You Make Me Freak!

7 Capítulo 7 - Calor humano


Notas iniciais
~Capítulo extremamente KhunYoung~

- Eu sei que estou indo muito devagar. Mas estou disposto a dar um grande passo que mudará isso. – ri decididamente.

- O que vai fazer? – disse Junsu, meio avoado.

- Você nem está prestando atenção em mim direito, o que Junho te fez afinal hein?

- Já disse que não quero falar disso.

- Olha, só não te obrigo a falar agora porque tenho que preparar uma coisa, se não você estaria frito! – me virei.

- Ah, preparar o que?

- Se você não diz, eu também não digo, é assim que funciona! – saí do quarto.

Junsu sempre foi tão curioso, ainda bem que eu não caio na dele, quer dizer, sempre acabo contando o que ele quer saber uma hora ou outra, mas também sempre arranco algo dele, não que eu seja curioso, vejo isso apenas como uma ‘troca’, não é bom dar nada de mão beijada, inclusive informações.

Eu estava andando pelos corredores do dormitório pensando em como eu iria conseguir fazer o que eu tinha em mente, quando um toque estrondoso interrompeu meu raciocínio.

- Alô? – atendi o telefone sem vontade.

- Alô! Nichkhun?

- É.

- Aqui é o Manager! – como se eu não soubesse né, somente ele liga para o telefone fixo do dormitório ao invés dos celulares. – As apresentações do fim de semana foram adiadas, houve um imprevisto, avise aos outros!

- Pode deixar...mas, vem cá, você não tá pensando em marcar outros compromissos pra gente não né? – disse como quem não queria nada.

- Não. riu. – Mas não vá se acostumando com essa moleza, nessa semana tiveram mais folgas do que o necessário, então semana que vem é trabalho redobrado, e vai demorar para saberem o que é folga outra vez. – disse sarcástico e desligou.

Ele sempre desliga na cara, o que custa esperar quem está do outro lado da linha dizer um mero tchau? Mas o que importava é que tínhamos dois dias livres, além de poder descansar bem, seria perfeito para por meu plano em prática. Aproveitei que já estava com o telefone na mão e fiz algumas ligações para providenciar meu final de semana, realmente seria um grande passo em relação a Wooyoung, ou melhor, um salto!

Mais tarde, o envelope que eu esperava chegou, ainda não posso falar o que continha nele, pois Wooyoung deveria descobrir primeiro não é? Entrei no quarto onde ele se encontrava animado para dar a ele aquilo, só não sabia como. Será que agora eu estava indo rápido demais? Ah, de que importa, mesmo se eu estivesse sendo apressado, não era ele quem esquecia a toalha de propósito a fim de me atiçar no banho? E também não posso esquecer que me lascou um beijo sem meu consentimento. O que posso fazer se nós dois gostamos de uma velocidade máxima? Assim é mais emocionante. Enfim respirei e fundo e comecei a falar:

- Oi! Adivinha? Temos o fim de semana livre, nosso Manager acabou de ligar pra avisar! – disse entusiasmado.

- Por que me pediu pra adivinhar se ia dizer logo em seguida? – ironizou.

- Eu venho com toda minha boa intenção te contemplar com essa boa notícia e é assim que sou tratado? – dramatizei humoristicamente. – Então o que pretende fazer esse fim de semana? – me recompus rapidamente.

- Não sei ainda. – riu.

- Agora vai ficar sabendo! – disse entregando-lhe o envelope.

— O que? – abriu o envelope. – Duas passagens para Wonju, que maravilha! Vamos nos hospedar na casa de campo? Faz tanto tempo que não vou lá, adoro aquela casa!

- É sim. –sorri.

- Já entregou a passagem dos outros?

- Wooyoung, pense comigo...um envelope com duas passagens sendo entregue á você quer dizer o que?

- Que alguém está me convidando pra viajar.

- Correto. E se esse alguém coloca passagem dele no mesmo envelope que a sua quer dizer que vai levar mais alguém?

Wooyoung não precisou de palavras para se expressar, abriu um enorme sorriso ao entender que eu só levaria ele nessa viagem, o brilho em seu olhar mostrava que estava contente com a ideia.

- Ah, arrume suas malas depressa, já viu o horário do vôo?

- Já vamos essa noite? –gaguejou.

- Claro, precisamos de bastante tempo pra aproveitar lá! – falei com duplo sentido, queria mesmo é aproveitar ele.

Fui avisar aos outros sobre nossa folga. Por último foi a vez de falar para Junsu, e mesmo sendo bom ter dois dias para fazer o que quisesse, ele não ficou nem um pouco animado.

- Por que ainda está com essa cara? Uma das melhores coisas que se pode escutar quando se é artista é que vai ter folga!

- Pra mim não, isso só quer dizer não vou ter como ocupar minha mente com trabalho e terei que pensar no que me faz mal.

- E que tal contar a versão completa da história?

- Por que você não me conta por que está com essa expressão mais feliz que o normal? Esse assunto é melhor.

- Se eu contar, vai ter que me contar por que está com essa expressão tão triste, ok?

-Se essa é a condição pra te fazer falar, então ok.

- Vou com Wooyoung para a casa de Wonju!

- Uau!

- E você pensando que eu era lento na conquista. – ri.

- Me enganei, né. – sorriu, mas seu olhar era muito melancólico.

- E você? Vai ficar aqui o fim de semana todo?

- Vou sim, não estou com a mínima vontade de encarar a realidade, prefiro ficar aqui trancado.

- Estou esperando você me contar...

- Junho se zangou porque contei pra você que estávamos juntos, era pra ser um segredo sabe, e como te disse aquela noite, eu prometi que não iria contar pra ninguém, seja quem fosse não iria contar, e acabei contando.

- Então ele escutou? Que azar hein, justo quando você falou isso ele teve que escutar. Quem não acredita em azar é por que não te conhece. Mas ele ficou zangado até que ponto?

- Ao ponto de não querer saber mais de mim.

- Nossa, mas por que era tão grave você revelar que estavam juntos? Ele tinha muita vergonha de assumir?

- Claro que não, o que acontece é que ele gostava muito de ter algo que só nós dois pudéssemos compartilhar, e querendo ou não aquele segredo era um elo que nos unia muito mais, e ao contar eu estraguei tudo né. Quebrei a confiança dele, fiz ele pensar que não gosto dele. Fazer quem você ama sofrer é a pior sensação do mundo.

- Sei como é. Mas não fica assim não, se for pra ser vocês dois tudo vai se resolver.

- Ai, que romântico! – disse sarcástico. – Mas não é porque no seu caso você errou e tudo se resolveu que no caso dos outros vai dar tudo certo também. Cansei de me iludir viu.

- Que dureza, se continuar assim seu coração vai virar pedra. Mas veja pelo lado bom, não dizem que azar no amor é sorte no jogo. Faz umas apostas aí, tem grandes chances de ganhar, e não vai ter que se estressar com seu time perdendo. Tudo tem seu lado bom!

- Só você pra brincar com uma coisa dessas mesmo, essa sua paixão tá te deixando muito louco.

- Junsu, agora falando sério, se tiver muito difícil pode me ligar lá. Prefiro me incomodar ao ser interrompido por uma ligação sua do que te deixar na mão. E vai ser duro, por que todos vão ficar fora, menos Junho.

- O quê?

- É, só vão sobrar vocês dois.

- Que droga!

- Que droga? Quer melhor chance do que essa pra se acertar com ele? Você tem 48 horas inteiras para implorar perdão, nem que tenha que pegar a faca pra obrigar ele a escutar, você tem que fazer alguma coisa!

- Você fala como se fosse fácil.

- Você sabe que não é fácil, pra conseguir o que a gente mais quer tem que lutar, se esforçar muito, então é bom você não dar pra trás no primeiro obstáculo. Se você desistir agora é porque ele está certo em pensar que você não gosta dele tanto assim.

Deixei-o refletindo sobre o que eu disse. Já estava tarde, tinha que ir até o aeroporto imediatamente se não quisesse perder meu vôo. Wooyoung e eu rimos muito durante a viagem até Wonju, foi muito divertido. Quando chegamos na casa de campo já era bem tarde da noite, ele foi tomar um banho e dessa vez não se atreveu a me pedir a toalha. Enquanto tomava banho preparei-lhe uma surpresa. Quando ele desceu ficou boquiaberto ao ver a cozinha escura, somente iluminada pelas velas acima da mesa, e o jantar era seu prato preferido. Jantar a luz de velas é clichê, mas ainda é a melhor opção para ocasiões românticas.

- Sente-se. – sorri.

- Khun, não precisava fazer tudo isso, eu já te desculpei sinceramente.

- Quem disse que é pra me desculpar? Tenho um motivo muito melhor!

- Que motivo? – sentou-se.

- Coma primeiro, depois te digo. – disse misterioso.

Comemos o jantar e depois convidei-o para irmos até a sala. Era uma noite fria, então nos sentamos em frente a lareira, em duas grandes almofadas que estavam sobre o carpete afofado.

- Sabe por que te trouxe aqui?

- Não faço nem ideia.

- Porque sempre desejei trazer a pessoa que eu amasse aqui. Passar nossa primeira noite juntos no meio dessa nada. – sorri.

- Khun, não brinque comigo?

- É sério, eu demorei pra perceber, e agora não quero mais perder tempo. Eu sei que fui idiota com você muitas vezes, agora deixa eu me redimir.

-Khun...eu não sei o que dizer. – sussurrou.

- Não tem mais o que dizer. – aproximei-me até beijá-lo, seus lábios tremiam, e não era de frio.

Após o último estalo de nosso beijo, ficamos abraçados ali no chão, era inacreditável então precisávamos de um tempo pra cair a ficha. Mas não muito tempo, afinal nem piloto de fórmula 1 é mais apressado que nós dois.

- Está frio. –resmungou.

- É. E o melhor remédio pra frio é calor humano. Sabia que pessoas sem roupa, só com contato pele com pele conseguem sobreviver a frios intensos?

- Não sabia não. Mas devíamos testar essa teoria, não acha? – depois dizem que eu é que sou descarado hein.

Em minutos estávamos nus, o frio já nem incomodava mais, nos acomodamos embaixo de um edredom. Em meio a beijos, as coisas foram ficando cada vez mais quentes, se já estávamos assim na primeira noite, e ainda estávamos cansados da viagem, imagina no resto do fim de semana. No impulso me apoiei em Wooyoung para que pudesse penetrá-lo, mas ele revidou.

- Ei, calma aí!- disse assustado.

- Ora Wooyoung, você me faz tirar a roupa e não quer nem ir mais longe? Se era só pra darmos beijos poderíamos ter ficado vestidos.

- Foi você que começou, nem vem. – riu. – É só que...por que você tem que ser o ativo?

- É de instinto, o meu instinto é ficar em cima. – ri maliciosamente.

- Ah é? Mas meu instinto não é passar dor, então...

- E por que doeria?

- Já reparou no tamanho do que tem no meio das suas pernas? Vai me matar!

- Wooyoung, pare de graça. –ri. Já viu alguém reclamar de fazer isso? Eu vou com calma.

- Vai com calma no começo, quero ver quando se empolgar.

- Wooyoung...-ri. – Se doer você fala e eu paro.

- Tá, mas cuidado aí. –disse desconfiado mas depois riu.

Ele estava morrendo de vontade, mas sua insegurança fazia-o hesitar, mas acabei convencendo-o. Demos uns amassos, afinal nossa discussão sobre quem exerceria qual função quebrou o clima, então tínhamos que recuperá-lo. Logo fomos nos entregando, quando rolou de uma vez por todas. Os gemidos de Wooyoung mais pareciam gritos, o que me fez parar várias vezes achando que ele estava sofrendo de dor, mas era bem ao contrário.

...

...

...

Adormecemos ali, nossos corpos esquentavam um ao outro, e nem o frio estremecedor podia nos atingir.