You Wanna Be Loved
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Mas enfim, deixa eu terminar com isso porque devem estar ansiosas pelo capítulo, certo?Ok, aproveitem :)
-Vocês viram a Charlie?- Harry perguntou ao se deparar com Georgina e Zayn se agarrando no meio da festa.
Zayn estava a ponto de respondeu algo ofensivamente quando Georgina ri e manda-o ficar calado.
-Acho que ela está lá fora- respondeu a menina ainda com um pequeno sorriso entre os seus lábios.
Harry falou um obrigado rapidamente e saiu em direção à porta. Georgina grita seu nome fazendo com que ele torne a se virar em sua direção.
-O que foi?-perguntou
-Boa sorte!
Como ela sabia o que ele pretendia fazer? Era o que Harry se perguntava enquanto tentava
abrir caminho entre a multidão. Estava tão óbvio assim?
Após a declaração do Louis, e do beijo “inesperado” de Georgina e Zayn, Harry meio que
ficara impulsionado a declarar os seus sentimentos (mais uma vez) para Charlie, mesmo correndo o risco de ela os rejeitar como tantas vezes já havia feito.
Harry, ao abrir a porta da pizzaria, se deparou com uma brisa gelada que percorreu todo o
seu corpo. O menino estranhou aquele clima frio, aliás, estavam na primavera, não era muito comum temperaturas como aquela nessa época do ano.
Ele colocou as mãos nos bolsos do seu jeans e continuou a andar procurando por Charlie.
O que a menina estaria fazendo ali fora naquele frio, ele não sabia e muito menos sabia
se ela ainda estava ali. Charlie poderia ter voltado para casa sem ter avisado como muitas vezes já fizera. Era um risco que ele estava correndo.
Sem conseguir encontrar a menina, Harry decidiu andar um pouco mais. Ele resolveu primeiro ir para a direita, onde andaria alguns quarteirões, se não a encontrasse, voltaria
e andaria a mesma distância para o lado contrário. Tal feito não foi preciso.
Ao andar um pouco mais do que dois quarteirões, Harry avistou Charlie sentada no meio fio
da calçada, debaixo de um poste de luz. Os sapatos azuis da menina estavam ao lado, e ela, da forma mais graciosa possível, abraçava as suas pernas que estavam de encontro ao seu peito.
Harry parou para observá-la, tentando continuar silencioso por mais tempo, mas não conseguiu. Charlie levantou a cabeça no mesmo instante em que o menino dera o primeiro passo na sua direção.
Surpresa, Charlie passou as mãos pelos cantos do olho tentando limpar a maquiagem borrada. Ela estava chorando, Harry percebeu, isso era um péssimo sinal.
-O que você está fazendo aqui?- a menina perguntou quando Harry começou a se aproximar.
-Eu estava a sua procura- respondeu o garoto.
Os dois ficaram em silêncio e não ousaram se encarar.
Porque ele estava atrás dela? Charlie se perguntava.
Uma brisa gélida passou por eles fazendo com que Charlie estremecesse ao entrar em
contado com o vento frio. Harry, ao reparar nisso, tirou o seu blazer e o entregou a menina.
-Toma. Você vai congelar desse jeito.
Charlie relutou um pouco antes de aceitar.
-Porque você estava me procurando?
-Porque...
Harry olhou para os seus pés sem saber o que dizer. Na verdade ele sabia muito bem. Havia ensaiado aquilo tudo que pretendia falar enquanto andava a procura de Charlie. Agora, no momento em que deveria discursar, ele perdera a fala.
Como explicar para Charlie aquilo que ela já sabia e não queria admitir?
-Eu estava me perguntando se você estava legal- Harry respondeu o que em parte era verdade.
-Eu estou bem, obrigado.
-Não parece.
Charlie o olhou, mas não disse nada, em vez disso virou a cara para o outro lado.
-Desculpe, eu só...
-Você pode me levar para casa?-perguntou Charlie o interrompendo.
-Claro- respondeu o menino prontamente.
“Mas que droga, Harry!”, o menino repetia consigo mesmo, enquanto os dois caminhavam em direção ao carro da mãe de Harry. Como poderia ser tão estúpido? O plano dele não era esse, e sim abrir seu coração para a menina. Mas como poderia fazer isso se ela já estava indo embora? A casa deles não era muito longe dali, não ia dar tempo para falar tudo que imaginara.
A não ser...
Harry acabara de ter uma ideia brilhante.
***
-Não, não, não- Harry repetia enquanto o carro começava a parar.
Sem desconfiar de nada, Charlie apenas fez uma cara emburrada.
-O que aconteceu com o carro?- perguntou a menina quando o carro havia parado de vez.
-Eu não sei- respondeu Harry dando de ombros.
Ele olhou para Charlie e notou que a menina realmente não fazia ideia do que estava
acontecendo. Que bom, pensou Harry. Ele não saberia que ele fizera tudo de propósito.
-Aonde você vai?- perguntou Harry assim que Charlie saiu pela porta.
-Para casa- respondeu a menina enquanto caminhava.
Harry parou abismado. Isso não estava nos seus planos.
Charlie de repente se lembrou do blazer do menino e voltou. Ela o tirou e o estendeu para Harry. Ele recusou.
-Como você vai para casa com esse tempo?
-Caminhando
-Mas...
Charlie deu as costas ao menino sem nem ao menos se importar com o que ele poderia dizer.
-Charlie, eu não vou deixar você voltar para casa andando- falou o menino correndo para alcançá-la.
-E porque não?
-Porque você vai congelar.
Charlie riu.
-Nós estamos na primavera, não no inverno.
-Mesmo assim...
Charlie parou um pouco para tirar os sapatos sem se importar em continuar o percurso descalça. Essa pequena interrupção foi o suficiente para que Harry a alcançasse.
-Eu não vou deixar você ir- disse o menino segurando o seu braço.
-Harry você está me machucando- falou Charlie tentando se livrar do seu aperto.
-Eu preciso falar com você- falou o menino diminuindo a força, mas continuando a segurá-la.
-Eu já sei o que você quer dizer- Charlie gritou.
Harry paralisou. O grito de Charlie ecoou mais do que o deveria na rua que estava totalmente vazia.
O plano de Harry havia acabado de ir totalmente por água abaixo. Mas o menino se recusava a desistir.
Ele puxou Charlie pelo braço que ainda segurava e passou o outro pela cintura dela. Logo, seus corpos estavam colados assim como os seus lábios.
Charlie relutou no começo, mas começou a retribuir o beijo. Quando as coisas ficaram um pouco mais quentes, o que correspondeu ao momento em que Harry começou a levar uma de suas mãos em direção a sua bunda, foi que Charlie teve coragem para se separar.
-Isso está errado.
-O que?- perguntou Harry recuperando o fôlego.
-Isso!- ela falou gesticulando para ele e depois para ela- Nós, isso é o que está errado.
-E por quê?
-Porque...
Charlie não sabia responder. O que poderia impedir os dois? Ela, e apenas ela.
-Mas uma chance, Charlie. Só lhe peço isso.
A menina olhou para os lados procurando achar uma alternativa. O beijo havia mexido com
ela e ela não conseguia raciocinar direito. Ela precisava pensar.
-Me dê um tempo- falou.Não era isso o que ele queria, mas fazer o quê? Ele não queria força-la a nada.
-Quando tempo?
-Duas semanas.
Harry balançou a cabeça em concordância.
-Ok, mas você vai ter que voltar comigo.
-O carro não estava com problemas?- perguntou Charlie com um meio sorriso.
-É, mas...
Ele fez uma expressão tão fofa que Charlie não pode ficar com raiva.
Seus sentimentos estavam confusos. Uma hora ela gostava dele, na outra, ela continuava a gostar, mas não queria admitir.
O que fazer?
Durante as duas semanas, ela teria muita coisa em o quê pensar.
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