Notas iniciais
mais um pra minha coleção... essa história vai dar grande, pode ter certeza... vocês vão ficar esperando os capitulos e pensando "QUANDO QUE ESSA CHATA VAI TERMINAR A PORRA DESSA HISTÓRIA QUE EU TO CURIOSA(O)" xD~~~ mesmo assim vão ter que esperar

CAPITULO 4 – PRA QUE A PRESSA?

Íris Mattlander... Esse nome iria ficar um tempo na minha cabeça. Garota bonita, cabelos vermelhos e olhos azuis, aparentava ter vinte e poucos anos, mas eu nem me preocupei em perguntar. Ficamos um tempo ali, na capela, conversando. Ela estava lá por que a sua avó fora internada com dores fortes no corpo, coisas da idade. Enfim, foi uma conversa comum. Antes de eu voltar para o quarto em que meu irmão estava, nº 666 por sinal, eu deixei meu telefone com ela e ela deixou seu telefone comigo. Eu jurei a ela que iria ligar e ela me disse que ficaria esperando, e se eu demorasse, ela mesmo o faria.

Voltei para meu quarto, meu irmão estava acordado. Palavras forma dispensadas, eu fiz um aceno com a cabeça, como se estivesse dando um oi, ele retribuiu com uma leve mexida na mão. Eu sentei naquela poltrona reclinável, como era gostosa aquela poltrona, e comecei a pensar nela. Eu dei um sorriso, esquecendo completamente que estava no quarto de um hospital com meu irmão. Fui despertado de meus LINDOS pensamentos com o meu Gee* me chamando, bem alto, vale ressaltar!

- Mikey, Mikey! MIKEYYYY — ele gritava.

- Que foi? — eu pedi com aquela cara de quem acorda em um sábado de manhã, bem disposto, mas bem confuso. Talvez vocês não entendam essa expressão, mas não faz mal, eu "acordei" com cara de bobo.

- Onde você tava? — ele perguntou, levantando uma sobrancelha.

- Aqui, onde eu estaria? — ele me olhou com um olhar letal.

- Você entendeu Michael. — ele continuava me olhando como uma cobra pronta a dar o bote.

- Outra hora eu te conto... — não deu tempo dele falar nada, a porta se abriu e uma garota de cabelos cor de fogo enfiou sua cabeça para dentro do quarto.

- Mikeyzinho, venha aqui! — ela disse. O Mykeyzinho ela disse ironicamente, mas, mesmo assim eu corei violentamente. Gerard virara a cara para meu lado, não deixando ela ver ele tentando se segurar pra não cair na gargalhada. Eu me levantei, sai do quarto e fechei a porta. Tive a impressão de ouvir Gerard cair no riso.

- O que você quer Íris? — pedi. Pode parecer, mas eu não fui grosso, perguntei gentilmente. Eu estava especialista em fazer cara de bobo. Sentamos no banco da recepção.

- Você deixou isso na capela. — ela fez uma expressão meio triste e me entregou uma foto de uma menina. Cabelos negros escorridos, franja de lado, na metade da cara, pó branco no rosto e uma camada de lápis negro nos olhos. Era um Gerard em modelo feminino. Minha irmãzinha Helena. Bebia excessivamente, fumava excessivamente, se drogava excessivamente. Isso não lembra alguém? Eles eram tão parecidos, eu não entendia como eles conseguem afundar sua vida de maneira tão igual. Eu não sei como eu não entrei nessa também. Mas ela, diferentemente de Gerard se preocupava com os outros.

- A foto da Helena. — Fiquei feliz virei para ela e dei um beijo na bochecha, voltei a corar, devia estar muito rubro, pois minhas bochechas queimavam. Eu não pensei antes de fazer aquilo — Desculpe. — Eu disse tímido.

- Não faz mal. Eu gostei. — Ela disse. Sua sinceridade me assustava. Parecia que não teria tempo de fazer muita coisa então tinha de ser direta. — Quem é?

- Minha irmã, Helena. — eu disse, tirando os olhos da foto e voltando a encará-la. Foi inegável o sorriso que se formou no seu rosto.

- Se ela é sua irmã venha comigo. — Ela pegou na minha mão me puxando. Novamente enrubreci. Aquele dia estava propício a me fazer passar vergonha.

Havia atrás do hospital um lugar, com plantas silvestres que me pareceu que ninguém conhecia.

- Lugar lindo, não? — Ela disse.

Quando eu ia responder ela se virou, colocou seu braço no meu pescoço e me empurrou conta a parede do hospital.

- Íris... O quê... — ela me calou em um beijo. Eu confesso que gostei. Aquele beijo, apesar de ser calmo, me deu a impressão de que ela tinha pressa. Nos conhecemos a poucas horas. Ela se afastou de mim, saiu correndo, chorando. Eu não entendi. Voltei para o quarto. Entrei sério sem ligar para as gozações de Gerard. Sentei na confortável poltrona e comecei a "matutar"** os motivos de Íris. Eu não entendia. Gerard resmungava algo na sua cama. Eu não o ouvia, só entendi: “você... estranho... mikey?... esquece".

Eu deitei para dormir. Já era tarde. Você me pergunta se eu consegui? Não, eu não consegui. Eu queria saber, eu estava preocupado. Eu já tinha "ficado" com muitas meninas, mas com ela era diferente. Eu estava assustado, passando pela minha mente que talvez o motivo dela estar no hospital não tivesse a ver com avós doentes. Vocês também já devem ter imaginado isso. Por fim, acabei dormindo.

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* Gee = Apelido de Gerard

** Matutar = Gíria usada para dizer que se está pensando.