You & I
10 Kath
Notas iniciais
Kath
Sabado, 7:20
Eu estava tão feliz pela a Meg, ela e o Cam finalmente se entenderam....
O amor, é uma coisa tão linda, pena que nem todos sentem né, minha vida amorosa vai indo de mal a pior, o Guto nem sabe que eu existo e eu simplesmente não consigo esquecer ele, e aposto que ele não consegue esquecer a minha ex “amiga”. Bem vou parar de falar dele e vou trabalhar, vocês devem estar se perguntando “no que essa hippie trabalha? “ Bem não é um trabalho fixo, tem finais de semana que eu passeio com cachorros, limpos carros, cuido de jardins, tudo isso aqui na vizinhança, hoje eu vou ficar de baba até de manhã em uma casa, não conheço direito a família me pediram de última hora e como eu amo crianças e preciso do dinheiro e aceitei rapidinho, os pais vão comemorar o aniversário de vinte anos de casados, eu vou cuidar de uma bebezinha de um ano e um garotinho de sete, parece que o irmão mais velho vai estar em casa mais ele não cuida nem dele mesmo, então eles me chamaram e pra conseguir um trocado para ajudar os necessitados e para a Rita, é um fusca usado que eu quero comprar, isso mesmo eu dei um nome pro carro sendo que ele nem é meu, AINDA, só preciso de mais um pouquinho de dinheiro e consigo comprar o meu chuchu.
Depois de tomar um banho super rápido para não gastar muita agua, fui escolher minha roupa, coloquei uma calça jeans de lavagem clara, uma blusa branca e um moletom florido por cima e um vans verde claro. Dei uma arrumada nos meus cachos negros que eu amo, passei um rímel e um batom vermelho, coloquei uns cordões e umas pulseiras. Peguei uma mochila e coloquei um pijama e uma roupa para voltar e mais algumas coisas.
Sai do quarto e percebi que só eu estava acordada, minha mãe provavelmente saiu ou ainda está dormindo e o meu padrasto com certeza dormindo, deixei um bilhete pra minha mãe peguei algumas comidas (uns biscoitos que ninguém come, algumas frutas e uns pães).
As ruas estavam calmas ainda era muito cedo, decidir ir andando a casa dos Mendes pois pararia para falar com os meus amigos moradores de rua. E assim que cheguei no local aonde eles costumam ficar eu avistei o Robert e a Marina, eles são um casal de idosos, o Robert é negro e tem o cabelo ralinho e brancos, ele é um amor de pessoa, para conseguir dinheiro ele fica tocando várias músicas de jazz com o seu saxofone e é simplesmente perfeito. A Marina é a Avó que todo mundo sonha, ela para conseguir dinheiro vende várias joias que ela mesma faz com alguns lixos que ela acha, ela é pequenininha e branca e com olhos azuis, isso mesmo, muitos estranham o fato dela ser moradora de rua, mas a melhor parte é a história deles é tão linda e tão triste ao mesmo tempo, os dois se conheceram no colegial e foi amor à primeira vista, na época o amor deles era proibido pelo fato dela ser branca e ele ser negro, mesmo assim eles continuaram juntos, os pais de Robert morreram e o governo tirou a casa dele e marina pediu aos pais para deixar ele morar lá por um tempo e os pais da Marina odiavam os dois juntos e faziam de tudo para eles se separarem mas deixou ele ficar lá pela filha, um dia Marina descobriu que estava gravida, os pais ajudaram a gravides junto com o Robert, e quando o bebe nasceu, os pais de Marina perguntaram pra ela se ela escolhia o Robert ou uma vida feliz com um riquinho qualquer e Marina sem pensar duais vezes escolheu o Robert e a sua filha mas os pais de Marina fugiram com o bebe e deixaram o Robert e a Marina sem casa, sem filha, sem nada e nem ninguém vivendo no mundo. Eu sei parece ser muito triste mais só pelo fato dela ter escolhido o Robert e com todas as dificuldades eles continuam juntos, pra mim isso é lindo. Isso é amor de verdade e se um dia eu me casar quero te um casamento feliz igual a o deles.
– Kath minha querida, o que faz aqui tão cedo? O Robert perguntou se levantando de sua “cama” e veio andando até a mim com a sua bengala.
– vou ficar de babá em uma casa e resolvi passar para ver vocês, e trouxe algumas coisas pra vocês também. Eu disse sorrindo e dando um abraço nele.
– ai minha filha, já disse pra você parar de trazer coisas pra gente. Marina disse me abraçando também.
– e vocês sabem que eu vou continuar trazendo. Eu disse dando uma risada e eles me acompanharam.
– e as novidades querida? O Robert perguntou enquanto eu dava as comidas para eles.
– na minha vida nada, mas a Meg voltou com aquele garoto que eu te disse. Eu disse e ele comemoraram.
– e você, ainda com aquele garoto na cabeça? A Marina perguntou.
– é ainda. Eu disse meio triste.- err eu tenho que ir, até amanhã. Eu disse e fui embora andando rápido, mas não sem antes ouvir eles dando tchau.
Não gosto de falar sobre o Guto, todo mundo fica falando para eu seguir em frente mais eu simplesmente não consigo, vocês acham que eu não tentei?
Bem esquecendo o Guto eu fui andando rápido para não me atrasar, mas eu tive que parar para comprar um sorvete de pistache, eu amo esse sorvete puta que pariu.
XXX
– tia Kath, lê a historinha do Gato de botas pra gente dormi? O Gabriel pediu pra mim.
Desde que eu cheguei as crianças são um amor, os pais deles me deram as regras e se despediram dos filhos e foram embora, depois foi só diversão, o irmão mais velho deles provavelmente passaria a noite fora na casa de um amigo mas eu não ligo, eu e a crianças brincamos de tudo, rock star, astronauta, futebol e etc. e agora é a hora de dormi.
– claro, vão deitar que eu já vou contar. Eu falei esperando eles se deitarem. – era uma vez um gatinho [...]
Na metade da história os dois já tinham dormido, levantei da cadeira de balanço e resolvi ir dormi.
Fui para o quarto de hospedes e fui colocar meu pijama, era um short laranja e uma blusa azul de manga apertada com o Garfield falando “cala a boca e me serve escravo”, fui no banheiro que tinha no quarto escovei os dentes e prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, voltei pro quarto e me deitei e fiquei esperando o sono vim, me virei, fiquei de barriga pra cima, me virei de novo e nada do sono voltar. Já eram duas da manhã e eu não tinha conseguido dormi, contei carneirinhos, cavalos, pandas, unicórnios e dinossauros e nada do sono vim, eu não sabia o que fazer, então resolvi ir na cozinha beber uma agua ou quem sabe um leite
Me levantei da cama e senti o chão gelado nos meus pés, rapidamente coloquei minhas pantufas com a cara do Garfield que eram conjunto do pijama, fui na pontinha do pé pra não acorda ninguém.
Sai andando pelo corredor com o celular na mão para iluminar o caminho porque eu não queria quebrar nada, e puta que pariu, eu não tinha percebido que esse corredor era tão grande.
Estava tão perdida que nem percebi quando eu ouvi, era um barulho de alguém entrando na casa e meu coração foi na boca. Peguei a primeira coisa que tinha do meu lado, e era uma vassoura (não sei o que ela estava fazendo lá no corredor) e fui descendo devagar as escadas.
E quando cheguei na sala de estar, ouvi um barulho na cozinha e fui na pontinha do pé até lá, e eu não acredito...
Era um gato -_- eu não acredito que eu fiz tudo isso por causa de um gato e....
Eu senti uma mão no meu ombro, então eu fiz o que qualquer garota assustada faria no meu lugar, gritei:
– AAAAAAAAAAAAH. Dei um grito e automaticamente dei uma vassourada na pessoa que invadiu a casa e senti a vassoura quebrando na minha mão e também ouvi um urro de dor.
– caralho minha cabeça. Ele falou caído no chão.
E eu não acredito, o que ele está fazendo aqui? Bem vocês devem estar curiosos para saber quem é o ser que invadiu a casa e levou uma vassourada na cabeça, e o ganhador é, O Guto, isso mesmo, o garoto que eu sempre fui apaixonada e toda aquela história, mas agora eu estou no meu Grande Talvez, o que ele está fazendo aqui?
– quem é você? Okay ele não sabe quem eu sou, não sei se isso é ruim ou bom. – o que você está fazendo na minha casa? Então ele que é o irmão mais velho dos meninos. – e o mais importante, porque quebrou uma vassoura na minha cabeça?
– eu sou a babá. Eu disse dando uma risadinha sem graça e percebendo que eu ainda estava com um pedaço de vassoura na mão e rapidamente larguei e olhei pra ele que estava com uma cara de dor e com um corte na cabeça. – ai meu deus sua cabeça está sangrando. Eu disse e sai correndo pro banheiro para pegar o kit de primeiros socorros.
Quando voltei para cozinha, ele estava sentando no balcão e com a cabeça sangrando olhando para janela e só agora que eu percebi o quanto ele estava lindo, estava com uma calça jeans clara, uma blusa branca, uma jaqueta de couro marrom e um all star branco, estava simplesmente ele, tão lindo.
– err então você é babá. Ele disse me fazendo parar de encarar ele, e eu corei e muito.
– é sou. Eu disse chegando pra perto dele e comecei a passar as coisas na cabeça dele. – vamos dar um jeito nisso.
XXX
– serio me desculpa, e que eu não estava conseguindo dormi, ai eu desci e ouvi um barulho e pensei que estavam invadindo a casa. Eu falei tudo muito rápido e ele começou a rir.
– invadindo a casa, entrando pela porta? Ele disse rindo e eu me senti uma completa idiota.
– err eu vou subir, me desculpa de novo. Eu disse me virando para escada.
– ei espera. Ele disse segurando meu braço me fazendo volta. – eu conheço você. Ele disse olhando dentro da minha cara. – você é lá da escola, amiga da Meg.
– é, eu sou. Eu disse meio envergonhada e ele riu.
– aliás adorei o seu pijama. Ele disse rindo e eu deveria estar parecendo um tomate.
– obrigado, eu acho. Eu disse rindo também.
– bem, como você disse que não estava conseguindo dormi e eu estou sem o menor sono a gente podia jogar vídeo game.
– claro, mas você sabe que vai derrotado por uma garota né. Eu disse e ele riu.
– duvido. Ele disse com um sorriso convencido.
– desafio a aceito. Eu disse rindo.
Depois de algumas jogadas ficou bem claro que eu era bem melhor que ele, ele perdeu feio pra mim.
– tudo bem, essa é a última. Ele disse
– você falou isso a cinco rodadas atrás. Eu disse rindo e ele riu junto, mas fomos interrompidos pelo vibrar do meu celular. – um segundo, preciso atender. E pensei, quem em sã consciência me ligaria as três da manhã? Era um número desconhecido mas eu aceitei mesmo assim poderia ser uma emergência, me levantei e fiquei perto da janela.
“ – Alô? Eu disse meia insegura.
– Kath é você? Eu ouvi uma voz masculina conhecida e perecia que estava chorando, mas eu não conseguia distingui de quem era.
– sim sou eu, quem é? Eu ainda estava meio nervosa.
– aqui é o pai da Megan. E ai meu coração caiu.
– ai meu deus, a Meg tá bem? Eu perguntei com a voz tremola, e assim que o Guto ouviu o nome da Meg veio correndo me perguntando o que que ouve.
– desculpa te incomodar, mas você pode vim ao hospital? Ele perguntou chorando.
– ai meu deus senhor Grace, o que que houve com a Meg. Eu perguntei chorando.
– só vem pra cá, por favor, ela precisa de você. Ele falou e eu ouvi uns barulhos lá tras, e meu mundo caiu, a Meg precisa de mim e eu tenho que fazer alguma coisa urgentemente.
– só me diz o endereço, minha irmã precisa de mim.
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