You & I
32 Sabe uma coisa que eu sempre quis fazer?
Notas iniciais
– Meg, se arruma logo, pra quem não queria ir você está se arrumando demais. Ouvi o Cam gritar lá de baixo.
– você me convenceu a ir nesse troço, agora espera. Eu disse terminando de passar batom.
Bem isso mesmo eu estou indo pra festa do meu ex-namorado, acontece que o meu namorado veio com um discurso chato e longo, ai eu recusei, claro, mas ai ele veio com “se você não for a Rose vai pensar que ganhou a guerra que vocês têm desde sempre”, e eu orgulhosa como eu sou, não consegui recusar.
Na verdade eu estava meia nervosa, meio? Eu estava quase morrendo, hoje é terça-feira, e amanhã é quarta-feira, sabe o que isso quer dizer? Que depois de amanhã é quinta-feira e é o dia da operação, tínhamos combinado que eu ia pra sala de cirurgia, e se não tivesse o coração, eles iam me dar um remédio e a minha morte não iria ser tão dolorida, na verdade iria parecer que eu estava dormindo, acho que assim ia ser melhor, eu também tinha visto tudo pro meu enterro, escolhi as flores, as músicas, é quero que o meu caixão fique fechado não quero que ninguém me veja, isso ser muito triste, então eu preferir ficar “fechada”, e também escolhi meu vestido e sapatos, eu pelo menos quero morrer bonita. Hoje cedo conversei com a minha vó sobre tudo que estava acontecendo, ela ficou chocada, chorou tanto, mas no final ficou decidido que ela ia voltar comigo e com o Cam.
Eu estava vestida com um vestido de alcinhas preto, abaixo da cintura ele era curtinho todo rodado, um cardigã preto e cinza cheio de desenhos e uma sandália preta. Passei delineador rímel e um batom “escuro”, fiz uma trança de lado frouxa.
Peguei meu celular e desci as escadas, aonde estava minha vó e o Cam conversando, assim que me viram ficaram de boca aberta.
– e ai? estou bonita? Eu disse dando voltinha.
– aah minha netinha como você cresceu, está uma mulher agora. Ela disse me dando um beijo. – boa festa pra vocês, estou indo pro bingo não me esperem acordados. Minha vó disse e vou embora, okay, isso foi estranho.
Me virei pro Cam, ele me olhava com um certo brilho nos olhos, eu dei um sorrisinho tímido.
– err você está maravilhosa, serio, eu tenho muita sorte de ter você do meu lado. Ele disse me olhando de cima a baixo.
– tá valeu, agora para de me olhar assim. Eu disse corando, ele andou até aonde eu estava, me abraçou pela cintura, “enterrou” sua cabeça em meu pescoço, deu uma fungada.
– como eu amo o seu cheiro. Ele sussurrou fazendo todos os meus pelinhos se arrepiarem, ele deu uma mordiscada no modulo da minha orelha. – baby, eu amei esse vestido, mas eu não vejo a hora de te ver sem ele. Ele disse, todo o meu corpo gritava “esquece essa festa e fode com ele agora”, mas eu não me arrumei atoa, afastei ele de mim.
– vamos logo pra essa festa antes que eu desista. Eu disse puxando ele para o lado de fora.
...
– essa festa está um saco, estou revendo todos os filhos da puta que eu não gostava e todas essas biscates estão dando uma cima de você e eu não posso nem beber. Eu disse cruzando os braços e fazendo biquinho.
Essa festa estava um saco, só pra nos dois porque as outras pessoas pareciam estar se divertindo ne, só que eu e Cam já fizemos de tudo, a gente tentou dançar mais a vaca da Rose e o Fred atrapalharam, não podemos beber e fugimos de todos os meus antigos colegas de classe, ficamos a festa toda tirando selfies, ANTI SOCIALIDADE VIVE.
– então porque nós não vamos pra casa?
– porque lá em casa deve estar mais chato ainda.
– então vamos para outro lugar. Ele disse me puxando.
– okay mas a gente não pode demorar, vamos embora amanhã. Ele concordou com a cabeça e me deu um selinho rápido
Assim que chegamos no portão, seria uma fuga perfeita, maaas.
– CAM.
Serio? É isso mesmo produção? Essa vadia da Rose vai ficar chamando ele de Cam? Só eu posso chamar ele assim.
– oi? O Cameron virou-se para ela.
– você já vai embora? Ele perguntou me ignorando completamente. Dei uma bufada e ignorei ela.
– é, a festa está um saco. Ele disse me dando mão e me puxando. – até nunca mais Rose, e por favor nunca mais me chame de Cam. Ele disse me continuou me puxando e quando eu fui, começamos a correr no meio da rua rindo.
– você é louco. Eu disse rindo, ele me puxou fazendo meu corpo bater em peito.
– é, talvez eu seja, mas eu sou, o seu louco. Ele disse rindo, e deu um beijo na ponta do meu nariz.
– vamos pro Central Park. Eu disse puxando ele.
...
Nos dois estávamos morro, não tinha ninguém no parque, afinal já eram 2:40 da manhã, estávamos lá já fazia um tempo, deitados em cima do casaco do Cameron e do meu cardigã, eu estava deitada abraçando a cintura do Cam, como estávamos sozinhos minha mente teve uma ideia.
...
Cameron
Já tinha pegado no sono deitado com a Meg, mas de repente senti uns beijos no meu pescoço.
– Cam? Você está acordado?
– agora eu estou. Eu disse dando um sorriso fraco.
– ainda bem. Ela disse dando um sorriso tímido, ah eu amo esse sorriso, olhando a Meg assim ela parece ser tão inocente. — sabe uma coisa que eu sempre quis fazer? Ela disse mordendo a língua entre os dentes.
– não sei. Eu disse tentando entender aonde ela queria ir.
– eu sempre quis transar em público. Ele disse dando um sorriso malicioso mas ao mesmo tempo fofo.
– assim você me mata. Eu disse me jogando em cima dela e a beijando loucamente.
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