You Light Up The Sky
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Zayn’s POV
Se me dissessem que Serena era viciada, eu não acreditaria! Mesmo ela sendo um pouco (ok, muito) doida, ela é bem centrada e nunca imaginaria que ela usasse drogas.
Mas... Depois de nos despedirmos dela no aeroporto, com direito a muitas e muitas lágrimas das garotas, fomos pra casa do Niall pra ver o que, de tão importante, ele tinha que nem ir ao aeroporto ele quis.
- Cara, a porta ta aberta. – Louis falou entrando.
Olhamos lá dentro, em todos os cômodos e nada de Niall.
- O celular dele só dá fora de área. – Liam disse indo na cozinha com a gente com o celular na mão.
- Isso ta meio estranho. Niall, apesar de despreocupado com tudo, não sumiria assim sem nem ao menos avisar a um de nós.
- É, também concordo, El... Então... Será que aconteceu alguma coisa? – nos entre olhamos. Lorenna parecia um pouco inquieta. Aí tem.
- Ta sabendo de alguma coisa, Loren? – Perguntei cruzando os braços. Do “pouco” tempo que conhecia ela, sabia o suficiente para desconfiar de que ela sabia sim de alguma coisa.
- Hm? – ela olhou pra mim, olhos fixos nos meus. – Só do que vocês também sabem, ué. – desviou o olhar. Sabia! Ela sabe. – que ele não foi ao aeroporto, não esta aqui na casa dele, que não atende o celular... E que aquele viado está nos deixando preocupados.
- E o que mais? – a olhei, influenciando-a a prosseguir, mas, como eu já sabia, ela ficou quieta me olhando fingindo estar confusa, assim como todo mundo. Ok. – pode vir até aqui um pouquinho? – perguntei andando e, hesitante, ela foi seguindo-me.
Saí de dentro da casa de Niall com Loren atrás. Fui até a frente do portão e comecei a olhá-la, na esperança de que ela falasse sem eu precisar pedir. Mas, não deu muito certo.
- Fala, Loren. Eu sei que você sabe onde o Niall ta.
- É claro que não, Zayn! – ela olhou pro outro lado da calçada.
- Vai mesmo mentir pra mim? – ela me olhou com receio. – Isso é coisa séria Lorenna. O Niall praticamente sumiu e todos estamos quase a ponto de ligar na policia pra dar queixa do desaparecimento repentino do moleque! Anda Loren, se você sabe de alguma coisa conta logo!
Ela suspirou, olhou pros próprios pés, me encarou, olhou o outro lado da rua novamente, e finalmente disse:
- Ele foi atrás da Serena. – ela disse calma parando seu olhar no meu.
- O que? O Niall perdeu a cabeça ou o que? Como assim foi atrás da Serena?
- Ele não quis aceitar essa idéia de que Serena vá pra reabilitação. Pra ele ela não é viciada, e... Hm... Acho que ele gosta dela. Ele só quer que ela fique, Zayn!
- E onde ele ta?
- Não sei, ele disse que me avisaria quando chegasse no aeroporto. Ele vai chegar antes dela lá. E depois, se conseguirem, voltam o primeiro vôo pra cá. Acho que ele ainda não chegou. São aproximadamente oito horas de viagem e... Fazem umas... Três horas que ele foi.
- E como você não conta nada disso pra gente? Vocês dois tem problema ou o quê?!
- Para, Zayn! Ele me disse, e agora eu to falando pra você! Ele pediu pra eu não falar nada... Ele disse isso pra mim ontem, mas não queria falar pra vocês e nem que eu contasse porque ele e eu sabíamos que vocês não concordariam e agiriam exatamente como você! Zayn, ele ta bem. Mesmo sendo relaxado Niall sabe se cuidar sozinho. Você deveria saber disso, afinal vocês dois são amigos a mais tempo que eu e ele. Se acalma, não pode atender telefonemas no avião e quando ele chegasse ele disse que me ligaria. – Para ela isso parecia a coisa mais normal do mundo.
Ok, ela estava certa, Nialler sabia se cuidar sozinho, mas mesmo assim, podia ter nos avisado.
- A gente tem que falar isso pro resto. Se duvidar eles já estão ligando pra policia. – eu disse a puxando pra dentro.
- Ele continua sem atender, Zayn... Será que não é melhor a gente ligar pra...
- Que policia o que, gente! Ou, presta atenção, isso é exagero! – Lorenna interrompeu todo mundo olhando seriamente pra eles.
- Mas, Lorenna, ele ta sumido. S-U-M-I-D-O-!
- Não, ele não ta. Ele ta indo pra Nova York agora. Atrás da Serena.
Todos se dividiram. Eleanor e Danielle fizeram um coral de: “Awn que lindo”, e Liam, Harry, Louis e Dan um de: “O que? O que aquele vagabundo acha que ta fazendo?”.
- Ai gente! Ele só não quer deixá-la ir. Que coisa viu, implicância! Depois não quer que o garoto sua! – Lorenna estava realmente nervosa.
- Que bicho te mordeu, Lorenna?
- Nenhum, merda! Af. Vocês também em... O Niall só quer ver a Serena bem, ele gosta de ver todo mundo bem. Até parece que vocês não o conhecem!
- Mas o que custava ter nos avisado? – Harry, mexendo com fogo.
- Se vocês que ficaram sabendo agora tão assim, imagina se ele tivesse contado ontem. Só ia faltar vocês terem um filho! Vocês não iriam concordar com ele e não deixariam ele ir. Mas que se dane também. Ele já foi e vai chegar de tarde, e vai me ligar quando chegar. Então, cala a boca todo mundo que eu cansei já.
Louis começou a rir. Meu Deus. Ele tem problema ou sofre da cabeça?
Lorenna o olhou assim como todo mundo. E ele não parava de rir.
- Vish, meu Deus... Que você tem filho? Ta bem? – Eleanor perguntou se aproximando dele abaixando-se, já que o garoto tava tão retardado rindo que até se sentou no chão.
Ficamos o olhando rir até ele parar uns segundos depois.
- O que. Foi. Isso? – só faltava Loren explodir ali.
- Eu... Eu não sei...
Pronto. Harry começou a rir e Louis se juntou a ele novamente e aquilo tava virando uma putaria já.
- Meu Deus. Tchau gente, vejo vocês depois porque olha, isso aqui não ta normal não!
Liam saiu. Danielle foi atrás dele e Lorenna me olhou fazendo “E a gente?” com a cabeça. (é tipo um não.)
- Ok, Louis e Harry. Já deu. Vai, anda. Levanta logo daí vocês dois e vamos embora! Aqui é a casa do Niall, não vão possuir a casa do coitado também! – Eleanor falou os puxando e eles finalmente pararam.
- Só queria entender a graça... – Eu disse abraçando a Lorenna de lado e nos virando pra porta.
- Vocês tudo tem problema, cara! Oh my God... Nunca vi.
Saímos e logo depois El, Hazza e Lou saíram também.
Fomos seguindo cada um pra sua devida casa. Mas essa história de Niall ir atrás da Serena era um pouco doida...
Ele nunca tinha demonstrado que sentia alguma coisa pela Serena. E então do nada ele vai atrás dela em Nova York porque não quer ela na reabilitação. Se ele gostava dela, então sabia disfarçar muito bem.
Niall’s POV
Enfim, chegando em Nova York. São umas quatro horas, vou ligar pra Loren como eu prometi e depois arrumar um lugar pra ficar. Vai ser cansativo viajar duas vezes.
- Alô.
- E aí, gorda! Já cheguei.
- É, percebi duende.
- E então...?
- Então que eu precisei falar pro povo aqui que você foi para aí, antes que ele tivessem um ataque cardíaco e ligassem pra policia. Af, esse povo te ama viu...
- Eu sei. – a gente riu. – eu acho que volto amanhã com ela, hoje vai ficar cansativo. Ou talvez...
- Ou talvez nada, Nialler, você vem amanhã e ponto. Não adianta protestar porque você é propriedade minha e não pode me abandonar. Ouviu?
- Pode repetir o final? Eu parei de prestar atenção no Nialler... – senti que ela sorriu. Eu a conhecia, podia se fazer de durona, mas ela era coração mole, muito mole! E mesmo que parecesse que ela estava brava, mesmo que ela soubesse, eu sabia que ela estava feliz por saber que eu traria sua amiga de volta.
- Idiota, eu to falando serio. É pra vir amanhã. E eu estou te convencendo fazendo bico, vai, agora diga que você vem amanhã.
- Ta bom, senhora Lorenna! Eu irei amanhã, coisa chata, nem me deixa aproveitar Nova York!
- Não deixo mesmo. Já disse, você é propriedade minha! Meu ursinho que quando aperta diz “I Love Justin Bieber!” e fim.
Ficamos conversando mais um pouco enquanto eu procurava uma starbuck porque estava com mais fome do que um sei lá o que! Mas ok.
Assim que achei fiz o meu pedido e fiquei esperando olhando pra fora da Starbuck.
Eu não queria ver, eu juro, mas vi uma garota que parecia ser muito legal, além de ser linda. Ela entrou na loja da frente, onde vendiam livros. Depois de quase dez minutos, quando eu olhei sem querer de novo pra fora, ela estava entrando aqui.
Fiquei observando-a. ela era simples, com uma calça jeans, um all star um pouco gasto, uma blusa normal... E parecia um anjo quando fazia alguma coisa, sempre delicada, com todo cuidado e calma possível.
Até que ela olhou pra mim... Aí eu tive que desviar né. Encarei meu cappuccino e olhei no relógio. Eram cinco e quinze. Serena chegaria por volta das seis, isso quer disser que eu tenho que me apresar e eu nem vi a onde a gente iria passar a noite... Que lindo isso Niall. Nem lugar pra dormir você tem...
Saí da Starbuck, reparando que a garota estava “me seguindo”. Fui até o aeroporto e fiquei encostado num “poste” esperando a Serena. A garota estava a menos de dez metros de mim, olhando os aviões que chegavam e eu senti um alívio ao ver que ela estava esperando alguém e não me seguindo realmente. Como eu sou idiota...
Olhei pro lado, onde ela estava, depois de ver que ela ficou procurando, procurando e procurando por minutos as pessoas que tinham desembarcado do avião e não visto quem ela esperava. Percebi que ela estava com a cabeça baixa, se sentando no banco e pegando seu celular na bolsa enquanto respirava fundo. Faltavam quinze minutos pro vôo da Serena chegar. Nem pensei duas vezes quando resolvi ir falar com a garota.
- Oi... – eu disse tímido e ela olhou pra mim. Percebi que em seus olhos tinham um pouquinho de esperança e algumas lágrimas também. – Ta tudo bem?
Ela hesitou. Olhou de novo pro celular, mas resolveu falar.
- Ta... Não... Talvez... Acho que não.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não me leve a mal, mas... Eu já quero fugir desse assunto, e falar isso pra um estranho... É complicado!
- Tudo bem.
Me sentei ao seu lado.
- Qual seu nome? –perguntei e ela me olhou confusa. – Que foi? Só estou tentando te conhecer e tentar saber o motivo de você talvez não estar bem...
- E como eu posso ter certeza de que você não é um pedófilo procurando por vítimas?
- Eu tenho cara de pedófilo?
- Não, mas pedófilos não tem cara de pedófilos.
- Ok, eu estou confuso agora. Mas, seja lá o que é que dissemos agora, eu não sou um pedófilo, só sou um cara normal, talvez nem tanto, que veio buscar uma amiga...
- Ta... Você não vai desistir não é?
- Talvez...
Ela me olhou por um instante.
- Me chamo Gisele.
- To falando serio. Qual seu nome?
- Nossa, você não acredita?
- Não... Você pensou um milhão de vezes antes de dizer seu nome. Acredite, já fiz muito isso de mentir meu nome pra um monte de gente que eu achei suspeita. – ela bufou.
- Me chamo Katharine, mas me chame de Kathy.
- Ok, Kathy. Eu me chamo de Niall, mas pode me chamar de Niall mesmo. Ou Nialler. Tanto faz... – a olhei por um instante. – então... Vai me dizer o motivo da talvez tristeza?
- Eu só estava esperando alguém que me prometeu mais de mil vezes que viria me ver, e não veio de novo. E tonta aqui acredita sempre!
- Namorado?
- Não, é meu pai mesmo... – ela olhou pra baixo.
- Sinto muito. Você não é inglesa né?
- Não. Eu sou brasileira. Mas como eu me tornei modelo, me mudei pra Las Vegas ano passado e agora estou aqui. Mas amanhã eu vou entrar de férias e vou para Londres.
- Eu sou de Londres... Quer dizer, na verdade eu sou Irlandês, mas agora eu moro em Londres.
- É, eu percebi que você não tinha muito o sotaque britânico. – ela sorriu.
- Você deveria sorrir mais...
- Se eu tivesse motivos talvez eu sorrisse mais...
Fiquei quieto, eu não sabia nada direito da vida da garota pra comentar alguma coisa.
- Vai ficar quanto tempo em Londres?
- Um mês. Depois eu volto pra cá.
Ouvi o barulho de um avião e torci para que aquele fosse o da Serena.
Depois do que pareceu uma multidão de gente avistei Serena cambaleando depois que desceu do avião. Ri com a cena, ela não tinha auto controle quando acabava de acordar.
- Eu vou ali buscar a minha amiga e já volto.
Ela assentiu com a cabeça e levantei-me indo de encontro com Serena, que ficou pasma quando me viu.
- Não Serena, eu não sou um espírito, obra da sua cabeça, ou seja lá o que você estiver pensando! Eu disse que você não iria embora, não disse? Então, estou cumprindo o que eu falei.
Sorri e logo ela sorriu também, correndo para me abraçar.
- Seu vadio, nem pra me avisar. E nem foi se despedir de mim né, chato!
- Eu já estava vindo quando você tava saindo de lá. Agora, ao invés de você ir praquele lugar lá, a gente vai pra algum lugar passar a noite e a gente volta amanhã.
- Mas... A minha mãe não vai gostar nada, nada disso.
- Desde quando sua mãe precisa saber de alguma coisa?
Ela sorriu e me abraçou de novo.
Ela pegou a mala dela e fomos andando, passamos por onde eu estava esperando ela, onde era pra Kathy estar esperando, mas ela não estava mais lá.
Então seguimos para algum hotel por perto. Passamos em frente a Starbuck que eu estava pouco antes de ir ao aeroporto e olhei pro outro lado da rua, na livraria, onde meu olhar se encontrou com o da Kathy, mas ela desviou logo mantendo a atenção no livro que estava em sua mão.
Chegamos no hotel e pedimos um quarto. Nos acomodamos lá e pedimos a comida no quarto mesmo. Bando de folgados a gente. Ficamos conversando e não demoramos muito pra ir dormir.
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