You Would Kill Me If You Knew It!
1 Death Note - A Carta de Amor (que nunca chegou).
You\'d kill me if you knew it.
Sim, você me mataria se soubesse. Essa carta nunca chegou — tive medo de entregá-la, com medo do que você me diria. Eu sei, você já havia dito que gostava de outro (e para eu ser bem honesto, não acreditei nas suas palavras, talvez na ilusão de que tudo fosse mentira e você me amasse) e que o problema não era por eu ser eu mesmo. Mas eu precisava te dizer isso.
Ah, para que meu coração foi se meter nesse: Você sempre afirmava que eu não te conhecia e que você também não te conhecia. Bem, eu sempre estive aqui, sempre fui honesto — suficientemente honesto, pois ninguém é completamente honesto — com você, comigo. E esses textos são os aspectos puros da minha personalidade: a comédia fragmentada e sem sentido, os Yaois que escrevo, (e que conto para poucos que sou eu quem escreve) os textos reflexivos que escrevo sobre amor e mudança. Mudo porque te amo, você não percebe? Fiz tantas coisas por nós!
Você afirma que eu não te amo, de novo. Isso é mentira, eu sei que te amo. Você afirmava que eu não te conhecia, mas você quer uma representação mais pura de si mesma do que seus textos? Leio-os e finjo não dizer nada, não entender nada, não querer dizer nada.
Nunca te direi adeus. Talvez um \"até logo\", que faça eu parecer que desisti. Você pode mudar de cidade, de país, de planeta, mesmo assim meu amor irá chegar até lá, irá te alcançar. Sempre direi que te amo — com os olhos, com as palavras, com o corpo, com a própria vida.
Eu sou tua sina, e você é minha sina também. Não do mesmo jeito, mas um é o martírio, a tortura e a escuridão do outro.
Como eu queria te contar quem sou... na carta original, eu dizia que não posso. Agora, eu sei que posso, e já contei, com uma leve pressão dos nossos amigos e da sua irmã, que me incentivaram a fazer o que era certo.
Não pense que eu mudei APENAS por sua causa. Não sou alguém tão volúvel, nem tão teimoso. Mudei pois percebia que na verdade, era assim que eu era por dentro e completamente diferente por fora. A mudança me servia.
Você diria que te enganei. Não te enganei, de forma alguma, apesar de todos os nossos amigos terem sabido disso antes de você. Ser honesto comigo, contigo, é realmente uma traição?
Por isso fico quieto. Me contentando, agora, virtualmente, com um mísero (porém completo e cheio de sentido) EU TE AMO (quase) anônimo.
Essa última linha mente. Eu escrevi esse carta há meses atrás. Agora, este EU TE AMO não é nada anônimo.
EU TE AMO.
Lucas Lacerda.
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