da minha cabeça! Eu tô ficando louca! Eu penso nele na hora de dormir, na hora que acordo, na hora que tô trabalhando, na hora que tô comendo, na hora que tô conversando... Edna, eu não sei mais o que eu faço da minha vida.
– Entendi. E você acha que saindo com o Herval vai conseguir esquecer o Jonas – concluiu a blogueira.
– Eu não sei... mas confesso que gostaria que isso acontecesse. Que o Herval me ajudasse a tirar o Jonas da cabeça.
– Verônica, você está certa!
– Tô? Mesmo?
– Bom, nada melhor que um cara lindo e sedutor como o Herval para esquecer alguém fabuloso e incrível como o Jonas, né? – falou ela, irônica – você tá no caminho certo. No caminho da cura.
– Edna, eu tô falando sério.
– Eu sei que tá. Eu também.
– Ai, Edna, e será que eu tô agindo certo? Sei lá, ás vezes eu me sinto mal, sabe? Como se estivesse usando o Herval... não sei... como se estivesse dando falsas esperanças a ele...
– Verônica, nada a ver. Relaxa. Relaxa e aproveita o momento. O Herval é lindo e não é nenhum adolescente não. Vai fundo.
– Ai, Edna, eu sinto tanta falta do Jonas...
– Então? – falou a amiga – você quer ou não quer esquecer o Jonas? Deixar de amá-lo e ser feliz? Por que não investir num cara super bacana como o Herval? Um cara super do bem? Sabe o que você tem que fazer agora?
– Hã? O quê? – perguntou a jornalista, um tanto desanimada.
– Escolher um vestido bem bonito, fazer uma bela maquiagem e sair esta noite com o Herval.
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Na sala secreta, Jonas mostrou algumas coisas a Manu, que ficou em êxtase, deslumbrada com o talento do chefe – Nossa, Jonas... tô encantada! Tô encantada com tudo aqui! Você é demais! Bom, você já deve saber disso, né?
– Bem, como meus sucessores, você e o Davi precisam conhecer algumas coisas importantes, que eu não mostro a quase ninguém. Coisas de muita importância para a história da Marra também.
– Incrível. Tudo incrível. Você é incrível.
Jonas Marra riu. Já estava acostumado com aquele tipo de elogio.
– E o Davi, sabe dele? – perguntou o magnata – queria que ele também visse isso.
– Bom, Jonas, pelo que eu sei, o Davi teve um problema particular e por isso teve que sair cedo.
– Você, então, foi a felizarda de hoje. Não tem problema, amanhã eu mostro isso tudo ao Davi.
– Jonas, eu tenho que te dizer que tenho o maior prazer de ser sua sucessora e é a maior honra pra mim aprender tudo com você. Sou sua fã.
– Bom saber disso – respondeu ele, com os braços cruzados – fico lisonjeado... bom, amanhã a gente faz o seu completo, juntamente com o Davi. Vamos voltar, que eu preciso falar agora com o Brian Benson.
– Claro.
Quando Jonas e Manu saíram da sala secreta, deram de cara com o guru – Brian, bom ver você, dude! Precisava mesmo te encontrar.
– Fala, man.
– Bom, Manu, amanhã eu converso mais com você e o Davi sobre o novo projeto.
– Claro, Jonas – concordou ela – vocês me dão licença...
Jonas, então, voltou com Brian para a sala secreta e Manu ficou, de longe, observando-os.
– Que foi? Que cara de boba é essa?
– Bóris, o Jonas é um gênio! Simplesmente um gênio!
– Ah, e você só percebeu isso agora? Tá...
– Bóris, eu vi cada coisa impressionante que ele criou... ah, da licença, não sei como tô perdendo meu tempo com você... — falou ela, se afastando.
– É impressão minha ou você tá toda alegrinha pro lado do Jonas, Manuela Yannes? Te cuida, viu.
– Me esquece — respondeu ela, antes de sumir da vista dele.
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Após jantarem juntos, Herval levou Verônica para casa. Quando eles saíram do carro dele, ela fitou-o – Bom, Herval, eu quero te agradecer... a noite foi incrível. Obrigada.
– Eu que tenho que te agradecer, Verônica. A sua companhia foi maravilhosa. Como sempre. Você sabe — riu ele — Isso não é nenhuma novidade, né?
– Imagina. Você que tem sido muito bacana comigo. Atencioso, gentil... mais uma vez: obrigada.
Antes que Verônica se afastasse, Herval não pensou duas vezes e agarrou-a. Com um beijo, ele deixou-a sem ação e sem fôlego também.
– Desculpe – pediu ele, após o beijo – eu não resisti.
– Não, tudo bem – respondeu ela, ainda sendo auxiliada por ele – bom, Herval... eu tenho que ir.
– Ok. Boa noite.
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Verônica chegou em casa e foi recebida pelos filhos, que correram para abraçá-la.
– Meus amores! Ainda acordados? O que estão fazendo?
– Olha o que o papai fez pra mim! – falou o menino, mostrando um brinquedo feito todo de blocos – um dinossauro!
– Um dinossauro? Nossa, que legal, filho! – sorriu Verônica, avistando o ex marido sentado no chão da sala – Oi, Jonas. Como vai?
– Bem, Verônica. E você? Chegando agora?
– É... eu... eu dei uma saída rápida... você... você chegou há muito tempo?
– Tem duas horas – respondeu ele, após consultar o relógio no pulso.
– E a Edna, já foi?
– Ah, já. Eu a convenci a deixar os meninos comigo. Disse que ficaria aqui até você chegar.
– Mãe, brinca com a gente! – chamou a menina.
– Eu? Do que vocês estão brincando?
– De montar carro, robô, dinossauro... mas o que, pai? – perguntou o menino – Ahh, casa, telefone, navio, avião – respondeu Jonas, montando alguma coisa — o que a gente quiser.
– Tá legal, eu brinco – respondeu Verônica – mas deixa a mamãe tirar, pelo menos, o sapato, trocar de roupa, tá bom, aí eu brinco.
– Tá – responderam eles.
Verônica subiu até o quarto e nem percebeu que Jonas subiu logo depois, atrás dela. Ela tirou as sandálias dos pés e quando começou a tirar o vestido, deu de cara com o ex marido na porta – Jonas?
– Aonde você foi tão linda assim? Posso saber? – perguntou ele, se aproximando.
– Jonas, por favor, me dá licença... – pediu ela, enquanto ele se aproximava mais.
– Saiu com quem? Com o Herval? Não me diga que vocês...
– Estamos separados, Jonas, se é que você se lembra. Portanto, eu não lhe devo mais satisfações – respondeu ela, se afastando, temendo a aproximação dele.
– Saiu com ele? — perguntou ele, segurando levemente o braço dela — me diz.
– Solta o meu braço — pediu ela, baixo.
– Só responde a minha pergunta – insistiu ele.
– Saí – respondeu ela – saí com o Herval sim. Por que? Não posso? Você não adora curtir a companhia da sua ex-mulher, a Pamela? Não estão sempre juntinhos, cheios de intimidades? Então? Por que eu não posso ter a companhia de outra pessoa também?
– Ah, então tá querendo me provocar — concluiu ele.
– Jonas, dá licença...
– Ele te beijou? Vocês foram pra cama?
– Quer me deixar em paz, por favor? Eu já te disse: não lhe devo satisfações.
– Fala, Verônica – insistiu ele.
– Jonas, você tá machucando o meu braço – queixou-se ela, fazendo-o soltar-lhe – vamos descer, vamos... os meninos estão lá embaixo, esperando – falou ela, antes dele agarrá-la de repente e prensá-la na parede. Ela tentou protestar, mas o beijo dele era firme e autoritário. Verônica tentou relutar, mas não conseguiu se soltar. Jonas beijava-lhe como se fosse um louco desesperado. A língua dele era exigente e ávida, e explorava-lhe toda a boca. Ela não tinha outra opção além de corresponder ao beijo dele. Jonas apoiava as mãos na parede, enquanto beijava-lhe a boca com paixão e desejo. Até que... eles ouviram as vozes dos filhos chamando-lhes.
– Mãe? Pai?
Jonas se afastou de Verônica e ambos se voltaram para os filhos, que a essa altura, já estavam espiando da porta.
– Vamos brincar – falou o menino.
– Por que vocês sumiram? – perguntou a menina.
– Bom, a gente tava... a gente tava conversando. Mamãe e papai – respondeu Verônica.
– É... papai tava ajudando mamãe a tirar o vestido – falou Jonas.
– Vocês não podem falar mentira, hein – falou Loló, subindo no colo do pai – lembra do Pinóquio?
– Ahh, Pinóquio — riu Jonas, lembrando-se da história — e o meu nariz, como que tá? Tá crescendo?
– Deixa eu ver – respondeu a menina, tocando-lhe o rosto – não.
Jonas achou graça. Em seguida, desceu com a pequena em seu colo. Verônica foi atrás, carregando o menino.
DEPOIS...
Quando os filhos finalmente adormeceram no carpete da sala, o casal continuou conversando.
– Tô sentindo muito a sua falta, sabia?... a falta deles...
– Eu sei – respondeu ela, acarinhando o filho adormecido – eu também... mas tem que ser assim... pelo menos, por enquanto.
– Verônica – falou ele, chegando perto dela – eu sou louco por você... vamos tentar outra vez?
– Jonas, tá tarde... não acha melhor você ir embora?
– Tá certo... – respondeu ele – deixa, pelo menos, eu levá-los pro quarto. Depois eu vou embora.
– Tá — concordou ela, o auxiliando a segurar as crianças, já adormecidas, no colo.
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No evento do Regenera, que seria realizado no espaço da Plugar, mesmo sabendo que um encontro com Jonas seria possível, Verônica aceitou o convite de Herval e acabou concordando em acompanhá-lo. Quando chegaram lá, a jornalista ficou bastante incomodada.
– Herval, eu não sei se foi uma boa ideia ter vindo... – comentou ela, desconfortável – acho melhor eu voltar pra casa... — falou, dando a meia volta, mas Herval a segurou delicadamente pelo braço, fazendo-a voltar.
– Verônica, calma — falou ele — assim como você, eu também não tô nenhum pouco afim de ficar aqui e ouvir a palestra do Jonas e do Brian Benson... mas vamos aguardar. Pelo menos um pouco. A gente acabou de chegar. Depois de um tempo a gente vai. Eu prometo a você.
– Tá certo. Certo. Você tem razão – respondeu ela, um pouco mais aliviada – é que eu não sei se tô preparada para encontrar algumas pessoas hoje aqui.
– Não esquenta — respondeu o fundador da ONG — Ignore.
PERTO DALI...
– É impressão minha ou a sua jornalista está em outra, Djonas? – provocou Pamela, falando no ouvido do ex-marido. Jonas não respondeu a provocação. Apenas observou Verônica e Herval juntos – devo admitir que ela tem bom gosto, honey. Está muito bem acompanhada – completou a loira, sorridente, antes de se afastar do ex marido. Jonas tentou disfarçar, mas sentiu-se incomodado com a presença do casal. Fazendo caras e bocas, ele tentou manter-se frio e indiferente. Até que Murphy apareceu.
– Boss, finalmente te encontrei!
– O que foi, Murphy?
– Tudo preparado. Daqui a pouquinho você e o Davi entram no palco e dão aquele grande show.
– Certo. Espero que saia tudo perfeito dessa vez — falou o empresário, mal humorado, afastando-se do assessor.
– Boss...
– Murphy, agora não — respondeu Jonas, seguindo, irritado.
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