You Got A Hold Of Me
50 Capítulo 050 - Adeus. (Parte 1)
Notas iniciais
Rachel tamborilava os dedos sobre sua mesa, ela queria passar a manhã com Quinn no hospital, mas sua mãe foi contra sua ideia. Agora ela estava emburrada na sala de aula, e ainda era apenas a primeira do dia, uma das várias que compartilhava com Megan. Duros olhares eram lançados para a ruiva, seu sangue fervia ao imaginar tudo que havia se passado entre a ex-animadora e sua quase namorada.
Rachel sentia a necessidade de fazer as coisas mais claras para Megan, como dizer a garota para não tentar atrapalhar a reconstrução do seu relacionamento.
Mas ela tinha algumas coisas para acertar antes de tudo. E ela tinha um bom momento para fazer aquilo.
O discurso da treinadora Sylvester em resposta a algumas críticas que saíram sobre sua perda nas eleições era uma oportunidade.
Oi. — Rachel murmurou aproximando-se de Santana e Blaine no auditório que começava a se encher de gente, estavam próximos ao palco.
Te vejo depois, Blaine. — a latina rolou os olhos e não deixou chances para a morena falar, apenas se afastou com o celular em mãos. O garoto suspirou e sorriu para Rachel.
Vai demorar um pouco pra você se entender com ela. — Blaine sorriu e a garota sorriu de volta.
Eu já conheço a Santana, talvez melhor que ninguém. — Rachel suspirou — Ela não teve culpa em nada, eu que errei bastante com ela, não tinha o direito de me aborrecer com ela nem se fosse verdade o que passou. Se tivessem feito aquilo.
Mas não fizemos. — garoto cortou em um tom quase ofendido.
Blaine, não! Por favor, não me entenda errado. — a animadora avançou para o garoto e agarrou suas mãos — Por favor, me perdoe! Mas tenta se por no meu lugar por um segundo e compreender a minha posição, estava entre meus sentimentos e uma verdade falsa, mas que estava imposta e era convincente. Quando eu ia imaginar que havia toda aquela trama bem articulada por trás de tudo? E a Quinn nem me disse sobre o Finn. — Rachel suspirou com os olhos brilhantes, Blaine acenou com a cabeça mostrando ainda lhe dar atenção — Eu me sinto tão mal e eu sei que vocês ficaram também, Quinn então... — a garota abaixou a cabeça e suspirou.
Ei, não sinta-se culpada. — Blaine repreendeu a garota e pegou o queixo dela para erguer seu rosto — Bom, não tanto em relação a Quinn, mas todos temos uma parcela de culpa. Não prestei atenção nela. Mas quanto a mim, esteja tranquila, quando o impacto inicial passou eu não tinha porque te culpar. E te entendi.
Rachel sorriu um pouco aliviada.
Obrigada. Mas ainda assim o seu jeito compreensivo faz minha culpa aumentar. — murmurou a morena antes de agarrar-se ao pescoço de Blaine e apertá-lo em um abraço, o garoto sorriu.
Vou deixar o trabalho duro para Santana. — Blaine comentou abraçando a cintura da animadora, Rachel choramingou baixinho — Ela é quem vai adorar te ver rastejar.
Se algo não intervir, Santana me fará rastejar pelo resto da vida. — disse a morena saindo do abraço e encarando o amigo.
Bem provável. — Blaine sorriu um pouco mais — E ainda tem o Jesse.
Desde quando Blaine Anderson havia tendo aulas com Santana sobre insensibilidade? Se perguntava ironicamente a morena.
Jesse não me interessa pedir desculpas. — a garota quase empinou o nariz ofendida pela menção do nome do rapaz — Quem acha que é? Viu a Quinn nada mais que duas vezes.
Jesse St. James é quase meu namorado. — explicou Blaine observando o queixo de Rachel cair.
Gay? St. James é gay? Rachel sorriu tão brilhante que Blaine temeu perder a visão.
Jesse St. James? Por que me parece familiar? — a voz suave de Sebastian despertou Rachel e Blaine.
Bom, eu preciso ir e me preparar para o discurso da treinadora. — Rachel havia limpado a garganta antes de falar e pegou as mãos de Blaine novamente, o garoto a encarou — Boa sorte e lembre-se de gravar bem o detalhe da minha camiseta. — a morena piscou causando a confusão do garoto — Sebastian, não demore.
O garoto de topete alto acenou com a cabeça para a capitã, Rachel acenou de volta e direcionou um último olhar para Blaine, ela estaria com o amigo. Em pensamentos. Agora Rachel entendia ainda mais a situação dos garotos, principalmente o que lhe disse Sebastian ao tentar lhe convencer de falar com Quinn. Às vezes você protege alguém de um modo errado, algumas vezes isso tem bons resultados, já outras as coisas saem fora do esperado.
A morena suspirou e seguiu seu caminho deixando os garotos.
Jesse St. James? — Sebastian perguntou enfiando as mãos nos bolsos.
Sebastian, eu vou ser muito sincero com você. — Blaine olhou em volta e percebeu que pessoas começavam a se aproximar o bastante e poderiam ouvir algo — Vamos para fora daqui.
O animador acenou com a cabeça e seguiu o garoto que estava prestes a romper seu coração.
Rachel! — chamou Megan na cochia, a capitã parou estática.
Estava na hora, havia chegado a hora de encarar a ruiva e ouvir da boca dela algo terrível. Algo que faria Rachel querer partir para cima dela, mas antes lhe deixaria mal, pois ela provocou aquilo, que um terceiro, porém já conhecido, elemento se machucasse com a sua relação. A morena respirou fundo e girou em seu lugar.
Ela podia e tinha que enfrentar aquilo.
Certo, certo. Faça isso de uma vez! — Sebastian puxou o braço de Blaine quando alcançaram o banheiro masculino, o presidente de turmas resolveu trancar a porta do banheiro com uma tranca improvisada feita pelos losers, aquele era o banheiro em que podiam se esconder e trancar a porta.
Sebastian, eu esperei e te esperei muito. — Blaine disse suavemente, mas ainda assim engoliu saliva — Você não se sentia pronto, e eu respeitei, eu quis mesmo ter toda a calma do mundo com você. Mas você não tinha a mesma consideração comigo.
Eu só não queria que tudo se complicasse pra você. — disse o animador entre dentes, os olhos verdes brilhando dolorosamente e Blaine suspirou.
Era um inferno! — vociferou o cantor lambendo os lábios, Blaine aproximou-se do animador o encarando duramente nos olhos — Você dizia me amar, a gente fazia amor... — Blaine desviou o olhar, um sorriso doloroso apareceu no rosto — Você nunca procurou me entender ou se colocar no meu lugar. Você me fazia promessas de amor, promessas de um futuro, me dizia coisas que eu vou levar muito tempo para lembrar e não ficar mal...
Nunca menti em nada... — Sebastian interrompeu o garoto com um murmuro, mas Blaine fez o mesmo, porém com a voz áspera.
Mas sempre acabava indo pra cama com alguma garota, saindo com elas, namorando qualquer uma. — Blaine abaixou a cabeça e engoliu a vontade de chorar, os olhos ardendo e ergueu a cabeça para encarar Sebastian — Eu cansei. Todas as pessoas cansam. Porque você só me iludiu o tempo todo, pode ter me amado e tido intenção de estar comigo, mas você não conseguia deixar sua popularidade, sua zona de conforto. Nunca entendi isso Sebastian, por que eu devia estar constantemente te provando que ficariamos bem e que eu não buscaria ninguém e você não fazia isso?
O garoto de olhos verdes abaixou a cabeça. Sua voz sairia emocionada, ele precisava de um momento. Pois ele estava sendo deixado.
Eu já sofri bastante, Blaine. — o animador deu de ombros, mas estava se quebrando internamente como um espelho — É tão insensível não querer sofrer outra vez?
Me causando dor? — Blaine quase riu e bateu palmas — Eu só não posso mais Sebastian, me perdoe por te magoar, mas eu não posso mais me alimentar de ilusões e viver a todo momento a realidade.
O moreno enxugou o canto do olho e deu alguns passos para trás, cambalheou e lambeu os lábios.
No final era você quem devia me provar porque insistir em você. — Blaine murmurou.
Blaine deixou o banheiro enquanto Sebastian encarava o chão com a boca entreaberta, ar era tudo o que passava pela boca enquanto os olhos pareciam se quebrar. Um garoto entrou no banheiro e estreitou os olhos sobre o animador.
O que... — o garoto foi cortado pelo chute que Sebastian deu em uma das portas do armário.
Caia fora daqui! — urrou Sebastian contra o garoto, esse saiu em disparada do banheiro.
O animador encarou a porta voltando e acertou um soco na mesma. Doía. Dar adeus, quando você não queria, era complicado. Ser deixado era doloroso e novamente ele experimentava aquela sensação.
Como a Quinn está? — Megan perguntou após encarar a capitã por um tempo, ambas garotas haviam ido para a sala do coral. Rachel quase sorriu ao lembrar da loira e que estava bem.
As garotas haviam ido até a sala do coral para terem privacidade.
Muito bem. Ela só precisou ficar em observação por vinte e quatro horas, também teve que receber algumas tranfusões de sangue. Mas está ótima. — explicou Rachel suavemente e cruzou os braços.
Oh meu Deus, que bom! — Megan colocou a mão sobre o peito e piscou emocionada, os olhos ficando borrados de lágrimas. Rachel sentiu-se mal e apertou os braços sobre o estômago.
Pode ser direta? — pediu a capitã nervosa, mas sua voz saiu firme.
Posso. — Megan concordou e piscou algumas vezes — Rachel, eu estou apaixonada pela Quinn e você não pode me culpar por isso.
Rachel fechou os olhos e prendeu a respiração. Ela sabia que não podia, ela não podia fazer absolutamente nada e nem acusar Megan de estar se metendo em sua relação, não havia relação e ela havia provocado para não existir.
Eu queria mesmo lutar por ela, Rachel. — Megan disse cortando o silêncio, a capitã a encarou confusa, mas não demonstrou isso — A Quinn te ama e você a ama, é óbvio que vão voltar a estar juntas, é só uma questão de iniciativa agora. Vocês se merecem, de verdade, talvez seja por isso que não fico mal. — a ruiva sorriu, Rachel ergueu as sobrancelhas em espanto — Sei que vai cuidar dela agora, que vai passar o resto da vida fazendo de tudo para que ela te perdoe completamente. Mas saiba, ela já te perdoou tem muito tempo. Tenho minhas dúvidas se um dia ela chegou a te culpar ou te odiar, creio que nem o fim da relação ela realmente acreditou. — a ruiva suspirou e sorriu um pouco — Diga a ela que peço desculpas por não poder ir visitá-la no hospital.
A ruiva sacudiu a cabeça e deu as costas a morena, pronta para deixar a sala. Mas Rachel a impediu.
Megan! — a morena chamou alto e a ruiva virou de imediato — Obrigada, por não complicar as coisas.
Tudo pela Quinn. — a ruiva sorriu de lado e voltou a fazer seu caminho para fora da sala.
Rachel fechou os olhos e deu alguns passos para trás, caindo sentada em uma cadeira. O choro chegou naturalmente, as lágrimas caíam e a culpa lhe invadia, ela estava mal por sempre alguém acabar sofrendo por conta da sua relação com Quinn. Por que não podia continuar simples? Por que os sentimentos tinham que ser confusos e isso machucar pessoas que não estavam envolvidas?
Ela podia se lembrar da primeira vez que viu Quinn, tão assustada e surpresa com todo o movimento do McKinley. Seus olhos ardiam com a adrenalina, o peito subia e descia ofegante, os cabelos loiros bagunçados e o equilibrio que fazia para manter a bolsa e todas suas coisas sobre controle.
O primeiro toque, a primeira vez que sentiu o quanto confortável podia ser aquela garota. O primeiro olhar, quando pela primeira vez sentiu-se conectada com alguém através de um olhar. A primeira conversa amistosa através do interfone interno da casa dos Pierce, com isso também vinha Finn e o momento que Quinn entrelaçou as coisas para sempre.
Foi naquele momento que Rachel se deu conta que nunca poderia dar adeus a garota, porque ela havia, de certo modo, lhe curado um pouco e trouxe um antigo tema do passado que agora era tratado.
A animadora enxugou os olhos e levantou-se, erguendo a cabeça e pegou ar. Ela tinha que ir para o palco, ela provaria o quanto Quinn era importante pra ela. Ela deixaria isso claro para todo o colégio.
Olá, queridos amigos da imprensa marrom! — Sue sorriu sarcástica e o murmurinho seguido dos flashes foram ouvidos, Santana rolou os olhos sentada ao lado de Blaine, o garoto filmava aquele momento para mostrar a Quinn, a garota foi informada por telefone pelos amigos e ela queria saber o que aconteceria, pois Rachel estava envolvida quase como um número de teatro.
Sue estava farta das notas de jornais culparem os escândalos com seus alunos homossexuais. Ela iria defender cada um deles, porque era o que ela fazia, como o professor Schuester, mas ela devia fazer muito mais esforço para ensiná-los a lutarem pelo o que querem sem ser tão amistosa quanto seu rival.
Estamos aqui para que eu possa ofender um pouco de cada um de vocês. — todos suspiraram furiosos, Sue sorriu ainda mais e bateu no microfone fazendo um barulho incomodo, atrás das cortinas os animadores sorriam divertidos — Alguns dos meus animadores são homossexuais e vários jornalistas dessa cidade são cristões, defensores do tradicionalismo e hipócritas fedidos. — a mulher cuspiu as palavras, todos se moveram inquietos, Santana e Blaine trocaram um olhar surpreso e se interessaram no discursso — Suas filhas e filhos estão sendo pais cedo, e sabem o que vocês fazem? Correm para abortar os pequenos aliens que podem nascer, expulsam as crianças de casa sem nada. Seus filhos também estão usando drogas, mas não por falta de conselhos ou avisos, mas para chamar a atenção dos pais. Mas eu não os culpo, afinal manter a imagem cristã custa caro para uma criança simplesmente tentar joga-la no chão em meio minuto.
Os jornalistas começavam a ficar incomodados, mas seguiam os seus trabalhos. Rachel sorriu contente soltando os botões da sua jaqueta das animadoras, todos faziam isso com suas próprias jaquetas enquanto a cortina era aberta e em uma formação de treinamento os animadores caminhavam para a frente do palco, ao lado da treinadora. O senhor Schuester sorriu no canto do auditório e cruzou os braços orgulhoso do ato de Sue.
Sabem essas crianças aqui do meu lado? Vocês estão vendo bem eles? — Sue perguntou pegando um controle do bolso, estranhamente os jornalistas concordaram, todos desconfiados. A mulher apontou para a tela atrás deles e apertou um botão, imagens dos animadores em competições e treinamentos — Eles são felizes, apesar que eu gostaria muito de acabar com isso. — assumiu a mulher sarcasticamente, mas Rachel a encarou orgulhosa — Todos sempre passam nos testes de drogas das competições, todos sorriem durante meus treinamentos duros, se divertem, ninguém está grávida na adolescência por falta de conselhos, porque eu estou dando o suporte que eles precisam. — a mulher apontou para o próprio peito e voltou a encarar o telão apertando um botão do controle, notas apareciam na tela com os nomes dos donos — Suas notas são ótimas, melhores impossíveis, pois eu não compro suas notas com os professores, eles devem fazer por merecer.
Um jornalista levantou a mão em meio a todos, Sue bufou e acenou com a cabeça.
Eu sabia que tentaria nos empurrar isso. — o jornalista sorriu ameaçadoramente, Sue rolou os olhos — Mas a... — ele abaixou o rosto para conferir em seu aparelho e voltou a encarar a treinadora — Brittany Susan Pierce não tem notas tão boas assim. O que me diz?
Santana levantou-se irritada no seu lugar, mas Blaine a puxou novamente.
Brittany é um únicórnio. — a treinadora disse despertando a surpresa e confusão de todos — E ela é bem mais esperta e educada que qualquer um dos senhores, então parem de atacar minhas crianças. — Sue encarou os animadores — Megan, para onde você vai? — perguntou.
A ruiva deu um passo a frente.
Universidade de Ohio. — a garota disse e os animadores trocaram olhares orgulhosos — Fui comunicada essa manhã, os diretores da aceitação de alunos agradeceram sua carta de recomendação treinadora. E eu também. — Megan encarou a mulher e sorriu antes de voltar ao seu lugar.
Mercedes. — Sue chamou.
Estarei na Califórnia ano que vem. UCLA. — a garota negra disse após dar um passo a frente — Vou cursar música e além disso, a treinadora me conseguiu um teste em uma gravadora pequena, mas que quer apostar em novos talentos. — Mercedes encarou Sue — Obrigada por confiar em mim, treinadora.
Rachel encarava a amiga voltar para o seu lado orgulhosa, ela queria abraça-la agora.
Eu aposto nessas crianças, porque não importa sua cor, sua opção sexual, ou até mesmo a sua personalidade arrogante tão parecida com a minha. — a mulher sorriu quase orgulhosa — Confio no que faço, eu estou os treinando para lutarem e eu nunca falho, me perdoem. E não são vocês que vão continuar expondo as minhas crianças, pois agora eu vou avisá-los cara a cara, mas um nome deles sendo citado em suas notas de merda, e vocês serão processados.
Os homens trocavam olhares quase constrangidos, envergonhados e agora sentiam medo da ameaça da mulher.
Podem começar. — Sue autorizou acenando com a mão para os animadores.
Nenhum de nós tem medo de assumir o que é. — Rachel tomou a voz — Porque Deus não cria nada imperfeito, ou algo que ele saiba que não sairá bem. Se ele é amor, então não pode nos castigar, isso iria contra tudo o que tentam nos empurrar. Ele nos ama de qualquer forma, abraça suas criações sem impor regras a elas.
Todos os animadores começaram a tirar suas jaquetas.
Kurt, Brittany e Megan que estavam na formação de animadores, tiraram suas jaquetas. Kurt com um "I likes boys" estampado no peito, Brittany com um "I likes A girl", isso causou um grande sorriso no rosto de Santana. Megan usava um "I likes me", que fez Rachel sorrir docemente pra ela. Sebastian usava um "I love you, guy", Blaine teve que se forçar a manter o foco, afinal o garoto estava se assumindo e ele já devia ter isso planejado. A culpa invadia o presidente de turmas.
Todos tinham palavras de suas escolhas, que gostavam de garotas, que gostavam de garotos, que gostavam de si mesmos, ou da vida, ou de flores, de qualquer coisa. Essa era a intenção daquele momento, não demonstrar sua opção sexual, mas demonstrar o que era importante.
Rachel suspirou e foi a frente do palco, até a ponta, os flashes eram disparados e ninguém perdia um detalhe.
Eu não deveria fazer nada, pois vocês me jogaram para fora do armário para toda Lima. — Rachel suspirou emocionada, Blaine focou sua câmera na garota — Vocês me tiraram o direito de estar com os meus amigos agora, feliz e assumindo o que eu sou. Mas se eu me sinto mal por não estar com eles agora, é por conta de uma pessoa e é por ela que vou fazer isso.
A morena sorriu e puxou a jaqueta para fora do corpo.
Santana ficou boquiaberta, Blaine riu alegre e emocionado aumentando o zoom da câmera na camiseta da animadora. Mas a latina não podia esperar para ver sua amiga emocionada e um pouco bem, ela sabia que Quinn passaria mal ao ver aquilo, mal em um bom sentido.
Santana tirou uma foto e enviou para a loira no hospital.
Vamos, Quinnie, coma! — Frannie ordenava quase furiosa para a irmã caçula.
Isso é tão ruim Frannie. — resmungou a garota.
Devia ter pensado antes de entrar nessa. — as duas irmãs trocaram um sério e longo olhar, Frannie suspirou cansada — Desculpe.
O alarme de mensagem do celular de Quinn tirou as loiras do momento constrangedor, Frannie se apressou em pegar o aparelho da mesa ao lado da cama, antes de Quinn.
É uma mensagem da Santana. — anunciou Frannie sentando-se ao lado de Quinn.
Frannie é pra mim! — disse a loira mais nova incomodada — Me deixe ver.
É multímida Quinn. — a mulher estreitou os olhos sobre a figura borrada na tela se ajustando aos poucos, ela sorriu.
Francine Fabray, isso se chama invasão de privacidade! — Quinn vociferou birrenta.
Acho que vai gostar. — Frannie estendeu o telefone para a irmã, rapidamente Quinn a encarou desconfiada.
A loira mais nova aceitou o celular, para depois de alguns segundos e percebeu que a irmã havia saído da mensagem, Quinn suspirou antes de colocar o aparelho entre as mãos e apertar sobre a mensagem.
O ar foi solto após ter sido prendido, Quinn deixou o queixo cair levemente e uma lágrima emocionada escorreu sem controle pelo seu rosto.
Ela queria Rachel. Ela queria a garota agora.
A imagem continha uma Rachel de sorriso iluminado e usando uma camiseta branca com as seguintes palavras:
I love Quinn.
Notas finais
Brittany novamente mostrando o quanto esperta ela é. Santana, Brittany, Blaine e Rachel vão até o hospital ver a Quinn. Um novo integrante da família Lopez vai aparecer. Haverá uma morte (dessa vez realmente alguém morre) e lembranças.
Fui.
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