You & I
19 Eu sou uma granada
Notas iniciais
*nós pensamentos mais profundos de Megan*
Okay, err esse microfone está ligado?
Som, som, testando, 1,2,3
É está pegando.
Oi meu nome é Megan e eu sou a pessoa mais fodida do mundo, err chega um pouquinho mais perto do computador (ou celular, ou tablet, qualquer merda que você esteja lendo a porra da fic) que eu tenho que te fazer uma pergunta, o que você faria se o seu namorado (que você não via a um mês e que é incrivelmente gostoso e fofo) te chamasse para sumir no mundo com ele?
Meninas normais: eu pensaria muito antes de tomar uma decisão.
Patricinhas (putas): claro que eu iria, iriamos transar a noite toda adoidados mas antes eu tenho que fazer a unha.
Santinhas: claro que não, meu papai não aprovaria e nem Deus.
Eu (Megan): não sei, se eu for, eu posso ter uma vida perfeita com o meu namorado, mas não posso esquecer que eu tenho leucemia e posso morrer no meio da estrada e o pior ficar sem Pepsi e bolos de chocolate para sempre, mas se eu ficar, vou voltar para clínica, vou ir para a solitária, ficarei sem namorado, e sem Pepsi e bolo de chocolate, arrgh eu me odeio, nesses momentos que eu queria ser a Hanna Montana e ter duas vidas (eu com certeza iria ser a Hanna né).
*voltando ao mundo “normal”* (porque a minha vida pode ser tudo, menos normal)
– vamos Meg, me responda. Ele disse me chacoalhando, acho que eu comecei a viajar no bacon e me lembrei que tenho que dar uma resposta.
– Cameron essa ideia está fora de cogitação. Eu disse me abraçando afinal estava muito frio e eu estava com aquele vestido.
– porque? Ele perguntou meio triste.
– se você não se lembra, eu tenho leucemia, uma doença terminal, eu posso ter uma crise aqui e agora e sair espirrando sague pelo nariz. Eu disse e ele bufou e deu uma bagunçada no cabelo.
– eu me esqueci. Ele disse e eu vi que ele ficou triste e preocupado.- aliás como você está? Sabe, a doença e tal. Ele perguntou alisando meu cabelo e eu dei uma risada.
– eu estou ótima, quer dizer relativamente bem para quem tem leucemia. Eu disse dando ombros.
– eu não pensei nisso, eu não pensei nesse nosso pequeno problema, então o que a gente faz? Ele perguntou irônico.- você volta pra clínica, vive lá como se fosse uma suicida sendo que não é, e eu volto pra vida miserável que eu tenho sem você? É isso?
– não, não, calma Cam. Eu disse me aproximando e fazendo um carinho na sua bochecha.- a gente vai pensar em alguma coisa, okay?
– okay. Ele disse e em seguida me deu um selinho que se transformou em um beijo, e quando o Cam pediu passagem para aprofundar o beijo, ouvimos algumas risadinhas e rapidamente viramos e lá encontramos, a Mel, o Luke, o Jack, o Taylor e o Guto (os dois primeiros pareciam muito confusos).
– MEG! Os meninos gritaram juntos e a cambada toda veio correndo em minha direção e me deram um abraço de urso.
E ficaram falando coisa do tipo “ai meu deus, você está aqui sua maluca”, “que saudade de você sua nojenta”, “ sua retardada quer matar a gente do coração” e etc.
– eu também amo vocês, agora me deixem respirar. Eu disse isso e eles me soltaram rindo.
– ela não pediu para respirar quando estava quase engolindo a cara do Cameron mas né. O Taylor disse e eu dei um tapa nele.
– como você conseguiu sair de lá? O Guto perguntou.
Depois de explicar tudo pra os meninos de como eu sai e tal, e depois de explicar tudo pro Luke e pra Mel, todos nós ficamos pensando e em plano até que tive uma ideia.
– eu tive uma ideia. Eu disse e todo mundo me encarou esperando.
– o que M&M? O Cameron perguntou fazendo a Mel revirar os olhos, parece que ela não gostou muito do Cam e ela deixou isso bem claro.
– eu vou falar com meu pai. Eu disse e todo mundo ficou em silencio por uns cinco minutos e em seguida começaram a rir. Ótimo agora virei motivo de piada.
– ótima piada Meg, agora fala o plano de verdade. O Jack disse rindo e todos perceberam que eu estava falando sério menos ele e ficou rindo sozinho.- ah você estava falando sério?
– claro né. Eu disse.- eu vou lá em casa e vou conversar com o meu pai, quem sabe eu. Eu disse e eles começaram a discutir.
– Meg você é louca? O Taylor disse.
– ele não pode fazer pior, ele já me internou em uma clínica e não deixou ninguém me ver, o que mais ele vai fazer? Me assassinar na cozinha? Isso aqui não é American Horror Story não. Eu disse.
– okay você está certa, fala o plano. O Jack disse.
– acho que nem um plano é de tão fácil, a Mel e o Luke vão continuar aqui curtindo porque vocês vão ter que voltar pra clínica. Eu disse e eles concordaram.- se o plano da conversa der errado, nós vamos nos ver na clínica okay? Eles concordaram de novo.- e se ele der certo eu vou visitar você sempre que puder, agora podem voltar a curti. Eu disse me despedi deles e eles voltaram por pub.- eu só preciso que alguém me leve em casa e eu converso com meu pai simples assim. Eu disse.
– eu levo você, os meninos vão pro pub também. O Cameron falou e todo concordaram
Me despedi dos meninos e eu e o Cam fomos em direção a minha casa, pegamos o carro que eles foram pro pub e eu já sentia as minhas mãos suando.
Estávamos a caminha da minha casa ou melhor antiga casa, estávamos em silencio e com a mão do Cam na minha coxa ou entrelaçada com a minha mão e ai que a minha mente se acendeu.
– e a Kath? Eu perguntei e o Cam deu um sorriso.
– ela está bem, até demais. Ele disse e eu senti uma piada interna.- ela e o Guto tiveram um encontro ontem. Ele disse e eu me acendi, eu não poderia ficar mas feliz pela minha amiga,
– então ela finalmente conseguiu. Eu disse sorrindo sozinha.
Ficamos caminho inteiro conversando, soube de tantas novidades e descobri que meu pai falou pra todos que eu estava na casa de alguma tia fora da Inglaterra, aposto que ele disse isso pro Nick também, ah que saudade do meu viúvo negro, tantas coisas que eu perdi presa dentro daquele inferno.
– você tem certeza que quer fazer isso? O Cameron falou segurando a minha mão assim que nos estacionamos em frente ao prédio, minha antiga casa e que se Deus quiser.
– eu tenho que fazer isso, não tenho escolha, ou eu faço ou eu volto para aquele lugar horrível. Eu disse e o Cam assentiu.
– quer que eu vá com você?
– você está louco? Claro que não, meu pai colocaria a culpa em você pela minha fuga e eu nem quero imaginar o que ele faria com você, e também eu tenho que fazer isso sozinha. Eu disse apertando a sua mão e ele sorriu pra mim.- você já fez demais por mim Cam.
– e eu não me arrependo, se fosse por mim eu varia mais. Ele disse sorrindo, soltou o cinto do carro e se virou pra mim e eu fiz o mesmo e fez um carinho no meu rosto e eu fechei os olhos juntos.- só quero que saiba que relevante ao que acontecer lá em cima, eu não vou desistir de você, não vou desistir de nós, é sempre se lembre, nada é impossível pro nosso amor, o limite quem cria somos nós, eu não pretendo colocar nenhum e você? Ele perguntou e eu já sentia as lagrimas de felicidade descendo pelo meu rosto e sorrindo.
– também não. Eu disse rindo.
– então ninguém vai separar gente, espera ai que eu tenho uma surpresa. Ele disse e se virou, pegou no bolso do casaco uma caixinha.- isso aqui era para eu te dar no dia do nosso encontro, antes de você ter ido pro hospital. Ele disse e meu coração se apertou a se lembrar daquele dia.- na hora que eu vi não pude me segurar, nesse dia eu me lembrei que você ama “A culpa é das estrelas” então eu tive que comprar, espero que você goste, minha Hazel. Ele disse e em seguida me deu a caixinha.
Quando eu abri, eu vi os anéis mais lindos do mundo, eles eram pratas e tinha escrito “Okay” nos dois, eu me apaixonei mais ainda, eu acho que tenho um Augustos na minha frente, mas com 2 pernas e sem câncer claro, só eu que sou a Hazel mesmo, a única que vai morrer.
– Cam, isso é lindo mas é errado. Eu disse dando de volta pra ele.- você me lembrou do livro e eu sou uma granada como a Hazel, okay?
– oque? Eu realmente não estou entendendo, aonde você quer chegar? Ele perguntou confuso.
– eu tenho leucemia, eu não posso fazer isso com você Cam, eu tenho chances de cura, mas são poucas e se alguma coisa acontecer comigo você vai se machucar tanto, quer dizer, se machucar mas, porque você estava lá quando eu tentei me matar. Eu disse e suspirei e comecei a gaguejar.- e eu, eu não posso, eu não posso fazer isso com você. Eu disse chorando.
– você não ouviu nada que eu falei? Ele falou meio desesperado.- eu amo você e é só isso que importa, eu quero você do meu lado não importa se você vai me machucar ou não. Ele disse segurando a minha mão e eu a tirei rapidamente.- eu não me importo de ser machucado por você, mas se você faz tanta questão disso, você poderia estar morrendo mas você me tratando desse jeito, está me machucando muito mais. Ele disse meio ríspido.- tudo bem, eu te dou um tempo, mas se lembre, não é porque eu te amo que eu vou esperar pra sempre. Ele disse olhando pro volante e eu fiquei chorando baixinho, minutos depois ele falou de novo.- vai, você precisa falar com seu pai. Ele disse, ele se debruçou em mim e abriu a porta do carro e fez sinal para que eu saísse, eu não acredito que ele está me expulsando do carro e meu coração se despedaçou naquele momento.
– você tem que entender Cam. Eu disse baixinho saindo do carro e sentindo o frio que fazia naquela madrugada de Londres.- isso é pro seu bem.
– espera. Ele disse e jogou a caixinha com os anéis no chão e eu vi tudo se espatifando no chão.- leva isso com você, sabe, eu não quero me machucar mais. Ele disse ironicamente e em seguida saiu com o carro.
Eu me abracei e comecei a chorar, abaixei e peguei os anéis e fiquei olhando, isso foi pro bem dele, fiquei sussurrando isso várias vezes e entrei no prédio.
Eu realmente estou me sentindo como a Hazel agora, parece que o meu Gus me abandonou, ele não morreu, mas agora vai ficar bem, vai ficar bem sem mim, mas eu não posso dizer o mesmo...
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