You Make Me Wanna La La [twincest].

24 Capítulo 24 - I’ll always protect you. Always.


Chegada a hora do almoço, Benji foi direto ao refeitório se encontrar com Paul e Joel.
Paul ainda não tinha chegado e Joel estava sentado em uma mesa próxima da janela, no canto do grande salão que era o refeitório. O cumprimentou normalmente, mas querendo dar-lhe um grande e carinhoso beijo ali mesmo, sem se importar com qualquer um daqueles idiotas ao redor, mas não podia. A relação deles era simplesmente muito mais complicada e inaceitável do que qualquer outra relação homossexual. Mais uma vez, Benji lembrou-se da frase dita por Billy. “Mas incesto... Ah, essa palavra ficou muito bem gravada em minha mente, Benjamin.” Sentiu um arrepio tomar conta de seu corpo e junto com ele, medo do que Billy pudesse fazer a Joel. Sim essa era a grande preocupação de Benji, seu irmão. Desde que seu pai os abandonou fazia um ano, na véspera de Natal, sua mãe o fez a prometer que sempre protegeria Joel, pois ele foi, dos filhos, quem mais sofreu com tudo aquilo. Joel tinha uma ligação especial com seu pai, mesmo com todos os problemas que ele costumava trazer para casa.
Benji acordou de seus pensamentos com Joel estalando os dedos na frente de seus olhos.
— Hey, cara! Está dormindo é?
— Hã? Não, não. Eu só estava... Pensando.
— Você não ouviu nada do que eu disse então, não é?
— Me desculpe... Mas o que você estava dizendo afinal?
— Do Billy.
— Billy? – Benji quase saltou da sua cadeira. – O que tem ele? – Tentava se acalmar.
— Ele está totalmente diferente, você não viu?
— Você chegou a falar com ele, Joel?
— Não, mas...
— Não fale! Não chegue perto dele, está me entendendo?
— Benji, por que você...
— Me prometa que não vai falar com ele!
— Benji, eu...
— Prometa!
— Será que você pode ao menos me dizer o porquê?
Benji não queria contar ao irmão, mas não tinha como fugir. Deu um breve suspiro e começou.

— Eu já tinha visto ele antes de começarem as aulas.
— Como é que é? – Joel parecia um pouco nervoso e confuso, talvez com ciúmes, mas Benji ignorou essa possibilidade não tão impossível assim.
— No sábado – continuou ele – eu fui falar com ele pra pedir desculpas, pois eu o machuquei muito. E acredite em mim, Joel. As mudanças de Billy não foram somente físicas.

- Como é que é? – Joel parecia um pouco nervoso e confuso, talvez com ciúmes, mas Benji ignorou essa possibilidade não tão impossível assim.
— No sábado – continuou ele – eu fui falar com ele pra pedir desculpas, pois eu o machuquei muito. E acredite em mim, Joel. As mudanças de Billy não foram somente físicas.
— Eu não estou entendendo Ben.
— Muito bem... — Benji contou a Joel toda a história, até o que Billy lhe disse pela manhã.
— Meu Deus... – Joel tinha um olhar vago e desacreditado. – Como ele mudou tanto assim?
— Eu sou culpado em partes...
— Não, Benji! Você não tem culpa de não amá-lo!
— Mas eu, mesmo sem querer brinquei com os sentimentos dele. Ele tem todo o direito de ficar puto da vida comigo.
— Mas não ao ponto de dizer que fará desse o pior ano de sua vida! — Benji permaneceu em silêncio, pois sabia que o irmão estava certo. – Eu odeio admitir, mas... Eu estou com medo, Benji.
— É... Eu também... Mas vai dar tudo certo. Você vai ver.
— O quê vai dar certo? – Paul chegou sem entender o fim da conversa.
— Nada não, Paul. E aí? Onde você estava?
— Falando com o Billy. – Joel e Benji não puderam evitar uma troca de olhares. – Vocês viram como ele mudou?
— Se vi!
— Ele te contou alguma coisa?
— Ah, só que ele tinha ido viajar, e resolveu mudar um pouco... Mas ele está meio estranho... Sei lá.
— Estranho como?
— Diferente... Completamente o contrário do que ele era, sabe. Ele era mais gentil, era um cara legal. Mas agora ele está meio rude. Mas pode ser coisa da minha cabeça ou ele só estava de mau-humor por ser o primeiro dia de aula. – A culpa tomou conta de Benji novamente. Ele havia feito aquele Billy rude tomar conta do Billy gentil. – Ele só não me falou por que ele não veio no ônibus ou nos esperou. – Benji e Joel trocaram olhares novamente. – Ele fugiu do assunto, sabe?
Falou que depois se desse ele falava comigo. – Paul percebeu que os gêmeos não paravam de se olhar como se lessem os pensamentos um do outro.

- Caras! O quê vocês sabem que não querem me falar hein? – Eles se entreolharam por mais uma vez. – Ah, mas se vocês não pararem com isso e me falarem agora o que está acontecendo aqui eu vou socar vocês!
— Calma, Paul! É uma história complicada demais para ser contada aqui na escola.
— É tão sério assim?
— Mais do que você imagina. — O sinal que indicava o final do almoço tocou e eles tiveram que retornar para as suas respectivas salas de aula. — A gente se encontra na saída no portão da escola. – Finalizou Joel se despedindo.
— Certo. – Concordaram Benji e Paul ao mesmo tempo.
“Pelo menos no Paul eu sei que posso confiar” — Ao menos uma certeza Benji tinha.