You & I
22 O afogamento
Notas iniciais
EU-SOU-UMA-PUTA-AZARADA
Vou explicar para vocês o motivo da minha revolta, a semana se passou lenta e tediosa, mas relativamente bem, e digamos que o clima ficou bem pesado entre mim e o Cam, quer dizer Cameron, e ficou muito mais quando a loira peituda veio falar comigo. Me lembro até da voz ridícula dela falando.
“- então você é a famosa Megan. Esse troço chegou do meu lado e eu a encarei com cara de nojo.- eu sou a Amanda mas prefiro que me chame de Mandy.
– hm legal. Eu disse ignorando ela e voltando a mexer no celular.
– bem, eu vou explicar como isso aqui funciona. Ela disse arrogantemente e eu a encarei.- tudo isso aqui já foi meu, o Cam, seus amigos, esse colégio inteiro, e eu voltei para pegar tudo de volta e vou pisar eu todos que tentarem me impedir, okay? ela perguntou cínica.
– vai se fuder. Eu falei bem lentamente, dei um dedo feio e fui embora meio chocada pra a sala, ser ameaçada com certeza não é legal”
E digamos quando eu contei para a Kath, ela disse “Meg para de mentir, ela é uma pessoa super legal, só porque o Cameron te trocou por ela você não pode inventar mentiras sobre ela” okay eu fiquei com muita raiva, pode acreditar, então mandei a Kath se fuder também (eu mandei minha melhor amiga se fuder sou vida loka mesmo, vai barrar?), mas de noite ela voltou pedindo desculpas mas continuou sem acreditar em mim, e para piorar no outro dia o casal ternura, Kath e Guto, decidiram que no sábado (hoje) nos iriamos acampar na praia, e uma praia em Londres só tem bem longe ou seja teríamos que acordar bem cedo pra chegar lá bem cedo, eu esqueci o nome da praia mais sei que ao invés de areia tem pedras, isso é tão legal. Nos seriam, eu, Guto, Kath, Taylor, Jack, Cameron e Amanda, eu chamei o Henry mas ele foi visitar os pais, nesse final de semana eu deveria visitar a Mel e o Luke mais eles estão de castigo lá na clínica por terem fugido então só na outra semana. Vocês devem estar pensando, mas vocês moram em Londres e é muito frio, mas aqui no vamos a praia para caminhar e etc., não pegar sol e ninguém é louco de entrar no mar, mentira tem louco sim, mas eu não pretendo fazer parte disso, nós vamos passar a dia inteiro “nos divertindo”, brincando, cantando e etc., e de noite vamos fazer uma fogueira, não que eu entendo muito de praia afinal eu sempre morei em NY agora em Londres, ou seja sem praia, seria um fim de semana muito legal se não fosse pelo fato de um ser loiro e peitudo estar lá, eu poderia ignorar ela, mas até os meus amigos “amam” ela (exceto o Guto, não sei porque, mas eu adorei), não vou aguentar ficar com o povo, não com eles paparicando a Amanda.
Eram 8 da manhã de um sábado, eu mereço, e estou dentro do carro do Guto fingindo mexer no celular para não falar com ninguém, estávamos sentados, eu, Taylor e Jack no passageiro e Kath e Guto na frente, o Cameron ia ir de moto e a vadia da Mandy, foi a primeira a levantar a mão para subir na garupa dele, a menina é muito puta mesmo, abrir mão de um carro com aquecedor para ficar numa moto PERIGOSA num frio do caralho, sabe o que é isso? Fogo no cu. O povo conversava sobre coisas que realmente não me interessam, fiquei mexendo no tumblr até achegarmos.
O Guto estacionou no estacionamento do píer, saímos do carro, eu peguei minha mochila e fui andando devagar e não esperei ninguém, já sentindo minhas bochechas ficando vermelhas pelo frio, eu vestia uma calça jeans preta, uma blusa branca e um moletom velho grande cinza do Sleeping With Sirens (banda perfeeeeita), vans preto e uma touca cinza.
– ai vai ser tão divertido. A Kath apareceu do meu lado dei um sorrisinho falso e continuei andando.
– CAMERON, VOCE CHEGOU CARA. Assim que ouvi a voz do Jack me virei e encontrei ele, a Mandy já tinha decido e foi conversar com a Kath (quer roubar minha melhor amiga também), o Cam descia da moto e ele estava tão lindo, tão ele. Vestia uma calça jeans clara, um casaco grande azul, all star branco e uma touca azul, e com duais mochilas e uma barraca, estava no seu estilo Cameron. Ele percebeu que eu o encarava, me olhou e deu um sorriso torto, eu tinha vontade de sair correndo e dar um abraço nele mais isso não seria possível, pelo menos não agora e talvez nunca mais, então eu virei para frente e continuei andando até a praia, passei pelo píer e senti meu tênis tocando as pedrinhas da praia, tinha um vendo fraco que fazia minha visão ficar rosa e verde pelo meu cabelo voando na minha cara. O mar estava normal, não estava agitado demais e nem fraco, não entraria nesse mar nem a pau digamos que eu não sei nadar muito bem e está frio pra caralho.
– CAAAAAM, pega as minhas coisas por favorzinho? A Amanda gritou e até a china ouviu o gritou dela.
Como assim “Cam”? só eu chamo ele assim, eu realmente perdi ele só pode, senti um aperto no coração só de pensar da imagem dela no meu lugar, dela saindo com ela, eles andando de skate, tomando sorvete, fazendo palhaçadas, os beijos, tudo, eu não estou pronta para perder o Cam, mais parece que ele já está pronto para me substituir.
– vamos arrumar as coisas, vem Meg. A Kath apareceu do nada me puxando até uma parte da praia e me tirando dos meus pensamentos idiotas.
Fui andando junto com o povo, e o Taylor apareceu do meu lado e colocou os braços nos meus ombros.
– cadê a animação Meg? Taylor falou me acompanhando.
– na minha cama, da onde eu não deveria ter saído. Eu disse bufando e ele riu.
– sua animação me comove amor. Ele disse me soltou fez uma dancinha escrota e se juntou ao Guto e eu só ri, viu? Eu estou tão péssima que nem o Taylor me animou.
Depois de andar mais um pouquinho finalmente chegamos na nossa “parada”, o lugar não era nem longe do mar. Colocamos as coisas no chão, e eles começaram a arrumar e eu me sentei um pouquinho longe, claro que eu não iria arrumar nada, afinal eu nem queria estar aqui para começo de conversa.
– você está esperando oque pra vim arrumar as coisas? A Amanda perguntou pra mim, olhei pra ele com uma cara sínica.
– quando você deixar de ser piranha talvez eu vá. Eu disse dei um sorrisinho e simplesmente voltei a encarar o mar.
– MEGAN, você não pode falar assim com as pessoas, ainda mais com a Mandy. A Kath disse e abraçou a Amanda que fingia estar triste. Dei uma bufada peguei meu fone e celular, me levantei e sai andando, pra bem longe deles. – MEGAN VOLTA AQUI, AJUDA A ARRUMAR. Kath gritou quando viu que eu estava longe deles.
– NÃO, E SE NÃO GOSTOU, ME PROCESSE. Eu disse sem me virar.
Eu andei, andei, andei e só parei quando percebi que estava longe o bastante deles, não acredito que a Kath tá amando essa menina, isso é um saco, se fosse para ter a vida assim, eu preferia ter ficado na clínica, mentira, aquele lugar é horrível, prefiro minha merdinha de vida mesmo. Me sentei um pouco longe do mar, peguei o fone e coloquei Oasis – Wonderwall, eu amo essa música, mesmo sendo velha, as vezes as músicas velhas são as melhores, ouvir ela de certa forma me deixa calma, me faz me sentir bem. Ou pelo menos me faz pensar que eu estou bem.
XXX
Cameron
Eu estava confuso muito confuso, a Meg me odeia agora, ela pensa que eu estou junto com a Amanda, eu nunca voltaria com ela, não depois de tudo que ela fez comigo, ela quebrou o meu coração sem a menor piedade, e quer voltar como se nada tivesse acontecido, mereço, ela acha que a gente está junto mais eu não que ela de volta, ela não desgruda, tudo que é relacionado a mim ela quer fazer, ela ainda não entendeu que eu não quero ela de volta?
Achei essa ideia do acampamento muito legal, eu poderia me aproximar da Meg, mas a Kath também chamou a Mandy, e hoje eu mandei um sorriso pra ela enquanto ela me encarava mais ela só me ignorou, eu vi nos olhos dela que ela sente saudade, e não vou de desistir, já perdi muita coisa na minha vida, não quero perde a Meg também, não quero perde o meu M&M.
Ela e a Amanda sempre brigam e o que me deixa puto da vida é ver a Kath defendendo a Amanda, tipo, WTF?
O que me deixa bem intrigado é a aproximação do Taylor na Meg, eu sei que ela não quer nada com ele e ele o mesmo, mas o ciúme não me deixa quieto, na escola fui chamar o Taylor para jogar futebol e ele estava com a Meg, fez um sinal pros seios dela e foi embora comigo vê se eu mereço? E depois que a gente brigou, fui perguntar pros caras o que era “despeitada” e o Taylor começou a rir e me mandou esquecer, viu? Piadinha interna, já estão tão próximos assim?
Depois da pequena discussão das meninas, a Meg saiu, já se passou maior tempão e ela não voltou, quero ir atrás dela mas não quero ser ignorado ou brigar com ela, então tive uma maravilhosa ideia, levar comida pra ela, ela nunca vai recusar comida, me levantei da rodinha que todo mundo conversava, peguei um pacote grande de doritos, uma Pepsi e uma coca – cola, e fui em direção aonde ela estava.
– aonde você vai Cam? A Amanda me chamou. – eu posso ir com você. Ela disse dando um sorriso.
– eu vou ir ver a Meg, fica aqui. Eu disse e voltei a andar.
– serio que você vai ver essa garota? Ela perguntou.
– sim eu vou, e não é essa garota, é a “garota” que eu amo. Eu disse e fui logo ver a minha Meg.
Andei, andei, andei e andei e encontrei a minha garota, ela estava sentava no meio da praia, ouvia música e ficava mechando nas pedrinhas, estava linda, o vento batendo fazendo seu cabelo colorido voar, a ponta de seu nariz vermelhinha, tão linda.
Continuei andando e ela nem percebeu que eu estava ali, me sentei ao lado dela e ela me olhou e me ignorou. Ficamos uns segundos em silencio e ela falou.
– sua namoradinha deixou você vir aqui? Ela perguntou sínica.
Parei de encarar o mar e olhei para ela, estava tão linda hoje, quer dizer sempre, agora que ela está usando lente de contato posso ver mais seus olhos castanhos.
– ela não é minha namorada Meg, ela é minha ex namorada e eu não quero ela de volta, ela fez coisas horríveis comigo e com ele. Parei de falar por um momento ao meu lembrar dele engoli seco e ela me encarava. – e porque a única pessoa que eu quero é você, é você que eu amo. Eu disse e ela me encarou por mais sete segundos e voltou a olhar para a frente, ficamos em silencio de novo. – trouxe comida, imaginei que estaria com fome, você está aqui a maior tempão. Me virei para pegar a comida.
XXX
Megan
Arrgh serio mesmo que ele veio se declarar, e ainda deixou esse mistério, quem é “ele”? o que a Amanda fez? ele estava tão fofo, e eu fiquei muito surpresa por ele vim me procurar, eu estou tentando me segurar mas eu vou cair nos braços dele daqui a pouco, eu fiquei nervosa, e não falei nada, ele falou que não está com a Amanda mais sei lá, uma parte de mim ainda está desconfiada. Ouvi a palavra comida e senti meu estomago roncar e ele ouviu, puta que pariu.
– trouxe doritos e Pepsi pra você. Ele disse me deu e soltou um sorrisinho.
– obrigada. Eu sussurrei e começamos a comer juntos em silencio e eu resolvi falar logo. – err é por causa dela que você ficou sentido quando eu te chamei de Cam, quando a gente se conheceu né?
– sim, foi. Ele disse olhando pra frente e eu mordi os lábios. – meg eu quero você de volta, esquece a Amanda e esse negócio de tempo, eu só quero você, eu vejo nos seus olhos que você está com saudades também. Ele disse e fez um carinho no meu rosto. – volta pra mim M&M, por favor.
– Cam eu...
– ACHAMOS VOCES. Fui interrompida pela voz do Jack gritando, quando olhei pra trás estava todo mundo lá.
– depois conversamos, eu preciso pensar. Eu disse me levantei e fui andando até o pessoal e o Cameron me seguiu.
– vamos pro píer, a essa hora já tem pessoas lá e comidas legais. A Kath disse pro Cameron me ignorando dei uma bufada e comecei a andar junto com eles.
Fui andando abraçada com o Jack, ele ficava cantando umas musiquinhas infantis me fazendo rir, pelo menos ele me deixava um pouco feliz.
Quando chagamos no píer estava cheio, crianças, idosos, jovens e etc., era uma coisa linda, as criancinhas com balões nas mãos e eu automaticamente me lembrei do meu viúvo negro, ah o Nick é a única coisa que importa pra mim praticamente, ele já sofreu tanto, eu tenho medo de fazer ele sofrer de novo, eu o amo tanto.
Todos se separaram quando nós chegamos, a Kath e o Guto sumiram, a Amanda eu realmente não sei e nem quero saber, e os meninos foram comer. Eu fui ver a vista, era lindo (p.s: imaginem aquele píer do clipe “you & i” da 1D, só que ao invés da casinha tem uma grade mesmo). Fui até a grade que estava vazia e vi aquele mar agitado, era uma cena linda, coloquei meu corpo na grade e dei um impulso, era uma posição perigosa mais eu adoro sentir aquele vento no meu rosto e nos meus cabelos. Estava sentindo o vendo quando senti alguém puxar meu cabelo e me empurrar mais me deixando em uma situação de perigo, meus braços estavam presos e eu não conseguia me soltar.
– Oi Megan. Ouvi a voz da Amanda no meu ouvido.
– me solta sua vadia. Eu disse com raiva, que brincadeira era aquela. – brincadeira estupida, ME SOLTA. Eu gritei e ela puxou mais o meu cabelo.
– eu juro que não queria fazer nenhum mal a você, mas agora quando eu estava quase conseguindo ele de novo, você volta e estraga tudo. Ela falava inclinando meu corpo na grade, e eu sentia as lagrimas de medo descendo pelo eu rosto, eu estava em pânico, acho que eu vi a minha vida passando pelos meus olhos.
– por favor não. Eu disse com medo.
– EU AVISEI QUE IA PASSAR POR CIMA DE QUEM FOSSE SEPARAR A GENTE, EU E O CAM NASCEMOS UM PARA O OUTRO. Ela disse gritando e eu chorando. – te vejo no inferno M&M. ela falou e me empurrou.
Só sei que eu gritei e gritei, sentia a agua gelada no meu corpo, a agua entrando no meu corpo, eu tentava subir para superfície mais eu só afundava mais, eu comecei a chorar e em pânico me debater mais eu só afundava, e meu corpo desistiu de lutar, sentia a agua entrando no meu nariz e boca, era uma sensação horrível, eu queria lutar mas meu corpo foi levado pela escuridão.
“Eu estava em um jardim, era lindo, tudo era claro demais, eu vestia um vestido florido grande e meu cabelo estava solto, eu andava tentando entender o que eu estava fazendo ali, até que eu vi ela.
– mamãe? Eu perguntei e encostei nela que estava sentada em uma cadeira.
– Meg? Minha filha? Ela perguntou sorrindo, levantou-se rápido da cadeira e me abraçou.
– mãe que saudade. Eu disse abraçando ela fortemente e chorando muito.
– o que você está fazendo aqui? Ela disse alisando meu cabelo, ela continuava linda, mesmos cabelos ruivos, olhos castanhos e algumas sardinhas mas não podemos esquecer de seu lindo sorriso. – sua hora não é agora minha joaninha. Ela disse e eu olhava ela atentamente e ri me lembrando do apelido que ela me deu, teve uma peça na escolinha e eu fui de joaninha, fiquei um mês com aquela roupa não tirava por nada.
– como assim mãe? Eu morri? Eu estava muito confusa.
– você não morreu filha mas está quase, você tem que lutar filha, para viver. Ela disse.
– mas, eu quero ficar com você. Eu disse e ela me deu um beijo na testa.
– e o Nick, seu pai, seus amigos, e o Cameron? Ela perguntou e eu pensei melhor.
– mas e você? Eu perguntei.
– eu estou bem, estou vigiando todos vocês, e perdoe seu pai, ele nunca soube muito bem o que fazer, e claro, me perdoe por ter passado essa doença horrível para você, eu te amo minha joaninha. Ela disse e eu chorava.
– não é sua culpa mãe, eu também te amo muito, você não sabe como. Eu disse abraçando ela de novo. – ainda vamos nos ver?
– sim, em breve, mas enquanto não acontece, eu estou aqui. Ela disse e colocou a mão no um coração. – eu te amo amor.
– eu também te amo mamãe.
– MEGAN POR FAVOR FICA COMIGO. Eu ouvia a voz do Cam e minha mãe me deu uma piscadela.
– fique de olho nesse menino, ele realmente gosta de você, até logo joaninha. Ela me deu um beijo na testa.
– até logo. Falei e tudo ficou claro.”
– MEGAN POR FAVOR NÃO ME DEIXAAA. Eu ouvia a voz distante do Cameron, que toda hora ficava mais alta. – volta por favor. Ele começava a chorar e começou uma respiração boca a boca e eu senti todo o ar do meu corpo e agua ser coloca para fora.
– MEGAN. Eu estava cuspindo toda a agua que tinha engolido, eu sentia muito muito mais muito frio. – Meg eu te amo, você voltou. Ele me abraçou fortemente, eu já sentia que estava prestes a desmaiar.
– a ambulância chegou. Alguém gritou.
– Cam. Eu sussurrei batendo os dentes e ele me olhou. – eu te desculpo, eu te amo. Eu disse lentamente e tentando dar um sorriso fraco e a escuridão me tomou, só ouvia o barulho das ambulâncias e ele sussurrando um “eu também”.
Fale com o autor