Notas iniciais
Welcome SP =]

A viagem foi mais rápida do que eu pensava que fosse, aliás do RJ para SP não é nem 1 hora de avião. Saímos do aeroporto e pegamos um táxi pra nos levar para nossa nova casa. Era estranho pensar nisso, sempre morei em um único lugar minha vida inteira e agora me mudei para seguir o meu sonho. Eu e Carol ganhamos uma bolsa de estudos em uma faculdade daqui, pra fazer a minha tão sonhada faculdade de Moda e Carol de Fotografia. Eu não sabia como era muito bem a casa que íamos morar, só sabia o endereço e o táxi nos levou. Chegando lá, paguei o táxi e peguei nossas malas.

— Pronta? – Carol disse olhando para mim.

— Sim senhora. – falei rindo.

Eu não podia estar mais feliz, estava em São Paulo com minha melhor amiga. Estava realizando meu sonho.

— Venha Carol, vamos entrar, estou ansiosa para ver como é o nosso mais lindo e belo apê. – eu disse.

— vamos vamos. – Carol disse e me puxando.

O apê era lindo, no 4º andar. Não muito grande, mais o suficiente para nós duas.

— AHA UHU ESSE APÊ É NOSSO – Carol estava igual uma louca gritando, correndo pelo apê.

— É NOSSO MESMO PORRA. – gritei na mesma empolgação que Carol.

— AAAAAI amiga, estou muito feliz, borá dar um role? – Carol perguntou.

— Partiiiiu! – eu disse.

Decidimos então sair. Era uma hora da tarde e fomos a umas lojas perto da nossa casa. Compramos muita coisa pra casa nova, e claro, pra gente também. Chegamos umas cinco horas da tarde e começamos a decorar. O apê ficou ainda mais lindo, se é que era possível. Cansada fui tomar banho e depois assistir TV. Enquanto isso, Carol preparava um rango pra nós.

— Ju, a campanhia está tocando, atende ai, estou toda suja – Carol disse.

Não tinha ouvido nada tocar, mas mesmo assim fui ver.

— Oi? – eu disse.

— Oi moça – ele falou com uma voz suave.

— o que você quer? E quem é você? – perguntei com voz de assustada.

— É que entregaram uma carta sua na minha caixa de correios... – disse o homem da voz suave.

— Ah ok, muito obrigada viu! – disse olhando nos olhos lindo dele.

— Faculdade, é? – ele perguntou.

— Sim. – respondi

— Qual seu nome, moça? – ele perguntou.

— Juliana, mas pode chamar só de Ju, por favor.

— E o seu? – disse rindo.

— Diego. Diego Silveira.

Em seguida fechei a porta, e um belo sorriso surgiu no meu rosto.

— Quem era amiga? – disse Carol.

— Juliana, quem era? – ela perguntou com voz alta.

Não respondi e fui para meu quarto. Deitei na minha cama perdida nos meus pensamentos, lembrando-me do sorriso e da voz que aquele tal de Diego Silveira tinha. Ele era lindo, extremamente lindo.

— Diego Silveira... Esse nome não é estranho para mim – Falei baixinho.

Fui pro meu notebook e coloquei seu nome lá. Saiu uns resultados relacionados com "Banda Cine ". Esse nome também não era estranho pra mim. Então coloquei nas imagens, e vi que era ele, o rapaz que me entregou as cartas um pouco mais cedo. Ele é integrante da banda Banda Cine. Então, fui procurar eles no youtube. Dei de cara com o clipe "Nunca Ninguém Morreu de amor" e logo reconheci esse nome. Mas mesmo com essa lembrança, eu adorava essa música, mas nunca me preocupei em procurar a banda que a cantava. Fui procurar outras músicas, ouvi a maioria e é incrível como me apaixonei por todas a cada melodia. E a voz do Diego, claro... perfeita!

— Ju, vem jantar. – Gritou Carol da cozinha.

— Já estou indo. – respondi.

Com muita relutância e má vontade fui pra cozinha jantar. Pizza, eu adoro pizza, mas não estava mais com fome naquele momento, só queria continuar pensando nele. Mas me sentei e comecei a comer. Quando percebi, já tinha comido três pedaços. Pra quem não queria comer, estava ótimo.

— Quem era que tocou na porta, naquela hora Juliana? – Carol perguntou com cara de que dessa vez, tivesse uma resposta.

— Uma pessoa, que mora aqui no prédio, entregaram nossas cartas pra ela. – respondi.

Droga, as cartas, eu tinha me esquecido das cartas.

— Que cartas? – Carol perguntou.

— Da faculdade – disse.

— COMO ASSIM CHEGA CARTA DA FACULDADE E VOCÊ NÃO ME AVISA? – Carol disse gritando, o que me fez rir.

— Foi mal, me distraí amiga! – respondi rindo.

— As aulas começam no mês que vem. — Anunciei.

— Sim, de manhã. E olha, aqui informa nossos horários e nossas salas. – disse Carol lendo a carta.

Terminamos de conversar sobre a faculdade e fomos tomar banho (o meu era o segundo banho do dia) para, finalmente, dormir. Mas antes de ir cada uma para seu quarto, Carol me chamou e disse:

— Tá, agora você já pode me falar quem é o gatinho? – disse ela me cutucando. — Como assim? – fiz cara de quem não sabia de nada.

— O gatinho que veio entregar as cartas aqui. Você acha que eu não te conheço Juliana? E ainda disse que “estava distraída”.

— Não tem nada ok? Ele só veio entregar as cartas que foram para o endereço dele por engano, apenas. E ah, Boa noite. – disse saindo para me poupar dessa conversa.

POV DIEGO.

Era pra ser como nas outras vezes. Eu apenas iria entregar as cartas da nova vizinha da frente que, por algum motivo, sempre vão parar no meu endereço. Eu havia acordado de manhã com um pressentimento diferente, mas não me importei muito e fiz tudo o que tinha pra fazer. Entrevistas, ensaios e tal. Mas quando voltei, tinha duas cartas na minha caixa de correio que não eram endereçadas ao meu número. Quando vi a que apê pertencia, fui entregá-las aos seus legítimos donos. Chamei e esperei. Saiu de lá uma menina, que não aparenta passar dos vinte anos de idade. Eu sorri ao vê-la de perto, um gesto involuntário, e a olhei de cima a baixo. E ela sorriu de volta, o que me matou por dentro. Será que eu poderia estar sentindo isso de novo? Não pode, prometi pra mim que não me machucaria de novo nesse tal de "amor". Todas as outras só me machucaram. E eu ainda tinha a Bruna. Chata, muito chata e ciumenta. Isso me sufoca. Deixei bem claro que não quero mais namorá-la há um mês, mas ela fala que isso é apenas uma "fase" nossa e que vai passar logo. O fato é que eu não a amo mais e ela não consegue entender. Fiquei pensando em tudo que aconteceu hoje, e pensei nela também. Juliana. Que nome de bebê, muito fofo. E Ju, como ela preferia ser chamada, é tão meigo. Olhei no relógio. — Três horas da manhã? Mas já? — Falei alto, com o susto.

— Preciso ir dormir! Deitei na minha cama e deixei vagar os pensamentos até deixar que o sono me levasse. Mas antes, tive que admitir para mim mesmo que, mesmo que por menos de cinco minutos, eu tinha me encantado com a Ju de um jeito simplesmente apaixonante.

Notas finais
e aí? será que rola? vamos esperar pelo próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.