You Make Me Wanna La La [twincest].
14 Capítulo 14 - What the hell?
Joel acordou com o barulho da porta de sua casa se fechando por alguém que havia saído. Levantou-se praticamente se arrastando, sonolento e foi à janela para descobrir quem era. Viu seu irmão, Benji caminhando sozinho pela calçada. Parecia e estar chorando, mas Joel não teve certeza. Ficou o observando até dobrar a esquina. Enquanto olhava, Joel ficou pensando no quanto foi estúpido ao dizer tudo aquilo à Benji.
Joel narrando
Quando vi Benji aparentemente chorando, pela janela, me dei conta de que havia pegado pesado com ele. Mas o meu próprio irmão estar apaixonado por mim? É muito... Inaceitável, absurdo...
Agora eu sei que não deveria ter agido daquele jeito, mas eu me pergunto como seria agir corretamente. O que eu deveria ter feito? Dito: ‘Eu também te amo, Benji! Então vamos gritar ao Mundo que somos gays e não temos vergonha do incesto!’? Acredito que não.
Eu não pude evitar o meu temperamento idiota, e agora estou me sentindo culpado, mas sem coragem de pedir desculpas para Benji. E admito que estou ainda com um pouco de nojo de tudo isso. Mas sei que Benji não tem culpa.
Sentei-me de volta no sofá ao vê-lo dobrar a esquina, e fiquei pensando e tomando coragem para seguí-lo e pedir desculpas pelo que fiz. Não sabia o que iria dizer a ele, mas resolvi ir assim mesmo.
Saí de casa com a roupa do corpo, a mesma do dia anterior, já que dormi com a mesma, mesmo com a mamãe dizendo para colocar um pijama. [n/a: imagina que amor *-*] Sim, eu gosto de dormir de roupa. E também não queria que Benji se afastasse demais, ou eu não conseguiria alcançá-lo.
Segui pelo mesmo caminho que o vi seguir, até dobrar a esquina. Vi sua sombra no fim da rua e continuei por onde ia.
Benji parecia andar sem saber aonde ia, mas continuei seguindo seus passos até chegar ao parque que costumávamos brincar quando crianças. As lembranças daquele lugar fizeram meus olhos se encherem de lágrimas.
“Bons tempos...” – Pensei.
Vi Benji sentar-se em um balanço e quando ia até lá para falar com ele, vi Billy chegar e abraçá-lo.
“Mas por que diabos [n/a: alguém tem uma tradução melhor para ‘why the hell’?] eles estão chorando e se abraçando como se não se vissem há anos?” – Me perguntei e fui tentar chegar mais perto para ver se conseguia ouvir o que eles diziam.
Escondi-me um pouco distante deles, atrás de uma árvore, mas onde eu conseguia escutar perfeitamente o que diziam, e ver o que faziam, sem que eles me vissem.
Ouvi Benji contar à Billy, tristemente o que eu havia dito a ele, o que me fez me arrepender mais ainda de ter dito aquilo. Ouvi também Billy dizendo que iria me bater. Achei aquilo muito cômico afinal Billy era mais magro que um papel, qualquer um com quem ele quisesse brigar, o humilharia. Logo após pensar nisso, Benji disse algo parecido. Transmissão de pensamento? Talvez. Coisas de gêmeos.
Quando me dei conta, e saí de meus pensamentos, percebi que Benji chegava cada vez mais perto de Billy.
“Que porra é essa, Benji?” – Pensei.
Continuaram se aproximaram, até se beijarem.
“Caralho!” – Continuei.
O beijo era quente. Não sei o que aconteceu comigo, mas naquele momento fiquei com um pouco de ciúmes ao ver meu irmão beijando outra pessoa, logo após ter dito que me ama.
“Será que ele estava mentindo? Não... Eu vi nos olhos dele que não estava mentindo.”
Fiquei morrendo de vontade de ir lá e separar os dois, e exigir explicações do que estava acontecendo alí. Mas não vi sentido algum naquilo. Não conseguiria pedir desculpas a Benji naquele momento, e não queria ficar alí assistindo àquele espetáculo de mãos correntes se deslizando por seus corpos.
Virei-me silenciosamente e voltei para casa, pensando no que estava acontecendo comigo.
“Seria castigo? Mas foi tudo tão rápido... Em um dia eu fico sabendo que meu irmão é apaixonado por mim e brigo e o humilho por isso. Em outro eu acordo e percebo que estava errado e o vejo beijando um de nossos melhores amigos e fico com ciúmes! Isso só pode ser coisa da minha cabeça. Não é? É!”
Cheguei em casa e vi que ninguém ainda havia acordado. Peguei um copo de leite e fui ao meu quarto. Deitei na cama de Benji e fiquei lá, pensando e acabei adormecendo e sonhando.
Um sonho que me confundiu e muito.
Sonho do Joel on:
- Vem Joel! – disse ele me puxando para dentro do quarto. – Eu vou te dar o seu presente. Agora fecha os olhos.
- Mas, Benji eu... – Não consegui terminar, pois ele colocou o dedo tampando minha boca como sinal de silêncio, e eu o obedeci.
- Fica quieto, e fecha os olhos.
O obedeci novamente, e por alguns segundos fiquei esperando pelo tal presente do nosso aniversário, até sentir seu piercing gelado encostar-se ao canto da minha boca. Assustei de início, mas permiti que continuasse, mas acho que o deixei inseguro quanto aquilo, o que o fez sussurrar em meu ouvido.
- Posso?
Não disse nada, apenas abri meus olhos, apoiei a minha mão em sua nuca e o beijei.
Sonho do Joel off.
Acordei assustado e suando, mas não podia negar de que havia gostado do sonho. Se aquilo fosse real, teria sido o melhor beijo de toda a história da humanidade.
Levantei-me e fui ver que horas eram. 13h27min. Espantei-me pelo quanto eu havia dormido.
Desci até a cozinha para falar com a mamãe. Não a vi. Procurei pela casa inteira, e nada.
Nada dela, nem de Josh ou Sarah!
- Mas que inferno! Saem e nem avisam! – Disse alto no exato momento em que vi um bilhete colado na tela da TV que dizia:
“Bocó:
Eu, a mamãe e a Sarah fomos ao supermercado.
Como você estava dormindo feito uma pedra, a mamãe pediu para não te acordar e também para deixar um bilhete, que é essa bosta que você está lendo agora.
Eu ainda acho que você é um idiota, e que não vai achar isso aqui, mas em todo caso eu vou colar na tela da TV, pra você se tocar.
Ah! Tem comida pronta no forno. Dependendo da hora que você acordar, ela já vai estar fria, então esquenta no fogão, né mané? Acho que não precisa desenhar né?
É só isso mesmo. A gente volta em umas 2 ou 3 horas.
Do seu irmãozinho querido,
Josh."
— Retardado. – Pensei alto ao acabar de ler.
Todos aqueles xingamentos e brigas eram obviamente de brincadeira. Eu e Josh sempre fomos assim.
Aliás, nós quatro. Nós apenas pegávamos mais leve com Sarah, pois se ela se ofendesse, ela ia correndo chorar para a mamãe. Mas ela sabia ofender como ninguém! Uma verdadeira Madden.
Fui a cozinha para ver o que tinha de comida. A comida ainda estava morna então coloquei um pouco no prato e fui comer na sala, coisa que mamãe nunca nos deixava fazer, mas e daí? Eu estava sozinho mesmo!
Terminei meu almoço, lavei a louça e etc. Voltei para sala, me larguei no sofá e fiquei assistindo a alguns desenhos, até o telefone tocar.
— Saco! – Reclamei de preguiça de levantar e atender, mas mesmo assim eu fui.
– Alô?- Atendi completamente desanimado, até perceber quem era. – Benji?
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