You Got Me
1 Kiss, Kiss, Kiss
Notas iniciais
A manhã estava prestes a ser finalizada em Lima, Ohio. Estava uma manhã quente, todos usavam roupas que mostravam bastante pele, apenas por causa daquela razão. Os meninos só faltavam tirar a camisa, e as meninas prendiam o cabelo e se abanavam o tempo todo, no colégio William Mckinley. Ué, chovia quase todo dia lá, e de repente vinha uma manhã quente daquelas?
Finn Hudson encontrava-se sentado em uma das cadeiras do refeitório, lendo seus livros sobre ética, e direito, que a sua mãe lhe 'obrigava'. Não adiantava ele dizer a ela que não sabia o que queria, ela o forçava a acreditar que o que ele queria, era fazer direito. Claro, ela sempre mencionava, e fazia iindiretas, dizendo que mal via a hora de que Finn tivesse descendentes. Ou seja, filhos. Ou seja, se casar. Ou seja, amor.
Finn Hudson achava que o amor era uma droga. Ele via ao seu redor como as pessoas sofriam por aquele sentimento, como elas sempre estavam com algo em seu caminho... Qual seria a razão de se dedicar a algo que só o faria sofrer? Ele não conseguia achá-la. O amor não lhe importava. Carole era uma ótima mãe, mas Finn acreditava que ela estava provavelmente delirando sobre esse lance de amar. Uma parte dele acreditava que nunca poderia amar. Se sentia sozinho ao redor de quase todo mundo.
Quase.
- Finnete!
Aah, mas com certeza não se sentia sozinho com aquelas duas vozes. Sorriu pra si mesmo, e se virou pra trás, imediatamente vendo Rachel Berry e Noah Puckerman vindo em sua direção. Ambos com sorrisos alegres, e sarcásticos. Finn sorriu para seus melhores amigos, enquanto eles se sentavam na mesma mesa que ele.
- E aí, Finnie, quais as novas? — perguntou Rachel, ajeitando os óculos.
Ela não usava aqueles óculos porque necessitava, na verdade, ela não tinha problemas de visão. Mas Rachel era algo que você poderia considerar como CDF quieta e tímida. Claro que só para as outras pessoas, porque com Puck e Finn, ela agia como uma garota normal.
- Nenhuma. A mesma coisa de sempre, mais deveres de casa — disse Finn, com uma cara de desgosto. — E vocês dois?
- Bem, o de sempre — disse Rachel, dando de ombros. — Noah ficou babando pela Quinn, e eu... Eu sou eu, você sabe.
Finn riu, enquanto Puck fechava a cara.
- Eu não fiquei babando por Quinn Fabray! — Puck havia ficado... Vermelho? — Eu só... Tinha uma remela no olho dela, você sabe como sou observador...
Finn e Rachel se entreolharam, ambos com sorrisos malvados.
- Noah, você é apaixonado pela Quinn desde que entrou no colégio — comentou Rachel. — Você já deveria ter pelo menos se arriscado com ela.
- Cale-se Berry — disse Puck, a cara fechada. — Quinn nem me nota. Eu sou invisível pra ela.
- Certo. Você quem está perdendo. — disse Rachel, erguendo a sobrancelha.
- E então, Finnie, pensou sobre a proposta da Santana? — perguntou Puck, mudando imediatamente de assunto.
Finn imediatamente perdeu o sorriso, e olhou pra baixo.
- Já disse que não falaríamos mais nisso, Puckerman.
- Qual é, dude! — exclamou Puck, sem ligar se estava falando alto demais. Não tinha ninguém, além deles, no refeitório. — Lopez é a garota mais gostosa doo colégio. Você já viu aquela bunda? Cara...
- Vocês são nojentos — disse Rachel, revirando os olhos.
- Você só está pedindo isso porque Santana é a tua BFF desde que vocês são crianças. — disse Puck calmamente, com um sorriso safado no rosto. — Vai dizer que você nunca ficou observando quando ela tirou a roupa na sua frente?
Rachel sacudiu a cabeça, imediatamente.
- Deixa de ser nojento, Puckerman. — disse Rachel.
- Rachel, não me culpe — disse Puck erguendo as mãos. — É só que nós estudamos juntos desde a sétima série, e eu nunca vi você com garoto algum, além de eu e Finn... Sou uma pessoa normal por começar a suspeitar.
Rachel enviou à Puck um olhar fuzilador, e Finn temeu que aquilo fosse um início de briga entre eles.
- Odeio admtir, mas Puck está certo, Rachel. Q-Quer dizer, na parte de você nunca ter se envolvido com ninguém. — explicou-se Finn, quando ela olhou pra ele do mesmo jeito.
- E você não está em posição de falar, não é, Sr. Hudson? — perguntou ela, com as sobrancelhas erguidas. Finn olhou pra baixo. — Bem, eu posso não ter me envolvido com ninguém, mas com certeza já me apaixonei.
Puck e Finn imediatamente ergueram seus olhares.
- Você é apaixonada por alguém?! — perguntaram juntos.
Rachel riu.
- Que ridículo. — comentou ela.
- Rachel! — exclamou Puck. — É a Santana?
Rachel fez cara de nojo.
- Claro que não é a Santana, Noah. Pare de insinuar que eu sou lésbica! — disse ela, exaltada. — E não quero contar à ninguém. Acabou-se a história. Vocês tem seus segredos... Eu tenho os meus.
Finn pegou-se perguntando quem era o cara que Rachel gostava. Bem, fosse quem fosse seria muito sortudo. Rachel podia ter aquela máscara de menina forte, que levava tudo na esportiva. Mas no fundo, Finn sabia que ela era como todas as garotas. Ela tinha sentimentos também.
- Okay, Rach — disse Finn, pegando na mão dela. — Quando você quiser dizer pra gente, pode se sentir a vontade.
Rachel olhou pra mão de Finn sob a sua, depois puxou-a pra longe, de levemente. Finn ficou um pouco chateado, mas conhecia Rachel. Sabia que ela não era de demonstrar o que sentia.
Finalmente o sinal tocou, e Rachel imediatamente se levantou, juntto à Puck. Os dois moravam no mesmo bairro, por isso sempre iam pra casa juntos. Finn sentia um pouco de ciúme da relação dos dois. Quando havia conhecido-os pela primeira vez, jurava que eles eram namorados, mas quando sugeriu isso, Puck e Rachel apenas fizeram cara de nojo, e disseram 'nunca'.
Puck e Rachel tinham uma conexão forte, Finn sabia disso. Se conheciam desde sempre, eram do mesmo bairro, da mesma religião... E às vezes Finn sentia-se meio deixado de lado. Mas sabia que seus amigos se importavam com ele, igualmente. Ninguém gostava mais do outro ali. Era tudo igual.
- Oh, Finn... — Rachel voltou-se pro grandão, com uma cara do tipo 'fiz uma besteira, e preciso de ajuda'. — Eu esqueci meu livro de biologia no auditório. Você poderia ir pegar pra mim?
- Deixa de ser folgada, Rachel. — fez Finn, rindo. — Por que você não vai?
- Finn. — começou ela, com aquela cara que sempre fazia antes de deixar alguém constrangido. — Você fica na escola até mais tarde, porque você é inspetor. Eu tenho que ir pra casa agora, você conhece Hiram e Leroy. Você pode ir ou não?
Finn respirou fundo.
- Touché — foi tudo que ele disse, fazendo-a sorrir vitoriamente, e sair dali quase pulando junto com Puck.
Finn deu mais uma lida rápida em algumas páginas, depois guardou suas coisas, e foi no auditório pegar o livro de Rachel. Era incrível como aquela baixinha tinha influência sobre ele. Ele não entendia como, mas ela sempre acabava convencendo ele.
Quando entrou no auditório, Finn fechou a porta, e viu o escuro que estava. Não tinha nenhuma luz acesa. Colocou a mão dentro do bolso, pronto para pegar sua lanterna extra, quando sentiu uma mão passar levemente pelas suas costas.
Finn imediatamente sobressaltou. Olhou de um lado pro outro, mas não consegui ver nada.
- QUEM ESTÁ AÍ? — gritou.
Sem resposta.
Foi quando ele sentiu a mesma mão tocar seu rosto, fazê-lo voltar a olhar pra frente, e quando ele ia perguntar quem era, sentiu seus lábios serem levados à outra boca.
Finn se surpreendeu, enquanto uma das mãos da pessoa saía do rosto, e agarrava-o pelo pescoço com firmeza. Finn sentiu imediatamente que era mãos de uma garota.
Ele sentiu a língua dela entrando em contato com a sua, e se entregou ao beijo intenso que a garota lhe proporcionava. Agarrou-a pela cintura, e juntou-se seu corpo ao dela. Seu corpo inteiro ardeu de desejo, apenas por aqueles lábios que tocavam os seus.
Ele não pôde evitar, e passou uma das mãos pela coxa dela, sentindo seu membro subir um pouco. Ela não o impediu em momento algum.
Depois de mais beijos, com mais intensidade ainda, Finn tinha se esquecido de tudo. Até do bendito livro que Rachel havia esquecido ali. Tudo que lhe importava era aquela garota.
Quando seus lábios se separaram, pra buscar ar, Finn a sentiu se distanciando, e subitamente se exaltou.
- Não! Não vá embora!
Tarde demais. Ela não estava mais ali.
Finn respirou fundo, e deixou seus braços caírem, ainda com a sensação daquela garota em seus lábios.
O que foi isso, Jesus?
CONTINUA...
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