You Make Me... Believe
8 No, I Forgot My Past
Notas iniciais
Adoro escrever e já estavam acumulando capítulos aqui.
Quem quiser ler fique a vontade, e se quiserem comentar também.
Para as pessoas que estão lendo (poucas) espero que gostem ;)
Ps: eu vou citar um nome de um lugar e quero dizer que ELE REALMENTE EXISTE, (procurem no google, com certeza vão achar) ;)
Beijos :*
Justin não calava a boca o caminho todo, perguntando onde a gente ia.
– Dá pra calar a boca e confiar em mim? — Ri e o olhei ainda dirigindo.
– Ta — suspirou e riu — desculpa, eu sou muito ansioso.
– Eu vi, a gente já está chegando. — O tranquilizei e virei uma esquina. Estacionamos e olhei para ele.
– O que a gente está fazendo no Taipei 101?
– Vamos subir — sorri e abri a porta do carro, enfrentando aquele frio congelante.
– Mas eu não subo no elevador disso ai nem morto. — Saiu do carro negando.
– Vamos Justin, eu tenho uma técnica, vem — puxei sua mão e entramos.
Eram nove horas da noite e avisei que iria visitar meu tio. Justin me olhou estranho, mas ignorei.
Falei o nome e o cara me deixou subir. Chamei o elevador e Justin apertava minha mão intensamente.
– Calma, guri, vai dar tudo certo, já mandei você confiar em mim. — A porta abriu e entrei o puxando. — Agora, olha para mim — apertei o botão e fiquei de frente para ele. O olhei nos olhos. — Feche os olhos e respire fundo só uma vez — disse e ele fez o que eu mandei. — Onde você queria estar a essa hora?
– Fora desse elevador — ele disse e eu ri.
– Onde fora desse elevador?
– Lá em cima — disse e sorri mais, ele não estava aqui de má vontade.
– Então imagina lá em cima — pedi — É bonito?
– Sim, lindo.
– Me dá detalhes? Eu não lembro muito bem.
– É simplesmente lindo, as luzes da cidade são cada vez mais fortes, quanto mais alto você estiver mais elas aumentam. — Fechei os olhos para imaginar como ele. Me lembrei da minha infância e os abri rapidamente — é uma cidade infinita e o céu é de um preto que parece que estamos em uma cidade voadora no meio do universo. Daqui de cima toronto não tem ar de toronto, é mais parecido com... a minha casa, é isso, tem o ar da minha casa, tão... — ficou sem palavras — lindo.
Justin desse jeito era diferente, parecia uma criança com saudade de casa. não era o Justin Bieber, era apenas o Justin. Sua face era relaxada e seu sorriso aumentava a cada segundo. Sorri mais com isso.
– Vamos ver se é a mesma coisa ao vivo? — Perguntei no exato momento em que o elevador apitou e a porta se abriu.
Justin abriu os olhos rápido e riu.
– Você é boa nisso — olhou para mim
– Eu sou boa em tudo, meu. — Empinei o nariz e sai do elevador o levando junto comigo.
– E muito convencida também.
– É, eu sou boa nisso também — concordei e subimos a escada pequena que estava na nossa frente.
Abri a porta e a deixei aberta. A vista era exactamente como Justin tinha falado, era simplesmente lindo.
Da ultima vez que tinha vindo aqui eu era pequena demais, nem lembrava direito.
Era estranho, mas dava uma sensação de poder, como se você tivesse toda cidade em suas mãos.
– Como você conseguiu entrar aqui? Quem é Edward Novick? — Perguntou Justin, me tirando dos meus devaneios.
– Meu tio, ele trabalha aqui — falei baixo.
– Mas sua tia não está no Brasil?
– Como você sabe? — me assustei.
– Você me falou no avião — riu e me olhou de novo.
– Ah sim, ela teve que ir para o Brasil por razões pessoais — "eu", pensei, me sentei em um banco que havia ali, virada para a vista. — E ficou por lá, ele ficou aqui por que não podia deixar o emprego, mas as vezes visita ela. Ele que me trouxe aqui pela primeira vez, eu era pequenina — sorri e suspirei.
– Você vai ver ele? Quer dizer, quando a gente sair? — Ele se sentou ao meu lado, ainda olhando para a vista.
– Não, tem coisas no passado que eu prefiro esquecer. Quer dizer, ele sabe que eu to aqui, mas sabe que eu não quero ver ele. Nem ninguém da minha familia.
– Por que? Qual é o problema com a sua familia? Por que você nunca fala dos seus pais? — dessa vez ele me olhou.
– É passado, prefiro deixar para trás do que sofrer lembrando das coisas ruins.
– É tão ruim assim? — Ele virou seu corpo, interessado.
– Você nem imagina — suspirei e o olhei também — Justin?
– Sim? — ele sorriu.
– Você acredita no amor? — Senti uma rajada de vento passar por dentro de minha roupa e fiquei arrepiada. Assustada com o choque repentino afaguei meus braços e me encolhi.
– Claro, por que a pergunta? — Ele viu minha reação e me abraçou colocando minha cabeça em seu ombro.
– Por que eu não consigo mais acreditar. — Fechei os olhos.
– Você quer me contar? — Tirou-me de seu ombro e olhou em meus olhos.
– Não — desviei seu olhar — é só que depois que tudo aconteceu eu não nunca tinha falado isso para ninguém, eu só me afastava. Isso já foi mais do que provado para mim, Justin. O que vocês chamam de amor é insanidade, possessividade e se o amor realmente existe com a função de nos fazer sofrer eu prefiro nunca mais sentí-lo.
– Lisa — ele começou, mas não conseguiu terminar.
Um estrondo no elevador nos fez despertar daquela conversa. Levantamos rápido e corremos até um canto do terraço. Esperamos um pouco e mais um pouco, mas ninguém apareceu. Devia ser algum mecanismo do elevador.
– Vamos, antes que nos peguem aqui — disse e puxei sua mão.
Corremos até o elevador e apertei o botão. Olhei para Justin e sorri. Logo as portas se abriram. Apertei o botão e o olhei de novo.
– Aonde você quer estar agora? — Sorri e o encorajei
Sem perceber fui parar em seus braços, com os mesmo me segurando com força e imediatamente os meus estavam ao seu redor, retribuindo.
– Sinto muito pelo que aconteceu com você. — Sussurrou e apertou o abraço. — Sabe que pode contar comigo.
Senti seus lábios encostarem em minha bochecha e seu rosto voltar para meu ombro.
– Obrigada. — Sussurrei de volta e ficamos assim até as portas se abrirem de novo.
Sinceramente não sabia se continuamos daquele jeito pelo medo de Justin ou por estarmos tão confortáveis dessa forma.
Fomos até o carro e Justin se ofereceu para dirigir. Deixei, estava muito cansada. No caminho com o rádio ligado tocou uma música lenta. Meus olhos estavam tão cansados que fiquei com preguiça de identificá-la. Suspirei e minhas pálpebras me venceram.
Senti braços me envolverem por algum tempo e depois senti o macio do meu edredom. Lembrei que era Justin me carregando.
– Justin? — Sussurrei, mas dava para ele ouvir.
– Oi? — Ele se assutou e senti seus olhos em mim.
– Vai para casa? Stratford?
– Não, vou para o hotel.
– Não precisa de hotel, você pode dormir aqui, tem uma cama no outrou quarto. — Disse com minha voz arrastada e maio inaldível.
– Não vai dar, eu tenho que estar lá, minha equipe já está e amanhã eu viajo cedo para a Alemanha, tenho que dormir lá. — Senti seus lábios em minha testa. — Boa noite, depois me liga.
– Pra você também, boa viajem.
– E, Lisa, obrigada por tudo.
– Eu estou sempre aqui, Jus.
Dormi profundamente e não ouvi mais nada.
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