You Wanna Play?
1 Capítulo Único
Notas iniciais
E ai pessoal, tudo bem com vocês? Já faz um tempinho que eu não vinha a categoria de Bleach, desde que terminei My Lovely Nanny. Hoje estou trazendo novamente o casal RenBya até vocês, mas com um motivo mais especial: hoje é o aniversário da minha bebe Maya ♥ Então essa fic eu fiz especialmente para ela como um presente, eu sinceramente espero que ela goste. Minha bebê esta sempre me dando força - e muitos tapas q - pra continuar escrevendo, principalmente tentando me fazer não demorar tanto a atualizar as fics q Devo muito a ela e eu espero que nossa amizade continue por muitos anos, minha linda ♥ A fic foi meio aos trancos e barrancos, mas estou satisfeita com o resultado e espero que vocês também apreciem!
Sem mais delongas: Boa Leitura!
A música suave, o cheiro de tabaco e bebida que preenchiam o cassino era algo envolvente para os frequentadores que apreciavam aquele tipo de distração viciosa. Um vicio que poderia levar muito a ruína e poucos a vitória, com muitas pessoas indo até lá mesmo sabendo disso. Sentados em uma das mesas, dois homens se encararam de forma demorada enquanto ponderavam sobre o jogo que tinham em mãos e tentam ler um ao outro. Era tudo ou nada! Já haviam apostado tudo o que tinham e até foram um pouco além do esperado, por isso era importante para cada um ganhar aquela mão. Apesar de estarem jogando sozinhos naquela mesa há algum tempo, provavelmente a pedido do mais novo, havia uma boa movimentação ao redor deles, principalmente de damas que paravam para admirar a beleza de ambos.
Um era um alto executivo na casa dos trinta anos, pele clara, cabelos negros que chegavam até os ombros e olhos azuis frios como o gelo. Tinha um porte altivo, sempre aparecendo com os melhores ternos e solitário, não mantendo um dialogo por muito tempo com qualquer um. Preferia jogar na roleta quando vinha ao cassino, mas naquela noite o companheiro de mesa o desafiou e ele não resistiu em aceitar. O outro era um funcionário do cassino, um homem pago para vigiar a continuidade dos jogos e principalmente seduzir a clientela feminina a perder. Tinha um visual exótico mesmo que se vestisse bem, com longos cabelos vermelhos, olhos castanhos, pele levemente amorenada e pontas de tatuagens surgiam do pescoço, mas eram ocultas pelas roupas. Era alguns centímetros mais alto que o executivo, alguns anos mais novo que o mesmo e o sorriso de contentamento que pairava em seus lábios estava começando a irritar o outro.
- Ainda está em tempo de desistir, Kuchiki-san... – o mais novo o provocou, vendo-o erguer uma das sobrancelhas sem alterar a expressão séria.
- Eu não sou um homem que desiste das coisas, Abarai. – devolveu com o mesmo tom imponente, checando suas cartas mais uma vez.
- Eu sei... Por isso fiz bem em desafia-lo a jogar comigo. Só espero que se perder, não de para trás com nossa ultima aposta.
O moreno semicerrou os olhos com aquelas palavras, encarando-o. Aquele rapaz era realmente ousado! Sempre que vinha ao cassino podia notar alguns olhares dele em sua direção, mas nunca deu tanta importância a isso. Só agora podia entender que intenções ele guardava por trás daqueles olhos castanhos... Depois de propor algo tão impensável. Chegava a ser surpreendente, sendo que só o via acompanhado de mulheres ali dentro, mas não lhe daria confiança. Estava com uma ótima sequencia de cartas em mãos, não tinha porque temer uma derrota. Depois de observar mais uma vez a expressão indecifrável do ruivo, decidiu acabar com aquilo finalmente e mostrar sua mão.
- Full House. – anunciou com confiança, mostrando a sequencia de três reis com uma dupla de dez, todos de naipes diferentes.
- Nossa, muito bom Kuchiki-san! – Renji o parabenizou com sinceridade, sorrindo – Mas é uma pena...
- Uma pena por quê?
- Porque eu tenho uma Quadra. – respondeu com tranquilidade, exibindo a sequencia de quatro damas de diferentes naipes, junto a um ás de ouros – Eu venci.
- Está trapaceando! – Byakuya resmungou, sem acreditar que o outro tivesse conseguido fazer uma jogada mais alta que a sua.
- Se eu estivesse, teria ganhado muito mais partidas antes. – o mais novo respondeu com tranquilidade, o sorriso ainda amplo em seu rosto – Agora vai ter que me dar o que prometeu...
- Eu não posso acreditar que isso seja sério...
- Isso é muito sério. Você não disse que era um homem que não desistia das coisas, Kuchiki-san? Então não vou permitir que desista do que combinamos... Você vai ter que dormir comigo.
O executivo levou uma das mãos até o rosto para massagear as têmporas, se perguntando como foi cair na conversa de um homem que era pago para fazer os outros perderem ali. Devia ter pensado melhor antes de aceitar aquele absurdo, mesmo que estivesse envolvido pela tensão do jogo e pela vontade de ganhar. Era um homem competitivo e que gostava de se sentir superior, por isso sempre que vinha ao cassino tinha a intenção de ganhar. Agora sua ambição o havia levado diretamente para a boca do lobo... Um lobo muito astuto e jovem que estava pronto para devorá-lo assim que saíssem dali. Depois de ficarem alguns minutos em silencio, decidiu se levantar e o mais novo fez o mesmo, o acompanhando para a saída do cassino.
- Eu ainda tenho que trabalhar, mas você pode me esperar aqui. – o ruivo puxou um cartão e anotou um endereço na parte de trás, entregando ao menor assim que ele terminou de vestir o casaco – Mesmo se tentar fugir, assim que aparecer de novo no cassino eu irei cobrar nosso acordo.
- Não irei fugir... Prefiro acabar com isso de uma vez.
Apesar da hesitação inicial, o moreno parecia decidido a cumprir o acordo e pegou o cartão das mãos de Abarai antes de lhe dar as costas sem olhá-lo uma vez sequer e saiu do cassino, indo até o estacionamento buscar seu carro. O ruivo ficou parado na porta por mais alguns minutos, o fitando de longe e com um sorriso de pura satisfação além da crescente ansiedade em seu interior para terminar logo o serviço e encontrar aquele homem novamente. Graças ao seu trabalho no cassino, já havia conhecido muitos homens com o mesmo estilo do Kuchiki, mas sem duvida o executivo era o mais imponente e indiferente que já havia colocado os pés ali. E talvez por isso tenha chamado tanto a sua atenção... Despertou tanto sua vontade de dominá-lo.
Byakuya entrou no carro e observou o endereço anotado no cartão, descobrindo ser de um prédio que não ficava muito longe dali. Suspirou profundamente, se perguntando mais uma vez como se deixou levar tão facilmente pelo outro, sendo que era obviamente uma armadilha para si. Talvez tivesse bebido champanhe demais ou o cheiro de tabaco daquele ambiente tivesse afetado seu senso. Mas algo em seu interior apontava para outro motivo... Aqueles olhos castanhos que o acompanhavam sempre que estava no cassino e que naquela noite finalmente se aproximaram com um desejo reluzente, até a voz do ruivo parecia ser uma sensual artimanha quando o convidou a jogar cartas consigo. Mas obviamente ele jamais admitiria que foi por esse motivo que se deixou levar. Não demorou muito mais para ligar o veiculo e sair dali, indo diretamente ao endereço dado.
Assim que estacionou em frente ao prédio, o Kuchiki observou bem o local antes de entrar e como teria que esperar o outro aparecer, decidiu se sentar em um dos sofás que havia no hall perto da janela. A recepcionista veio até ele perguntar o que queria e a dispensou rapidamente, dizendo que esperava alguém. O problema é que o moreno não gostava de esperar e não fazia ideia de que horas Abarai saia do serviço, então de tempos em tempos checava o relógio de pulso com uma sobrancelha arqueada, demonstrando o quanto se incomodava com isso. Também havia uma parte em si bastante inquieta, provavelmente por ter se metido em uma situação nada convencional, ainda mais com outro homem. Céus, um homem! Começara a se amaldiçoar por ter aceitado jogar com o outro.
Uma hora e meia depois, Renji finalmente apareceu percorrendo o hall com o olhar até encontrar aquele que estava ansioso para ver. Byakuya empertigou-se no acento e deixou a expressão mais séria do que de costume, o que arrancou uma risada baixa e rouca do maior ao imaginar que estava cansado de esperar. Primeiramente o ruivo foi até a recepção e acertou alguma coisa com a jovem, recebendo uma chave e fazendo sinal para o outro segui-lo até o elevador que não demorou muito para o mesmo aparecer. O silencio era mantido por ambos, mas enquanto o Kuchiki parecia incomodado o outro parecia muito satisfeito. Mais alguns minutos e saiam em um dos andares do prédio, com o mais novo usando a chave em uma das portas, deixando o menor entrar primeiro.
O executivo já desconfiava, mas teve suas suspeitas confirmadas assim que entrou no local. Era um quarto de hotel, podendo encontrar a cama de casal e uma porta lateral onde certamente levava ao banheiro, além de um pequeno frigobar em um dos cantos e uma TV sobre um suporte no alto. Bom, era melhor do que ir para um motel ou algo do tipo, onde pudesse ter uma vasta possibilidade de objetos a serem usados em si. Sim, o tempo que ficou esperando fez com que o Kuchiki formasse ideias cada vez piores a respeito do mais novo e principalmente de como ele pretendia fazer as coisas consigo. Então foi um alivio de certa forma, mas não afastava o “perigo” iminente que se encontrava bem atrás de si.
- Desapontado, Kuchiki-san? – Renji passou os braços por sobre os ombros do menor, encostando os lábios em sua orelha – Preferia outro lugar?
- De forma alguma. É o suficiente. – o moreno não se deixava abalar nem mesmo com a respiração do outro lhe causando certo arrepio – Só espero que possamos acabar com essa loucura o mais rápido possível.
- Hm... Sinto muito, isso eu não posso garantir.
Nem em sonhos pretendia liberar o executivo tão cedo, não sem saciar completamente o seu desejo e Byakuya estava consciente disso, embora impunha a sua mente lembrar o quanto isso era errado. Aproveitando a posição, o maior levou as mãos até a gravata do outro e a afrouxou, não demorando a tirá-la seguido pelo terno. Depois os dedos hábeis foram abrindo botão por botão da camisa branca, com os olhos castanhos observando atentamente seu rosto enquanto o despia. Não foi surpresa alguma ver que o moreno estava tão indiferente quanto no principio, mas sabia que logo o faria exibir mais expressões do que jamais havia visto nele.
Assim que a camisa foi deixada de lado, as mãos do maior percorreram todo o tronco esguio do mais velho, adorando a textura da pele alva e não resistiu em pousar os dedos sobre os botões rosados, pressionando de leve. O Kuchiki libertou o primeiro suspiro diante do toque no mamilo, mas ainda queria ser resistente ao ponto de não exibir nenhum traço de satisfação, coisa que sabia ser impossível mediante ao brilho de luxuria evidente nos olhos do outro. A boca de Renji logo se uniu ao seu pescoço e beijos, mordidas e chupões começaram a ser distribuídos, levando o executivo a libertar mais suspiros. O mais novo deu alguns passos, levando o outro até a cama onde deixou que ele sentasse, abaixando apenas para retirar o sapato social que o outro vestia, juntamente com a meia e não resistiu em beijar o peito do pé do moreno, fazendo o observar com atenção.
- Kuchiki-san, eu esperei por isso muito tempo... Não vou desapontá-lo e sei que mesmo contrariado com tudo isso, não vai me desapontar também.
- Não sei que tipos de expectativas são essas que você tem em mim. Em todo o caso, já que não se pode voltar atrás... – aproveitando que o mais novo estava abaixado ainda, levou um de seus pés a tocar sobre o membro dele sobre a calça, pressionando-o – Pelo menos não faça com que eu me arrependa também.
- De forma alguma... – Renji ofegou com o toque, deixando um sorriso malicioso tomar seus lábios.
Tirando o próprio sapato, o ruivo se ergueu finalmente e subiu na cama, obrigando o executivo a se deitar enquanto se acomodava sobre ele. Os olhos castanhos consumidos pelo fogo entravam em choque com os azuis tão frios, os lábios tiveram seu primeiro encontro que se iniciou com calma, mas não demorou a se transformar em um beijo exigente e arrebatador. As línguas estavam em uma batalha tão furiosa que até mesmo um pouco de saliva escorria pelo canto dos lábios do Kuchiki, os deixando completamente sem fôlego. O mais velho se agarrou a camisa alheia e inconscientemente tentou puxa-la para cima, fazendo Renji sorrir assim que afastou os lábios e se desfez daquela peça, conforme o outro desejava. Seu sorriso só aumentou ao notar os olhos alheios percorrerem seu abdômen muito bem definido e as tatuagens tribais que percorriam seu corpo que ainda se perdiam por baixo da calça.
Aquela sensação de que seria completamente devorado apenas aumentou para Byakuya depois daquele beijo, nunca havia recebido um com tanta intensidade quanto aquele e foi apenas o primeiro de uma sucessão que praticamente monopolizava seus lábios com uma “fome” desmedida. A pele de Abarai fervia junto a sua, as mãos fortes do mais novo pressionavam sua cintura e podia sentir o volume na calça do outro ir crescendo pouco a pouco. Uma excitação comparada a um incêndio... E o Kuchiki sabia que ia sair gravemente queimado disso. Não demorou muito para que o maior abrisse o zíper de sua calça e a retirou juntamente com sua peça intima, o deixando um pouco desconfortável ao encarar seu pênis tão insistentemente.
- O que tanto olha afinal?
- Como eu imaginava... Kuchiki-san é muito belo em todas as partes de seu corpo. – o mais novo elogiou com sinceridade, se inclinando e deixando que a ponta de seu nariz encostasse em uma das coxas do executivo – Seu perfume é tão bom que quero deixar impregnado em meu corpo.
- Deixe de bajulações sem sentido. – o moreno não podia aceitar tranquilamente aqueles elogios, mordendo os lábios assim que o mais novo deixou um chupão na parte interior de sua coxa, estando cada vez mais próximo de seu membro – Não posso dizer o mesmo de você... Está cheirando a álcool e tabaco.
- Esse é um inconveniente do trabalho... Mas a outras formas de te impregnar e pode ter certeza que vou te deixar bem cheio. – as palavras de duplo sentido vieram assim que os lábios do ruivo alcançaram o pênis do menor, deixando uma lambida em sua extensão.
- Maldito seja...
Byakuya corou diante daquelas palavras, não conseguindo completar as suas por causa daquela língua libertina que decidiu se ocupar de seu membro, que já começava a corresponder. Renji não se fez de rogado, segurou com firmeza aquela parte que saboreava enquanto estava com os olhos fixos no rosto do mais velho, primeiro deixando que a língua percorresse toda a extensão até rodear a ponta e chegou a pressionar a fenda da glande, recebendo um olhar atravessado do outro. Apenas riu, desmanchando a expressão do Kuchiki assim que colocou todo o seu pênis na boca, chupando-o com tanta vontade quanto o beijara antes e isso deixou o menor em delírio. Suas mãos buscaram agarrar os fios vermelhos do cabelo dele enquanto de seus lábios saiam gemidos baixos, já que o moreno ainda lutava para manter o mínimo de “decência” perante o outro.
Abarai podia sentir o membro alheio pulsar em sua boca, ganhar vida e ficar completamente ereto. Além disso, os gemidos que conseguia arrancar do outro já lhe satisfaziam muito, mas queria ouvir mais... Queria fazê-lo enlouquecer abaixo de si. Por isso mesmo não demorou muito mais na felação e pode ouvir um suspiro de insatisfação por parte do moreno, mas o mesmo continuava a fingir indiferença. Estava na hora de quebrar aqueles pudores do Kuchiki e o mais novo providenciou isso ao virar o corpo do outro rapidamente, pegando o moreno de surpresa a se ver de frente para o colchão. O executivo observou o outro por sobre o ombro para ver o que o faria e agarrou-se aos lençóis assim que sentiu uma das mãos do ruivo separar suas nádegas, fitando sua entrada intocada.
- O que está fazendo?! – Byakuya perguntou, irritado e um pouco envergonhado por conta da posição imposta.
- Não precisa ficar tímido, Kuchiki-san... Eu preciso aproveitar a oportunidade. – o ruivo devolveu com tranquilidade, umedecendo os lábios lentamente antes de aproximar o rosto e deslizar a ponta da língua pela entrada.
- Nã-não! – novamente com a surpresa, o mais velho ficou mais tenso com aquela invasão inesperada e tremeu, fuzilando o outro com o olhar – Não ai... Isso é tão...
- ... Kuchiki-san, se pressionar desse jeito eu vou ficar louco. – Renji não conseguia resistir em perturbar o menor, ainda mais por sentir a pressão do casulo para lhe repelir – Seja um bom garoto e relaxe... Não vai querer que eu use a força, não é?
- Maldito descarado... – o mais velho tentava revidar com ofensas e assim disfarçar a vergonha – Você não pode me obrigar a nada!
- Eu não quero obrigar... Mas você me deu sua palavra, não se esqueça disso.
O executivo bufou, derrotado. Sua palavra de honra... Em que situação havia se metido por conta disso. Ao ver o Kuchiki voltar a relaxar, o ruivo pode voltar a perturbá-lo com a língua, finalmente penetrando-o com ela. Era estranho e um pouco dolorido para o mais velho ter aquele músculo quente e úmido invadindo um lugar como aquele, mas Abarai logo tratou de distrai-lo levando uma das mãos por baixo de suas pernas e alcançou seu membro, estimulando-o. Assim que julgou ter preparado bem o menor, se afastou e finalmente tirou as ultimas peças que ainda cobriam seu corpo. Byakuya pode ver que as intermináveis tatuagens do ruivo ainda lhe rodeavam as pernas e somente o baixo ventre não tinha aquelas marcas tribais. Em compensação, a ereção ali encontrada fez o moreno engolir em seco e ponderar se realmente poderia recebê-lo dentro de si.
- Com medo? – o mais novo não resistiu em perguntar assim que se deitou sobre o mais velho, deixando que seu mastro rijo roçasse no outro.
- Eu não tenho medo de nada. – o moreno devolveu com rispidez, mas mordeu o lábio assim que sentiu Renji pressionava a glande contra sua entrada – Só acho que é realmente uma loucura levar isso até o fim, não vai caber...
- Não se preocupe, eu sei que vai. – o ruivo riu, afinal teve sua ereção elogiada indiretamente e mordeu o lóbulo da orelha alheia – Se relaxar, eu prometo que vai ser a melhor noite da sua vida.
- Convencido...
O executivo resmungou e pode ouvir novamente a risada baixa e rouca do maior soprada em seu ouvido, fazendo-o suspirar. Tinha que admitir, pelo menos pra si mesmo, que Abarai era sedutor em todos os sentidos da palavra. Seu corpo, sua voz, seu cheiro, seu sorriso... Tudo era capaz de fazer com que as pessoas ficassem de pernas bambas, não era a toa ser um dos acompanhantes mais requisitados do cassino. E agora ele estava ali, sentindo a mesma fraqueza por aquele rapaz e lhe daria seu corpo na noite que considerava ser a mais insana de sua vida monótona onde só tinha cabeça para os negócios. Se perguntava o que o mais novo tinha visto em si para ter tanto empenho em prendê-lo em uma artimanha e lhe obrigar a dormir consigo, mas não era uma pergunta que queria fazer no momento.
Com o silencio do mais velho, Renji aproveitou para segurar a cintura dele com uma das mãos e ergueu um pouco para que fosse mais fácil o encaixe dos corpos. Pouco a pouco seu membro adentrou naquele canal, suspirando profundamente pela pressão que sentia e só parou quando estava completamente dentro dele, vendo que o Kuchiki havia enterrado o rosto contra o travesseiro, provavelmente querendo esconder sua expressão. Se inclinou e começou a distribuir beijos pelas costas dele até alcançar um dos ombros, deixando uma mordida forte para marcá-lo com seus dentes. Pode ouvir claramente um grunhido abafado de dor, mas não se incomodou muito. Se pudesse o marcaria inteiro! Por fim voltou a erguer o corpo e começou a se mover, retirando o membro quase por completo antes de voltar a estocá-lo.
O inicio foi lento, mas a excitação era tão grande que não demorou muito para o ruivo encontrar um ritmo certo para eles, apreciando a forma como o interior de Byakuya o acolhia ao se adequar ao seu tamanho. Apesar de estar com parte do rosto escondido no travesseiro ainda, o menor tentava – e falhava miseravelmente – conter os gemidos que iam demonstrando prazer cada vez mais e segurava os lençóis com força. Abarai gostava de ver como o outro lutava com tanto empenho para não se entregar por completo, era um ponto adorável até em sua opinião, mas não ia permitir que o executivo tivesse qualquer pudor. O que mais queria ver eram suas expressões de luxuria e delírio pelo prazer do sexo, por isso acabou se retirando de dentro dele.
O Kuchiki ficou um pouco confuso ao sentir o mais novo sair de repente de dentro de si, mas logo sentiu as mãos do mesmo virarem seu corpo mais uma vez e agora podiam ver o rosto um do outro. Com um sorriso cheio de malícia, o maior se acomodou entre as pernas do outro e encaixou o membro mais uma vez, enterrando-se no moreno de uma vez e fazendo as costas dele se arquearem no colchão, deixando escapar um gemido alto pela surpresa. Agora Byakuya não tinha meios de esconder suas expressões e apenas virou o rosto de lado, num misto de excitação e vergonha por estar à mercê dos libidinosos olhos castanhos de Abarai. O deleite do ruivo era justamente por deixá-lo sem saída, como uma presa encurralada para devorá-lo em todos os sentidos.
- Kuchiki-san... – o maior sussurrou ao se inclinar para frente – Vê como... Nossos corpos se “conversam” perfeitamente? O som... Quando me choco com você... É tão erótico.
- Pare de falar... Essas coisas! – o executivo revidou, mais envergonhado do que já estava.
- Não posso... Estar dentro de você é... Tão bom. – Renji capturou o lábio inferior do outro, mordendo e puxando – Me mostre tudo... Eu quero ver tudo de você, Kuchiki-san.
Aquele pedido, aquele olhar perdido em meio à cascata de fios vermelhos... Aquele rapaz estava mesmo determinado a enlouquecê-lo! O moreno acabou passando os braços ao redor dos ombros alheios e como estavam com os lábios próximos, Byakuya acabou por uni-los e retribuiu o beijo com toda a vontade do mundo. Porque tinha que se controlar afinal? Já estava sendo tomado por ele, tentar manter alguma postura a essa altura seria tolice! Por isso jogou seus pudores para o alto e decidiu aproveitar o momento como nunca antes, conseguindo demonstrar essa decisão através do beijo e do movimento insinuante com o quadril, fazendo o maior sorrir ainda que os lábios estivessem colados.
Quando precisaram de ar, Abarai se afastou para poder segurar o outro pelas coxas e assim poder aumentar o ritmo das estocadas que já estavam constantes e fortes. Estava tão quente que algumas gotas de suor já começavam a se formar na pele de ambos e o ruivo pode assistir com pura satisfação o rosto do mais velho se contorcer nas mais delirantes expressões, assim como os gemidos já eram libertados sem nenhuma restrição. O ritmo frenético fez com que o maior conseguisse atingir a próstata do outro e o fez arquear na cama mais uma vez, puxando os lençóis com tal força que poderia rasgá-los. Enquanto tentava acertar aquele ponto mais vezes, uma de suas mãos alcançou o membro esquecido do executivo e aproveitou-se do pré-gozo para facilitar a velocidade da masturbação.
O Kuchiki estava para tocar o céu, pelo menos era essa a sensação que tinha naquele momento. Depois que se libertou das amarras dos pudores e da vergonha, parecia que tudo tinha se tornado ainda melhor. Podia trocar olhares intensos com o outro sem se recriminar ou mesmo demonstrar o quanto era delicioso ter o pênis túrgido do ruivo acertando-o tão fundo em seu interior. Mas essas sensações tão arrebatadoras não poderiam durar muito mais tempo, por isso os olhos azuis do moreno se fecharam com força assim que o orgasmo o abateu como um forte tremor por todo o corpo. Renji ainda era um espectador cativo de tudo que o mais velho demonstrava e pode sentir uma delirante pressão em seu casulo, então com mais algumas estocadas acabou por chegar ao limite também.
Byakuya pode comprovar que ele não estava brincando quando disse que ia deixá-lo completamente cheio, tentando retomar todo o fôlego que perdeu enquanto sentia o mais novo sair de si e desabar ao seu lado na cama. Ambos estavam sem forças para falar no momento, mas não demorou muito para um dos braços fortes de Abarai rodear sua cintura e deixar alguns beijos em sua nuca. Isso fez com que relaxasse, apreciando o contato as peles ainda febris depois de tudo o que fizeram. Inicialmente não tinha intenção de dormir ali junto do ruivo, mas estava começando a reconsiderar essa decisão pelo cansaço e pelo conforto proporcionado pelo corpo alheio.
- Foi maravilhoso... Eu sabia que seria assim. – pode ouvir a voz do maior atrás de si – Não é a toa que me apaixonei por você...
- ... – o executivo foi pego de surpresa com aquelas palavras, não sabendo como respondê-lo em primeiro momento – Chega de falar, é melhor dormirmos um pouco. – acabou ouvindo uma risada baixa dele e acabou arqueando uma sobrancelha – Porque está rindo?
- Nada... Eu sabia que não ia responder a minha declaração. – Renji foi sincero, não esperava que mesmo depois de tudo o outro desenvolvesse os mesmo sentimentos repentinamente. – Mas tem razão, vamos dormir.
O mais novo se acomodou melhor na cama e trouxe pelo menos uma parte do lençol para cobrir os dois, afinal assim que a temperatura de seus corpos abaixasse um pouco poderiam acabar sentindo frio. Depois disso não foi difícil Abarai pegar no sono, estava igualmente cansado mesmo que satisfeito. O Kuchiki demorou um pouco mais para pegar no sono, pensativo com tudo o que houve e com aquele desfecho inesperado. Acabou se entregando ao cansaço por fim e adormeceu, sendo aquecido pelo corpo do outro mais do que qualquer coisa. E querendo ou não, nunca havia dormido tão bem em toda sua vida... Assim como nunca sentiu nada parecido como o que o ruivo o fez sentir.
... X ...
Alguns dias se passaram e tudo havia voltado à normalidade, tirando o fato de que Byakuya não ia ao cassino desde aquela fatídica noite. O maior esperava por isso de certa forma, afinal ele não era obrigado a corresponder seus sentimentos, muito menos vontade de vê-lo depois do que houve, ainda que tivesse mantido uma ponta de esperança em si. Preferia manter a cabeça no trabalho e seguir com sua vida, mas naquela noite acabou prendendo a respiração assim que viu o executivo adentrar no local, muito bem vestido como sempre e com a expressão indiferente de antes. Seu corpo se moveu automaticamente, deslocando-se de uma ponta do salão até a outra ponta onde o executivo estava e mesmo que quisesse disfarçar, o sorriso largo que tomava seus lábios era um reflexo de sua alegria ao vê-lo outra vez.
- Kuchiki-san... Há quanto tempo.
- Oh sim, já fazem alguns dias... – o moreno concordou, fitando o outro nos olhos – Fiquei muito atarefado no trabalho.
- Eu imagino. – mordeu os lábios, tentando conter a vontade de agarrá-lo ali mesmo – Você... Quer jogar?
Byakuya observava o outro com atenção, obviamente percebendo o jeito eufórico dele além do seu olhar cheio de vontades. Na verdade o notou assim que colocou os pés no cassino, mas decidiu esperar que ele viesse até si. Tantas coisas haviam passado por sua cabeça depois daquela noite que achou melhor deixar um tempo passar até se verem outra vez e agora que estavam diante um do outro, o moreno sabia exatamente o que queria fazer. Por isso levou uma das mãos ao rosto do mais novo e deixou um selar em seus lábios rapidamente, ainda mais que estavam em um lugar publico. Ao ver os olhos castanhos arregalados, um sorriso surgiu no canto de sua boca.
- Você não precisa disso para me ter novamente, Abarai... Apenas me diga a hora e local, então irei até você.
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