Notas iniciais
Espero que gostem dessa One Shot. Eu amei escrevê-la.

Boa leitura!

- Hoje eu posso dizer que finalmente consegui voltar a viver! – eu exclamei olhando para a pouca plateia que se encontrava ali. Logo as cortinas se fecharam e as luzes dos bastidores se acenderam.

— Mais uma bela noite, Edward. – Phil meu companheiro de elenco disse com entusiasmo. Eu me segurei para não fazer uma careta desgostosa.

— É... Mais uma noite. – eu murmurei entrando em meu camarim e fechando a porta atrás de mim.

Eu trabalho como ator há seis anos e nessas ultimas semanas eu venho me questionando se de fato escolhi a profissão certa para mim. Desde pequeno eu gostava de participar das peças teatrais no colégio, e no ensino médio me dediquei seriamente a isso, já pensando no que gostaria de fazer quando crescesse. Há sete anos cursei Teatro e Dramaturgia pela Universidade West Virginia e me formei com honras.

No inicio foi muito difícil conseguir papeis de destaque. Eu sempre amei o teatro então procurei me focar nessa área. Claro que eu poderia tentar alguns testes para o cinema ou televisão, mas eu estaria fazendo isso somente pelo dinheiro e não por amor.

A peça que estou estreando este ano está em cartaz há dois meses aqui em Chicago. A estreia e as duas primeiras semanas arrecadaram bons lucros para o patrocinador da peça e recebemos muitas criticas boas. Entretanto, depois que um crítico infeliz do New York Times resolveu escrever sua opinião sobre a peça nossa audiência despencou consideravelmente.

Por que as pessoas dão tanto credito para o que aquele cara acha? Por que elas não vêm assistir o espetáculo e conferir com os próprios olhos o bom trabalho que estamos fazendo?

É frustrante saber que você se dedica tanto a algo e por causa de um infeliz, que se quer assistiu nossa peça, você vê seu trabalho ser menosprezado.

Isso me lembrou de um artigo que li semana passada, também de uma colunista do New York Times, em que ela rebatia os comentários desse infeliz sobre a crítica de um famoso restaurante aqui em Chicago. Pelo que eu entendi ela começou a trabalhar no jornal há pouco tempo e tem feito um grande sucesso ao desmentir as criticas amargas desse cara.

Em frente ao espelho eu tirei a mascara que usei durante a peça e com um pouco de algodão e agua comecei a retirar a maquiagem branca que cobria meu rosto. A peça conta a estória de um rapaz que veio morar na cidade grande para conseguir uma vida melhor e dias depois de sua chegada, ele recebe a noticia que seus pais haviam falecido. Nós exploramos durante a peça o sofrimento que ele passa durante esse processo, e depois a volta por cima que ele dá, conquistando o sonho de se tornar alguém.

-Peça de autoajuda uma ova! – eu resmunguei lembrando o dia que li a crítica absurda que ele fez, dizendo que a peça não passava de uma estória agua com açúcar e que se você quisesse alguma moral do final poderia buscar em qualquer livro de autoajuda.

Eu achei uma total falta de respeito com as pessoas que já passaram por uma situação igual a de Robert, o personagem que eu interpreto. A estória foi baseada em uma situação real que o diretor de produção passou e, com a ajuda dele, nós buscamos os pontos mais difíceis e emocionalmente complexos para trabalhar.

“Todo mundo tem uma opinião.” O diretor disse em uma das reuniões de elenco. Eu sei que ele estava ali para nos animar, mas todos podiam ver em seu rosto o quanto chateado ele tinha ficado.

Assim que terminei de tirar minha maquiagem escutei uma batida em minha porta e fui destravá-la.

— Tem alguém aqui que quer falar com você. – Phil disse apontando para uma moça ao seu lado – Nós vamos tomar um café aqui na frente. Esta a fim de ir também? – ele perguntou enquanto eu analisava a moça que estava ali.

Seu rosto não me era estranho e em minha cabeça eu tentava lembrar de onde a conhecia.

— Claro. Só me de alguns minutos e encontro vocês lá. – eu respondi e Phil voltou para seu camarim.

— Você deve estar se perguntando quem sou eu, certo? – A moça disse se aproximando da porta e eu pude ver com mais clareza seu rosto.

Ela tinha a pele clara igual neve, cabelos castanhos e olhos do marrom mais lindo que eu já vi. Seu rosto era pequeno e seus lábios com traços delicados. Buscando em minha memoria o lindo rosto que eu via em minha frente, eu me lembrei de algumas noites atrás, quando algo na plateia me chamou atenção.

Ela é a bela mulher que chamou tanto a minha atenção e fez com que eu quase esquecesse as minhas falas. Sem contar a curiosidade, pois desde o primeiro dia em que há vi ela continua voltando todos os dias para assistir a peça.

— Eu te vi na plateia na noite passada. – falei curioso para saber o que ela queria comigo.

— Eh... Sim. Na verdade eu tenho vindo a semana toda assistir. – ela disse balançando as mãos e deu um sorriso encabulado.

— Obrigada. Espero que isso signifique que você tenha gostado da peça, e não que esteja bolando um plano para atirar tomates no elenco. – eu brinquei adorando o som de sua risada.

— Na verdade eu gostei sim. Muito mais do que isso. Será que eu poderia entrar um pouco? – ela perguntou apontando para dentro do meu camarim. Eu achei estranho seu pedido porque normalmente eu não recebia ninguém ali. – Eu só quero conversar. – ela disse estudando meu rosto e mordeu o lábio inferior, esperando minha resposta.

Como minha curiosidade era maior, eu resolvi deixa-la entrar e conversar. Eu fechei a porta novamente e vi quando ela se aproximou do espelho que tinha ali, analisando com os dedos a mascara que eu tinha tirado agora pouco.

— Senta. – eu ofereci apontado para o sofá e no processo tirei algumas peças de roupas que estavam jogadas em cima dele.

— Obrigado. – ela sentou-se e começou a brincar com as mãos. Eu me sentei na cadeira em frente ao espelho, esperando que ela começasse a falar, e durante a espera fiquei admirando sua beleza. – Eu não imaginei que você fosse tão lindo. – disse mordendo os lábios de novo e eu não consegui conter um sorriso. – Me desculpa. Você deve estar achando que eu sou alguma louca que entra em camarins e dá em cima de atores bonitões, mas a verdade é que... Eu só queria que você soubesse.

Eu suspirei aliviado por ela assumir não ser alguma louca e fiquei lisonjeado pelo elogio. Durante o espetáculo eu estou sempre usando mascaras que determinam o humor do meu personagem dessa forma ela não tinha como saber como meu rosto era.

— Obrigado por você ser sincera e também pelo elogio. Eu fico contente em saber quando alguém gosta do nosso trabalho. – falei sorrindo fracamente — Nós tivemos uma critica negativa e por isso muitas pessoas deixaram de vir assistir a peça.

— Eu sei. Eu li sobre isso e achei um total absurdo. Eu sempre gostei de teatro, artes em geral e achei que precisava constatar com meus próprios olhos o que ele disse naquela critica. – comentou gesticulando com as mãos de um jeito adorável. Ela parecia uma boa pessoa então eu acabei relaxando.

— Eu sei! Era justamente isso que eu estava pensando agora a pouco. É tão injusto alguém dizer algo negativo e as pessoas concordarem sem ao menos comprovarem. A falta de opinião própria me enlouquece às vezes. – eu desabafei vendo-a me encarar com interesse no que eu dizia.

— Ele é um idiota. – disse revirando os olhos e agora foi minha vez de rir – Eu passei por isso sabe? A estória que você interpreta. – de repente seus olhos buscaram o chão e eu pensei no que ela havia dito.

— Você também veio pra cidade grande tentar uma vida melhor? – eu quis saber interessado e contagiado pela sua conversa.

— Meus pais... Eu os perdi também. – ela murmurou e quando seus olhos buscaram os meus de novo, eu pude ver a tristeza que ela sentia.

— Eu sinto muito saber disso. – falei sinceramente e me sentindo solidário eu me levantei e fui sentar ao seu lado, segurando suas mãos em conforto. Suas mãos eram quentes, macias e pequenas.

— Eles morreram há dois anos, depois que vim morar aqui em Chicago. Foi tão difícil receber essa noticia. Eu não tenho irmãos. Éramos somente nós três. Eu me senti tão culpada porque parecia que se eu tivesse ficado lá com eles, talvez isso não tivesse acontecido. – ela disse numa voz fraca e seus olhos nunca deixando os meus – Eu vim pra cá tentar uma vida melhor, poder dar uma vida melhor a eles. Nós morávamos em uma cidade chamada Forks e sabe aquelas cidades pequenas do interior? – eu assenti sorrindo ao ver um sorriso brotar em seu rosto com a lembrança – Lá chove o ano todo, todo mundo se conhece e é um ótimo lugar de se morar, mas eu queria mais do isso entende?

— Eu entendo o que quer dizer. Eu também morava em cidade pequena e decidi vir pra Chicago tentar a vida de ator. – falei lembrando quando coloquei os pés aqui pela primeira vez — Eu tinha vinte e três anos na época e com muitos sonhos na cabeça.

— Na minha primeira noite aqui eu dormi na estação de trem. – eu franzi o cenho curioso pela sua confissão – Roubaram todo o dinheiro que eu trazia quando paramos no meio da viagem, então eu não tinha como pagar um lugar pra passar a noite. Mas no dia seguinte eu conheci uma pessoa muito especial. – seus olhos brilharam nesse momento e algo dentro de mim não gostou em pensar que essa pessoa especial era um cara – Sue trabalha na parte de manutenção da estação de trem e me deu um pouco dinheiro, pra que eu me mantivesse por mais um dia ou dois.

— Me surpreende saber que ainda existem pessoas boas nessa cidade. – balbuciei suspirando. — Eu lembro até hoje das dificuldades que passei quando cheguei aqui. As pessoas não me davam credito e oportunidades.

— Me surpreendeu também sabe? Eu não esperava essa atitude dela e sinceramente pensei muito em voltar pra casa e desistir de tudo. – eu concordei com um aceno porque isso passou muito pela minha cabeça também — Você deve estar achando um saco ficar aqui escutando sobre minha vida. – ela disse envergonhada e corando ao olhar para nossas mãos juntas – Eu deveria deixar você se encontrar com seus amigos.

— Não. Não vai embora. Eu... Quero saber sobre você. – eu soltei sem querer, mas a verdade era essa. Essa linda mulher tinha despertado minha curiosidade. – Por favor, continua. – pedi e ela sorriu pra mim.

— Eu trabalhei como garçonete durante um tempo e fiquei morando num quarto alugado em cima do estabelecimento. Dois meses depois eu recebi a noticia que acabou com qualquer felicidade que eu sentia. Eu precisei me ausentar alguns dias e quando voltei, eu não tinha mais emprego. Foram dias e mais dias que eu passei me sentindo sozinha. É tão difícil você fazer amigos por aqui.

— Eu posso contar nos dedos os amigos que fiz. – e era verdade. São poucas as pessoas que pude confiar uma amizade.

- Eu vivi dessa maneira, com essa amargura e culpa dentro de mim, durante esses dois anos. O que me ajudou a continuar a viver foi minha força de vontade por querer uma vida melhor e conseguir o emprego dos meus sonhos. Eu pensei que sempre viveria me sentindo dessa maneira até que eu vim assistir a peça. Quando eu te vi naquele palco, alguma coisa em suas palavras, na maneira como você interpretava, me fez sentir o que você sentia. Eu vivi cada momento com você e me perguntei que mágica você tinha pra me mexer em lugar que já estava esquecido dentro de mim há muito tempo. – ela pausou apertando sua mão contra a minha e eu fiquei perdido em suas palavras, emocionado pelo que eu escutava dessa doce mulher — Naquela noite eu fui pra casa e chorei até o dia amanhecer. Mas, na manhã seguinte eu notei que eu estava diferente. Eu me sentia mais leve. Então eu decidi vir te assistir de novo e na manhã seguinte, eu constatei que não doía tanto quanto antes. Hoje eu vim aqui disposta a compartilhar isso com você, porque eu gostaria que você soubesse que por sua causa, não doe mais. Você me fez sentir novamente e eu te agradeço do fundo do meu coração. – seu sorriso agora era a visão mais encantadora que eu já vi em toda minha vida.

Nunca ninguém me emocionou tanto com poucas palavras da maneira que essa mulher acabara de fazer. Nunca em toda minha vida eu fiquei totalmente sem reação, sem saber o que fazer ou falar. Ela podia muito bem ter guardado isso para si, afinal nós nem nos conhecemos, mas ela optou por fazer uma pessoa feliz e voltar a acreditar naquilo que ama fazer. Ela abriu seu coração pra mim tão facilmente que eu achei que deveria abrir o meu também.

— Pouco antes de você entrar por aquela porta, eu me questionei se estava fazendo a coisa certa. Se eu tinha escolhido a profissão certa pra mim. Saiba que você me fez sentir confiança novamente e que ganhou um amigo. Obrigada por ter compartilhado isso comigo. – falei me perdendo em seus olhos e me aproximei para dar um beijo em seu rosto. Ela virou o rosto também e inevitavelmente nossos lábios se tocaram.

Com o susto eu permaneci quieto, somente sentindo a quentura e maciez de sua boca e me surpreendi quando seus lábios se movimentaram. Eu movi os meus também e me aproximei mais de seu corpo para ter mais acesso a sua boca. Eu não sei descrever o que senti quando nossas línguas se tocaram. Eu passei anos estudando sobre isso e agora não conseguia colocar em palavras a sensação que meu corpo sentia.

Eu descansei uma de minhas mãos em sua nuca, acariciando suavemente a região enquanto apreciava o sabor de seus lábios e sentia o cheiro gostoso de seu perfume. Ela envolveu seus braços em meu pescoço e entrelaçou seus dedos em meus cabelos. Eu não sei quanto tempo ficamos nos beijando, mas quando tivemos que parar para buscar ar, não me pareceu tempo suficiente.

Ela agora estava mais linda com os lábios inchados e o rosto corado e, enquanto acalmávamos nossas respirações, eu plantei pequenos beijos em seus lábios pensando que a noite foi cheia de surpresas.

— Obrigada. – ela murmurou sorrindo e me surpreendeu ao se afastar de mim e se levantar subitamente do sofá. Eu fiquei olhando para ela sem entender sua atitude. Foi o beijo que a assustou? Será que eu beijo tão mal assim? – Eu preciso ir agora. Será que... Posso deixar meu telefone com você? – ela perguntou insegura e eu sorri igual uma criança quando ganha um doce.

— É claro. Me passa seu numero que eu dou um toque no seu celular. – pedi pegando meu aparelho. Ela o fez e guardou o celular na bolsa.

— Então tchau. – disse indo até a porta e acenando suavemente.

— Tchau. – eu falei estupidamente vendo-a sair pela porta e só depois de alguns minutos é que me dei conta de que sequer havia perguntado seu nome.

No dia seguinte enquanto tomava um café na cafeteria perto do meu apartamento, eu olhava para o numero gravado em meu celular e me questionava a cada cinco minutos se devia ligar ou não para ela. Droga eu nem sabia seu nome!

Como você é idiota Edward. Como foi deixá-la ir embora daquele jeito?

Bufando eu tomei um gole de meu café e resolvi ler o jornal dessa manhã, deixando para resolver minha indecisão mais tarde. Qual foi minha surpresa, ao ver na página de entretenimento uma critica sobre a minha peça escrita pela colunista Bella Swan. Eu sorri antes mesmo de começar a ler, porque algo me dizia que aquele crítico infeliz iria engolir aquelas palavras idiotas com farinha.

Hoje eu começo minha matéria de uma maneira diferente. Gostaria de compartilhar um episodio de minha vida com meus queridos leitores para que vocês possam entender um pouco mais sobre minha critica dessa semana.

Há dois anos perdi meus pais em um acidente de transito e isso aconteceu dois meses depois que vim morar em Chicago. Naquela época eu era apenas uma garota do interior que veio para cidade grande em busca de um sonho. Foi difícil passar por tudo sozinha, e confesso a vocês que pensei em desistir diversas vezes, mas minha força de vontade prevaleceu e hoje consegui conquistar esse lugar de prestigio.

A dor pela morte de meus pais nunca passou e junto com ela veio a culpa pelo o que aconteceu. Eu pensava que se não tivesse vindo para cá, talvez eles estivessem vivos hoje, mas quem pode controlar a vontade de Deus?

Na semana passada eu li a matéria que meu colega de trabalho fez sobre a peça You Make Me Feel e curiosa após ler a sinopse e querendo ver com meus próprios olhos se ela realmente valia a pena ou não, eu resolvi assisti-la.

O elenco conta com atores excepcionais e o enredo é muito bem escrito. Mas escrever somente isso sobre essa peça seria um tremendo desperdício. A estória conta a vida de Robert, um garoto que também veio para cidade grande tentar uma vida melhor e nesse período também perdeu seus pais. Meu colega de trabalho citou que a peça podia muito bem ser comparada a um livro de autoajuda e eu devo discordar completamente, porque ela é muito mais do que isso.

Ela te mostra que tudo na vida tem um proposito, que nada acontece por acaso e que, mesmo nos piores momentos, você precisa sempre olhar para frente, deixando o passado apenas na lembrança. É uma estória de superação pessoal que é muito bem mostrada pela atuação emocionante do ator Edward Cullen.

Eu já assisti muitas peças de teatro e digo com toda sinceridade que essa foi uma das poucas que me emocionou, e o grande responsável por isso foi Edward Cullen. Ele me fez sentir que nós precisamos sim passar pela culpa, pela dor e pela insegurança quando perdemos alguém querido, mas acima de tudo nós não nunca podemos nos esquecer de sentir a vida.

Se você, assim como eu, precisa aprender a sentir novamente, veja com seus próprios olhos o poder de You Make Me Feel.

Até a próxima semana,

Bella Swan.

Eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de ler. Será mesmo que a linda mulher que me confessou tudo aquilo ontem é a mesma que escreveu essa matéria?

Um sorriso enorme se formou em meu rosto e decidido a buscar respostas, eu resolvi mandar uma mensagem para o numero dela.

Você gostaria de sentir a vida comigo e me acompanhar em um café, Bella Swan?

Eu apertei send e esperei impaciente pela resposta.

Depois de ontem você é a única pessoa que pode me fazer sentir a vida, Edward Cullen. E sim, eu adoraria tomar um café com você.

Eu reli sua resposta umas cinquenta vezes e passei o endereço de onde estava. Quando seus olhos encontraram os meus naquela manhã, ela me fez sentir que algo havia mudado dentro do meu coração.

Notas finais
Não esqueçam de deixar um oizinho para dizer se gostaram.

Beijos,

Camila.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.