Notas iniciais
Espero que gostem :)

Coloquei minha mala em cima da esteira pequena e suspirei. Estava pesada, continha o máximo de roupas que eu conseguia levar. Ia embora, e quando eu saio de um lugar procuro fazer com que nunca mais volte. Detesto o passado, as lembranças ruins, e se para esquecer delas eu tivesse que me livrar das boas, eu o faria.

Olhei em volta e reparei na multidão que tinha atrás da fila.

Ouvi a senhora de meia idade me chamar e me virei para assinar algum papel e pegar a passagem. Peguei minha bagagem de mão e fui para a sala de embarque. Na verdade, com um pouco de dificuldade por causa da mesma multidão de alguns minutos atrás.

Ignorei os impurrões e fui até o detector de metal. Agradeci ao pedido de "boa viajem" ao funcionário e fui até a minha área.

Sentei em um dos bancos e abri a bolsa da minha câmera. Passava as fotos esperando chegar a hora de entrar na fila.

O Brasil era bonito, mas eu não aguentava mais esse lugar, precisava pesquisar outros ares, olhar passoas novas e esquecer meu passado.

Chamaram o meu voo e me levantei arrumando minha câmera no meu ombro.

Assim que entrei no avião proccurei meu lugar e me sentei como qualquer normal faria. Continuei olhando minhas fotos e apagando aquelas que marcavam minhas memórias.F

Era hora de começar algo novo.

Desliguei e guardei o que tinha em mãos e fechei os olhos, sem ouvir nada, sentir nada e já com os sintos a minha volta.

Meu sono foi bom, silêncioso e macio como as nuvens que estavam a minha volta naquele momento. Só que tudo foi estragado pelo apito de trem que me fez acordar.

Espera! Apito de trem? Eu estava num avião. Olhei em volta e reparei no menino que estava sentado ao meu lado tentando desligar o iphone precioso dele.

- Desculpe — disse com sotaque canadense e aparentemente sem graça.

- No problem — afirmei com a cabeça ainda com minha voz de sono. — Já era hora de acordar. — falei em inglês bocejando.

- Você é canadese? — ele se surpreendeu olhando para mim, mas só reparei nisso quando virou o rosto, pois com seus óculos gigantes era dificil decifrar até a sua expressão.

- Não, mas vou morar lá — comentei por impulso, aliás estava falando com um estranho.

- Jura? Morar onde?

- Toronto, mas por que eu estou falando isso para você mesmo? — Sorri, o olhando.

- Por que eu estou perguntando? — Disse, mas percebemos que não estávamos dando patada um no outro, isso foi estranho.

- Esse é um bom argumento, mas não tão convincente levando em conta de que eu não te conheço.

- Agora conhece — ergueu a mão para apertar — Justin.

- Justin... — tentei saber seu sobrenome.

- Bieber. — Suspirou derrotado.

- Ah, legal, meu no... — tentei me apresentar, mas ele tapou minha boca. Fiz cara de interrogação.

- Desculpa, é impulso, algumas pessoas gritam meu nome quando eu mostro que sou. Espera! Você não gritou, ta tudo bem?

Gargalhei com seu comentário e o olhei. Apesar daqueles óculos enormes eu podia ver que estava confuso.

- Toca. — Levantei meu braço, mas hesitou. — É sério, toca, eu não vou dar um choque em você e não vou te atacar, toca — pressionei e ele tocou. Sorri — Viu? Eu sou igual a você, por isso eu não faço essas coisas.

Ele paralisou e olhou para mim com a boca aberta. Por alguns segundos a situação ficou a mesma.

- Fecha a boca, gatinho, se não baba — peguei meu celular em modo de voo e coloquei meus fones. Mas me lembrei de outra coisa. — Ah, só mais um detalhe, a coisa mais brega que tem é ter como sinalizador de mensagem o barulho de um trem.

Coloquei os fones de volta e fechei os olhos. Passaram-se alguns segundos e abri um olho. Ele ainda estava olhando para mim.

- Para de me olhar assim? — Sorri. — Assim eu não consigo dormir.

- D-desculpa — gaguejou, ainda confuso — eu só estou tentando processar. — Era engraçado vê-lo desse jeito, quem diria Justin Bieber com cara de mongol.

- Ta bom, chega! Prazer, Justin, meu nome é Lisa — levantei minha mão. — Lisa Souza.

Esperei ele apertá-la e quando o fez, sorri.

Apesar de seu espanto conversamos muito, e ficamos amigos, temos bastante coisa em comum e ainda rimos muito.

Depois de três horas conversando acabamos dormindo, eu pelo meu cansaço do fato de não ter dormido a noite toda e ele por causa de seu ultimo show e entrevistas.

- Boa noite, Justin — sussurrei o olhando com a cadeira inclinada.

- Boa noite, Mona Lisa — disse sorrindo e fechou os olhos.

Dormimos assim olhando um para o outro com um sorriso engraçado no rosto.

Notas finais
É isso, daqui a pouquinho escrevo mais. Comentem :D
Bjs :*