You Make Me Wanna La La [twincest].

23 Capítulo 23 - Dead on Arrival


O último fim-de-semana de liberdade deles passou voando. Logo chegou segunda-feira e com ela o dia mais temido e detestado pela grande maioria dos adolescentes: O primeiro dia de aula.
Benji não sabia como seria esse dia e estava inseguro quanto a isso. Sempre tivera Joel, Billy e Paul ao seu lado na escola. Mas Billy havia mudado muito.
Não contou nada para Joel sobre Billy. Queria que ele visse por sua conta, e não queria que soubesse o que Billy o disse, não queria deixá-lo preocupado com aquilo como ele ficou.

“Mas incesto... Ah, essa palavra ficou muito bem gravada em minha mente, Benjamin.” – A frase se repetia mais e mais na cabeça de Benji. Ele não sabia bem o porquê, mas algo o dizia que Billy seria capaz de fazer algo para prejudicar ele e Joel, agora que estavam juntos. Afinal Billy era o único a saber de tudo.
“Mas afinal, o que ele poderia fazer?”
Benji não teve tempo de responder a pergunta que fez a si mesmo, pois foi interrompido por Joel gritando irritado para que ele se apressasse ou iriam perder o ônibus.
— Já estou descendo! – Gritou ele de volta no mesmo tom saindo de seu quarto e descendo as escadas.
— Eu também detesto a escola, mas eu não quero chegar atrasado bem no primeiro dia.
— Eu já estou aqui, não estou?
— Nossa, mas são idênticos até no mau-humor! — Robin já estava ficando irritada com aquela discussão. – Agora vão! Vão logo antes que o mau-humor de vocês me contamine e vocês se atrasem!
Os dois saíram e andaram até o ponto de ônibus sem dizer uma palavra e ficaram assim até entrarem no ônibus e se encontrarem com Paul.
Ao passarem pela catraca, sentiram todos os olhares sobre eles, como sempre acontecia.
Puderam ouvir comentários do tipo “Ai, mais um ano com esses ridículos!” e “Os idiotas chegaram”. Não, eles não eram nada queridos na escola em que estudavam.
Foram até o fundo do ônibus, onde Paul estava. Paul estava com a mesma cara de sempre, e possivelmente eles também. A tão odiada rotina estava de volta.

Benji passou rapidamente seus olhos pelo ônibus procurando por Billy, mas não encontrou. Estranhou afinal o ponto perto da casa dos gêmeos era o último antes da escola.
Cumprimentaram Paul e se sentaram. Durante o resto do trajeto, ficaram falando de como foram as suas férias. Paul acabou mencionando Billy e Benji ficou quieto, apenas ouvindo o que o amigo sabia sobre as mudanças. Pelo que pôde perceber Paul ainda não o tinha visto com seu ‘novo visual’.
Desceram por último no ônibus para evitar comentários estúpidos dos outros alunos.
Arrastaram-se até a secretaria para pegarem seus novos horários. Tinham pouquíssimas aulas em comum, naquele dia inclusive não tinham nenhuma. Despediram-se e se dirigiram cada um a sua classe.
Benji entrou com o maior desânimo na sala de aula e sentou na última carteira, bem no fundo da classe, aproveitando que estava sozinho lá. Debruçou sua cabeça sobre seus braços em cima da mesa, descansando e esperando a entediante aula de geometria começar.
Pôde ouvir alguns passos vindo da porta e barulho de mochilas jogadas no chão. Um deles foi bem perto dele. Sentiu uma respiração quente junto ao seu ouvido e levantou-se assustado para saber quem era.

Pôde ver novamente aqueles olhos azuis. Eles brilhavam mais intensamente juntamente com aquele mesmo sorriso sarcástico que havia assustado Benji.
— Bom dia, princesinha.
— O que você quer Billy? Benji não estava para brincadeiras.
— Hm! Está nervosa, é? O que foi? Brigou com o namorado? Ou será com o irmão? Ou os dois?
— Billy, fala logo o que você quer e me deixa em paz.
— Certo, certo. Você ganhou. Eu só vim avisar para se preparar.
— Me preparar?
— Por que esse vai ser o pior ano de toda a sua vida. — Billy o fitava ameaçadora e assustadoramente. – E nem o seu amorzinho incestuoso [n/a: adoro essa palavra xD] vai poder te ajudar.
— Você só pode estar blefando. – Benji tentava parecer frio, mas por dentro estava se queimando com medo do que Billy seria capaz de fazer.
— Você é quem sabe, meu amor. Eu avisei. Au Revoir!
— Au Revoir? Que bosta. – Sussurrou Benji, sem entender toda aquela situação.
Billy foi até a frente da classe e sentou-se em uma nas primeiras carteiras lançando um último olhar para Benji com aquele mesmo sorriso. Benji ignorou, ou fingiu que o fez e ia voltando à posição que estava antes de Billy chegar, mas antes que pudesse se ajeitar novamente, a professora mal-comida de geometria, que mais parecia uma múmia, entrou na sala aos berros dizendo que não suportaria criancices naquele ano. O mesmo velho discurso de sempre de todos os professores carcomidos daquela escola.
“O inferno recomeçou” — Pensava Benji “Por favor, Billy, não piore as coisas.”