You Make Me Feel
5 Dois Meses Sem Ela :'(
P.O.V. — Giovanna Osment
Tive alta e no outro dia fiquei ao lado da cama da minha melhor amiga. Dormi ao seu lado, senti como se ela estivesse comigo, ali visitando uma desconhecida qualquer.
Falava com ela e ouvia sua resposta. Sei que posso até estar maluca mas, eu ouvia a resposta perfeitamente.
Meus pais, depois de uma semana, me obrigaram à ir para a escola, mas não conseguia me concentrar na aula, mas fiz amizade com pessoas erradas, elas fumavam, matavam aula, se drogavam e bebiam bebidas alcoólicas, mas a esperança que eu tinha da Priscila acordar, não me deixava fazer essas coisas, não me deixava acabar com a minha própria vida. Eu nunca esquecia da minha melhor amiga que estava no hospital, eu saía da escola e ia para o hospital, eu dormia, comia e tomava banho lá...
Eu não podia ouvir a música “Wish You Were Here”, tipo, eu me lembrava de todos os momentos bons da nossa amizade e começava a chorar de soluçar. Passaram-se dois meses, quase sempre no mesmo ritmo, hospital, escola, hospital. Fui ver ela e sai para ir à escola. No outro dia fui ve-la novamente e antes de ir para a escola, falei sussurrando em seu ouvido:
– Amiga, só falta você para o meu Happy Ending. — Dei-lhe um beijo na testa e sai.
Cheguei da escola, pus meu material no chão e fui tomar banho. O hospital já era a minha casa.
P.O.V. — Giovanna Osment Off
P.O.V. — Priscila Bittencourt
Acordei, tava com uma dor no corpo ! Vi a mochila da Gi no chão e escutei o barulho do chuveiro.
– Gi, é você ? Amiga ? — falei meio que gritando.
De repente, não ouvi mais o chuveiro. Então gritei novamente.
– Gi, eu to aqui, eu acrdei. — só que dessa vez mais alto.
Vi ela sair do banheiro e me olhar com uma cara de “Não Acredito”
– Eu estou sonhando Pri ? Porque eu já cansei de ter sempre ter o mesmo sonho de você acordando – falou ela com os olhos lacrimejando.
– Sua bobona, eu acordei mesmo! — falei e ela veio me abraçar chorando.
– Amiga, senti tanto sua falta! — falou ela entre soluços.
– Não chora” Eu não prometi que não ia te abandonar nunca?! — falei fazendo ela soltar uma risada baixa.
– Eu vou chamar a enfermeira – disse, se soltando cuidadosamente do abraço.
– Tá bem! — ela foi em direção a porta e logo em seguida chamando a enfermeira, que apareceu rápido, só que vieram três enfermeiras e um médico, minha mãe e meu pai.
Começaram a fazer uma bateria de exames e eu descobri que eu fiquei dois meses em coma, e que a Gi tava morando aqui comigo todo esse tempo.
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