You Make Me Wanna La La [twincest].
9 Capítulo 9 - Refúgio
Notas iniciais
Na manhã seguinte, Benji e sua família foram visitar sua tia-avó no hospital. A pobre senhora já estava nos seus últimos momentos de vida e queria ver seus sobrinhos-netos.
Eles não eram muito apegados à ela, talvez pela distância, mas ela de alguma forma os amava.
Aquele hospital era um pouco sombrio, o que piorava a 'paisagem' de pessoas feridas, doentes em estágio avançado, crianças chorando, mães desesperadas, um verdadeiro horror.
Benji ficou extremamente desconfortável alí, e com certeza não só ele.
Chegaram em uma parte mais vazia do hospital, onde ficava o quarto em que a tia estava internada.
Só podia entrar três pessoas por vez no quarto, para não perturbá-la,e os outros pacientes do mesmo corredor.
Entraram primeiro Robin, Sarah e Josh. Benji e Joel ficaram alí mesmo no corredor, sem dizer nada um para o outro,
apenas se fitando. Benji temia que Joel quisesse continuar a conversa do dia anterior, mas antes mesmo que ele pudesse concluir algo para escapar disso acontecer, Joel fez o que Benji menos queria.
— Benji você não me respondeu ontem...
— Eu não quero falar sobre isso agora Joel, além disso, a gente nem pode ficar conversando aqui.
— Benji, a gente está falando baixo,e eu só quero te ajudar!
— Você não pode me ajudar, Joel — "Por que você não fica com a boca fechada, Benjamin?"
— E por que não?
Benji não respondeu. Ficou um silêncio desagradabilíssimo alí, quebrado apenas pelos passos de alguns médicos pelo corredor. Um deles disse que eles não poderiam ficar alí parados e os mandou irem dar uma volta enquanto eles não poderiam entrar no quarto.
Foram andando pelo hospital, sem saber bem onde ir, até que chegaram num lugar totalmente diferente da situação de dentro do hospital.
Chegaram a um jardim, que de tão belo, nem parecia pertencer àquele hospital cheio de sofrimento. Os gêmeos não entenderam bem o que aquele jardim fazia alí, já que contrastava tanto com a parte de dentro do hospital.
Provavelmente era exatamente para isso, para sair daquele ar triste de hospital, e para dar, pelo menos um pouco, de esperança a quem estava internado lá, em um espaço horroroso e cheio de tristeza. Aquele lugar era como um oásis no meio de um deserto.
— Uau! — Exclamou Joel. — Será que podemos ficar aqui?
— Hm, não tem nada dizendo que é proibido, aliás proibir alguém de ficar nesse lugar tão lindo, forçando a pessoa a ficar nesse hospital terrível, seria cruel.
Joel concordou balançando a cabeça e com um sorriso de canto de lábio, enquanto admirava o local.
Joel ficou alguns instantes observando tudo ao seu redor,as flores,a grama que parecia ter sido recém cortada,as árvores,alguns pássaros voando [[n/a: que bucólico o.o]], tudo aquilo era tão acalmante.
Joel percebeu que seu irmão o observava com um sorriso no rosto. Joel retribuiu o sorriso, e com ele lembrou-se de toda sua amizade que existia com seu irmão.
Joel sabia que Benji não estava bem, e ele teria que dizer o que estava acontecendo naquele exato momento.
— Benji...- Joel percebendo que Benji não havia parado de olhá-lo.
— Sim?- Joel ficou sério, o que preocupou Benji. — O que foi, Joel?
Joel não disse nada, apenas o puxou e o pressionou contra a parede, mas sem machucá-lo.
Benji se assustou.
— O que foi, Joel? — Benji sem entender nada e tentando afastar o seu irmão.
— Você vai dizer agora o que está acontecendo com você! E eu não vou deixar você fugir dessa vez, Benji.
— Mas, Joel...
— E você também vai me dizer porque discutiu comigo quando eu disse que iria pedir a Christie em namoro.
— Joel, eu...
— Eu não terminei! E você também vai me dizer o verdadeiro motivo pelo qual você ficou na casa do Billy por aqueles dias, por que eu tenho certeza que
não foi por causa da guitarra, por que você toca muito bem e sabe disso. E vai me dizer também porque você disse que eu não poderia ajudá-lo, e vai ser já!
— Terminou, Joel?
— Terminei, e quem vai falar agora é você!
Benji deu um suspiro e então prosseguiu.
— Por onde começo? Você é quem quer saber, então me diga o que quer saber primeiro.
Joel pensou um pouco.
— Por que você discutiu comigo naquele dia?
— Porque você sabe o que eu penso dessas 'coisas' com quem você vive ficando, Joel!
— Mas eu gostava, e ainda gosto dela, Benji!
— E ela te largou,Joel! Ela não presta!
Joel ficou quieto por uns instantes.
— Desculpa, Joel... Falei besteira.
— Não. Falou a verdade.- Benji sorriu com a resposta do irmão.- Agora cotinua, por que você ficou na casa do Billy durante aqueles dias? Não foram aulas de guitarra né?
Benji começou a cantarolar o começo de "It's Not A Side Effect Of The Cocaine. I Am Thinking It Must Be Love" do Fall Out Boy
-"Why can you read me like no one else? I hide behind these words,but I'm coming out..."
Joel abriu um largo sorriso ao irmão.
— Essa música é foda,mas agora vai, responde e não enrola.
— Não, não foram aulas de guitarra.
— Benji, o Billy não é o seu amor imp...
— Não! Billy se ofereceu pra eu ficar lá exatamente para esquecer o
meu 'tal amor'.
— Certo... E você não podia fazer isso em casa mesmo?
Benji ficou estático.
— N-na verdade,n-não. Benji gaguejava.
— E porque?
Benji ficava cada vez mais nervoso, agora não tinha mais como fugir e
nenhuma desculpa que pudesse dizer a Joel vinha em sua mente.
— Hein Benji? Por quê?
— Você não vai entender...- Lágrimas se formavam nos olhis de Benji.
Joel o abraçou.
— Está tudo bem, Benji...Eu estou aqui para te ajudar.
— Você não p...
— Por que eu não posso te ajudar, Benji? — Benji ficou em silêncio por não saber o que dizer, e também por não conseguir dizer algo.- Responde, Benji!
Benji não respondeu novamente, quase se afogando em suas lágrimas. — Eu conheço? É isso? — Benji afirmou com a cabeça.
— É uma amigo nosso em comum? — Benji negou, apenas balançando a cabeça, novamente.
Joel estava confuso.
— Mas...Benji, eu não estou entendendo...
— Eu disse que não entenderia...
— Por que não acaba logo com isso, e me fala quem é?!
— Eu simplesmente não consigo!
— E mostrar? Você consegue?
— A-acho que sim...Mas como?
— Sei lá...Mímica, charada, pegadinha, toc-toc... O que quiser!
Benji deu um breve sorriso com a tentativa de Joel animá-lo diante daquela situação.
— Certo... Eu tive uma idéia.
Era isso, Benji decidiu agir por impulso e se abrir ao irmão.
"Talvez Joel entenda" — pensava ele. "Preciso logo acabar com isso. É melhor saber por mim, do que por terceiros que não sabem do que falam."
Benji foi calmamente até meio do jardim, onde havia uma fonte, indicando a Joel para seguí-lo.
Era uma fonte grande, circular, e com uma estátua de algum tipo de Deusa, que os gêmeos não conseguiram identificar, mas que era muito bonita.
A fonte estava cheia d'água, mas não transbordando, enquanto da Deusa, rolavam cascatas que realçavam, ainda mais, a beleza da fonte.
Benji olhou para baixo e fitou seu reflexo na água que se movia levemente.
"Perfeito" — Pensou ele, e com um suspiro tomou coragem e se voltou para Joel.
— Muito bem... Eu só pesso para manter a calma, Joel. E por favor, não fique bravo comigo.
Joel ficava cada vez mais desconfiado de tudo,e menos entendia, também.
— Certo... — Disse Joel intrigado.
Benji o segurou pelos braços, por trás e o guiou até a frente da fonte. Fez sinal para que o irmão olhasse para a água.
— Vê?
Joel apenas via seu reflexo na água, o que o fez ficar mais confuso do que anteriormente, se é que isso era possível.
— Benji,eu... Eu não vejo nada... — Gaguejou Joel.
— Olhe bem... Eu sei que você vê. — Benji tremia de nervoso,agonia e medo da reação do irmão.
— Eu apenas vejo água, e o meu reflexo ne... — Joel parou de falar, perplexo, e então continuou. — Você só pode estar brincando não é?
Benji apenas abaixou a cabeça,deixando algumas lágrimas caírem em sua roupa.
— Benji... Iisso não tem graça, meu. Eu só quero te ajudar... — Joel olhou para o irmão que continuava com a cabeça abaixada. Joel a levantou de leve tocando o queixo de Benji, o ficou fitando por um instante, até perceber que Benji não mentia. Aquelas lágrimas eram de um choro verdadeiro e desesperado, por conta de amar alguém que ele jamais poderia ter.
Ainda olhando para o o rosto do irmão, Joel se deu conta de que a pessoa que Benji amava era ele. Nesse momento, seu sangue ferveu.
Não podia acreditar, simplesmente não podia. Milhares se pensamentos péssimos vieram à tona na mente de Joel que não conseguia controlar a sua raiva. Com toda a sua força e tremendo de nervoso, Joel chutou um vaso próximo a fonte que se estilhaçou na mesma, assustando Benji que tudo o que era capaz de fazer era chorar, cada vez mais. Benji se arrependeu por cada segundo que passou perto de Joel. Cada momento que o fez se apaixonar por ele. Sentiu-se culpado por ter nascido um Madden. Benji não tinha culpa alguma, mas ainda sim se sentia péssimo. "Isso é ridículo! Eu sou um estúpido" — Pensava ele.
— Não é justo Benji! — Gritava Joel,nervoso, fazendo Benji chorar mais e mais. — Por que? Por que você faz essas coisas comigo?
— Eu não tenho culpa, Joel! — Engasgou Benji em suas lágrimas.
— Então a culpa é minha? EU sou o culpado por que meu irmão é um...Um...Gay incestuoso?
— A culpa não é sua Joel, eu simplesmente não tenho culpa de me apaixonar!
— Isso não pode acontecer, Benji! Não pode!
Joel abaixou um pouco sua voz, lembrando-se que estava num hospital. Benji soluçava, enquanto Joel tentava conter algumas lágrimas de raiva que invadiam
seus olhos,a cada palavra sua. Chegou perto de Benji, e com uma expressão de ódio em sua face, disse com a voz trêmula:
— Nunca mais chegue perto de mim, Benjamin Levi Madden! Esqueça que eu existo.Faça esse favor para nós dois.
Joel saiu do jardim em direção ao hospital. Benji ficou sem reação. Havia morrido por dentro. Ficou alí parado por uns dez minutos, até se dar conta de que tinha voltar. Seguiu o caminho que haviam feito antes mas ao contrário até chegar no quarto de sua tia.
Sua mãe, vendo as lágrimas borradas na cara de Benji, deduziu que ele já soubesse do ocorrido.
— Ah, meu filho... Ela está melhor agora...- Robin disse o abraçando.
Benji custou um pouco a entender, até perceber que sua tia havia falecido.
— E-eu nem a vi antes, mãe.
— Está tudo bem, querido, guarde apenas boas lembranças...
Benji disfaçou, apesar de também entristecer um pouco mais ao saber da morte da tia, mas nada se comparava à dor que Joel o causou ao dizer aquelas palavras..."Esqueça que eu existo...Faça esse favor para nós dois..." E a frase se repetia, e repetia na mente de Benji.
Joel estava sentado do outro lado do corredor,consolando Sarah, e evitando olhar o irmão.
"Esqueça que eu existo..."
— Certo...- Suspirou ainda abraçando sua mãe.
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